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RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 05/04/2016

ÁSIA: A maioria dos mercados asiáticos fechou em queda nesta terça-feira, com o iene mais uma vez derrubando as ações japonesas.

No Japão, O NikkeI terminou em baixa de 2,42%, em 15,732.82 pontos, após o iene se fortalecer novamente frente ao dólar. o iene japonês caiu abaixo do nível de 111 em relação ao dólar, com o par dólar/iene fechando em 110,44, o seu nível mais baixo desde outubro de 2014, ante ¥ 111,37 na segunda-feira em Nova York. Na semana passada a moeda japonesa estava em 112. Os principais exportadores japoneses recuaram entre 2,41% e 3,31%. Um iene mais forte é negativo para os exportadores, pois reduz os seus lucros no exterior quando convertidos em moeda local.

Analistas apontam influência de fundos de hedge sobre o iene, ou seja, especuladores que negociam commodities especulam com a moeda japonesa, principalmente enquando os volumes de negociação permanecem relativamente baixos, como após o início do novo ano comercial do Japão que começou em 1 de abril. Operadores dizem esperar que a venda especulativa do dólar pode ir a ¥ 110,67, seu nível mais baixo desde 17 de março, mas como a volatilidade no mercado de câmbio não está aumentando, isso sugere que o comércio da moeda não está em pânico mas a moeda pode testar os ¥ 110,67 ou ¥ 110,50.

O dólar tem sido pressionado para baixo após recente sinal da presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, de que o Fed estava tomando uma postura "dovish" neste ano, porém com o alto nível de posições "long" em dólar, investidores acreditam que está chegando a hora do Banco do Japão intervir, porém autoridades japonesas ainda não confirmaram qualquer intervenção.

Na Austrália, o ASX 200 caiu 1,42%, para 4,924.38 pontos, menor patamar em um mês, sob o peso de grandes bancos e quedas nos stocks de energia e mineração, após novas quedas nos preços das commodities, enquanto os investidores ignoraram a decisão do Banco da Reserva da Austrália de manter as taxas estáveis. Os chamados "big four", os quatro grandes bancos do país caíram entre 1,01 e 2,29%. O Reserve Bank of Australia (RBA) manteve a sua taxa de juros estável em 2%, em um movimento amplamente esperado, apesar do RBA expressar preocupação com recente valorização do dólar australiano. Entre as mineradoras, BHP caiu 3,3% e Rio recuou 2%.

Em compensação, os mercados chineses voltaram de um feriado e avançaram, com o Shanghai Composite revertendo perdas anteriores e fechar em alta de 1,46%, em 3,053.38 pontos e o Shenzhen Composite adicionou 2,6%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng seguiu a tendência regional e fechou em baixa de 1,57%.

A Comissão Reguladora Bancária da China pediu aos bancos para avaliar as situações econômicas e políticas nos mercados externos, ser cauteloso com empréstimos para clientes no exterior e não depender apenas de agências de classificação de crédito ao considerar investimentos em títulos no exterior, segundo Dow Jones Newswires informou nesta terça-feira em uma publicação online.

Na Índia, os índices Sensex e Nifty 50 caíram 1,34 e 1,68%, respectivamente, após o Banco da Reserva da Índia (RBI) decidir cortar sua principal taxa de juros em 0,25 pontos percentuais, de 6,75% para 6,5% como previsto por nove economistas consultados pelo Wall Street Journal em seu primeiro corte de juros desde setembro, levando em consideração a desaceleração dos preços no país e sinalizando que seus esforços contra a inflação que podem estar dando os primeiros resultados significativos, no entanto, em um movimento inesperado, o banco elevou a taxa de juros que os bancos ganham quando eles depositam o dinheiro no regulador bancário em 25 pontos base, para 6%.

Durante o pregão da Ásia, os futuros de petróleo recuaram com preocupações sobre o excesso de oferta em todo o mundo. Comentários recentes da Arábia Saudita lançou dúvidas sobre a capacidade dos produtores de petróleo do mundo em concordar com um congelamento de suas produções em sua reunião em Qatar no final deste mês. A maioria dos papeis da região recuaram. Na Austrália, Santos perdeu 5,33%, Woodside Petroleum caiu 4,16%, enquanto a japonesa Inpex fechou em baixa de 4,18%. Na China continental, Sinopec avançou 0,81% e China Petroleum caiu 0,2%.

O Nikkei perdeu 7% nas últimas quatro semanas, em contraste com os mercados da China que tornaram destaque de alta entre os principais mercados acionários ao redor do mundo, com um ganho de 6% no mesmo período.

EUROPA: Mercados europeus abriram em forte baixa, com uma queda inesperada nas encomendas das fábricas alemãs e preocupações com crescimento global e com a volatilidade nos mercados de commodities que continuam a pesar sobre o sentimento dos investidores que digerem a mais recente série de novos dados da zona do euro. O pan-europeu STOXX 600 cai 1,5%.

Os números finais do PMI de serviços da região em março ficou em 53,1 para o mês de março, abaixo das estimativas de 54.1 e 54.0 de fevereiro. Os novos dados divulgados antes da abertura dos mercados na Europa pintou um quadro sombrio para a Alemanha, fazendo com que seu índice caia. As encomendas industriais em fevereiro na maior economia da zona do euro caiu 1,2%, a maior queda em seis meses, com a demanda externa enfraquecida.

No Reino Unido, o PMI de serviços para março subiu 53,7%, baixa de 35 meses, ante 52,7 em fevereiro. O índice FTSE 100 cai e apaga os ganhos de 0,3% da segunda-feira.  Pesam sobre o benchmark, os setores de energia, mineração e bancos. As ações da petrolífera Royal Dutch Shell recuam 3,16%, enquanto a BP perde 2,65%. As  gigantes de mineração BHP Billiton e Rio Tinto caem 5,43% e 4,13%, respectivamente.

Os bancos também estão em foco, com o setor registrando forte baixa. Credit Suisse e HSBC refutaram as suposições de que eles estão envolvidos ativamente no uso de estruturas offshore para ajudar seus clientes a fazer sonegar impostos, após o "Panamá Papers" vazar no fim de semana, que atualmente está sacudindo o mundo político, informou a Reuters. Ambos stocks registram grandes perdas.

A produção de petróleo da Rússia em março subiu para o maior nível em quase 30 anos, alimentando temores de que os grandes produtores de petróleo bruto não conseguirão chegar a um acordo para reduzir a produção na reunião antecipada para este mês no dia 17 no Catar. A Rússia produziu 10,91 milhões de barris de petróleo por dia em março, atingindo o nível mais alto desde 1987, quando o país produziu 11,5 milhões de barris por dia. A produção de 10,91 milhões de barris no mês passado também representou um aumento de 0,3% em relação aos 10,88 milhões de barris produzidos em fevereiro. Os dados do Irã no domingo também mostraram que as exportações de petróleo saltou em março, em mais um sinal de que os grandes produtores de petróleo não estão dispostos a diminuir suas produções. A Arábia Saudita disse que só irá limitar a produção, se o Irã seguir o exemplo.

Em um discurso na Universidade Goethe de Frankfurt, a diretora do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde, apelou para economias do mundo para impulsionar o crescimento, avisando que os riscos do crescimento global estão aumentando. Os comentários vieram depois que um relatório do FMI divulgado na segunda-feira, alegando que os mercados emergentes, liderados pela China, representam cada vez mais riscos para os mercados de ações nos países desenvolvidos.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Trade Balance (balança comercial; mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país);
10h45 - Final Services PMI (Índice PMI de Serviços);
11h00 - ISM Non-Manufacturing PMI (índice baseado em pesquisas com 400 empresas não industriais, em 60 setores em todo o país);
11h00 - JOLTS Job Openings (pesquisa mensal em diferentes indústrias em que analisa contratações, abertura de emprego, demissões, recrutamentos, etc);
11h00 - IBD/TIPP Economic Optimism (mede o nível de confiança do consumidor e o otimismo quanto à atividade econômica);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: -2,42%
Austrália: -1,42%
Xangai Composite: +1,46%
Hong Kong: -1,57%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -2,34%
London - FTSE: -1,44%
Paris CAC 40: -2,24%
Madrid IBEX: -2,21%
FTSE MIB: -2,35%

COMMODITIES
BRENT: -1,09%
WTI: -1,01%
OURO: +1,14%
COBRE: -0,02%
SOJA: 0,00%
ALGODÃO: -0,32%
MILHO:  +0,35%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,71%
SP500: -0,84%
NASDAQ: -0,64%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 04/04/2016

ÁSIA: Em um dia onde os mercados da China, Hong Kong e Taiwan não abriram, os mercados asiáticos fecharam sem direção nesta segunda-feira. Na sexta-feira, números mostraram que foram criados 215.000 postos de trabalho em março, superando as expectativas de 205.000 postos de trabalho. A taxa de desemprego nos EUA ficou em 5,0%, o primeiro aumento mensal desde maio de 2015. Analistas acreditam que os dados de emprego deste mês, em conjunto com forte crescimento do emprego ao longo dos últimos meses, ajudarão a manter a confiança dos investidores na economia dos EUA e reduzir preocupações de uma recessão.

No Japão, o Nikkei entregou seus ganhos iniciais e terminou em baixa de 0,25%, em 16,123.27 pontos. Os dados do Banco do Japão (BOJ) mostraram que a sua decisão de adotar taxas de juros negativas no final de janeiro não convenceram as empresas japonesas de que a inflação no país vai decolar. Dados adicionais divulgados nesta segunda-feira como parte da pesquisa Tankan do Banco do Japão para março mostraram que as empresas esperam que os preços aumentem em média 0,8% ao ano, abaixo das expectativas anteriores de um aumento de 1% no início deste ano. As empresas esperam que os preços subam 1,1% em três anos, abaixo das suas expectativas anteriores de um aumento de 1,3%. A pesquisa Tankan original foi lançado na sexta-feira.

O iene que tem fortalecido desde a decisão do BOJ de introduzir taxas negativas no final de janeiro e estava sendo negociado a 111,42 por o dólar na segunda-feira, abaixo dos ¥ 111,72 sexta-feira em Nova York, pesando sobre os papeis das principais exportadoras japonesas. Um iene mais forte é um negativo para os exportadores, pois afeta seus lucros no exterior quando convertidos em moeda local. Segundo analistas, o declínio do par é devido ao "apelo refúgio para a fraqueza do dólar" e tem pouco a ver com a força do iene. O dólar americano perdeu terreno após a presidente do Federal Reserve, Janet Yellen, fazer comentários dovish na semana passada, aliviando preocupações de que as taxas de juros podem subir na reunião de abril do banco central.

Na Austrália, o ASX 200 perdeu força no período da tarde, pesada por players de energia e mineradoras, fechando praticamente estável em 4,995.30 pontos, mas abaixo do nível psicologicamente importante dos 5.000 pontos. Os quatro grandes bancos do país - ANZ, Commonwealth Bank of Australia, Westpac e NAB - terminaram entre queda de 0,1% e ganhos de até 0,55%. Entre as mineradoras, BHP Billiton recuou 2,6% para US $ 16,52, enquanto Rio Tinto caiu 0,7% para US $ 42,82.

Na Coreia do Sul, o Kospi fechou em alta de 0,27%. Hyundai Motor caiu 3,68% e sua afiliada Kia Motors perdeu 2,66% em meio à preocupações sobre seus ganhos financeiros. As taxas de operações de suas plantas de automóveis tem se mantido baixa no primeiro trimestre, devido à queda nas vendas no exterior, especialmente nos mercados emergentes e os analistas acreditam que seus ganhos no primeiro trimestre não agradarão os mercados.

No sudeste asiático, FTSE Straits Times Index de Cingapura subiu 0,60%  enquanto em Kuala Lumpur, o FTSE Bursa Malaysia Index caiu 0,39%.

O petróleo recuou durante o horário da Ásia depois que o príncipe da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, lançou dúvidas sobre a capacidade dos produtores mundiais de petróleo em concordar com um congelamento de produção em sua reunião no Qatar em 17 de abril, alegando que o país não aceitará o congelamento se o Irã e outros grandes produtores, tanto da OPEP quanto fora do cartel, não aderissem ao acordo. Segundo a agência de notícias Shana, o ministro iraniano do Petróleo, Bijan Zanganeh, disse no fim de semana que o país está exportando acima de 2 milhões de barris de petróleo e gás condensado ​​por dia e que ainda assim, o Irã  estava produzindo 25 a 30% abaixo dos níveis pré-sanções e que quer chegar de qualquer forma aos níveis anteriores ao "congelamento". A maioria dos papeis do setor na Ásia recuaram.  Na Austrália, Santos caiu 4,34% e Woodside Petroleum recuou 2,69%, enquanto no Japão, Inpex apagou os ganhos iniciais para terminar 0,5% menor, mas Fuji Oil subiu 2%.

EUROPA: Mercados europeus avançam, apesar de um pregão irregular, com investidores digerindo os mais recentes dados do mercado de trabalho dos EUA. O STOXX 600 caiu 1,3% na sexta-feira, deixando o índice iniciar a semana em queda pela terceira perda consecutiva, pesada pelo setor de telecomunicação, mas reverteu o prejuízo e avança 0,8% nesta manhã, com a maioria dos setores no território positivo.

Entre os destaques de queda, Bouygues lidera a baixa no Stoxx 600 caindo mais de 14% depois que as negociações de um possível acordo com a Orange desandou na sexta-feira. A Orange havia proposto comprar a rival por cerca de 10 bilhões de euros e suas ações caem mais de 5%, com várias agências cortando seu preço alvo. No geral, o setor registra um dos piores desempenhos regionais. Iliad, Altice e Numericable-SFR operam em forte baixa.

A maioria dos papeis do setor de automóveis opera no vermelho, após a divulgação de dados de vendas dos EUA na tarde de sexta-feira mostrarem que as vendas da Volkswagen e BMW cairam 10% cada. Ambas as ações recuam.

Deutsche Bank perdeu sua posição de um dos três maiores bancos de investimentos global, de acordo com dados recentes de pesquisas da Coalition e suas ações caem mais de 1%, tal como a maioria dos bancos na Europa.

No Reino Unido, o FTSE 100 segue lutando para definir a sua direção nesta segunda-feira, após recuar 0,5% na sexta-feira.  Uma perda hoje seria o terceiro declínio consecutivo do índice de referência de Londres.

As ações da gigante do petróleo Royal Dutch Shell avançam 0,62%, enquanto as da BP sobem 0,96% e entre as mineradoras, Anglo American sobe 0,87%, BHP Billiton sobe 0,88% e Rio Tinto avança 2,44%.

Entre os dados econômicos divulgados, a taxa de desemprego da zona do euro caiu para 10,3% em fevereiro, ante 10,4% em janeiro, o menor nível desde agosto de 2011. Esta deve ser uma semana de pouco movimento para os dados econômicos, mas os investidores vão examinar atentamente a ata da reunião de março do Fed que deverá ser lançada na quarta-feira.

Entre outras notícias, um vazamento de mais de 11,5 milhões documentos internos criptografados da empresa de Mossack Fonseca com sede no Panamá, agitam o mundo político nesta segunda-feira. Os documentos vazados citam uma série de chefes de governo na criação de empresas "offshore" para abrigar milhares de milhões de dólares e devem causar furor e sacudir a governança política global.

Olhando para a Grécia, a chefe do FMI Christine Lagarde negou que o FMI está buscando empurrar a Grécia para um "default", após o Wikileaks publicar uma transcrição de uma teleconferência do alto escalão do FMI, onde discutiam supostas táticas sobre aplicação pressão sobre a Grécia, Alemanha e UE para chegar a um acordo de resgate neste mês.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - Factory Orders (mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis);
11h00 - Labor Market Conditions Index (compilação de vários dados de trabalho em uma única leitura, a fim de dar uma melhor visão do mercado);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: -0,25%
Austrália: -0,08%
Xangai Composite: ---%
Hong Kong: ---%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,95%
London - FTSE: +0,55%
Paris CAC 40: +0,97%
Madrid IBEX: +0,43%
FTSE MIB: +0,43%

COMMODITIES
BRENT: +0,31%
WTI: -0,11%
OURO: -0,58%
COBRE: +0,12%
SOJA: +0,30%
ALGODÃO: +0,42%
MILHO:  -0,49%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,16%
SP500: +0,22%
NASDAQ: +0,22%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 01/04/2016

ÁSIA: Apesar dos números melhores do que o esperado das pesquisas de manufatura da China, os investidores preferiram aguardar os dados do relatório de trabalho dos EUA mais tarde após uma onda de vendas nos mercados europeus e norte-americanos e com uma pesquisa Tankan japonesa "terrível", estimularam as vendas nos mercados asiáticos.

O Nikkei do Japão sofreu outra queda na sessão de sexta-feira e fechou em queda de 3,55%, em 16,164.16 pontos, com os mercados digerindo a pesquisa Tankan de sentimento de negócios de grandes fabricantes do Banco do Japão que ficaram em seu nível mais baixo em quase três anos e segue a tendência de enfraquecer ainda mais no segundo trimestre, informou a Reuters. O Tankan destaca a deterioração dos fundamentos econômicos no Japão e queda na confiança empresarial.

O Nikkei reagiu mal à esta impressão e o dólar enfraqueceu em relação ao iene, com o par sendo negociado em 112,20. Um iene mais forte é geralmente ruim para os exportadores japoneses, uma vez que torna as exportações mais caras e reduz o valor dos ganhos repatriados. Ações dos principais exportadores japoneses recuaram.

Kospi da Coreia do Sul fechou em baixa por 1,12%, com as exportações e importações mostrando declínios de 8,2 e 13,8%, respectivamente.

Mercados chineses fecharam sem direção. Shanghai Composite fechou em alta de 0,17%, em 3,008.979 pontos e o  Shenzhen Composite fechou em alta de 0,56%, mas em Hong Kong, o Hang Seng index fechou 1,34% menor. O Índice PMI oficial de fabricação da China de março vieram apesar melhores do que o esperado e ficou em 50,2, acima de uma previsão de 49,3 de uma pesquisa da Reuters e voltando a crescer pela primeira vez desde julho. A melhora semelhante também foi visto no PMI de fabricação da Caixin para março, que subiu para 49,7, ante 48,0 em fevereiro, marcando o primeiro aumento em relação ao mês anterior em um ano. Níveis acima de 50 indicam expansão. A pesquisa Caixin concentra-se em pequenas e médias empresas, enquanto os dados oficiais tem como alvo empresas maiores.

Produtores de aço chineses avançaram. Baotou Steel subiu 1,69% e Baoshan Steel avançou 1,52%, enquanto Yunnan Copper subiu 1,76%.

O yuan chinês enfraqueceu em relação ao dólar, com o par sendo negociado em 6,4648, após o Banco Popular da China fixar a taxa média do yuan em 6,4585 na sexta-feira, em comparação com correção de quinta-feira em 6,4612.

Na Austrália, o maior parceiro comercial da China, o S & P / ASX 200 índice fechou em queda de 1,64%, em 4,999.4, pesada por perdas nos subíndices energia e materiais, que caíram 2,11 e 0,25%, respectivamente. O setor financeiro recuou 2,35%, pesada por preocupações com inadimplência.

Os produtores de recursos subiu após zigue-zague durante a sessão. Rio Tinto ganhou 1,05%, BHP Billiton subiu 0,65% e Fortescue Metals avançou 0,65%, apesar do preço à vista do minério de ferro desembarcado na China cair 0,8% para US $ US53.75 a tonelada, sua sétima sessão consecutiva nesta quinta-feira.

O petróleo caiu no comércio asiático, após registrarem ganhos trimestrais em março, seu melhor mês desde abril do ano passado, avançando 13% a partir de conversas sobre as ofertas da OPEP e após os EUA registrar baixas nas contagens de sonda no país.

EUROPA: Mercados europeus seguem negociados em baixa, seguindo seus pares asiáticos, com os investidores avaliando dados melancólicos do Japão e aguardando a divulgação dos dados de empregos nos EUA, o que poderá revelar mais sobre o estado de saúde da economia dos EUA. O pan-europeu STOXX 600 caiu 1,4% e segue em direção de uma perda de 0,6% nesta semana encurtada, devido o feriado de Páscoa na segunda-feira.

Ações de bancos seguem a borda superior, com as questões italianas melhorando após uma sessão áspera no dia anterior. O Stoxx Europe 600 do subíndice bancário fechou o primeiro trimestre na quinta-feira com uma queda de 21%, sendo o pior trimestre desde o terceiro trimestre de 2011.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai, após cair 0,5% na quinta-feira e encerrou o primeiro trimestre com uma perda de 1,1% e segue caminhando para uma perda modesta na semana.

Entre decliners de sexta-feira, J Sainsbury cai 2,21% após a varejista confirmar uma oferta de £ 1,4 bilhões ($ 2010000000) pela Home Retail Group. As mineradoras que são sensíveis à evolução econômica chinesas recuaram. A gigante de minério de ferro Rio Tinto recua 0,08%, a produtora de cobre Anglo American cai 0,71%, enquanto ações de petróleo tropeçan ao lado de mais perdas para o petróleo. BP cai 3,02% e Royal Dutch Shell cai 2,09%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Relatório de Emprego, composto por: Unemployment Rate (taxa de desemprego), Nonfarm Payrolls (pesquisa realizada em cerca de 375 mil empresas, que mostra o número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária), Average Workweek (média de horas trabalhadas por semana) e Hourly Earnings (média de remunerações por hora trabalhada);
10h45 - Final Manufacturing PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade industrial nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Manufacturing PMI (mede o nível de atividade industrial no país);
11h00 - ISM Manufacturing Prices (expectativa dos negócios em relação à inflação futura, onde um número maior indica uma maior expectativa de inflação);
11h00 - Construction Spending (mede os gastos decorrentes da construção de imóveis);
11h00 - Revised UoM Consumer Sentiment (mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana);
11h00 - Michigan Inflation Expectations (mede a porcentagem que os consumidores esperam do preço dos bens e serviços nos próximos 12 meses);

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.