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RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 11/03/2016

ÁSIA: Os mercados da Ásia reverteram as perdas iniciais e fecharam em alta nesta sexta-feira, com os investidores digerindo o pacote de medidas de flexibilização do Banco Central Europeu (BCE), cortando suas principais taxas de juro e ampliando seu programa maciço de compra de títulos.

Após a conferência à imprensa proferida pelo presidente do BCE, Mario Draghi, os mercados reagiram negativamente às medidas; o euro se fortaleceu e empurrou as ações para baixo. Inicialmente, os mercados asiáticos rastrearam este humor mas mais tarde o ânimo tomou conta e apagou as perdas. Analistas disseram que os mercados de dívida eram muito mais otimista com o anúncio do BCE e que o mercado de ações, mais errático, resolveu seguir a liderança mais calma do mercado de títulos e moveu-se para cima. Outros analistas atriburam a reação negativa inicial dos mercados à uma falta de confiança nas perspectivas econômica e na capacidade do BCE de elevar a inflação, além disso, o estímulo do BCE foi o esperado e os preços já estavam valorizados pelo mercado anteriormente.

O valor de referência japonês Nikkei apagou as perdas e fechou 0,51% maior, em 16,938.87, mas o índice caiu 0,44% na semana. O iene manteve-se dentro dos 113 em relação ao dólar, com a paridade fechando a 113,47. Exportadores no Japão terminaram sem direção. Toyota caiu 0,23% e Nissan caiu 0,32%, enquanto Sony subiu 0,3%. Normalmente, um iene mais forte é  negativo para os exportadores, pois reduz os seus lucros no exterior quando convertidos em moeda local.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 fechou em alta de 0,32%, em 5,166.40 pontos, registrando um ganho de 1,5% na semana. As ações australianas subiram pela segunda semana consecutiva, puxada por um ganho recorde de 19% no preço do minério de ferro. O BNP Paribas disse em uma nota nesta sexta-feira que as commodities, em particular o minério de ferro, tinha sido um fator chave para o mercado australiano nesta semana na ausência de dados importantes, com o rali no início da semana ocorrendo depois do Congresso do Partido Nacional da China no fim de semana (5-6 de março). Nesta semana, o minério de ferro atingiu US $ 63,30 a tonelada, o seu ponto mais alto no ano, mas hoje, os preços recuaram para US $ 57,40 a tonelada, mas o rali de commodities ajudou a fortalecer o dólar australiano que subiu para US $ 0,75, ante US $ 0,71 no mês passado.

Entre as mineradoras da Austrália, Rio Tinto caiu 0,36% e BHP Billiton recuou 0,51%, enquanto South32 terminou em alta de 3,5%. Entre notícias corporativas na sexta-feira, a joint venture entre a Vale e BHP Billiton, SAMARCO, anunciou que estava esperando para reiniciar a produção em sua mina de minério de ferro em Minas Gerais até o início do quarto trimestre, a menos de um ano depois que a barragem de rejeitos estourou matando 19 pessoas.

BHP caiu 0,3% na semana a US $ 17,61, enquanto Rio Tinto mergulhou 0,7%, para US $ 44,57. Fortescue subiu 6,4% na semana a US $ 2,65 após a notícia de que a Vale poderia comprar até 15% das ações da Fortescue e uma participação direta nas minas da empresa australiana, a maior manobra corporativa feita em Pilbara desde 2010, quando BHP e Rio Tinto juntaram suas divisões de minério de ferro.

South32 registrou o melhor desempenho na semana, disparando 19,5% para US $ 1,63 em meio à especulações de que seus principais produtos, manganês, alumina e carvão estão subindo. O manganês, que responde por cerca de 27% dos lucros tem calmamente subido 49% neste ano.  Os preços da alumina, que respondem por um quarto de seus lucros recuperou 21% e para finalizar, a UBS, atualizou a empresa de esperar para comprar, observando que metade da produção mundial desses produtos é deficitária.

Mercados chineses inverteram as perdas, com o Shanghai Composite e o Shenzhen Composite sendo negociado em ligeira alta. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,65%. O yuan chinês se fortaleceu contra o dólar, com o par dólar / yuan em queda de 0,21%, para 6,4935. Antes da abertura dos mercados, o Banco Popular da China (PBOC) definiu o ponto médio de correção do yuan em 6,4905, seu nível mais forte em 2016, em comparação com correção de 6,5127 de quinta-feira.

Os preços do petróleo subiram durante o horário da Ásia, depois de inverter a tendência descendente durante o horário americano, quando relatórios davam conta que seria pouco provável a decisão da OPEP de congelar a produção sem a participação do Irã. Na Austrália, Santos subiu 0,78%, Oil Search caiu 1,91% e a japonesa Inpex recuou 1%. Na China continental, os stocks de energia recuaram. Sinopec caiu 1%.

EUROPA: As bolsas europeias avançam com os investidores aproveitando um rali nos preços do petróleo e reagindo tardiamente às medidas de flexibilização do Banco Central Europeu (BCE) anunciado na quinta-feira.

O Stoxx Europe 600 sobe 2,11%, com destaque para os bancos. O Stoxx Europe índice de 600 Financials sobe 1,93% após o BCE lançar quatro operações de refinanciamento de prazo direcionados, ou TLTRO. O italiano UniCredit dispara 7,89%, o espanhol Banco Popular Español avança 9,46% e Deutsche Bank  da Alemanha sobe 6,28%.

No Reino Unido, o FTSE 100 avança, seguindo seus pares regionais. O déficit comercial do Reino Unido com o resto do mundo diminuiu para GBP 10.3 bilhões ($ 14.200.000.000)em janeiro, ante um déficit revisado de GBP 10.5 bilhões em dezembro. Os dados mostraram que o déficit com a UE aumentou em janeiro para GBP 8.1 bilhões, com o Reino Unido importando mais de seus vizinhos, mas o déficit com o mundo fora da UE melhorou, diminuindo para GBP 2.2 bilhões de GBP 3 bilhões em dezembro.

O Reino Unido se prepara para um referendo sobre a sua continuidade na UE prevista para 23 de Junho e a UE é o destino para um pouco menos de metade das exportações anuais da Grã-Bretanha e muitos economistas alertam que deixar o bloco poderia prejudicar o seu crescimento. Os simpatizantes com a saída da UE alegam que deixaria o Reino Unido livre para novos acordos comerciais com os mercados emergentes e outros países não europeus, o que poderia em última análise beneficiar o comércio britânico.

As mineradoras em Londres avançam. BHP Billiton sobe 3,3% e Rio Tinto avança 3,4%. Entre as empresas de petróleo, BP e Royal Dutch Shell sobem 2,2% cada.

Os preços de consumidor alemão aumentou 0,4% em fevereiro em relação ao mês anterior, mas diminuiu 0,2% em relação a fevereiro de 2015, confirmando a sua primeira estimativa. Os dados de fevereiro, assim com os dos meses anteriores, ficou abaixo da meta de inflação de médio prazo do Banco Central Europeu de pouco menos de 2%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h30 - Import Prices (preços de bens importados, excluindo petróleo);

HORÁRIO DE VERÃO EUA:  Os Estados Unidos entram no horário de verão no dia 13 de março, quando os relógios serão adiantados em 1h. Com isso, Brasília passará a ficar 1h à frente de Nova York e as bolsas em Wall Street passarão a abrir às 10h30 (de Brasília) e fechar às 17h (de Brasília).

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 10/03/2016

ÁSIA: Os mercados asiáticos fecharam sem direção nesta na quinta-feira, enquanto os investidorews digeriam mais uma rodada de dados chineses, bem como as decisões de taxa de juro dos bancos centrais da Nova Zelândia e Coreia do Sul. O Reserve Bank of New Zealand (RBNZ) surpreendeu os mercados com um corte de 25 pontos base da taxa de juros para 2,25%, enquanto o Banco Central da Coreia do Sul manteve suas taxas de juro inalteradas em 1,5% pelo nono mês consecutivo, em linha com as expectativas do mercado. O índice de referência da Nova Zelândia fechou em alta de 0,79% enquanto o KOSPI da Coreia do Sul subiu 0,84%.

Na China, o preço ao consumidor no continente em fevereiro acelerou 2,3% para uma alta de seis meses puxado pelos preços dos alimentos. A inflação subiu mais rápido do que os 1,8% de janeiro e acima das expectativas da Reuters para aumento de 1,9%. O ritmo da expansão em fevereiro foi o mais rápido crescimento anual desde julho de 2014. Segundo o Bureau Nacional de Estatística, os preços de muitos alimentos estão no seu ponto mais alto em termos absolutos desde que o órgão começou a recolher dados semanais em 2009. O único período comparável foi de fevereiro de 2008, sugerindo que os preços dos alimentos devem continuar a subir nas próximas semanas, podendo demorar cerca de dois meses para normalizarem completamente. Analistas acreditam que essa leitura inflação mais elevada dificilmente irá reduzir espaço para uma maior flexibilização monetária do Banco Popular da China (PBOC) e que provavelmente vai insistir com uma política monetária acomodatícia a fim de apoiar o crescimento, mas ede uma maneira geral, uma inflação mais elevada faz com que seja mais difícil para o banco central da China estimular a economia.

Mercados chineses fecharam em queda. Shanghai Composite caiu 2,03%, Shenzhen Composite recuou 0,4 por cento e o índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,06%. Os investidores ainda estão focados nas notícias que saíram do Congresso Nacional do Povo, uma reunião legislativa em Pequim. Alguns analistas e traders dizem que o governo chinês poderia estar apoiando o mercado através da compra de ações nesta semana. Ainda assim o valor de referência permanece em queda de cerca 2,4% na semana, em meio a uma falta de indicação mais clara se vai ou não rolar estímulo significativo na economia.

No Japão, a divisão dentro do Banco do Japão sobre a necessidade de revisões fiscais veio à tona nesta quinta-feira, após o Presidente Haruhiko Kuroda dizer perante o parlamento japonês que o aumento do imposto sobre vendas à varejo de 5% para 8% em abril de 2014 teve um "impacto ligeiramente maior do que o esperado" na economia do país, mas Kikuo Iwata, um dos dois vices presidentes do BOJ convocado para a mesma sessão parlamentar, disse que o impacto da mudança tributária tem sido "muito maior e mais prolongada" do que o esperado, aumentando a desconfiança sobre a capacidade do BC de fazer a economia andar com o esperado aumento do imposto para 10% em abril de 2017, o que tornaria difícil para o BOJ alcançar sua meta de 2% de inflação antes ou mesmo depois do fim do mandato do Sr. Kuroda que termina em março de 2018.

A economia do Japão entrou em recessão após o aumento do imposto sobre as vendas, forçando o Banco Central a aumentar suas medidas de estímulo no Outono de 2014. O Sr. Kuroda disse várias vezes que o aumento de impostos que teria um impacto limitado sobre a economia, mas os gastos do consumidor permanecem estagnados desde então. O consumo interno representa 60% da economia da terceira maior do mundo. O japonês Nikkei fechou em alta de 1,26%, em 16,852.35 pontos. O iene japonês recuou em relação ao dólar, com o par sendo negociado a 113,66. A maioria dos principais exportadores japoneses subiram. Toyota subiu 2,98%, Nissan avançou 2,14% e Honda subiu 1,61%. Um iene mais fraco geralmente é um fator positivo para os exportadores, pois aumenta os seus lucros no exterior quando convertidos em moeda local.

Na Austrália, S & P / ASX 200 terminou 0,14% menor para 5,150.07 pontos. Em notícias do setor financeiro, a agência de classificação Moody´s advertiu que um processo judicial contra o ANZ Banking Group foi negativo para o banco, uma vez que poderia aumentar os custos consideravelmente ​​e possíveis ações judiciais. O ASIC, o regulador bancário, começou um processo judicial contra ANZ na semana passada cobrando uma conduta irresponsável e manipulação na taxa de referência no mercado swap na conta bancária (BBSW). ANZ fechou estável em US $ 25,49, Commonwealth Bank caiu 0,2%, National Australia Bank subiu 0,4%, enquanto Westpac fechou estável em US $ 32,52.

As ações de mineradoras inicialmente ficaram sob pressão após o minério de ferro cair pesadamente na quarta-feira, com spot do minério de ferro entregue ao porto de Qingdao recuar 8,8% para US $ 58,02 uma tonelada, comendo parte do aumento recorde da segunda-feira, seu nível mais alto desde junho de 2015, em meio à sensação de que a oferta global estaria superando a demanda. Entre as mineradoras BHP Billiton fechou em alta de 0,3%, enquanto Rio Tinto avançou 1% e a mineradora de minério de ferro Fortescue fechou estável em US $ 2,71.

Os futuros do petróleo recuaram durante o pregão asiático após subir 4,9% no horário americano, quando o Energy Information Administration dos EUA disse que estoques de petróleo bruto subiram 3,9 milhões de barris na semana passada para quase 522 milhões de barris, porém, os estoques de gasolina caíram 4,5 milhões de barris. Players do setor negociaram sem direção. Na Austrália, Santos subiu 1,06%, Woodside Petroleum caiu 0,56%,  as japonesas Inpex e Japan Petroleum ganharam 1,91 e 1,45%, respectivamente, enquanto os chineses do continente estavam em baixa, com Sinopec perdendo 2,09% e Petrochina recuando 2,44%.

EUROPA: As bolsas europeias operam enter altas e baixas, com os investidores esperando se o Banco Central Europeu irá cumprir as suas promessas de mais estímulos para a economia da zona do euro na reunião de política do BCE em Frankfurt, seguida da conferência à imprensa liderada pelo presidente do BCE, Mario Draghi.

O banco central deve cortar a sua taxa de depósito em 10 pontos base, levando-o ainda mais para o território negativo. Alternativamente, o BCE poderia expandir suas compras mensais em seu programa de flexibilização quantitativa em até 20 bilhões de euros, para um total de € 80 bilhões. Analisas acreditam que o BCE pode, finalmente, ser capaz de fazer o que não conseguiu em dezembro, de entregar um pacote de estímulo substancial e que os mercados possam subir, referindo-se ao fato do chefe do Bundesbank, Jens Weidmann, não participar na votação na reunião política de março.

Na França, a produção industrial subiu 1,3% em janeiro em relação ao mês anterior, refletindo uma aceleração nas atividades de montagem de automóveis, geração de eletricidade e petróleo. Analistas esperavam que a produção aumentasse 0,7%. As ações da Carrefour caem 0,9% mesmo após a varejista propor um aumento de seu dividendo em 2,9%, para 0,70 euros por ação, após o lucro operacional subiu 2,4%, para 2.445 bilhões de euros (US $ 2,68 bilhões), em linha com a pesquisa Thomson Reuters de 2,45 bilhões de euros e que uma recuperação contínua na Espanha e melhorias na Itália elevaram o lucro operacional para 2,4% em 2015. O banco francês Société Générale disse cortará 550 postos de trabalho ao longo de cinco anos. Ações do banco sobem 0,5%. O CAC 40 opera entre altas e baixas.

No Reino Unido, o FTSE 100 opera em baixa, com a mineradora BHP Billiton, operando ex-dividendo, caindo 2,29%, Rio Tinto recuando 0,29%, Anglo American perdendo 0,47% e Glencore em baixa de 1,05%. Entre empresas de petróleo, BP cai 1,57% e Royal Dutch Shell recua 1,10%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h30 - Unemployment Claims (número de pedidos de auxílio-desemprego);
13h01 - 30-y Bond Auction (leilão de títulos de 30 anos do governo dos EUA);
16h00 - Federal Budget Balance (orçamento federal dos Estados Unidos).

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20

ÁSIA
Nikkei: +1,26%
Austrália: -0,14%
Shanghai: -2,03%
Hong Kong: -0,06%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,01%
London - FTSE: -0,50%
Paris CAC: -0,08%
IBEX 35: +0,05%
FTSE MIB: -0,13%

COMMODITIES
BRENT: -0,76%
WTI: -0,93%
OURO: -0,67%
COBRE: -0,45%
SOJA: -0,31%
ALGODÃO -0,30%
MILHO -0,42%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,09%
SP500: +0,19%
NASDAQ: +0,13%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 09/03/2016

ÁSIA: Os mercados asiáticos fecharam em sua maioria em baixa nesta quarta-feira, com analistas apontando preocupações com a economia da China após dados comerciais mais baixos do que o esperado em fevereiro. Dados de ontem mostraram que as exportações da China em fevereiro caíram 25,4% e as importações diminuíram 13,8%, muito abaixo do que o esperado pelos analistas.

As bolsas chinesas caíram sob peso das preocupações com os preços dos metais instáveis. O Shanghai Composite fechou em baixa de 1,35%, em 2,862.12 pontos, interrompendo uma sequência de seis altas seguidas, enquanto o Shenzhen Composite caiu 2,11%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou praticamente estável em 19,996.26, com baixa de 0.08%. Destaque para as siderúrgicas chinesas que fecharam em forte baixa após recente rali, depois que a agência de notícias oficial Xinhua informou que o governador de Hebei, uma província do norte perto de Pequim, disse que a província pretende fechar 60% das suas fábricas de aço em 2020. As ações da Shandong Jinling Mining despencou 8,04%, Yunnan Copper caiu 7,62% e Nanjing Steel recuou 5,05%.

Empresas imobiliárias também puxaram os mercados chineses para baixo. O sub índice de propriedade de Xangai caiu 1,2% após Pan Gongsheng, vice-governador do Banco Popular da China, dizer que o banco central pretende apertar as regras de financiamento que haviam ajudado a alimentar o boom imobiliário nas cidades de primeira linha.

O valor de referência japonês Nikkei terminou em baixa de 0,84%, em 16,642.20 pontos. O iene japonês manteve sua força em relação ao dólar e foi negociado  a 112,56, abaixo de 113 da terça-feira. A maioria dos principais exportadores no Japão terminou em baixo. Toyota perdeu 0,23%, Nissan caiu 1,28% e Honda recuou 0,96%, mas a Sony terminou 2,43% maior. Um iene mais forte é geralmente negativo para os exportadores, pois afeta os seus lucros no exterior quando convertidos para a moeda local.

Os rendimentos dos títulos do governo japonês de longo prazo caíram, com os investidores realizando lucro da terça-feira. os rendimentos dos títulos movem inversamente aos preços.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 ignorou a tendência regional de baixa e subiu 0,96%, a 5,157.20 pontos, impulsionado pelo setor financeiro que avançou 1,55%. As mineradoras da Austrália terminaram misto. Rio Tinto caiu 2,12%, BHP Billiton recuou 1,92% e Fortescue caiu 2,87%, após disparar 23,7% na segunda-feira após anúncio de uma possível joint venture com a mineradora brasileira Vale. Em sentido contrário, as ações da South32 fecharam em alta de 4,93%.

Os preços do petróleo mudaram de curso no horário da Ásia, após cair durante o horário dos EUA. Players de petróleo na região fecharam em forte baixa. Na Austrália, Santos caiu 2,57%, Woodside Petroleum caiu 2,68%, as japonesas Inpex e Japan Petroleum perderam 2,61 e 0,58%, respectivamente. No continente chinês, Sinopec caiu 7,58% e China Oilfield declinou 3,75%.

EUROPA: As bolsas europeias são negociadas em alta após recuar no pregão anterior, descartando a fraqueza dos pares asiáticos e americanos, com o petróleo ganhando força após a reversão da tendência de queda visto na Ásia, com os investidores caçando pechinchas após o declínio durante o horário do pregão americano. Os preços na Ásia abriram em baixa, mas recuperaram no final do dia, com investidores antecipando aos dados de produção dos EUA que segundo analistas deve mostrar novas quedas na última semana.

Os investidores se preparam para a reunião de política monetária do BCE na quinta-feira, onde se espera que o presidente do banco central, Mario Draghi corte a taxa de depósito para bancos e divulgue mais flexibilização para estimular a sua economia.

O pan europeu Stoxx 600 é negociado 0,4% maior. Um dos melhores desempenhos no índice é da Telecom Italia que sobe 3,7%, enquanto Restaurant Group, com queda de 14% figura na ponta oposta. A varejista de moda espanhola Inditex sobe 1% depois de relatar um aumento de 15% no lucro líquido em 2015.

Na Alemanha, as ações do Deutsche Post sobem 0,3% depois que a empresa de entrega expressa informou que o EBITDA atingiram 957 milhões de euros (US $ 105 milhões) no quarto trimestre, contra a expectativa média de analistas em uma pesquisa da Reuters de 943 milhões ($ 103 milhões). As ações da concessionária de serviços públicos alemã E.On sobe 1,6%, apesar de reportar uma perda líquida de 7 mil milhões de euros em 2015, mais do dobro dos 3,1 mil milhões de euros reportados em 2014, enquanto as ações da Volkswagen caem 2,1% após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos notificar a montadora alemã a respeito da fraude com emissões de poluentes em seus carros movidos à diesel. DAX 30 sobe.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe após zanzar entre pequenos ganhos e perdas. O benchmark caiu 0,9% na terça-feira, quando as mineradoras levaram um golpe na cabeça após dados comerciais pobres da China. Uma alta nesta quarta-feira seria a primeira em três sessões.

A produção industrial do Reino Unido em janeiro cresceu 0,3% ante dezembro e 0,2% ante um ano atrás, abaixo das expectativas de um crescimento de 0,5%, pesada por uma queda na produção de petróleo e gás do Mar do Norte. Os números adicionam sinais de que a economia do Reino Unido desacelerou no primeiro trimestre, em meio a um crescimento global desigual no mundo desenvolvido, compensando uma forte desaceleração nos mercados emergentes e a crescente incerteza sobre o futuro do Reino Unido na União Europeia antes do referendo sobre a adesão à UE em junho.

Ainda em Londres, a mineradora Glencore sobe 4,54%, recuperando parte da queda de 18% na terça-feira, após divulgar um deslizamento de terra na mina de cobre Kantanga na República Democrática do Congo. BHP Billiton sobe 0,36% e Rio Tinto avança 0,49%. Entre as companhias de petróleo, BP cai 0,13% e Royal Dutch Shell avança 0,36%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
12h00 - Wholesale Inventories (dados de vendas e estoques no atacado americano);
12h30 - Crude Oil Inventories (relatório sobre o nível das reservas americanas de petróleo);
15h01 - 10-y Bond Auction (leilão de títulos de 10 anos do governo americano);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h30

ÁSIA
Nikkei: -0,84%
Austrália: +0,96%
Shanghai: -1,35%
Hong Kong: -0,08%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,45%
London - FTSE: +0,05%
Paris CAC: +0,51%
IBEX 35: +0,55%
FTSE MIB: +1,07%

COMMODITIES
BRENT: +2,00%
WTI: +1,93%
OURO: -0,27%
COBRE: +0,59%
SOJA: -0,08%
ALGODÃO -0,49%
MILHO -0,35%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,22%
SP500: +0,19%
NASDAQ: +0,13%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.