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RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 04/06/2016

ÁSIA: Os mercados asiáticos se juntaram à tendência de baixa das ações globais nesta quarta-feira, com o dólar dos EUA se fortalecendo e os preços do petróleo perdendo terreno.

Em Sydney, o ASX 200 fechou em queda de 1,55%, em 5,271.1 pontos, com perdas de 5,11% no subíndice de energia e 5,91% no subíndice recursos naturais. A queda dos preços do minério de ferro, bem como um anúncio de uma ação civil por parte de promotores brasileiros contra a Samarco, Vale e BHP Billiton devido acidente na represa que matou 19 pessoas e contaminou um importante rio no Brasil em novembro, pesaram sobre o setor. BHP Billiton caiu 9,4%, para $ 18,79. A mineradora rival Rio Tinto caiu 7,5% para US $ 47,85, enquanto o South 32 caiu 8,3% para US $ 1,54 e Fortescue caiu 4,9% para US $ 3,13.

O CEO da Fortescue Metals Group, Nev Power, disse nesta quarta-feira que espera que os preços do minério de ferro se estabilizem, com a China tentando bloquear a especulação nos mercados de commodities, o que resultou no rali nos preços do minério de ferro futuro. Minério de ferro China estão negociando atualmente em US $ 62,50 por tonelada.

Os mercados do continente fecharam praticamente estável. Shanghai Composite caiu 0,05% e o Shenzhen Composite recuou 0,021%. Em Hong Kong, o Hang Seng index recuou 0,86%.

No mercado de câmbio, o índice do dólar, que mede o dólar contra uma cesta de moedas, foi negociado a 93,173 depois de mergulhar abaixo de 92, tocando no nível mais baixo desde janeiro de 2015. Ontem, o Presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, afirmou que os agentes de mercados podem estar subestimando as chances do Federal Reserve vir a elevar os juros em sua próxima reunião, em junho e que duas altas das taxas neste ano são certamente possíveis.

O par dólar australiano / americano foi negociado a 0,7499, abaixo dos níveis de 0,77 da terça-feira quando o Banco da Reserva da Austrália surpreendeu os mercados ao anunciar um corte de 25 ponto para um recorde de baixa em 1,75%. O iene devolveu parte do seu forte avanço ao longo das últimas sessões, com o par dólar-iene sendo negociado a 107,24, após mergulhar a 105,66 no dia anterior, mas ainda abaixo dos níveis de ¥ 111,50 na semana passada.

Os mercados no Japão estão fechados por conta do feriado desta semana, derrubando o volume e a liquidez, com muitos investidores provavelmente cobrindo enormes posições short no par dólar-yen, o que fortaleceu a moeda japonesa e derrubou o Nikkei em torno de 8% desde a semana passada, quando o Banco do Japão surpreendeu os mercados, mantendo a sua política constante. As bolsas japonesas reabrem na sexta-feira.

EUROPA: As bolsas europeias recuam, seguindo o dia negativo na Ásia e com os investidores digerindo uma série de balanços de grandes corporações. O Stoxx Europe 600 cai 0,65%, após o valor de referência pan-europeu cair para seu menor fechamento em três semanas na terça-feira e com o euro atingindo uma alta de nove meses contra o dólar.

O índice PMI composto final para a zona do euro em abril ficou em linha com a leitura de 53 da versão flash, isso é um pouco abaixo de 53,1 em março, mas ainda acima do nível de 50 que sinaliza expansão da economia. O PMI de serviços para o bloco caiu para 53,1, ante estimativa provisória de 53,2, combinando a leitura de março de 53,1.

No setor bancário Erste Group da Áustria registou um aumento do lucro líquido de 225,8 milhões para 274,7 milhões de euros (US $ 315,6 milhões) no primeiro trimestre de 2016, mas as ações caem. O lucro líquido da francesa Societe Generale subiu 6,5% no primeiro trimestre, para 924 milhões de euros (US $ 1,06 bilhões), mas Séverin Cabannes, chefe executivo adjunto do banco advertiu que "a rentabilidade no setor bancário, jamais voltará ao nível pré-crise " e as ações incrivelmente sobem.

Em outros setores, Anheuser-Busch InBev, a maior cervejaria do mundo, é negociado em forte baixa depois que relatou um aumento de 2,5% no lucro do núcleo nos primeiros três meses de 2016, mas disse que seus volumes diminuíram, principalmente devido às "condições macroeconômicas desafiantes" no Brasil.

Ações do gigante dinamarquês de transporte Moller-Maersk sobem 5% depois de dizer que o lucro líquido caiu para US $ 224 milhões, mas acima das expectativas de mercado. Air France-KLM viu uma reviravolta no primeiro trimestre de 2016, registrando EBITDA de 266 milhões de euros, em comparação com uma perda de 26 milhões de euros no mesmo período do ano passado, mas ações supreendentemente caem mais de 4,6%. A fornecedora da Apple e Samsung, Dialog Semiconductor, lidera a baixa no STOXX 600 com uma queda de quase 15% depois que o lucro operacional caiu 58% no primeiro trimestre frente ao mesmo período do ano passado.

Na Alemanha, Siemens registra um aumento de 5% na receita no primeiro trimestre e disse que os lucros em seus negócios industriais aumentaram 28%, sustentando suas ações. A fabricante de artigos esportivos Adidas relatou um aumento de 22% nas vendas no primeiro trimestre e disse que está à procura de um comprador para o seu negócio de golfe. Suas ações caem e pra finalizar, Deutsche Telekom disse que seu lucro no primeiro trimestre subiu 12,9%, para 5,16 bilhões de euros no primeiro trimestre.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai após o índice recuar 0,9% na terça-feira, marcando seu menor fechamento desde 7 de abril. Na parte inferior do índice, figura ações de pesos pesados ​​da mineração. BHP Billiton cai 7,19% após  a justiça brasileira cobrar 155 bilhões de reais (43,55 bilhões de dólares) para a limpeza e remediação da barragem da Samarco, joint venture entre a BHP e a Vale. Enquanto isso, a petrolífera Royal Dutch Shell cai 1,82% após anunciar queda no lucro trimestral ajustado de US $ 3,7 bilhões no ano anterior para US $ 1,6 bilhões, não superando as expectativas dos analistas

A libra cai 0,4334% frente ao dólar, após empresa de dados Markit dizer que a atividade de construção do Reino Unido em abril caiu para o menor nível desde 2013, para uma leitura de 52,0. Analistas consultados pela FactSet esperavam uma leitura de 54.

EUA: Wall Street deve abrir mais uma vez em território vermelho, com futuros de ações recuando frente a uma série de notícias econômicas, incluindo os dados do mercado de trabalho, encomendas das fábricas e números de produtividade. As bolsas americanas caíram para seu nível mais baixo em três semanas na terça-feira, após dados de produção mais fracos do que o esperado na China reavivar preocupações com o crescimento global.

O destaque macroeconômico desta quarta-feira é o relatório de emprego ADP e este relatório é visto como um precursor para os dados do relatório de emprego que será divulgado na sexta-feira e este é observado de perto pois este tem um peso muito grande na determinação da trajetória futura das taxas de juro do Federal Reserve. Uma leitura mais forte do relatório da ADP pode aumentar as compras do dólar americano antes do relatório de sexta-feira, mas uma leitura mais fraca poderia rapidamente reduzir esse apetite, mas em qualquer um dos casos, a inflação morna e ventos globais contrários e o Brexit, referendo sobre a saída do Reino Unido garantem a volatilidade dos mercados e parecem pesar mais para Yellen, antes de uma possível alta dos juros em junho.

As ADRs da BHP Billiton e da Vale listadas nos EUA caem 7,68% e 6,53%, respectivamente, no pre-market.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h15 - ADP Non-Farm Employment Change (número de postos de trabalho no setor privado dos EUA);
9h30 - Prelim Nonfarm Productivity (mede a produtividade da mão-de-obra da economia norte-americana, excluída a agropecuária);
9h30 - Prelim Unit Labor Costs (mede a variação no custo total do emprego);
9h30 - Trade Balance (balança comercial; mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país);
10h45 - Final Services PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade no setor de serviços nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Non-Manufacturing PMI  (índice baseado em pesquisas com 400  empresas não industriais, em 60 setores em todo o país);
11h00 - Factory Orders (mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis);
11h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);

CHINA:
22h45 - Caixin Service PMI (nível da atividade de serviços da China – versão Caixin/Markit)

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: ---%
Austrália: -1,54%
Xangai Composite: -0,05%
Hong Kong: -0,73%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,70%
London - FTSE: -1,25%
Paris CAC 40: -0,66%
Madrid IBEX: -0,69%
FTSE MIB: +0,29%

COMMODITIES
BRENT: +0,02%
WTI: -0,11%
OURO: -0,96%
COBRE: -0,88%
SOJA: -0,34%
ALGODÃO: -0,95%
MILHO: -0,66%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,66%
SP500: -0,77%
NASDAQ: -0,79%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 03/06/2016

ÁSIA: A maioria das principais bolsas da Ásia que abriram nesta terça-feira avançaram, apesar dos dados decepcionantes da China e depois que o banco central da Austrália cortou suas taxas de juros de forma inesperada em 25 pontos base, para um recorde de baixa de 1,75%, citando dados da inflação são inesperadamente baixa. A maioria dos economistas consultados pela Reuters não esperavam nenhuma mudança.

Na China, o Caixin divulgou o seu índice PMI para abril, que caiu para 49,4, ante 49,7 de março e abaixo dos 49,9 da previsão da Reuters. Foi o décimo quarto mês seguido de queda. Níveis abaixo de 50 indicam contração.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,45%, estendendo perdas após os dados decepcionantes, mas no continente, as ações estenderam os ganhos, com o Shanghai Composite avançando 1,87%, para terminar em 2.993,20 pontos e o Shenzhen Composite adicionou 2,94%, no retorno da pausa do feriado de segunda-feira, com investidores ganhando confiança após recente pedido do presidente Xi Jinping por um "desenvolvimento saudável" das bolsas de valores do país na sexta-feira passada, depois que os mercados já haviam fechados. O líder chinês pediu um "reforço da supervisão do mercado e proteger os interesses dos investidores".

Analistas dizem que o otimismo deve ser de curta duração, pois dados econômicos recentes continuam a sublinhar o ritmo mais lento da economia da China.

O ASX 200, índice referencial da Austrália fechou em alta de 2,11%, a 5,353.80 pontos, em comparação com ganhos de 0,55% antes da decisão do RBA, alimentando uma onda de compra, enquanto os caçadores de pechinchas foram em busca de ações do setor bancário, após resultados da ANZ, que reduziu seu dividendo de 86c no ano passado para 80c por ação e postou uma queda de 24% nos lucros semestrais para US $ 2,8 bilhões, incluindo US $ 717 milhões em encargos. É a primeira vez que ANZ corta seu dividendo desde a crise financeira global em 2009. Recentemente as ações do setor bancário foram duramente espancadas. Entre as mineradoras, BHP Billiton caiu 0,9% para US $ 20,73 e Rio Tinto recuou 1,2% para US $ 51,75.

Mercados do Japão permaneceram fechados por conta do feriado do Dia Constituição. O Nikkei terminou em baixa de 3,11% na segunda-feira, pesada por um aumento do iene em relação ao dólar. Hoje, o iene continuou a ganhar terreno, com o dólar buscando 105,63 ienes, batendo seu nível mais baixo desde outubro de 2014, quando o Banco do Japão lançou a sua segunda rodada de seu pesado programa de flexibilização quantitativa. O iene ficou bem abaixo dos níveis de ¥ 111,50 da semana passada. O iene mais forte pesa sobre ações do Japão, com o índice de referência caindo em torno de 8% desde a semana passada, quando o Banco do Japão surpreendeu os mercados, mantendo a sua política constante.

Analistas dizem que o iene foi pego em um short squeeze após BOJ decepcionar as expectativas do mercado por uma maior flexibilização e que o par dólar-iene pode testar os 105, especialmente durante os feriados do Golden Week do Japão nesta semana, quando seus mercados ficarão fechados na maior parte da semana e com provável baixo volume de negociação.

Os preços do petróleo subiram no comércio asiático depois de recuar durante o pregão americano após  relatórios da Reuters dizendo que a produção da OPEP estava perto do topo histórico. A maioria das ações de energia recuaram, com australiana Woodside recuando 0,38% e e a Petrochina listada em Hong Kong caiu 1,05%.

EUROPA: As bolsas de valores da Europa abriram em baixa arrastado por ações de mineração, autopeças e de grandes bancos, incluindo o UBS e Commerzbank que decepcionaram os investidores. Os pan-europeu STOXX 600 registra perdas de 1,52%, movendo-se em direção ao menor fechamento desde 12 de abril, com todos os setores no vermelho.

As ações sentem a dor da força no euro que subiu 0,6%, para $ 1,1598 frente ao dólar e tocou em $ 1,16 pela primeira vez desde agosto. na segunda-feira, a moeda comum fechou acima de US $ 1,15 com dados econômicos sem brilho apoiando a visão de que as taxas de juros nos Estados Unidos podem ficar estáveis por parte da Reserva Federal. A força euro torna os produtos dos exportadores europeus mais caros para os detentores de outras moedas.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai, liderado por perdas de ações de commodities. O índice cai pelo segundo dia consecutivo após cair 1,3% na sexta-feira, atingindo o menor patamar desde 7 de abril  após permanecer fechada na segunda-feira por conta de um feriado. Stocks de recursos básicos levaram uma pancada após dados fracos da China. Anglo American caem mais de 8,91%, enquanto a Rio Tinto cai 4,59%, Glencore recua 5,77% e BHP Billiton perde 5,03%.

O mercado alemão de exportação estava pagando um preço alto com a força do euro, puxando o índice DAX 30 para baixo e segue a caminho para a sua primeira queda abaixo de 10.000 pontos desde 12 de abril. Ainda na Alemanha, Deutsche Lufthansa afunda 7,74% depois que a transportadora aérea disse que pode reduzir a capacidade de compensar a queda dos preços dos bilhetes. Enquanto isso, fabricante de automóveis de luxo BMW cai 4,04% após reportar queda no lucro operacional.

A maioria dos bancos estavam sob pressão. Commerzbank despenca 8,73% após queda de mais de 50% no lucro do primeiro trimestre e com o banco alemão lançando ainda mais dúvidas sobre a sua perspectiva para o ano todo. Enquanto isso, o UBS Group recua 7,20% após o banco suíço lucro reportar uma queda drástica no lucro do primeiro trimestre, de 1,98 bilhões para 707 milhões de francos suíços (US $ 741 milhões).

Os preços dos produtos que saem dos portões das fábricas da zona do euro em março subiram pela primeira vez em um ano. A zona do euro voltou à deflação em abril, frustrando os esforços do Banco Central Europeu de aumentar a taxa de inflação em direção a sua meta de pouco menos de 2% através de uma série de medidas de estímulo anunciadas desde meados de 2014. A agência de estatísticas da União Europeia disse que os preços ao produtor foram 0,3% maiores em março do que em fevereiro, o primeiro aumento mensal desde março de 2015. No entanto, os preços ao produtor foram 4,2% mais baixo do que no ano anterior, como foram em fevereiro. Os preços ao consumidor foram 0,2% menores em abril do que no ano passado e o BCE acredita que os preços podem permanecer abaixo dos níveis do ano anterior ao longo dos próximos meses, no entanto, as autoridades esperam uma recuperação da inflação durante a segunda metade do ano e em 2017. A Comissão Europeia disse que espera que a inflação próximo de 0,2% neste ano, depois de ter ficado em zero em 2015 e espera que os preços subam 1,4% em 2017, ainda muito aquém da meta do BCE.

EUA: O nervosismos volta aos mercados de Wall Street após dados de manufatura chinesa fracos e um corte na taxa de juros na Austrália alimentar preocupações sobre a saúde da economia global. As perdas vem depois que os três benchmarks fecharam em alta nesta segunda-feira, impulsionado por dados mostrando crescimento econômico lento mas firme nos EUA, quebrando uma série de sete quedas de queda.

O dólar, no entanto, caiu contra a maioria das outras principais moedas, como o iene, que renovou sua força contra o dólar, em torno de um nível não visto desde 2014. O euro também subiu contra o dólar, comprando a $ 1,1588, ante US $ 1,1535 na segunda-feira, em meio à apostas de que as taxas de juros dos EUA não vai subir neste ano e o dólar australiano caiu para US $ 0,7553 após a decisão do RBA, contra US $ 0,77 antes do anúncio.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - IBD/TIPP Economic Optimism (mede o nível de confiança do consumidor e o otimismo quanto à atividade econômica);
11h30 - Discurso da Presidente do FED de Cleveland, Loretta Mester;

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h30:

ÁSIA
Nikkei: ---%
Austrália: +2,11%
Xangai Composite: +1,87%
Hong Kong: -1,85%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -1,88%
London - FTSE: -1,04%
Paris CAC 40: -1,69%
Madrid IBEX: -2,31%
FTSE MIB: -2,46%

COMMODITIES
BRENT: -0,72%
WTI: -1,00%
OURO: +0,22%
COBRE: -1,45%
SOJA: +0,89%
ALGODÃO: +0,11%
MILHO: +0,06%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,66%
SP500: -0,72%
NASDAQ: -0,79%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 02/06/2016

ÁSIA: O sentimento das vendas em maio reacendeu no primeiro pregão deste mês, com a turbulência dos mercados do Japão se espalhando por toda a região.

O iene atingiu uma nova alta de 18 meses em relação ao dólar no comércio asiático, com os investidores, principalmente investidores estrangeiros, ainda sentindo o calor da decisão do Banco do Japão em manter sua política monetária inalterada. O dólar americano recuou para ¥ 106,14 no início da sessão, o seu nível mais baixo desde 17 de outubro de 2014, antes de voltar para ¥ 106,51. Na sexta-feira, a moeda japonesa fechou em ¥ 106,45 em Nova York.

O Nikkei do Japão caiu 3,11%, a 16,147.38 pontos, depois de chegar a cair 4,14% na abertura. Na quinta-feira, o índice de referência já havia caído 3,61%, quando o Banco do Japão surpreendeu os mercados mantendo sua política monetária. O volume de negociação foi fraco, com muitos players corporativos japoneses e investidores institucionais afastados, em meio às férias do Golden Week do Japão. Escritórios do governo e mercados financeiros permanecerão fechados entre 3 e 5 de maio por conta de feriados nacionais.

As vendas de novos carros, caminhões e ônibus no mercado interno japonês em abril aumentaram 7,2% ante o ano anterior, somando 212,713 veículos. As vendas de mini carros com uma cilindrada de até 660cc caiu 7,5% ante ano anterior para 112,035 veículos. As vendas de automóveis, medida pelos registros de veículos pelo governo, são monitorados pelos economistas, uma vez que são os primeiros números que refletem gastos dos consumidores no mês.

Na Coreia do Sul, o Kospi terminou em baixa de 0,80% e na Austrália, o ASX 200 recuperou parte de suas perdas iniciais, para fechar em baixa de 0,18%, em 5,243.00 pontos, pesada pelo subíndice financeiro recuando 1,56%.

Westpac caiu 3,54%, após o banco anunciar resultados semestrais findos em 31 de março de 2016, apontando que o lucro subiu 3% para US $ 3,9 bilhões, abaixo da previsão dos analistas.  Em um comunicado à Australian Securities Exchange, o banco disse que o crescimento do lucro líquido foi menor devido a negócio de empréstimos institucionais. Outros grandes bancos do país também caíram.

Uma alta de 5% no preço do minério de ferro impulsionou as mineradoras. BHP Billiton ganhou 1,1% para US $ 20,92 e Rio Tinto avançou 1,6% para US $ 52,40.

Os preços do petróleo recuaram durante o horário da Ásia, pesando sobre papeis de companhias de energia. Na Austrália, Santos recuou 1,67% e Woodside Petroleum perdeu 1,41%, enquanto no Japão, Inpex caiu 3,76%.

Mercados na China, Hong Kong, Taiwan, Singapura e Malásia ficaram fechados por conta de feriado.

No sábado, a China divulgou que o seu índice PMI oficial de manufatura, que mede a atividade do setor industrial, que desacelerou para 50,1 em abril, frente a 50,2 em março. Os dados mostram que a segunda maior economia do mundo perdeu um pouco do impulso, embora ainda mostre expansão pelo segundo mês consecutivo depois de um período de sete meses de contração. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam que o indicador subisse para 50,4. Uma leitura acima de 50 indica expansão na atividade, enquanto valores abaixo desse patamar sinalizam contração. O subíndice que mede novas encomendas caiu para 51,0 em abril, ante 51,4 em março. Já o subíndice de produção recuou levemente para 52,2, ante 52,3 na mesma base de comparação.

EUROPA: As bolsas europeias abriram em ligeira alta nesta segunda-feira, na sequência de uma queda nos mercados da Ásia. O pan-europeu STOXX 600 opera com baixo volume, próximo da estabilidade na abertura dos mercados, com os mercados do Reino Unido, Irlanda, Grécia e Rússia permanecem fechados por conta de feriado público.

Setor automobilístico operam em alta depois de alguns dados positivos para o setor. Novos registros de automóveis franceses subiram 7,1% em abril, enquanto outras empresas, incluindo a BMW, Fiat Chrysler e Daimler também fizeram as suas respectivas partes, ajudando o setor. Os investidores também estão aguardando o balanço da Ferrari no final do dia. Um relatório da Reuters na sexta-feira apontou que a Fiat e Google poderiam estar perto de assinar uma parceria num projeto de carro sem motorista.

O setor financeiro fica sob pressão. Deutsche Bank segue negociada em forte baixa após o órgão regulador financeiro do Reino Unido (FDA) dizer disse que o banco alemão tem graves falhas sistêmicas em seu controle contra a lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e sanções, de acordo com as Financial Times. Em um comunicado, o Deutsche Bank disse que está trabalhando junto aos reguladores.

Intesa Sanpaolo disse nesta segunda-feira que concordou em vender sua unidade de pagamentos Setefi e cartão Sanpaolo Intesa a um consórcio de compradores por 1,04 bilhões (US $ 1,2 bilhões), mas as ações seguem em território negativo após bancos italianos levarem uma martelada após fracasso pela chamada de caixa pelo Banca Popolare di Vicenza. O banco queria levantar 1,5 bilhões de euros através da emissão de ações, mas disse que havia conseguido vender somente 7,7% das ações, contaminando o sentimento negativo no setor bancário italiano. Monte dei Paschi di Siena cai mais de 7%, enquanto Banca Popolare di Milão também opera em território negativo. O novo fundo da Itália, Atlante, que supostamente deveria agir como uma barreira para os bancos, interveio para comprar as ações restantes.

Os preços do petróleo estendem a queda do final da semana passada com o declínio da produção de petróleo bruto dos EUA e um dólar mais fraco, em um movimento de realização de lucros após os preços do petróleo atingirem novas altas em 2016, com os investidores depositando suas esperanças na expectativa de que o declínio estoques de petróleo bruto continuariam e ignorando persistente excesso de oferta no mercado. Mas dados divulgados pelo Departamento de Energia dos EUA na quarta-feira mostrou uma queda na produção de petróleo bruto pela sétima semana consecutiva, reduzindo a produção em 300.000 barris desde o início do ano.

Além disso, a Arábia Saudita poderia aumentar a produção durante o verão, quando aumenta a demanda doméstica. De acordo com um relatório da ANZ Bank, a produção de petróleo dos países membros da OPEP subiram 484.000 barris, para 33,217 milhões por dia em abril. Analistas disseram que um reequilíbrio nos mercados de petróleo ainda pode levar algum tempo para se concretizar, antes de uma recuperação de preços sustentável.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h45 - Final Manufacturing PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade industrial nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Manufacturing PMI (mede o nível de atividade industrial no país);
11h00 - ISM Manufacturing Prices (expectativa dos negócios em relação à inflação futura, onde um número maior indica uma maior expectativa de inflação);
11h00 - Construction Spending (mede os gastos decorrentes da construção de imóveis);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h10:

ÁSIA
Nikkei: -3,11%
Austrália: -0,18%
Shanghai: ---%
Hong Kong: ---%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,62%
London - FTSE: ---%
Paris CAC: +0,23%
IBEX 35: +0,09%
FTSE MIB: -0,46%

COMMODITIES
BRENT: -0,82%
WTI: -0,57%
OURO: +0,95%
COBRE: +0,15%
SOJA: -0,22%
ALGODÃO +0,06%
MILHO -0,19%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,07%
SP500: +0,07%
NASDAQ: -0,02%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.