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terça-feira, 7 de abril de 2020

RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 07/04/2020

ÁSIA: As bolsas da Ásia fecharam em alta nesta terça-feira, com esperanças crescentes de que a propagação da pandemia global de coronavírus possa estar diminuindo. 

A Coreia do Sul relatou menos de 50 novos casos de infecção pelo segundo dia consecutivo na terça-feira. 

A China também não registra novas mortes por conta do vírus desde 6 de abril. Foi primeira vez que o país não registrou mortes desde janeiro, quando começou a publicar atualizações diárias. A Comissão Nacional de Saúde da China (NHC) registrou 32 novos casos. Isso eleva o total do país para 81.740 casos confirmados e 3.331 mortes.

Na China continental, as bolsas voltaram de um feriado na segunda-feira e lideraram os ganhos entre os principais mercados da região. O composto de Shenzhen subiu 3,18%, enquanto o composto de Xangai subiu 2,05%. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,12%.

No Japão, o Nikkei subiu 2,01%, enquanto o índice Topix subiu 1,96%. O movimento aconteceu depois que o primeiro-ministro do país, Shinzo Abe, disse que os gastos fiscais sob o pacote de estímulo do Japão para deter as consequências do surto de coronavírus totalizarão 39 trilhões de ienes (US $ 357 bilhões), segundo um relatório da Reuters, citando a agência de notícias local Jiji. 

Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,77%, enquanto as ações da gigante Samsung Electronics pesavam 1,85% sobre o índice, depois que a empresa disse que seu lucro no primeiro trimestre provavelmente foi de US $ 5,2 bilhões, um pouco acima das expectativas.

Enquanto isso, o  S & P / ASX 200  na Austrália encerrou seu pregão 0,65% menor, a 5.252,30 pontos, após o Reserve Bank of Australia manter sua taxa de juros inalterada conforme o esperado por analistas em uma pesquisa da Reuters. Entre as mineradoras, Fortescue Metals subiu 1,9%, Rio Tinto avançou 0,4%, enquanto a produtora de petróleo Woodside Petroleum subiu 1,9%.

No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan subiu 2,11%.

EUROPA: Os mercados europeus negociam em alta nesta terça-feira, com os investidores esperando que a região esteja buscando um platô no surto de coronavírus.

O pan-europeu Stoxx 600 salta 2,5%, com ações do setor de viagens e lazer liderando os ganhos, à medida que todos os setores e principais setores entraram em território positivo.

Os investidores da Europa também reagem às notícias da noite passada de que o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi transferido para tratamento intensivo, à medida que seus sintomas de coronavírus pioraram, de acordo com um comunicado do governo. O secretário de Relações Exteriores Dominic Raab assumirá temporariamente as funções do primeiro-ministro enquanto Johnson estiver hospitalizado.

Apesar da doença de Boris Johnson, há esperanças na Europa de que o aumento no número de novas infecções e mortes esteja começando a diminuir.

Enquanto isso, os ministros das Finanças da zona do euro se reunirão na terça-feira para discutir apoio adicional ao bloco de 19 membros.

Aumentaram as expectativas de que a Arábia Saudita e a Rússia reduzam parte de sua produção. A demanda por petróleo despencou devido ao enfraquecimento da economia e qualquer redução na produção ajudaria a sustentar seus preços. Uma reunião entre a Opep, a Rússia e outros produtores, que estava agendada para segunda-feira foi adiada para quinta-feira.

Em Londres, as empresas de energia BP e Royal Dutch Shell sobe, 1,6 e 3,1%, respectivamente. Entre as empresas de mineração, Anglo American sobe 6%, Antofagasta sobe 1,7%, BHP avança 2,2%, enquanto Rio Tinto adiciona 0,6%.

EUA: Os futuros de ações apontam para um salto na abertura do pregão nesta terça-feira de manhã, após uma forte recuperação na sessão anterior.

As ações subiram na segunda-feira, com uma série de manchetes apontando para uma potencial estabilização do surto de coronavírus nos EUA. O Dow subiu 7,73%, ou 1.600 pontos, registrando seu terceiro maior ganho por pontos de todos os tempos. O S&P 500 subiu 7% para o nível mais alto desde 13 de março. Com o rali de segunda-feira, o S&P 500 saltou cerca de 20% em relação à baixa de 52 semanas registrado em 23 de março.

O presidente Donald Trump disse em uma entrevista coletiva na segunda-feira que há “tremenda luz no fim do túnel”, citando várias substancias terapêuticas sendo testados. Trump repetiu comentários de autoridades da Organização Mundial da Saúde que disseram que as pesquisas para desenvolver vacinas e tratamentos “aceleram em uma velocidade incrível”.

Segundo Marko Kolanovic, estrategista do JPMorgan, o "ápice no estado de Nova York provavelmente é iminente", em nota divulgada na segunda-feira, já que o distanciamento social está funcionando.

Ainda assim, os casos nos EUA, o país mais afetado do mundo, com 368.449 e 10.993 mortes, enquanto 19.919 pessoas se recuperaram. O número de casos de COVID-19 em todo o mundo aumentou para 1,36 milhão na terça-feira, enquanto o número de mortes subiu para 74.870, de acordo com dados da Johns Hopkins Whiting School of Engineering. Pelo menos 285.437 pessoas em todo o mundo se recuperaram do novo coronavírus em 184 países. Na Europa, a Espanha tem 140.510 casos e 13.341 mortes. A Itália possui 132.547 casos e 16.523 fatalidades. (Os números da Itália ainda não foram atualizados). A Alemanha tem o quarto maior número, com 103.375, mas apenas 1.810 mortes. A França tem 98.984 casos e 8.926 mortes. A China tem 82.718 casos e 3.335 mortes. O Irã, tem 62.589 casos e 3.739 mortes.

O Índice de Volatilidade Cboe, conhecido como índice do medo, caiu 3,3%, para 45,24 pontos na terça-feira, o nível mais baixo em cerca de duas semanas. Três semanas atrás, o VIX atingiu um recorde de 82,69, superando o nível mais alto durante a crise financeira. 

As bolsas ainda estão em território de baixa, com o S&P 500 cerca de 21,5% do seu recorde. 

Na agenda econômica, está prevista a divulgação dos números de crédito ao consumidor às 16h00.

As pequenas empresas sofrem queda recorde de otimismo à medida que a crise do coronavírus se aprofunda, diz NFIB.

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +4,00%
SP500: +3,60%
NASDAQ: +3,31%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 06/04/2020

ÁSIA: As bolsas na região Ásia-Pacífico subiram nesta segunda-feira, na esperança de que a batalha contra a pandemia de coronavírus possa estar tendo progressos em algumas áreas bastante atingidas. Embora “ainda haja incertezas”, parece haver sinais de que o vírus possa estar diminuindo em alguns lugares, alimentando “o otimismo de que os bloqueios talvez não precisem persistir por um período prolongado”, disse um analista.

Relatórios mostraram que o número mortos parecem estar diminuindo em regiões críticas, como na cidade de Nova York, na Espanha e Itália. 

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, deve anunciar estado de emergência na terça-feira, para conter ainda mais a atividade pública e consequentemente conter o surto. Foi relatado também que o governo da Tailândia estava considerando expandir seu toque de recolher das 22h às 18h.

No Japão, o Nikkei subiu 4,24%, liderando os ganhos regionais, enquanto o índice Topix, mais amplo, avançou 3,86%.

Na Austrália, o  S & P / ASX 200 fechou em alta de 4,33%, em 5.286,80 pontos, enquanto as ações dos principais bancos do país registraram ganhos de mais de 3,5% cada. Entre as mineradoras, BHP subiu 5,2% e Rio Tinto avançou 2,2%. A produtora de petróleo Woodside Petroleum avançou 6,4%.

O Kospi da Coreia do Sul avançou 3,85%, fechando em 1.791,88 pontos. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 2,21%.

No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan fechou em alta de 1,99%.

Os mercados da China permaneceram fechados na segunda-feira por conta de um feriado.

Os investidores continuam monitorando a evolução da pandemia global do novo coronavírus. Globalmente, mais de 1,2 milhão foram infectados e pelo menos 65.711 perderam as suas vidas por conta do vírus, segundo dados compilados pela John Hopkins University.

Os investidores também permaneceram focados nos preços do petróleo, que reduziram suas perdas na tarde do pregão asiático, depois que o CEO do fundo soberano russo RDIF disse que Moscou e Riad estão “muito perto” de um acordo de petróleo.

Os contratos futuros do Brent, de referência internacional, caíram 1,35%, para US $ 33,65 por barril, após terem operado no positivo no início da sessão. Os contratos futuros do petróleo dos EUA caíram 1,83%, para US $ 27,82 por barril.

No início da sessão, os contratos futuros de petróleo haviam caído 9% depois que uma reunião programada entre a OPEP e seus aliados,  coletivamente denominada OPEP +, foi adiada, aumentando o receio de que um corte na produção pudesse enfrentar desafios.

Na semana passada, o futuro do petróleo Brent e WTI dos EUA registraram suas melhores semanas, após a Arábia Saudita convocar uma reunião da OPEP+, sinalizando que poderia haver progresso em um corte na produção. Mas as tensões entre a Arábia Saudita e a Rússia aumentaram na sexta-feira e agora a reunião “provavelmente” será realizada na quinta-feira, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

A reunião da organização em março terminou sem acordo, depois que a Rússia rejeitou o corte proposto por Riad, que havia sido feito em uma tentativa de sustentar a queda nos preços do petróleo à medida que o surto de coronavírus minava a demanda. Isso deu início a uma guerra de preços sem procedentes entre os dois produtores.

EUROPA: As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira, sob sinais de que a disseminação do coronavírus possa estar diminuindo, confirmando que as medidas do confinamento está funcionando.

A Itália, que foi o epicentro da pandemia da Europa, antes que a Espanha a superasse em termos de número de casos, registrou o menor número diário de mortes por COVID-19 em mais de duas semanas no domingo, informou a Reuters. A Alemanha registrou uma desaceleração na taxa de novos casos no domingo pelo terceiro dia consecutivo, enquanto na Espanha, a taxa de novas infecções e mortes continuou a diminuir; O aumento no número de mortes no domingo representou um aumento de 6% no total de mortes, cerca de metade da taxa relatada há uma semana.

“Os dados desta semana e hoje confirmam a desaceleração das infecções”, disse o ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa, em entrevista coletiva, informou a Reuters. 

O Stoxx Europe 600 avança 2,88%, após cair 0,6% na semana passada. 

O alemão DAX 30 sobe 4,368%, enquanto os ganhos também foram observados no francês CAC 40 e FTSE 100 do Reino Unido, que avançam 3,66% e 2,13%, respectivamente.

Em Londres, Anglo American sobe 4,5%, BHP sobe 2,7%, Rio Tinto avança 0,4%, enquanto a produtora chilena de cobre, Antofagasta cai 1,3%. Entre as produtoras de petróleo, BP cai 1,6% e Royal Dutch Shell cai 0,7%.

Enquanto isso, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, foi internado em um hospital para exames no domingo, 10 dias após  contrair o coronavírus e pressionou a libra esterlina. Um porta-voz de Downing Street disse que foi um a“medida de precaução”, já que o primeiro-ministro continua apresentando sintomas persistentes do vírus. 

EUA: Os mercados futuros dos índices de ações dos EUA operam em alta na manhã de segunda-feira, com a redução das taxas de mortalidade na Europa subsidiando esperanças nos mercados internacionais, apontando para uma forte recuperação no começo da semana.

O otimismo foi impulsionado por vários motivos: enquanto a Casa Branca reconheceu que esta semana pode estar entre os mais difíceis para regiões críticas de coronavírus como Nova York, o governo manteve um tom mais otimista em uma entrevista coletiva no domingo, observando sinais de estabilização nas taxas hospitalares. A redução das taxas de mortalidade na Europa também ofereceu esperança de que os EUA também estivessem chegando ao seu pico em breve e de que medidas de distanciamento social estivessem funcionando.
O petróleo reduziu suas perdas depois que o chefe do fundo soberano da Rússia disse que a Rússia e a Arábia Saudita estavam muito perto de um acordo sobre perdas de produção. O petróleo dos EUA ainda registra queda de 4%, mas menos que as perdas registradas nas negociações da noite, diminuindo as preocupações de que o mercado de petróleo desestabilizasse ainda mais a economia global.

Os EUA registram mais de 330.000, de longe, o país com mais casos e com 9.638 mortos. No sábado, o presidente dos EUA, Donald Trump, alertou: “haverá muita morte”, observando que os EUA enfrentará a “semana mais difícil” na luta contra o vírus.

Na semana passada, os principais índices registraram seu terceiro declínio semanal em quatro semanas. O Dow caiu 2,7%, enquanto o S&P 500 perdeu 2,1%. O Nasdaq Composite fechou na semana passada com queda de 1,7%. As preocupações com o surto de coronavírus praticamente paralisaram a economia global e atenuaram o sentimento em relação aos lucros das empresas. 

Não há divulgação de balanços corporativos ou liberações de dados econômicos relevantes a serem observados na segunda-feira.

ÍNDICES FUTUROS - 7h40:
Dow: +3,65%
SP500: +3,69%
NASDAQ: +3,74%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

sexta-feira, 3 de abril de 2020

RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 03/04/2020

ÁSIA: As bolsas na Ásia fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, após alta recorde nos preços do petróleo da noite para o dia, fato que sustentou a alta das ações em Wall Street pela primeira vez em três dias de baixas.

Na China continental, o composto de Xangai caiu 0,60%, enquanto o composto de Shenzhen caiu 0,47%. O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,19%.

No Japão, o  Nikkei fechou praticamente estável, em 17.820,19 pontos, enquanto o índice Topix subiu 0,36%. O Kospi da Coreia do Sul também fechou logo acima da linha de abertura, em 1.725,44 pontos.

Enquanto isso, as ações na Austrália caíram. O S & P / ASX 200  fechou em queda de 1,68%, em 5.067,50 pontos.

No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan caiu 0,68%.

Após disparar 24% na quinta-feira, o petróleo tiveram um desempenho mais tímido durante o pregão asiático da sexta-feira. Os futuros do Brent recuperam da sua queda inicial e subiu 1,47%, para US $ 30,38 por barril pontos. Os contratos futuros de petróleo dos EUA caíram 2,17%, para US $ 24,77 por barril.

A disparada nos preços do petróleo na quinta-feira ocorreu depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que conversou com o presidente Vladimir Putin e com o príncipe herdeiro saudita Mohammed Bin Salman e espera que ambos anunciem um corte na produção de petróleo na casa de 10 a 15 milhões de barris.

As companhias de petróleo na Ásia-Pacífico não tiveram um fechamento unânime. Na Austrália, Santos subiu 0,5% e Woodside Petroleum subiu 0,1%, enquanto  Inpex do Japão ganhou 2,63%. As ações da PetroChina listadas em Hong Kong, por outro lado, caíram 5,56%. Entre as mineradoras, BHP subiu 0,5% e Rio Tinto avançou 1,3%.

Entre os dados econômicos esperados, a pesquisa PMI de serviços da China, patrocinada pela Caixin/Markit para março ficou em 43, após uma baixa recorde de 26,5 em fevereiro, mostrando que o setor de serviços da China encolheu ainda mais. As leituras do PMI abaixo de 50 indicam contração, enquanto os valores acima desse nível significam uma expansão. Lembrando que os dados compilados pela Caixin engloba pequenas e médias empresas privadas, enquanto o PMI oficial mostra o desempenho das grandes empresas e estatais.

Os investidores estão acompanhando atentamente as divulgações dos dados econômicos da China em busca de pistas sobre o impacto do coronavírus nas diversas economias. Os primeiros casos relatados saíram do país e as autoridades impuseram medidas como um período prolongado de férias e foram os primeiros a impor restrição de movimentação da população para impedir a propagação da doença.

EUROPA: Os mercados europeus operam em queda na manhã de sexta-feira, com mais uma semana de negociações chegando ao fim em meio à profunda crise do coronavírus.

Depois de subir 0,4% na quinta-feira, o Stoxx Europe cai 0,78% e segue a caminho de fechar a semana no zero a zero. O alemão DAX 30 cai 0,44%, o francês CAC 40 recua 1,03%, o FTSE 100 do Reino Unido perde 1,23% e o índice FTSE MIB da Itália cai 0,97%.

Em Londres, Anglo American cai 2,5%, Antofagasta recua 1,4%, BHP perde 0,5% e Rio Tinto avança 0,7%. Entre as empresas de energia, BP cai 1,9% e Royal Dutch Shell perde 0,9%.

O número de casos de COVID-19 no mundo está em 1,03 milhão nesta sexta-feira, depois de ultrapassar a marca de 1 milhão na quinta-feira, enquanto o número de casos nos EUA chegou a 250.000, de acordo com dados da Johns Hopkins Whiting School. Agora existem 53.975 mortes em todo o mundo, enquanto 217.433 pessoas recuperaram do novo coronavírus que adoeceu pessoas em 181 países. Os EUA ainda tem o maior número de casos no mundo, com 245.573 e 6.058 mortes enquanto 9.928 pessoas conseguiram se recuperar. Na Europa, a Espanha ultrapassou a Itália no número de casos. A Espanha tem 117.710 casos e 10.935 mortes. A Itália tem 115.242, mas o maior número de mortos, ou 13.915 mortes. A Alemanha tem a quarta maior contagem e agora está à frente da China, onde o vírus foi detectado pela primeira vez em dezembro. A Alemanha possui 84.794 casos e 1.107 fatalidades. A China tem 82.645 casos e 3.326 mortes. A França tem 59.929 casos e 5.398 mortes. O Irã, país com números robustos, tem 50.468 casos e 3.160 mortes.

O índice PMI de serviços da IHS Markit para a zona do euro em março caiu para uma leitura de 26,4 em relação a 52,6 em fevereiro, a pior leitura de todos os tempos na história. Na Itália, o PMI de serviços caiu para 17,4 em março, ante 52,1 em fevereiro, enquanto o da Espanha também registrou uma queda recorde.

O índice PMI composto IHS Markit da zona do euro caiu de 51,6 em fevereiro para uma mínima histórica de 29,7 em março, abaixo da estimativa de 31,4 e sua maior queda mensal desde o início do índice em 1998. Qualquer número abaixo de 50 representa uma contração na atividade. O presidente-executivo da IHS Markit, Chris Williamson, disse que os dados indicam que a economia da zona do euro já está se contraindo a uma taxa “próxima de 10%”, segundo a Reuters.

Os setores de serviços italiano, espanhol e francês registraram a recessão mais profunda já registrada em março, enquanto as empresas de serviços da Alemanha demitiram funcionários com a taxa mais rápida em quase 23 anos.

EUA: Os contratos de futuros vinculados aos principais índices de ações dos EUA apontam para abertura negativa da sessão de sexta-feira, deixando Wall Street nos trilhos para fechar a semana com modestas perdas.

Os movimentos da manhã de sexta-feira seguem um dos melhores dias da semana, com a disparada do petróleo na quinta-feira acalmando os investidores que estavam incrédulos com as perdas financeiras e de empregos no setor de energia. 

Apesar dos futuros de petróleo bruto WTI, a US $ 25,32 por barril, estejam menos da metade do preço negociado em janeiro, o rali de um dia foi suficiente para elevar os principais índices de ações.

O Dow subiu 2,24% na quinta-feira e pode terminar a semana em queda de 1% no fechamento da sessão. A Chevron liderou o índice blue-chip, subindo 11% e somando sozinho mais de 50 pontos.

O S&P 500 ganhou 2,28%, para terminar o dia em 2.526,90 pontos, com componentes do setor de energia avançando acima de 9%.

Tanto o Dow quanto o S&P 500 permanecem mais de 25% abaixo de suas respectivas máximas de todos os tempos, estabelecidos em fevereiro.

Os investidores estarão atentos à novos dados laborais. O payrolls sairá às 9h30 e os números finais do PMI de serviços Markit são esperados às 10h45.

Entre os números divulgados no início desta semana, mostraram que mais de 6,65 milhões de pessoas nos EUA pediram subsídios de seguro desemprego na semana passada. 

ÍNDICES FUTUROS - 7h40:
Dow: -1,15%
SP500: -1,11%
NASDAQ: -1,11%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 02/04/2020

ÁSIA: As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam sem direção na quinta-feira, depois de um alerta da Casa Branca de que 240 mil americanos podem morrer do coronavírus, o que provocou uma liquidação em Wall Street.

Na China continental, as bolsas recuperaram. O composto de Xangai subiu 1,69%, enquanto o composto de Shenzhen avançou 2,25%. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,84%, apesar das ações do HSBC tenham caído 2,25%.

O Kospi da Coreia do Sul subiu 2,34%.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 caiu 1,98%, fechando em 5.154,30 pontos, com o subíndice financeiro fortemente ponderado recuando 4,21%. Entre as mineradoras, BHP caiu 1,2% e Rio Tinto recuou 1,9%, enquanto a produtora de energia Woodside Petroleum subiu 0,2%.

O Nikkei do Japão recuou 1,37%, enquanto o índice Topix caiu 1,57%.

No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan subiu 0,19%.

Os mercados da Índia permaneceram fechados na quinta-feira por conta de um feriado.

As preocupações com o impacto econômico da pandemia global de coronavírus, que agitou os mercados nas últimas semanas, continuaram pesando sobre o sentimento dos investidores. A rápida disseminação da doença em todo o mundo resultou em medidas drásticas das autoridades, como bloqueios que deixaram as economias efetivamente paralisadas em muitos lugares do mundo. 

O alerta dos EUA aumentou a ansiedade entre os investidores que estão tentando descobrir qual o tempo e a profundidade da crise  sobre a econômica global. Traders dizem que os mercados serão turbulentos até o declínio de novos casos, mas que ainda parece estar distante.

Os preços do petróleo dispararam na tarde do pregão asiático, com os futuros internacionais de referência Brent disparando 10,1%, para US $ 27,25 por barril. O contrato de futuros de petróleo dos EUA subiu 9,1%, para US $ 22,17 por barril.

EUROPA: As bolsas europeias tentam uma recuperação na quinta-feira, com os mercados reagindo aos desenvolvimentos relacionados à pandemia de coronavírus nos EUA e no mundo, enquanto os preços do petróleo recuperam.

O presidente Donald Trump expressou otimismo de que a guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia possa ser resolvida e depois que um relatório informou que a China está formando seu estoque. A Bloomberg News informou que a China está aproveitando os preços baixos para aumentar suas reservas. O relatório disse que a China pode comprar mais 100 milhões de barris ao longo do ano.

Depois de cair 2,9% na segunda-feira, o Stoxx Europe 600 opera entre ligeiras altas e baixas. 

Em Londres, Anglo American cai 1,4%, BHP sobe 2%, Rio Tinto sobe1,8%. As empresas de energia registram altas mais significativas. BP sobe 7,5% e Royal Dutch Schell avança 7,8%.

Pesa sobre os mercados globais, as notícias da quinta-feira de que o número de casos confirmados de COVID-19 nos EUA superou os 200.000 na quarta-feira, dobrando desde sexta-feira passada. O presidente Donald Trump alertou que o país poderá sofrer um aumento ainda maior nos casos nas próximas semanas. Autoridades da Casa Branca projetam entre 100.000 a 240.000 mortes nos EUA, devendo atingir esses números já nas próximas duas semanas. O país está implementando mais testes à medida que surtos surgem em mais cidades.

EUA: Os mercados futuros de ações do EUA operam em alta na manhã desta quinta-feira, depois do início catastrófico do segundo trimestre em Wall Street.

As bolsas registraram perdas acentuadas na quarta-feira, com o surto de coronavírus continuando a causar estragos nos mercados globais. O índice Dow Jones fechou em queda de 4,44%, para 20.943,51 pontos. O S&P 500 e o Nasdaq Composite caíram na mesma magnitude, ambos recuando 4,41%, em 2.470,50 e 7.360,58 pontos, respectivamente. As perdas aceleraram minutos antes do fechamento. Os setores de serviços públicos, imobiliário e financeiro pesaram sobre o S&P 500, enquanto a Boeing e a American Express foram os destaques de baixa no Dow, com queda de 12% e 9%, respectivamente.

O governador de Nova York, Andrew Cuomo, disse na quarta-feira que está fechando todos os playgrounds da cidade de Nova York e disse que o estado projeta uma alta taxa de mortalidade até julho. Ele também disse que os casos no estado de Nova York agora totalizam mais de 83.000.

Os comentários de Cuomo vieram depois que o presidente Donald Trump disse na noite de terça-feira que os EUA deveriam se preparar para “duas semanas muito, muito dolorosas”. Autoridades da Casa Branca estão projetando entre 100.000 e 240.000 mortes pelo vírus nos EUA.

Na terça-feira, o Dow e o S&P 500 registraram seus piores desempenhos no primeiro trimestre de todos os tempos. O Dow caiu mais de 23% no primeiro trimestre; essa também foi sua maior queda trimestral desde 1987. O S&P 500 caiu 20% no primeiro trimestre, sua maior perda trimestral desde 2008.

Em meio à derrocada do mercado, o Congresso aprovou um pacote maciço de US $ 2 trilhões em um esforço para deter a desaceleração econômica causada pela pandemia. 

Já existem pedidos de mais estímulos. O presidente do Federal Reserve de Boston, Eric Rosengren, disse na quarta-feira que o Congresso provavelmente terá que oferecer mais estímulos para ajudar aqueles que estão na extremidade inferior da estratificação social e para impulsionar as pequenas empresas.

É provável que o desemprego “suba bastante nos próximos meses” e que os danos econômicos não diminuam até que o coronavírus seja controlado, disse ele.

Na agenda econômica, às 9h30 sairá as solicitações de seguro desemprego, ao mesmo tempo que será divulgado a balança comercial. às 11h00 sairá os números de pedido às fábricas.

ÍNDICES FUTUROS - 7h30:
Dow: +1,87%
SP500: +1,73%
NASDAQ: +1,23%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 01/04/2020

ÁSIA: As bolsas na Ásia fecharam em baixa na quarta-feira, com preocupações contínuas sobre as conseqüências econômicas da pandemia, à medida que relatos de casos de coronavírus continuam aumentando em várias regiões. O número de pessoas infectadas pela doença ultrapassou 861.000 pessoas ao redor do mundo, com mais de 42.000 mortes.

O índice PMI da Caixin / Markit para março chegou a 50,1, acima das expectativas de uma leitura de 45,5 dos analistas em uma pesquisa da Reuters. A leitura ficou acima dos 40,3 de fevereiro, a maior contração já registrada. As leituras do PMI abaixo de 50 significam contração, enquanto os valores acima desse nível indicam expansão. Na terça-feira, a China disse que seu PMI oficial de manufatura para março chegou a 52,0, desafiando as expectativas de uma contração. Analistas consultados pela Reuters esperavam que o número chegasse a 45 no mês.

Na China continental, as bolsas reduziram os ganhos iniciais e fecharan em queda. O composto de Xangai caiu 0,57%, enquanto o composto de Shenzhen caiu 0,35%.

No Japão, o Nikkei liderou as perdas entre os principais mercados da região ao cair 4,5% e fechar em 18.065,41 pontos. O índice Topix, mais amplo, caiu 3,7%, encerrando o pregão em 1.351,08 pontos. O importante índice Tankan  do Banco do Japão, que mede o sentimento sobre negócios das grandes empresas, destacou a possibilidade de uma possível recessão, chegando a -8 em março de 2020, nível mais baixo desde março de 2013, mas ficou acima das expectativas de uma leitura de -10 em uma pesquisa da Reuters.

O índice Hang Seng em Hong Kong caiu 2,19%, pesada pelas ações dos bancos britânicos HSBC e Standard Chartered listadas em Hong Kong, que caíram 9,06% e 6,83%, respectivamente depois que os dois bancos britânicos cancelaram o pagamento de dividendos a pedido do regulador financeiro do Reino Unido.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 3,94%, fechando em 1.685,46 pontos. 

Na Austrália, o S & P / ASX 200 encerrou o pregão 3,58% maior, a 5.258,60 pontos. Entre as mineradoras, BHP subiu 5,4%,  Rio Tinto avançou 5,9%, enquanto a produtora de petróleo Woodside Petroleum disparou 8,4%.

Os analistas da Jefferies acreditam que o mercado acionário australiano esteja bastante barato e talvez preparando para uma recuperação. Segundo suas avaliações, o mercado acionário está profundamente sobrevendido, no entanto, alerta que os riscos, principalmente para os bancos, permanecerão elevados por algum tempo ainda.

No geral, o índice MSCI Ásia fora do Japão foi 1,16% menor.

EUROPA: As bolsas da Europa caem acentuadamente na quarta-feira ao abrir o novo trimestre, depois de especialistas preverem um número impressionante na casa de 100.000 a 240.000 mortes nos EUA, mesmo depois de seguir as diretrizes de distanciamento social.

Analistas do Deutsche Bank observaram que o crescimento de novos casos em todo o mundo agora permanece abaixo de 10% por três dias seguidos, com as regiões globais mais atingidas, como a Itália, continuando a ver sinais promissores de que as estratégias de contenção estão funcionando, mas o surto nos EUA, especialmente em Nova York, continua sendo uma preocupação.

O índice Stoxx Europe 600 recua 2,843%, com bancos liderando as perdas. O benchmark regional subiu 1,6% na terça-feira, encerrando o primeiro trimestre com uma perda de 23%, a maior queda desde o terceiro trimestre de 2002. O DAX DAX alemão cai 2,88%, enquanto o francês CAC 40 cai 3,16% e o FTSE 100 do Reino Unido recua 3,22%.

Os bancos do Reino Unido lideram as baixas no setor depois de anunciar que interromperiam os dividendos em 2020 a pedido do Banco da Inglaterra. A iniciativa do BoE segue uma medida semelhante do Banco Central Europeu para instituições de crédito regionais. Barclays recua mais de 5%, enquanto HSBC Holdings despenca 7,98%, Lloyds Banking perde 5,51% e Royal Bank of Scotland recua 6,52% após todos anunciarem que cumpririam as medidas.

Ainda em Londres, as mineradoras também registram quedas íngremes. Anglo American despenca 7,3%, Antofagasta recua 4,2%, BHP cai 4%, Rio Tinto perde 3%, enquanto entre as empresas de energia, BP recua 3,1% e Royal Dutch Shell cai 1,4%.

Dados divulgados na quarta-feira mostraram que o índice PMI da IHS Markit para a zona do euro caiu para 44,5 em março, ante 49,2 em fevereiro. Foi a leitura mais baixa em 92 meses, mas não é uma surpresa, pois a estimativa flash foi de 44,8. O PMI de manufatura da Espanha caiu para 45,7, ante 50,4.

EUA: Os futuros de ações dos EUA iniciam a manhã de quarta-feira com quedas e apontam declínios consideráveis ​​na abertura em Wall Street, após o final do pior primeiro trimestre registrado para o Dow e o S&P 500, impulsionados pela liquidação por conta do temor da pandemia de coronavírus.

O presidente Donald Trump disse na noite de terça-feira que os EUA devem se preparar para “duas semanas muito, muito dolorosas” por conta do galopante surto de coronavírus. Autoridades da Casa Branca estão projetando entre 100.000 e 240.000 mortes por conta do novo vírus nos EUA. “Será um período aproximado de duas semanas”, disse Trump em entrevista coletiva na Casa Branca. “

Na terça-feira, o Dow caiu 1,84%, para 21.917,16 pontos, oprimido pela American Express, que caiu mais de 5%. O S&P 500 caiu 1,60%, para 2.584,59 pontos e o Nasdaq Composite caiu quase 1%, para 7.700,10 pontos. Na sessão, o Dow chegou a subiu mais de 150 pontos mas sucumbiu à pressão vendedora. 

Em março, Wall Street registrou a pior perda mensal desde a crise financeira de 2008. Dow e o S&P 500 caíram 13,7% e 12,5%, respectivamente no mês.

O Dow também registrou seu pior desempenho no primeiro trimestre de todos os tempos, recuando mais de 23% nos primeiros três meses de 2020, o seu pior trimestre desde 1987. O S&P 500 caiu 20% no primeiro trimestre, seu pior primeiro trimestre de todos os tempos e sua maior perda trimestral desde 2008. O Nasdaq caiu mais de 14% no primeiro trimestre. 

A pandemia de coronavírus está causando um estrego na economia, interrompendo a produção comercial e deixando milhões de trabalhadores americanos desempregados. A perturbação social sem precedentes causa problemas financeiros e volatilidade nunca vistos antes. Segundo analistas, o trimestre será lembrado como a maior e a mais rápida queda no mercado de ações no período pós-guerra.

O petróleo dos EUA passou pelo pior mês e trimestre da história, perdendo mais de 66% de seu valor nos três primeiros meses do ano. A demanda evaporou devido ao surto de coronavírus e por conta de uma guerra de preços entre a Arábia Saudita e a Rússia. 

O Dr. Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, disse que está começando a ver sinais de que o distanciamento social está ajudando a diminuir a propagação do coronavírus. Enquanto isso, os casos americanos por conta do novo vírus superam 177.000, segundo a Universidade Johns Hopkins, enquanto as mortes nos Estados Unidos superou os 3.400. 

Na agenda econômica, espera-se que os dados privados de folha de pagamento mostrem uma evaporação na criação de empregos. Os dados do Moody’s ADP Employment para março serão divulgados às 9h15, com economistas esperando uma queda de 125.000 empregos, em comparação com a adição de 183.000 empregos não-governamentais em abril. O índice PMI de manufatura da  Markit sairá às 10h45 e o PMI do ISM para março será divulgado às 11h00. 

ÍNDICES FUTUROS - 8h00:
Dow: -2,95%
SP500: -3,01%
NASDAQ: -2,58%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

terça-feira, 31 de março de 2020

RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 31/03/2020

ÁSIA: As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam sem direção nesta terça-feira, após um índice chinês para março sair melhor do que alguns analistas esperavam.

A China disse na terça-feira que seu índice PMI oficial de manufatura para março ficou em 52,0, indicando uma expansão e desafiando as expectativas de uma contração. Analistas consultados pela Reuters esperavam que o número chegasse a 45 no mês. As leituras do PMI abaixo de 50 significam uma contração, enquanto os valores acima desse nível indicam uma expansão. 

Segundo economistas, esse salto não é surpreendente se lembrarmos da drástica contração em fevereiro, a maior queda em 15 anos. “As perspectivas para o segundo trimestre continuam preocupantes devido a uma queda acentuada na demanda externa e uma demanda doméstica morna”.

Em fevereiro, o PMI oficial de manufatura caiu para um recorde de 35,7, enquanto o país tentava conter o surto de coronavírus. Os investidores estão acompanhando a divulgação de dados econômicos da China em busca de pFistas sobre o impacto econômico do surto sobre a sua economia, visto que o país foi o primeiro a relatar. Agora espera-se os dados privados da Caixin, a título de comparação.

Na China continental, o composto de Xangai subiu 0,11%, para 2.750,30 pontos, enquanto o composto de Shenzhen subiu 0,51%. O índice Hang Seng de Hong Kong fechou 1,85% maior.

Na Coreia do Sul, as bolsas lideraram os ganhos entre os principais mercados da região. O Kospi subiu 2,19% no dia, para 1.754,64 pontos, enquanto o índice Kosdaq avançou 4,97%, fechando em 569,07 pontos.

Após alta espetacular de 7% na sessão anterior, ações australianas reverteram os ganhos e o S & P / ASX 200 fechou em queda de 2,02%, a 5.076,80 pontos. Entre as mineradoras, BHP caiu 2,5% e Rio Tinto recuou 2,4%, enquanto a produtora de petróleo Woodside Petroleum recuperou e avançou 2,7%.

O benchmark da Austrália encerrou o primeiro trimestre com uma queda de 24%. Desde o início do ano, o índice caiu de uma alta de sessão de 7197 pontos em 20 de fevereiro para uma baixa de 4402,50 pontos em 23 de março.

O Nikkei do Japão também fechou em baixa, com queda de 0,88%, para 18.917,01 pontos, enquanto o índice Topix caiu 2,26%,.

No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan foi 1.3% maior.

Os contratos futuros de petróleo dos EUA recuperaram da queda do dia anterior na tarde do pregão asiático na terça-feira, subindo 5,18%, para US $ 21,13 por barril. Os contratos futuros do Brent foram negociados em alta de 2,72%, a US $ 23,38 por barril.

Os movimentos ocorreram depois que os preços do petróleo despencaram na segunda-feira para níveis nunca vistos em quase duas décadas - Os futuros do petróleo dos EUA caíram 6,6%, para US $ 20,09, nível mais baixo desde fevereiro de 2002, enquanto o Brent caiu 8,7%, para se fixar em US $ 22,76 por barril, preço visto também pela última vez em 2002. 

EUROPA: As bolsas europeias seguem a caminho de seu sétimo ganho em nove sessões na terça-feira, aumentando a crença de que o pior do surto de coronavírus está passando.

O Stoxx Europe 600 sobe 1,9% em relação à sessão anterior e cerca de 15% em relação às mínimas de 18 de março. DAX 30 da Alemanha sobe 1,95%, FTSE 100 do Reino Unido avança 1,63%, CAC 40 da França sobe 0,90%, enquanto FTSE MIB da Itália avança 1,23%.

Em Londres, Anglo American sobe 3,7%, Antofagasta avança 4%, BHP sobe 2,4% e Rio Tinto opera em alta de 0,2%. Entre as produtoras de petróleo, BP sobe 4,3% e Royal Dutch Sell dispara 6,1% após a gigante do petróleo anunciar uma nova linha de crédito de US $ 12 bilhões.

Enquanto isso, o coronavírus continua a dominar o sentimento do mercado global e dos governos. A Organização Mundial da Saúde diz que agora existem mais de 782.000 casos globais e pelo menos 37.000 pessoas morreram. A Itália registrou mais 812 mortes, mas o número de novos casos registrou forte queda. Os novos casos aumentaram 4.050, número mais baixo desde 17 de março. Os EUA ainda lideram o número de casos, com mais de 164.000, seguidos pela Itália, Espanha, China e Alemanha. 

O PIB da Espanha no quarto trimestre cresceu 0,4%, segundo dados oficiais na terça-feira, ligeiramente abaixo de uma estimativa anterior, representando um crescimento anual de 1%.

A inflação na zona do euro caiu para 0,7% em março, nível mais baixo desde outubro, devido queda dos preços da energia e aos bloqueios implementados para conter o coronavírus, mas abaixo da taxa de inflação de 1,2% de fevereiro. Essa queda ocorreu em grande parte devido aos preços da energia, que foram 3,1% menores que em fevereiro e 4,3% menores que no ano anterior. Excluindo energia e outros preços voláteis, a taxa básica de inflação caiu para 1,2%.

O declínio da taxa de inflação afasta ainda mais da meta do Banco Central Europeu, de pouco menos de 2%. O BCE respondeu à desaceleração econômica por conta dos bloqueios, aumentando consideravelmente seu programa de compra de títulos e fornecendo empréstimos mais baratos e de longo prazo a bancos com objetivo de que mantenham empréstimos para famílias e empresas afetadas pelo surto virótico.

Os economistas esperam que a taxa anual de inflação caia ainda mais nos próximos meses, mas sua trajetória de longo prazo dependerá da rapidez com que o vírus seja contido e do retorno da demanda, bem como da rapidez com que as empresas podem restaurar sua capacidade à níveis anteriores ao surto.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA operam em ligeira alta na manhã de terça-feira, após a recuperação do mercado na sessão anterior após a Johnson & Johnson anunciar que testará uma possível vacina para o coronavírus num futuro não tão longínquo. 

De madrugada, os índices futuros apontavam perdas de abertura para os três índices.

O presidente Donald Trump estendeu o cronograma das diretrizes de distanciamento social para 30 de abril, o que muitos acreditam que reduzirão os danos econômicos a longo prazo. 

O Dow e o S&P 500 registraram suas melhores séries de altas de três dias desde a década de 1930. Com os ganhos de segunda-feira, o Dow agora subiu 20% em relação à baixa alcançada em 23 de março, enquanto o S&P 500 subiu mais de 17% ante esses níveis. 

Mas os investidores continuam a lidar com o agravamento do surto nos EUA, como os casos confirmados subindo para mais de 153.200, de acordo com dados da  Universidade Johns Hopkins. Os EUA também é oficialmente o país mais afetado. Trump disse no domingo que espera que o país “esteja a caminho da recuperação” até 1º de junho.

Na agenda econômica, está prevista a divulgação do Chicago PMI às 10h45 e o índice de confiança do Consumidor às 11h00.

ÍNDICES FUTUROS - 8h00:
Dow: +0,08%
SP500: +0,02%
NASDAQ: +0,20%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

segunda-feira, 30 de março de 2020

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 30/03/2020

ÁSIA: As bolsas asiáticas iniciaram a semana com perdas nesta segunda-feira, com investidores continuando a avaliar o impacto da pandemia sobre a economia global, que continua a se espalhar rapidamente.

O Nikkei do Japão caiu 1,57%, fechando a 19.084,97 pontos, com as ações da gigante do índice, Softbank Group, caindo 4,99%, enquanto o índice Topix, mais amplo, caiu 1,64%, terminando o dia de negociação em 1.435,54 pontos. As ações da Fujifilm, por outro lado, saltaram 5,98% depois que o Nikkei Asian Review informou no fim de semana que o primeiro-ministro japonês Shinzo Abe disse que o governo iniciará acompanhamento de um medicamento anti-gripe desenvolvido pela empresa para o tratamento do novo coronavírus.

Na China continental, os índices seguiram em baixas, com o composto de Xangai caindo 0,9%, para 2.747,21 pontos, enquanto o composto de Shenzhen caiu 2,11%, para 1.657,55 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi terminou seu dia de negociação logo abaixo da linha plana em 1.717,12 pontos, ou baixa de 0,04%, enquanto o índice Hang Seng em Hong Kong caiu 1,35%.

Em sentido contrário, o ASX 200 da Austrália contrariou seus pares regionais e fechou em uma surpreendente alta de 7%, fechando em 5.181,40 pontos. No entanto, isso ainda é quase 2000 pontos abaixo das máximas de 20 de fevereiro.

O sub-índice financeiro altamente ponderado avançou 8,8%, à medida que as ações dos chamados Big Four Banks do país dispararam. As mineradoras tiveram ganhos mais modestos. BHP subiu 0,5%, Rio Tinto subiu 0,7%, enquanto Fortescue Metals avançou 2,3%. A produtora de petróleo Woodside Petroleum fechou em alta de 3,6%

Os ganhos coincidiram com o final do trimestre de março, com os gestores de fundos se esforçando para manter suas posições. Um novo pacote salarial de US $ 130 bilhões do governo federal de Canberra ajudou a impulsionar o mercado no final da tarde.

No geral, o índice MSCI Ásia fora do Japão foi 0,3% menor.

Os investidores continuaram observando a evolução do surto global de coronavírus, que já infectou mais de 720.000 em todo o mundo e tirou pelo menos 33.925 vidas, de acordo com os dados mais recentes compilados pela John Hopkins University. Os mercados tem se mostrado voláteis nas últimas semanas, registrando movimentos acentuados em ambas as direções, já que autoridades em todo o mundo anunciaram quantidades vultuosas de estímulos para conter o impacto econômico do vírus.

Segundo analistas, a grande questão para os mercados é se os enormes estímulos introduzido até agora em todo o mundo serão suficientes para ajudar a economia global a suportar o choque econômico das medidas de contenção do COVID-19 e para responder a essa pergunta, é preciso conhecer a magnitude das medidas de contenção e por quanto tempo elas serão implementadas e sugerem que os mercados “provavelmente permanecerão voláteis” até que essa incerteza seja resolvida.

Os preços do petróleo caíram na tarde do horário asiático, com os futuros do Brent caindo 6,58%, para US $ 23,29 por barril, enquanto os futuros do petróleo dos EUA caíram 4,79%, para US $ 20,48 por barril, por conta de não haver sinais de que as diferenças entre a Arábia saudita e Rússia terminarão tão cedo.

EUROPA: Os mercados europeus recuam na manha desta segunda-feira, enquanto a pandemia de coronavírus permanece sob os holofotes dos investidores.

O Stoxx Europe 600 cai 0,54%, após subir 6,1% na semana passada. O benchmark europeu sofre com as perdas dos bancos europeus, depois que o principal órgão regulador da região recomendou que nenhum banco fizesse pagamento de dividendos até o outono.

O DAX 30 da Alemanha cai 0,13%, FTSE 100 do Reino Unido recua 0,52% e CAC 40 da França perde 0,86%.

Em Londres, Anglo American cai 1,8%, Antofagasta recua 3,3%, BHP sobe 1,8%, enquanto Rio Tinto avança 1,1%. As produtoras de petróleo Royal Dutch Shell e BP avançam 2% cada.

O índice de sentimento econômico da zona do euro de março caiu para 94,5, ante 103,4 em fevereiro, registrando a maior queda histórica, por conta dos efeitos do coronavírus, porém a leitura ficou acima da expectativa dos analistas de 93.

O número de mortes por coronavírus na Itália caiu pelo segundo dia consecutivo no domingo.

EUA: Os contratos futuros de ações dos EUA operaram em baixa durante a madrugada desta segunda-feira, com o número de casos de coronavírus nos EUA continuando a aumentar a um ritmo alarmante, após acentuados ganhos na semana passada, provocados, em parte, pela perspectiva de estímulo fiscal e monetário maciço.

Às 8h00 (horário de Brasilia), os futuros dos EUA colocam um pé no território positivo.

O Presidente Donald Trump assinou na sexta-feira um pacote de estímulo de US$ 2 trilhões que inclui pagamentos diretos ao cidadão para conter os danos econômicos causados pelo surto. Na semana passada, o Federal Reserve também lançou uma série de medidas para sustentar a economia, incluindo um programa sem procedentes de compras de ativos.

Na quinta-feira, o Departamento do Trabalho dos EUA registrou um recorde de 3,28 milhões de pessoas que solicitaram subsídios de seguro-desemprego na semana de 20 de março. Esse número superou facilmente o recorde anterior de 695.000 estabelecido em 1982. O sentimento do consumidor americano também caiu para o nível mais baixo em mais de três anos.

Uma queda de 5% nos preços do petróleo também pesa sobre o mercado, uma vez que grandes quedas nos preços de petróleo provocam vendas em outros mercados.

O presidente Donald Trump disse que as medidas de distanciamento social continuarão até o final de abril, alegando que a taxa de mortalidade deve atingir o pico em duas semanas e definiram junho como sua meta de voltar ao normal.

No início deste ano, os analistas esperavam que os ganhos das empresas do S&P 500 aumentassem 4,4% no trimestre janeiro-março. Agora eles esperam que os ganhos caiam 4,1%, de acordo com o FactSet.

Na agenda econômica, às 11h00, está prevista a divulgação das vendas de imóveis residenciais pendentes.

ÍNDICES FUTUROS - 8h00:
Dow: +0,23%
SP500: +0,52%
NASDAQ: +0,62%
OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

sexta-feira, 27 de março de 2020

RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 27/03/2020

ÁSIA: As bolsas da região Ásia-Pacífico fecharam sem direção nesta sexta-feira, com a incerteza sobre o impacto econômico do surto de coronavírus continuando a pesar sobre o sentimento dos investidores.

O S & P / ASX 200 da Austrália liderou as perdas entre os principais mercados da região. O benchmark australiano abriu mão dos ganhos iniciais de mais de 2% para fechar em queda de 5,3%, ou 4842,4 pontos, apagando grande parte da recuperação das últimas três sessões. Apesar da queda, o índice ainda conseguiu terminar a semana com um ganho de 0,5%. Entre as mineradoras, BHP caiu 4,7%, Fortescue Metals caiu 8,4% e Rio Tinto recuou 3,6%. A produtora de petróleo Woodside Petroleum fechou em queda de 5,5%.

No Japão, o Nikkei avançou 3,88%, enquanto o índice Topix subiu 4,3%. As ações sul-coreanas também tiveram um dia de alta, com o  Kospi subindo 1,87%, enquanto o índice Kosdaq subiu 1,2%.

As ações da China continental fechou sem direção. O composto de Xangai subiu 0,26%, enquanto o composto de Shenzhen caiu 0,46%.

No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan subiu 0,25%.

Entre os dados econômicos divulgados, os lucros industriais da China de janeiro a fevereiro caíram 38,3% frente ao ano passado. O período coberto pela divulgação dos dados coincidiu com os bloqueios anunciados pelo governo chinês para combater a disseminação do coronavírus no país, onde a doença foi relatada pela primeira vez. Analistas acreditam que esses números serão espelhos no segundo trimestre para a maioria das economias globais.

O banco central da Índia cortou sua taxa de empréstimos em 75 pontos base, de 5,15% para 4,4%, em uma ação não programada, com a intenção de amortecer o impacto da pandemia de coronavírus e manter a estabilidade financeira. O banco central também cortou sua taxa de recompra reversa em 90 pontos base, para 4,00%. O corte na taxa de recompra tornará relativamente menos atraente para os bancos guardar seus fundos no banco central, deixando assim mais espaço para empréstimo.

O corte ocorre um dia depois que o governo divulgou um pacote de estímulo econômico de US $ 22,5 bilhões para ajudar os cidadãos mais pobres do país a sobreviver frente a paralisação para retardar a disseminação do coronavírus. 

EUROPA: As bolsas europeias operam em baixa na manhã desta sexta-feira, com os investidores monitorando a disseminação do coronavírus na América.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 2,73% na sessão da manhã, com ações de viagens e lazer liderando as perdas, à medida que todos os setores e principais índices deslizam para o território negativo.

Em Londres, Anglo American e Antofagasta caem 2,5% cada, BHP recua 5,7%, enquanto Rio Tinto perde 4,3%. Entre as produtoras de energia, BP cai 6,1% e Royal Dutch Shell opera em baixa de 4,6%. 

Entre as notícias corporativas, a Volkswagen estendeu a interrupção de sua produção na Alemanha até 9 de abril, enquanto lida com as consequências do surto do novo vírus.

Na quinta-feira, os líderes da União Europeia não chegaram a um acordo sobre a melhor forma de sustentar as economias afetadas pelo coronavírus, que já infectou mais de 530.000 pessoas em todo o mundo, segundo dados compilados pela Universidade Johns Hopkins.

Os formuladores de políticas da UE deram mais duas semanas para fechar um acordo, com o número de mortos em Itália, Espanha e França, em particular, continuando a aumentar. 

O Banco Central Europeu (BCE) reduziu seu limite para a quantidade de títulos que pode comprar de qualquer nação da zona do euro, potencialmente abrindo caminho para a impressão ilimitada de dinheiro, numa tentativa de mitigar os danos econômicos ao bloco.

Enquanto isso, os líderes das principais economias do G20 (Grupo dos 20) prometeram injetar mais de US $ 5 trilhões na economia global, em um esforço coordenado para minimizar as perdas de emprego e renda devido à paralisação de empresas em todo o mundo.

EUA: Os futuros de ações dos EUA apontam para uma abertura em queda em wall Street, após altas consistentes provocadas pelo aumento das expectativas de estímulo fiscal maciço, enquanto os investidores ignoravam os dados sombrios sobre o desemprego.

O Dow subiu mais de 1.300 pontos na quinta-feira, ou 6,4% de alta, para encerrar com seu maior ganho em três dias seguidos desde 1931. O índice das 30 ações subiu mais de 20% nas últimas três sessões. O S&P 500 também subiu mais de 6% e agora está 20% acima do fechamento de segunda-feira.

As ações subiram depois que o Senado aprovou um projeto de estímulo econômico de US $ 2 trilhões, com o objetivo de mitigar os danos econômicos causados ​​pelo surto de coronavírus. A presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, disse que o projeto será aprovado “com forte apoio bipartidário”. Espera-se que a Câmara vote e aprove a lei na manhã desta sexta-feira seguindo para sanção do Presidente Trump.

Os comentários do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, também deram um impulso às ações na quinta-feira. ″Ainda temos espaço político em outras dimensões para apoiar a economia”. 

A forte alta nas solicitações semanais de seguro desemprego não conseguiu impedir a alta do mercado na quinta-feira. O Departamento do Trabalho informou que os pedidos do benefícios aos "sem empregos" haviam subido para 3,28 milhões na semana passada, superando facilmente o recorde anterior de 695.000 pedidos.

O rali de quinta-feira colocou o Dow e o S&P 500 em uma de suas melhores performances semanais desde a década de 1930. No entanto, alguns "traders" se preocupavam com a sustentabilidade desse aumento. 

O número de casos globais de coronavírus aumentou para mais de 531.800 e pelo menos 24.000 vidas foram tiradas, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins. Somente nos EUA, mais de 75.000 casos foram confirmados, fazendo que seja o país tenha o maior número de casos de coronavírus confirmados. 

Na agenda econômica, às 9h30 está prevista a divulgação do índice de gastos pessoais com consumo (PCE). Às 11h00, a Universidade de Michigan divulga o Michigan Sentiment que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.

ÍNDICES FUTUROS - 7h30:
Dow: -2,30%
SP500: -2,28%
NASDAQ: -2,00%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

quinta-feira, 26 de março de 2020

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 26/03/2020

ÁSIA: A maioria dos principais mercados de ações na Ásia fechou em queda nesta quinta-feira, enquanto os investidores aguardavam a divulgação dos dados de seguro desemprego dos EUA.

As ações no Japão lideraram perdas entre os principais mercados da região. O Nikkei caiu 4,51%, fechando em 18.664,60 pontos, enquanto o índice Topix caiu 1,78%. A gigante varejista Fast Retailing despencou 13,16%, 

Na China continental, o composto de Xangai fechou 0,60% menor, em 2.764,91 pontos e o composto de Shenzhen caiu 0,80%. 

O índice Hang Seng de Hong Kong  caiu 0,74%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul encerrou o pregão em baixa de 1,09%, a 1.686,24 pontos.

O S & P / ASX 200 da Austrália subiu 2,3%, fechando em 5.113,30 pontos. Entre as produtoras de commodities, BHP subiu 0,7%, Fortescue Metals avançou 3,9%, Rio Tinto fechou em alta de 6,1% e a produtora de petróleo Woodside Petroleum subiu 5,2%.

No Sudeste Asiático, o índice de referência de Jacarta, Indonésia, disparou 9,6%, mas o Straits Times de Singapura caiu 1,34% depois de uma previsão do governo de que a economia encolherá 10,6% no trimestre atual em comparação com os três meses que terminam em dezembro. Singapura está preparando seu segundo pacote de estímulo à medida que mais empresas são fechadas e mais controles sobre a atividade pública são reforçados. 

As ações de fornecedores da Apple na Ásia sofreram depois que as ações da gigante de tecnologia de Cupertino caíram nos EUA, após um relatório da Nikkei Asian Review considerar o adiamento do lançamento anual do iPhone por meses. No Japão, as ações da Taiyo Yuden caíram 3,75%, enquanto Murata Manufacturing caiu 4,97%. Em Taiwan, Hon Hai Precision Industry (também conhecida como Foxconn) caiu 0,56%. As ações da AAC Technologies listadas em Hong Kong subiram 5,47%.

EUROPA: Os mercados europeus segundo seus pares asiátios, recuam na quinta-feira, aguardando a divulgação dos dados de reivindicações de seguro desemprego nos EUA.

Após subir 11,75% nos últimos dois dias de negociação, o maior movimento desde 14 de outubro de 2008, o Stoxx Europe 600 cai mais de 2% na sessão da manhã, com ações de petróleo e gás e recursos básicos liderando a perdas. DAX 30 da Alemanha cai 2,11%, FTSE 100 do Reino Unido recua 1,81% e CAC 40 da França perde 1,57%.

Em Londres, Anglo American cai 2,7%, BHP tomba 5,4%, Rio Tinto recua 4,2%, enquanto as produtoras de petróleo Royal Dutch Shell e BP caem 5,9% e 2,9%, respectivamente.

Os líderes da UE realizarão uma reunião virtual para discutir sua resposta ao surto de coronavírus em meio a algumas críticas sobre a falta de resposta coordenada frente à crise. A região problemática da Lombardia na Itália, viram um crescimento de novos casos. Itália e Espanha são os países mais atingidos na Europa, com o número de mortos em cada país na casa de 7.000 e 3.500, respectivamente. 

De acordo com o Deutsche Bank, a Itália e EUA podem superar a China no total de casos de coronavírus até o final de semana. O número de mortos nos EUA já ultrapassou 1.000.

EUA: Os futuros de ações dos EUA caem no início da manhã de quinta-feira, com os investidores aguardando os dados semanais de reivindicações de seguro desemprego que sairá às 9h30 da manhã (horário de Brasilia).

Economistas estão projetando números recordes. O Citi é o mais pessimista, com estimativas de aproximadamente 4 milhões de solicitações na semana que finda em 21 de março. A estimativa do Dow Jones está em 1,5 milhão de reclamações. Na quarta-feira, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse que apenas o estado registrou 1 milhão de pedidos de desemprego em menos de duas semanas, devido à pandemia que levou empresas a serem fechadas em todo o estado.

O Dow subiu mais de 13% nos dois últimos dias, antecipando ao estímulo do governo. Na quarta-feira, o Dow subiu mais de 2%, ou 495,64 pontos, fechando em 21.200.55 pontos. A Boeing e a Nike sustentaram o índice de 30 ações, disparando 24% e 9%, respectivamente. O S&P 500 também registrou ganhos ao subir 1,1%. O Nasdaq Composite caiu 0,5%, com o  Facebook, Amazon, Apple, Netflix e Alphabeth, dona do Google fechando em baixa. 

Em um período de extrema volatilidade para o mercado, foi a primeira vez que os índices conseguiram registrar ganhos consecutivos desde fevereiro. Apesar dos ganhos, os principais índices ainda tem muito o que compensar antes de voltar ao recorde. O S&P 500 está 27% abaixo da máxima histórica de fevereiro, enquanto o Dow está negociando 28,3% abaixo do seu recorde. 

O Senado apressou e aprovou nesta madrugada o projeto o pacote de ajuda econômica de US $ 2 trilhões na quarta-feira por unanimidade, visando amortecer as consequências do surto de coronavírus. O projeto de lei de estímulo agora segue para a Câmara, que será pressionado a aprová-lo na sexta-feira de manhã, já que a maioria dos representantes está fora de Washington. A pressa se deve porque dados de hoje devem mostrar um aumento substancial nas solicitações de seguro desemprego depois que as empresas fecharam para tentar diminuir a propagação do surto

O Federal Reserve também interveio em um esforço para fortalecer a economia, com o surto de coronavírus e a subsequente desaceleração dos negócios continuando a causar estragos nos mercados globais. Entre outras medidas, o banco central reduziu as taxas de juros para quase zero e anunciou um programa de flexibilização quantitativa ilimitada e sem precedentes.

O ex-presidente do Fed Ben Bernanke disse na quarta-feira que o atual presidente Powell tem sido “extremamente pró-ativo”, ao mesmo tempo em que observa que os mercados ainda podem sofrer quedas mais acentuadas pela frente. ″É possível que ocorra uma recessão muito acentuada, curta, espero, no próximo trimestre, porque tudo está parando, mas ele expressou otimismo, dizendo que também poderia haver uma “recuperação bastante rápida”.

Segundo a Universidade Johns Hopkins, o número de casos do Covid-19 nos EUA subiu para mais de 55 mil na noite de ontem, com 1.041 mortes, sendo apenas superado pela Itália e a China.

Ao mesmo tempo que será sairá os pedidos de seguro desemprego, será divulgado o PIB americano.

ÍNDICES FUTUROS - 7h55:
Dow: -0,71%
SP500: -1,19%
NASDAQ: -0,08%

OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

quarta-feira, 25 de março de 2020

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 25/03/2020

ÁSIA: As bolsas da Ásia-Pacífico fecharam em alta nesta quarta-feira, depois que republicanos e democratas do Senado e a Casa Branca alcançaram um acordo sobre o plano de estímulo de 2 trilhões de dólares para ajudar a economia dos Estados Unidos, duramente afetada pela pandemia de COVID-19.


O Nikkei do Japão liderou ganhos entre os principais mercados da região, subindo 8,04% e fechar em 19.546,63 pontos, enquanto o índice Topix subiu 6,87%. As ações da varejista Fast Retailing, gigante do índice, subiu 8,78%. 


O Kospi da Coreia do Sul também registrou ganhos robustos ao subir 5,89%, fechando em 1.704,76 pontos. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu cerca de 3,81%.


Na China continental, as bolsas avançaram no dia. O composto de Xangai subiu 2,17%, para cerca de 2.781,59 pontos, enquanto o composto de Shenzhen subiu 2,919%. A China suspendeu as restrições impostas por vários meses na província de Hubei, onde está localizada a cidade de Wuhan, a primeira afetada pela Covid-19, foco inicial da pandemia. A China teve 81.200 casos da Covid-19 e 3.281 pessoas morreram com esta doença.


Pequim informou na terça-feira que a quarentena de mais de 50 milhões de habitantes em Hubei, em vigor desde janeiro, será suspensa para que pessoas saudáveis possam se mover. Alguns aeroportos e estações ferroviárias foram reabertos. As escolas permanecem fechadas, enquanto os moradores de Wuhan terão que esperar até 8 de abril para deixar a cidade.


Até ontem, nenhum caso de contágio local havia sido detectado nas últimas 24 horas no país, mas 47 "importados" do exterior foram registrados. No total, 474 casos "importados" foram detectados e maioria deles são chineses que voltaram para casa. Isso gera uma segunda onda de contágio na China por conta dos casos "importados". Mais de 400.000 casos foram confirmados em 175 países e territórios e por isso, muitas cidades chinesas continuam a aplicar medidas de quarentena aos recém-chegados e todos os voos que chegam do exterior para Pequim direcionam seus passageiros para sejam submetidos à exames médicos.


Na Austrália, o S & P / ASX 200 saltou 5,54%, fechando a 4.998,10 pontos, com o subíndice financeiro altamente ponderado ganhando 8,67%, à medida que as ações dos principais bancos avançavam. Entre as mineradoras, Fortescue Metals subiu 4,2%, Rio Tinto adicionou 5,4%. A produtora de petróleo Woodside Petroleum fechou em alta de 5,6%.


No geral, o índice MSCI Asia ex-Japan subiu 4,26%.


EUROPA: Os mercados europeus negociam em alta nesta quarta-feira, depois que os senadores dos EUA concordaram com uma lei de resgate econômico do governo Trump.


O pan-europeu Stoxx 600 chegou a subir 4,5% durante as primeiras negociações da manhã e opera em alta de 1,83%. O DAX 30 da Alemanha sobe 1,79%, o FTSE 100 do Reino Unido avança 2,84% e CAC 40 da Françaopera em alta de 2,89%. O FTSSE MIB da Itália, sobe 2,53%.


Em Londres, Anglo American e Antofagasta avançam 4,7% cada, BHP sobe 1,5%, Rio Tinto sobe 3,8%. Entre as empresas de energia, BP dispara 8,6% e Royal Duth Shell opera em alta de 5,6%.


Na terça-feira, os ministros das Finanças da zona do euro não chegou a um acordo sobre o uso do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) para ajudar os países-membros da zona do euro à combater o impacto econômico do coronavírus.


Na agenda econômica, a inflação britânica para o consumidor recuou 1,8% em fevereiro em relação à alta de seis meses do mês anterior, ante 1,8% em janeiro.


O sentimento dos negócios na Alemanha do Instituto UFO registrou queda para 86,1 em março, a maior baixa desde a reunificação do país em 1990, abaixo das expectativas de 87,7 e abaixo das 96,0 em fevereiro.


EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA reduziram as perdas no início da quarta-feira, depois que os legisladores e a Casa Branca concordaram com o plano contra o coronavírus na ordem de US $ 2 trilhões durante a madrugada. 


O acordo sobre a proposta do governo do presidente Donald Trump foi alcançado após cinco dias de intensas negociações enquanto o novo coronavírus provoca mais casos e mais mortes no país, acelerando a suspensão das atividades e aumentado a pressão por um plano para abrandar as consequências econômicas.


O líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, anunciou: “Por fim, temos um acordo” explicando como “nível de investimentos de tempos de guerra”, enquanto o líder democrata no Senado, Chuck Schumer disse: “Depois de negociações de várias horas, temos um acordo bipartidário sobre o maior pacote de resgate na história dos Estados Unidos”.


O pacote de estímulo inclui ajuda financeira direta aos americanos afetados pela crise e concede subsídios a pequenas empresas e empréstimos de centenas de bilhões de dólares para grandes empresas, incluindo as companhias aéreas, além de ampliar o seguro-desemprego. O pacote também prevê o que Schumer chamou de “Plano Marshall para hospitais”, em referência ao programa de assistência americano para reconstruir a Europa depois da Segunda Guerra Mundial.


Às 3h00 da manhã, os futuros do Dow Jones Industrial estavam de volta ao território positivo, depois de devolver os ganhos de 400 pontos no início da sessão e afundar para o território negativo. Futuros do S&P 500 e do Nasdaq 100 também rasparam as perdas e avançaram. 


O senado volta a se reunir às 13h00 (horário de Brasilia) onde deve realizar a votação para aprovação do pacote e deve enviar o projeto para a Câmara dos Deputados, motivo na qual ainda gera volatilidade nos mercados.


Na terça-feira, o DJIA fechou em alta de 11,37%, seu melhor ganho percentual desde 1933, para fechar em 20.704,91 pontos, o índice S&P 500 avançou 209,93 pontos, ou 9,38% de alta, para fechar em 2.447,33 pontos e o índice Nasdaq Composite  ganhou 557,18 pontos, ou alta de 8,12%, terminando a negociação em 7.417,86 pontos.


Enquanto os casos de coronavírus nos EUA e no mundo ainda não mostraram sinal de topo, mais de 400.000 casos foram confirmados em todo o mundo, incluindo mais de 50.000 nos EUA, segundo a Universidade Johns Hopkins. Até agora, mais de 600 mortes relacionadas ao coronavírus foram confirmadas na cidade de Nova York dos EUA, que relatou quase 15.000 casos na terça-feira e 131 mortes relacionadas ao novo vírus.


Na agenda econômica, pedidos de bens duráveis sairá as 10h30, enquanto os estoques de petróleo sairá as 12h30.


ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: -0,60%
SP500: -1,11%
NASDAQ: -1,18%a


OBSERVAÇÃO: Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.