RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 05/07/2016
ÁSIA: A maioria dos mercados da Ásia tropeçou nesta terça-feira, com investidores cautelosos após as bolsas europeias caírem ontem devido novas preocupações em relação ao Brexit, além da incerteza com o resultado da eleição na Austrália, mas no continente, as bolsas da China avançaram após números mostrarem que a atividade de serviços cresceu em junho.
O australiano ASX 200 fechou em queda de 1,02%, em 5228 pontos, arrastada pelo setor financeiro, pressionadas pela incerteza política em curso na Austrália, cuja contagem de votos termina daqui a alguns dias. Os investidores estão preocupados com um parlamento dividido, o que criaria impasses na governabilidade futuros. O Reserve Bank of Australia (RBA) manteve sua política monetária inalterada em um movimento amplamente esperado. Em sua declaração, o banco central citou a inflação baixa e o crescimento econômico decente para manter a sua taxa inalterada em 1,75%.
O níquel atingiu o seu preço mais alto em oito meses após as minas nas Filipinas serem ameaçadas de fechamento por não cumprirem as normas ambientais. O minério subiu 4,4% para US $ 10,410 a tonelada métrica, depois de subir 5,6% na sexta-feira. As Filipinas é o maior produtor do mundo do mundo de níquel. BHP Billiton caiu 0,3% e Rio Tinto fechou estável.
No Japão, o Nikkei fechou em baixa de 0,67%, em 15,669.33 pontos após o iene se fortalecer novamente em meio a incertezas sobre o futuro político no Reino Unido. O iene japonês, considerado um ativo porto seguro, fortaleceu contra o dólar, sendo negociado a 101,95, ante 103,39 na sexta-feira. As empresas exportadoras japonesas fecharam em queda.
Em Hong Kong, o HSI caiu 1,46%, mas contrariando a tendência regional, os mercados da China continental subiram. O Shanghai Composite fechou em alta de 0,62%, em 3,007.11 pontos, enquanto o Shenzhen Composite adicionou 0,23%. Uma pesquisa privada para pequenas e médias empresas do setor de serviços na China mostrou que a atividade em junho no setor cresceu para 52,7, ante 51,2 em maio, marcando o aumento mais rápido em 11 meses. Níveis acima de 50 indicam expansão.
Além disso, os stocks subiram na esperança de que o governo estava falando sério sobre a reforma das empresas estatais e nas expectativas de aumento dos gastos militares com o avanço das tensões no Mar da China Meridional. O Presidente Xi Jinping, em um artigo oficial da Agência de Notícias Xinhua pediu esforços para melhorar a competitividade e eficiência das empresas estatais nesta segunda-feira. Enquanto isso, as ações da maior construtora de imóveis da China, China Vanke afundou 10% pelo segundo dia consecutivo no continente. As negociações haviam sido retomados na segunda-feira após uma interrupção de seis meses. Os investidores continuaram a vender na terça-feira em meio a preocupações sobre uma potencial diluição de ações em uma futura aquisição hostil que está em andamento.
Os preços do petróleo bruto recuaram abaixo do nível psicologicamente importante de US $ 50 o barril. Na Austrália, Woodside Petroleum deslizou 1,1% e a estatal chinesa China Petroleum & Chemical Corporation caiu 1,78% em Hong Kong.
EUROPA: As bolsas europeias estendem as perdas de segunda-feira, com os investidores fazendo um balanço com novas preocupações com o Brexit e seu impacto na economia em geral, enviando a libra para uma nova baixa de 31 anos e o petróleo recuando abaixo de US $ 50.
O Stoxx Europe 600 cai 1,31% após recuar 0,7% na segunda-feira, em parte devido perdas entre os bancos italianos. Banca Monte dei Paschi di Siena teve suas negociações suspensas após atingir o limite de baixo depois de uma queda de 7% na abertura. Após a retomada das negociações o papel cai em torno de 9%. Isto ocorre depois que o Banco Central Europeu pediu ao BMPS para cortar suas dívidas incobráveis em mais de 40% em três anos. Unicredit, porém, é negociado em alta após o Goldman Sachs elevou sua projeção sobre o stock de "neutro" para "comprar".
No Reino Unido, os investidores estão fazendo um balanço do cenário político cada vez mais dividido na sequência do Brexit. Na segunda-feira, outro importante defensor da campanha Brexit, Nigel Farage, renunciou como líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP) dizendo que tinha "feito a sua parte", enquanto os investidores ficam de olho no primeiro turno da votação para o próximo líder do Partido Conservador, cujo vencedor provavelmente vai se tornar o próximo primeiro-ministro do Reino Unido, após David Cameron anunciar a sua renúncia.
Uma pesquisa do YouGov / CEBR divulgado hoje mostrou que a confiança entre as empresas britânicas caíram acentuadamente após o Brexit. O S & P Global reduziu suas previsões de crescimento de 2017 e 2018 para a zona do euro e Reino Unido, enquanto a indústria de construção da Grã-Bretanha sofreu sua pior contração em sete anos em junho, segundo o índice PMI da Markit sugeriu na segunda-feira. A notícia negativa atingiu a libra esterlina que caiu para uma nova baixa de 31 anos na terça-feira.
Os investidores aguardam também a conferência de imprensa do seu presidente, Mark Carney, que vai discutir o Relatório de Estabilidade Financeira do banco e será a primeira atualização financeira desde a votação do referendo. O Banco da Inglaterra (BoE) anunciou novas medidas para amenizar as consequências financeiras com o Brexit e o FTSE 100 avança após abrir em queda, na sequência do recuo de 0,8% da segunda-feira, atingido em grande parte pela queda das ações imobiliárias. O recuo da segunda-feira foi o primeiro em cinco sessões.
A maioria dos construtores de casas permanecem sob pressão após um relatório na segunda-feira mostra uma leitura pior do que o esperado na atividade de construção de junho no Reino Unido. Empresas de energia sofrem com os preços mais baixo do petróleo após perspectiva de mais oferta com a retomada das produções da Nigéria e Líbia e é aguardada uma atualização do fornecimento semanal dos EUA da American Petroleum Institute para o final desta terça-feira. Entre os produtores de petróleo, Tullow Oil cai 2,60% caiu 5,6%, a espanhola Repsol recua 0,78% e a francesa Total perde 1,19%. A empresa de fornecimento de equpamentos e de serviços para campos petrolíferos, Amec despenca 6,57% e SBM Offshore recua 3,64%. Entre as mineradoras listadas em Londres, Anglo American cai 1,3%, Antofagasta recua 1,3% e Glencore perde 0,9%. Entre as gigantes, BHP Billiton e Rio Tinto caem 0,6% cada.
as vendas no varejo da zona do euro subiu em maio, um sinal de que a recuperação econômica modesta do espaço monetário continua a ser auxiliada por aumento do consumo à medida que mais pessoas a encontrar emprego. As vendas no varejo nos 19 países que compartilham o euro subiu 0,4% em abril e ante 1,6% em relação a maio do ano passado. Economistas consultados pelo The Wall Street Journal previam um aumento mensal de 0,5%. A inflação baixa e um mercado de trabalho melhorando gradualmente reforçou consumo privado, mas economistas alertam que incerteza após o Brexit vai pesar sobre o sentimento e atividade econômica em ambos os lados do canal. Refletindo essa preocupação, a Markit advertiu que a sua mais recente pesquisa PMI da zona do euro ocorreram com 90% das respostas da pesquisa recebidas antes do resultado do referendo do Reino Unido e que o verdadeiro impacto do Brexit ainda está por acontecer. No inicio do dia foi divulgado o PMI de serviços da zona do euro que ficou em 52,8 em junho, ante estimativa provisória de 52,4. O PMI composto da zona do euro também foi revisado para cima, para 53,1, ante estimativa provisória de 52,8, sinalizando um crescimento econômico estável, mas não espetacular no bloco monetário.
EUA: Futuros de ações dos EUA recuam, com os investidores americanos retornando do feriado prolongado devido mais incertezas com o Brexit e cautela antes do relatório de trabalho que será divulgado na sexta-feira. Esses movimentos ocorrem depois que o Dow Jones subiu 0,11% e S & P 500 avançou 0,19% na semana passada marcando sua melhor semana em 2016.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - Factory Orders (mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis);
15h30 - Discurso do Presidente do Federal Reserve de Nova York William Dudley;
ÍNDICES MUNDIAIS- 8h00:
ÁSIA
Nikkei:-0,67%
Austrália: -1,02%
Xangai Composite: +0,62%
Hong Kong: -1,46%
EUROPA
Frankfurt - Dax: -1,39%
London - FTSE: +0,61%
Paris - CAC: -1,28%
Madrid IBEX: -1,20%
FTSE MIB: -0,05%
COMMODITIES
BRENT: -1,98%
WTI: -2,37%
OURO: +0,78%
COBRE: -0,70%
SOJA: -0,92%
ALGODÃO: +0,75%
MILHO: -1,44%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,37%
SP500: -0,41%
NASDAQ: -0,44%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
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RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 04/07/2016
ÁSIA: Os investidores asiáticos foram às compras de ações na esperança de que os bancos centrais, em particular o Banco do Japão, em breve afrouxará suas políticas de corte de taxas de juros e/ou expansão de seu programa de compra de ativos, bem como estavam apostando que o Federal Reserve dos EUA adiará seu aumento das taxas de juros neste ano, em vez de fazê-lo duas vezes como suas autoridades haviam planejado.
Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,67%, em 5.281,80. O subíndice financeiro, que responde por metade do benchmark, fechou em queda de 0,12%, enquanto outros setores avançaram. A mineradora BHP terminou 2,3% maior e a rival Rio Tinto subiu 3,7%, enquanto Fortescue fechou em alta de 7,25%.
A eleição federal australiana no fim de semana não conseguiu definir um vencedor, aumentando as incertezas políticas com uma possível formação de um governo de minoria do Partido Trabalhista e levando preocupações com a capacidade do novo governo de realizar grandes reformas estruturais ou reparar o déficit fiscal em meio a um parlamento dividido. Isso pode resultar em mais cortes da taxa pelo RBA para apoiar a economia, o que poderia reduzir ainda mais para as margens de lucro dos bancos. O Reserve Bank of Australia (RBA) deve se reunir na terça-feira. Segundo analistas, a política de juros negativo no Japão e na Europa estão começando a afetar os mercados emergentes como a Austrália.
Mercados da China continental fecharam em alta, com o Shanghai Composite adicionando 1,9%, para 2,988.14 pontos e o Shenzhen Composite subindo 1,57%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,27%. Antes da abertura dos mercados, o Banco Popular da China optou por uma ligeira alta do yuan, definindo a taxa média em 6,6472 em relação ao dólar, em comparação com 6,6496 da sexta-feira. O banco central da China permite uma variação frente ao dólar para cima ou para baixo de no máximo de 2% em relação à taxa de fixação oficial. O yuan foi negociado a 6,6629 em relação ao dólar.
As esperanças de políticas monetárias mais frouxas eram mais evidentes na China, onde os investidores estavam apostando que o Federal Reserve dos EUA adiariam a alta das taxas de juros neste ano, em vez de duas como as autoridades haviam anteriormente especulado, que poderia fortalecer o dólar dos EUA rapidamente e gerar uma demanda por ações de commodities, que são cotadas na moeda americana. Inner Mongolia Xingye Mining e a produtora de metais não-ferrosos Shenzhen Zhongjin Lingnan Nonfemet dispararam 10%, atingindo o seu limite diário de alta.
Em Hong Kong, as ações do setor imobiliário lideraram os ganhos. A maior construtora de imóveis de Hong Kong por capitalização de mercado, Sun Hung Kai Properties subiu 3,98%, enquanto Cheung Kong Property Holdings avançou 4,24%. As ações da incorporadora imobiliária China Vanke foram retomadas nesta sessão após serem suspensos desde 18 de dezembro devido uma briga de poder no seu alto escalão. As ações listadas em Shenzhen caíram 10%, após a negociação interrompida novamente quando atingiu o limite diário de queda. Em Hong Kong, as ações caíram 6,58%.
No Japão, o Nikkei fechou em alta de 0,6%, em 15,775.80 pontos, com o iene sendo negociado à 102,66 contra o dólar, depois que tocou 103,39 na sexta-feira. Analistas dizem que a recuperação do iene frente ao dólar, cuja relação chegou a casa dos 100 após a votação Brexit, foi em grande parte impulsionado pela melhora do apetite por riscos, mas crescem as preocupações por parte dos investidores de que o Banco do Japão poderia intervir a qualquer momento. Outra dor de cabeça para os japoneses, é o desempenho do yuan da China, pois a sua recente desvalorização coloca pressão para que os japoneses façam o mesmo. A China é um importante parceiro comercial para o Japão.
Os preços do petróleo subiram ligeiramente no comércio asiático, enquanto ativos considerados porto seguros também estavam em alta, mesmo com os investidores voltando para ativos mais arriscados. O ouro foi negociado em alta, dando impulso para as produtoras de ouro da região. Na Austrália, Newcrest subiu 4,75% e Evolution Mining disparou 8,53%.
O rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos também se manteve baixa, em -0,248%, depois de cair -0,264% no início da sessão. Os rendimentos dos títulos movem inversamente aos preços.
EUROPA: As bolsas da Europa operam sem direção nesta segunda-feira, com perdas entre os bancos italianos colocando o índice pan europeu a caminho de sua primeira queda em quatro sessões. O Stoxx Europe 600 cai 0,26%, após terminar 0,7% maior na sexta-feira e terminar a semana com alta de 3,2%, quebrando uma sequência de quatro semanas de quedas.
Setor financeiro italiano é destaque negativo. Monte dei Paschi di Siena despenca 9,86%, após relatório dizendo que o Banco Central Europeu está exigindo que o credor elabore um novo plano no intuito de reduzir empréstimos ruins. Outras bancos italianos também seguem a queda. Banca Popolare dell'Emilia Romagna cai 4,87%, Intesa Sanpaolo recua 3,57% e Banca Popolare di Milano cai 0,17%.
Em outros lugares, Deutsche Bank segue negociado em baixa após Exane BNP Paribas cortar o preço alvo do papel. No fim de semana, o CEO John Cryan disse à revista alemã Spiegel que o banco não vai precisar de aumentar o capital num futuro próximo. Enquanto isso, o HSBC anunciou que concluiu a venda de seus negócios no Brasil, levando as ações para uma queda de 0,6%.
As incertezas relacionadas com o Brexit voltam a alimentar perdas, na esperança de que o governo do Reino Unido inicie as tratativas formais sobre seus termos para sair da União Europeia após o referendo do mês passado. Acionistas da London Stock Exchange votarão nesta segunda-feira a proposta de fusão com a Deutsche Boerse. Ações da LSE caem 0,7% e as da Deutsche Boerse sobem 0,1%.
O FTSE 100 do Reino Unido abriu o pregão de segunda-feira em alta, registrando uma nova máxima para 2016, mas oscila entre perdas e ganhos com a flutuação dos preços dos metais e perdas para as ações de serviços financeiros e de consumo limitando o avanço do benchmark. O índice subiu 1,1% na sexta-feira, o segundo recorde consecutivo de alta para o ano e uma alta nesta segunda-feira marcaria a quinta alta consecutiva do valor de referência de Londres.
Na semana passada, o FTSE 100 subiu 7,2%, seu maior ganho semanal desde o início de dezembro de 2011. A recuperação pós Brexit veio após o governo do Reino Unido mostrar poucos sinais para disparar o artigo 50, que inicia as negociações formais para o país a sair da União Europeia, após o referendo 23 de junho.
Entre as mineradoras em Londres, Anglo American sobe 3,3%, Antofagasta avança 4,0% e Glencore adiciona 3,9%. Entre as gigantes, BHP Billiton sobe 3,4% e Rio Tinto avança 2,0% após o seu novo presidente-executivo, Jean-Sébastien Jacques, assumiu as rédeas da empresa de commodities no sábado. Jacques divulgou seus planos para Rio Tinto em entrevista ao The Wall Street Journal, no domingo: "A estratégia de crescimento do Rio daqui para frente será: Construir e comprar de forma inteligente".
Os preços das mercadorias que saem portões das fábricas da zona do euro em maio subiram 0,5% em relação a abril, seu ritmo mais rápido em mais de um ano com a recuperação dos preços da energia, mas caíram 3,9% em relação a maio de 2015. O aumento foi duas vezes maior que o esperado e sugere que a zona do euro pode ter se preparado para um movimento sustentado de deflação antes do final de junho, com receio da ameaça do Reino Unido de deixar a UE retarde a já modesta recuperação da zona do euro. Esse foi o maior aumento mês a mês desde fevereiro de 2015, mas com a decisão do Reino Unido de sair do bloco, o presidente do BCE, Mario Draghi, estima que as suas consequências imediatas irá reduzir o crescimento econômico na zona do euro em até 0,5% ao longo de três anos, reflexo da importância do Reino Unido como o segundo maior mercado de exportação da área da moeda comum depois dos EUA.
EUA: Futuros de ações dos Estados Unidos avançam ligeiramente nesta segunda-feira, com os investidores ainda preocupados com o Brexit, mas também focando nas perspectivas de mais estímulos monetários por parte dos vários bancos centrais globais. Espera-se um volume baixo, pois os mercados de ações estarão fechados para comemoração do feriado do Dia da Independência. As negociações dos mercados futuros dos EUA, bem como os futuros do petróleo e de metais fecharão mais cedo.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA: As bolsas americanas não abrirão por conta de feriado nacional.
ÍNDICES MUNDIAIS- 7h40:
ÁSIA
Nikkei: +0,60%
Austrália: +0,67%
Xangai Composite: +1,90%
Hong Kong: +1,27%
EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,26%
London - FTSE: -0,12%
Paris - CAC: -0,38%
Madrid IBEX: +0,13%
FTSE MIB: -0,97%
COMMODITIES
BRENT: +0,34%
WTI: +0,27%
OURO: +1,14%
COBRE: +0,95%
SOJA: -0,92%
ALGODÃO: +1,50%
MILHO: -1,44%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,17%
SP500: +0,25%
NASDAQ: +0,19%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
ÁSIA: Os investidores asiáticos foram às compras de ações na esperança de que os bancos centrais, em particular o Banco do Japão, em breve afrouxará suas políticas de corte de taxas de juros e/ou expansão de seu programa de compra de ativos, bem como estavam apostando que o Federal Reserve dos EUA adiará seu aumento das taxas de juros neste ano, em vez de fazê-lo duas vezes como suas autoridades haviam planejado.
Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,67%, em 5.281,80. O subíndice financeiro, que responde por metade do benchmark, fechou em queda de 0,12%, enquanto outros setores avançaram. A mineradora BHP terminou 2,3% maior e a rival Rio Tinto subiu 3,7%, enquanto Fortescue fechou em alta de 7,25%.
A eleição federal australiana no fim de semana não conseguiu definir um vencedor, aumentando as incertezas políticas com uma possível formação de um governo de minoria do Partido Trabalhista e levando preocupações com a capacidade do novo governo de realizar grandes reformas estruturais ou reparar o déficit fiscal em meio a um parlamento dividido. Isso pode resultar em mais cortes da taxa pelo RBA para apoiar a economia, o que poderia reduzir ainda mais para as margens de lucro dos bancos. O Reserve Bank of Australia (RBA) deve se reunir na terça-feira. Segundo analistas, a política de juros negativo no Japão e na Europa estão começando a afetar os mercados emergentes como a Austrália.
Mercados da China continental fecharam em alta, com o Shanghai Composite adicionando 1,9%, para 2,988.14 pontos e o Shenzhen Composite subindo 1,57%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,27%. Antes da abertura dos mercados, o Banco Popular da China optou por uma ligeira alta do yuan, definindo a taxa média em 6,6472 em relação ao dólar, em comparação com 6,6496 da sexta-feira. O banco central da China permite uma variação frente ao dólar para cima ou para baixo de no máximo de 2% em relação à taxa de fixação oficial. O yuan foi negociado a 6,6629 em relação ao dólar.
As esperanças de políticas monetárias mais frouxas eram mais evidentes na China, onde os investidores estavam apostando que o Federal Reserve dos EUA adiariam a alta das taxas de juros neste ano, em vez de duas como as autoridades haviam anteriormente especulado, que poderia fortalecer o dólar dos EUA rapidamente e gerar uma demanda por ações de commodities, que são cotadas na moeda americana. Inner Mongolia Xingye Mining e a produtora de metais não-ferrosos Shenzhen Zhongjin Lingnan Nonfemet dispararam 10%, atingindo o seu limite diário de alta.
Em Hong Kong, as ações do setor imobiliário lideraram os ganhos. A maior construtora de imóveis de Hong Kong por capitalização de mercado, Sun Hung Kai Properties subiu 3,98%, enquanto Cheung Kong Property Holdings avançou 4,24%. As ações da incorporadora imobiliária China Vanke foram retomadas nesta sessão após serem suspensos desde 18 de dezembro devido uma briga de poder no seu alto escalão. As ações listadas em Shenzhen caíram 10%, após a negociação interrompida novamente quando atingiu o limite diário de queda. Em Hong Kong, as ações caíram 6,58%.
No Japão, o Nikkei fechou em alta de 0,6%, em 15,775.80 pontos, com o iene sendo negociado à 102,66 contra o dólar, depois que tocou 103,39 na sexta-feira. Analistas dizem que a recuperação do iene frente ao dólar, cuja relação chegou a casa dos 100 após a votação Brexit, foi em grande parte impulsionado pela melhora do apetite por riscos, mas crescem as preocupações por parte dos investidores de que o Banco do Japão poderia intervir a qualquer momento. Outra dor de cabeça para os japoneses, é o desempenho do yuan da China, pois a sua recente desvalorização coloca pressão para que os japoneses façam o mesmo. A China é um importante parceiro comercial para o Japão.
Os preços do petróleo subiram ligeiramente no comércio asiático, enquanto ativos considerados porto seguros também estavam em alta, mesmo com os investidores voltando para ativos mais arriscados. O ouro foi negociado em alta, dando impulso para as produtoras de ouro da região. Na Austrália, Newcrest subiu 4,75% e Evolution Mining disparou 8,53%.
O rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos também se manteve baixa, em -0,248%, depois de cair -0,264% no início da sessão. Os rendimentos dos títulos movem inversamente aos preços.
EUROPA: As bolsas da Europa operam sem direção nesta segunda-feira, com perdas entre os bancos italianos colocando o índice pan europeu a caminho de sua primeira queda em quatro sessões. O Stoxx Europe 600 cai 0,26%, após terminar 0,7% maior na sexta-feira e terminar a semana com alta de 3,2%, quebrando uma sequência de quatro semanas de quedas.
Setor financeiro italiano é destaque negativo. Monte dei Paschi di Siena despenca 9,86%, após relatório dizendo que o Banco Central Europeu está exigindo que o credor elabore um novo plano no intuito de reduzir empréstimos ruins. Outras bancos italianos também seguem a queda. Banca Popolare dell'Emilia Romagna cai 4,87%, Intesa Sanpaolo recua 3,57% e Banca Popolare di Milano cai 0,17%.
Em outros lugares, Deutsche Bank segue negociado em baixa após Exane BNP Paribas cortar o preço alvo do papel. No fim de semana, o CEO John Cryan disse à revista alemã Spiegel que o banco não vai precisar de aumentar o capital num futuro próximo. Enquanto isso, o HSBC anunciou que concluiu a venda de seus negócios no Brasil, levando as ações para uma queda de 0,6%.
As incertezas relacionadas com o Brexit voltam a alimentar perdas, na esperança de que o governo do Reino Unido inicie as tratativas formais sobre seus termos para sair da União Europeia após o referendo do mês passado. Acionistas da London Stock Exchange votarão nesta segunda-feira a proposta de fusão com a Deutsche Boerse. Ações da LSE caem 0,7% e as da Deutsche Boerse sobem 0,1%.
O FTSE 100 do Reino Unido abriu o pregão de segunda-feira em alta, registrando uma nova máxima para 2016, mas oscila entre perdas e ganhos com a flutuação dos preços dos metais e perdas para as ações de serviços financeiros e de consumo limitando o avanço do benchmark. O índice subiu 1,1% na sexta-feira, o segundo recorde consecutivo de alta para o ano e uma alta nesta segunda-feira marcaria a quinta alta consecutiva do valor de referência de Londres.
Na semana passada, o FTSE 100 subiu 7,2%, seu maior ganho semanal desde o início de dezembro de 2011. A recuperação pós Brexit veio após o governo do Reino Unido mostrar poucos sinais para disparar o artigo 50, que inicia as negociações formais para o país a sair da União Europeia, após o referendo 23 de junho.
Entre as mineradoras em Londres, Anglo American sobe 3,3%, Antofagasta avança 4,0% e Glencore adiciona 3,9%. Entre as gigantes, BHP Billiton sobe 3,4% e Rio Tinto avança 2,0% após o seu novo presidente-executivo, Jean-Sébastien Jacques, assumiu as rédeas da empresa de commodities no sábado. Jacques divulgou seus planos para Rio Tinto em entrevista ao The Wall Street Journal, no domingo: "A estratégia de crescimento do Rio daqui para frente será: Construir e comprar de forma inteligente".
Os preços das mercadorias que saem portões das fábricas da zona do euro em maio subiram 0,5% em relação a abril, seu ritmo mais rápido em mais de um ano com a recuperação dos preços da energia, mas caíram 3,9% em relação a maio de 2015. O aumento foi duas vezes maior que o esperado e sugere que a zona do euro pode ter se preparado para um movimento sustentado de deflação antes do final de junho, com receio da ameaça do Reino Unido de deixar a UE retarde a já modesta recuperação da zona do euro. Esse foi o maior aumento mês a mês desde fevereiro de 2015, mas com a decisão do Reino Unido de sair do bloco, o presidente do BCE, Mario Draghi, estima que as suas consequências imediatas irá reduzir o crescimento econômico na zona do euro em até 0,5% ao longo de três anos, reflexo da importância do Reino Unido como o segundo maior mercado de exportação da área da moeda comum depois dos EUA.
EUA: Futuros de ações dos Estados Unidos avançam ligeiramente nesta segunda-feira, com os investidores ainda preocupados com o Brexit, mas também focando nas perspectivas de mais estímulos monetários por parte dos vários bancos centrais globais. Espera-se um volume baixo, pois os mercados de ações estarão fechados para comemoração do feriado do Dia da Independência. As negociações dos mercados futuros dos EUA, bem como os futuros do petróleo e de metais fecharão mais cedo.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA: As bolsas americanas não abrirão por conta de feriado nacional.
ÍNDICES MUNDIAIS- 7h40:
ÁSIA
Nikkei: +0,60%
Austrália: +0,67%
Xangai Composite: +1,90%
Hong Kong: +1,27%
EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,26%
London - FTSE: -0,12%
Paris - CAC: -0,38%
Madrid IBEX: +0,13%
FTSE MIB: -0,97%
COMMODITIES
BRENT: +0,34%
WTI: +0,27%
OURO: +1,14%
COBRE: +0,95%
SOJA: -0,92%
ALGODÃO: +1,50%
MILHO: -1,44%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,17%
SP500: +0,25%
NASDAQ: +0,19%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 01/07/2016
ÁSIA: Os principais mercados da Ásia terminaram em alta no pregão de inauguração do novo semestre, acompanhando o terceiro dia de recuperação mundial pós-Brexit, apesar de uma enorme quantidade de dados pessimistas da China e Japão.
Na Austrália, ASX 200 fechou em alta de 0,25%, em 5.246,60 pontos, com a maioria dos setores em alta. Na semana, o benchmark subiu 2,5%. A gigante BHP Billiton subiu 2,1% e terminou 8,8% maior na semana em US $ 19,09, a rival Rio Tinto subiu 1,3% nesta sexta feira e 7,6% na semana, enquanto produtora de minério de ferro Fortescue Metals Group fechou a semana em alta de 11%.
No Japão, o Nikkei 225 fechou em alta de 0,68%, a 15,682.48 pontos. O iene japonês enfraqueceu e foi negociado a 102,61 contra o dólar, em comparação com os níveis de 102,48 na quinta-feira. Mais cedo foi divulgado a pesquisa Tankan do Banco do Japão de junho, mostrando que sentimento de negócios entre os fabricantes japoneses ficou em 6, ligeiramente melhor do que a previsão de mercado de 4.
Entre os dados do governo, os preços ao consumidores japoneses continuaram a cair em maio, enquanto os gastos das famílias suavizaram novamente, aumentando a pressão sobre o Banco do Japão a tomar novas medidas para garantir uma inflação estável na terceira maior economia do mundo. Os preços ao consumidor excluindo produtos alimentares frescos em maio caiu 0,4% no ano, deslizando pelo terceiro mês consecutivo, reflexo da queda dos preços de energia no ano. A queda correspondeu às previsões dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal. As despesas das famílias em maio caíram 1,1% no ano, cravando terceiro mês de declínio. As famílias gastaram menos em educação, habitação e viagens.
Os números sugerem que o primeiro-ministro Shinzo Abe ainda está lutando em sua tentativa de reenergizar a economia do Japão e que a inflação é a chave para obter o crescimento da economia após anos de deflação provocada pela atividade econômica e salários estagnados. Os economistas dizem que a inflação também ajudaria a diminuir enorme carga da dívida pública do Japão, a maior entre as nações desenvolvidas. A próxima reunião do BOJ está marcada para 28 e 29 julho. Vinte dos 39 economistas que responderam a uma pesquisa realizada em junho pelo Centro de Pesquisa Econômica do Japão preveem que o banco irá facilitar ainda mais na reunião de julho. Os economistas também estão preocupados com as turbulência nos mercados financeiros na sequência do Brexit. A fraca produção industrial japonesa de maio sugere que o produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre possa ter contraído.
Mercados da China continental fecharam sem direção, ignorando a desaceleração no setor de manufatura da China. O Índice PMI de manufatura oficial ficou em 50,0 em junho, comparado com 50,1 de maio, em linha com as expectativas de uma pesquisa da Reuters. O setor de serviços expandiu a um ritmo mais rápido, com o PMI oficial ficando em 53,7 em junho, ante 53,1 em maio. Uma leitura acima de 50 indica uma expansão. O índice PMI de manufatura da China medida pela Caixin, caiu para 48,6 em junho, ante 49,2 em maio, apontando para uma nova desaceleração da atividade industrial da China e marcando o 16º mês consecutivo do índice no território contracionista.
Os dados de hoje sugerem que a China não deve alcançar um crescimento do PIB na ordem de 6,7% no segundo trimestre e que um aumento significativo na atividade do setor de serviços possa compensar a desaceleração da economia. O Shanghai Composite subiu 0,11%, em 2932,82 pontos e o Shenzhen Composite deslizou 0,17%. Mercados em Hong Kong ficaram fechadas por conta de feriado.
Entre as notícias corporativas, as ações da Sumitomo Metal Mining subiram 0,1% após um relatório Reuters anunciar que a empresa entrou em acordo para vender toda a sua participação de 3,5% na operadora da mina PT Newmont Nusa Tenggara por cerca de US $ 350 milhões.
EUROPA: As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira, cravando a terceira sessão consecutiva de alta e segue para a melhor semana desde 27 de maio, depois de uma impressionante série de grandes oscilações pós Brexit.
Dados de desemprego da zona do euro para maio caiu para 10,1%, ante 10,2% de abril. Também foi liberado o índice PMI de manufatura para o bloco comum, que subiu para 52,8 em junho, ante 51,5 em maio, acima do esperado. Dada as incertezas causadas pela perspectiva de Brexit, parece provável que as empresas e os gastos dos consumidores sejam prejudicados em toda a área do euro no curto prazo, pelo menos, puxando o crescimento para baixo nos próximos meses.
O Stoxx Europe 600 avança 0,40% e sobe 2,7% na semana. Grande parte da alta de 1% de quinta-feira foi apoiado pela fala do presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney de que um corte da taxa de juro do Reino Unido estava para vir ainda neste verão. Além disso, os investidores ainda analisam a possibilidade do Banco Central Europeu considerar mais regras afrouxamento para seu programa de compras de títulos.
Ações de bancos seguem sem direção. Bancos italianos tiveram um impulso na abertura antes de recuarem, depois que a Comissão Europeia autorizou um plano do governo italiano para se certificar se que há liquidez para os credores, em caso de uma crise financeira. As ações do Banco Popolare Societa Cooperativa sobe 0,19%, Banca Popolare di Milano cai 1,63% e Intesa Sanpaolo recua 0,76%. Mais ao norte, Royal Bank of Scotland sobe 0,70% e Barclays avança 1,98%.
No Reino Unido, o FTSE 100 sobe, após indícios de que o Banco da Inglaterra poderia corar as taxas de juros em breve, atualmente em 0,5% e empreender mais flexibilização. O índice segue no caminho para uma alta semanal de 6% e cravou um aumento trimestral de 5,3% na quinta-feira, quando saltou 2,3%, seu melhor fechamento desde 18 de agosto de 2015. Entre as mineradoras, Anglo American cai 0,3%, Antofagasta perde 1,9% e BHP Billiton recua 1,5%. Em sentido contrário, Glencore sobe 0,7%
e Rio Tinto sobe 0,8%.
EUA: Futuros dos EUA apontam para uma ligeira queda na abertura em Wall Street. Na segunda-feira, as bolsas americanas não abrirão por conta de feriado nacional.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h45 - Final Manufacturing PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade industrial nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Manufacturing PMI (mede o nível de atividade industrial no país);
11h00 - ISM Manufacturing Prices (expectativa dos negócios em relação à inflação futura, onde um número maior indica uma maior expectativa de inflação);
11h00 - Construction Spending (mede os gastos decorrentes da construção de imóveis);
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
ÁSIA: Os principais mercados da Ásia terminaram em alta no pregão de inauguração do novo semestre, acompanhando o terceiro dia de recuperação mundial pós-Brexit, apesar de uma enorme quantidade de dados pessimistas da China e Japão.
Na Austrália, ASX 200 fechou em alta de 0,25%, em 5.246,60 pontos, com a maioria dos setores em alta. Na semana, o benchmark subiu 2,5%. A gigante BHP Billiton subiu 2,1% e terminou 8,8% maior na semana em US $ 19,09, a rival Rio Tinto subiu 1,3% nesta sexta feira e 7,6% na semana, enquanto produtora de minério de ferro Fortescue Metals Group fechou a semana em alta de 11%.
No Japão, o Nikkei 225 fechou em alta de 0,68%, a 15,682.48 pontos. O iene japonês enfraqueceu e foi negociado a 102,61 contra o dólar, em comparação com os níveis de 102,48 na quinta-feira. Mais cedo foi divulgado a pesquisa Tankan do Banco do Japão de junho, mostrando que sentimento de negócios entre os fabricantes japoneses ficou em 6, ligeiramente melhor do que a previsão de mercado de 4.
Entre os dados do governo, os preços ao consumidores japoneses continuaram a cair em maio, enquanto os gastos das famílias suavizaram novamente, aumentando a pressão sobre o Banco do Japão a tomar novas medidas para garantir uma inflação estável na terceira maior economia do mundo. Os preços ao consumidor excluindo produtos alimentares frescos em maio caiu 0,4% no ano, deslizando pelo terceiro mês consecutivo, reflexo da queda dos preços de energia no ano. A queda correspondeu às previsões dos economistas consultados pelo The Wall Street Journal. As despesas das famílias em maio caíram 1,1% no ano, cravando terceiro mês de declínio. As famílias gastaram menos em educação, habitação e viagens.
Os números sugerem que o primeiro-ministro Shinzo Abe ainda está lutando em sua tentativa de reenergizar a economia do Japão e que a inflação é a chave para obter o crescimento da economia após anos de deflação provocada pela atividade econômica e salários estagnados. Os economistas dizem que a inflação também ajudaria a diminuir enorme carga da dívida pública do Japão, a maior entre as nações desenvolvidas. A próxima reunião do BOJ está marcada para 28 e 29 julho. Vinte dos 39 economistas que responderam a uma pesquisa realizada em junho pelo Centro de Pesquisa Econômica do Japão preveem que o banco irá facilitar ainda mais na reunião de julho. Os economistas também estão preocupados com as turbulência nos mercados financeiros na sequência do Brexit. A fraca produção industrial japonesa de maio sugere que o produto interno bruto (PIB) no segundo trimestre possa ter contraído.
Mercados da China continental fecharam sem direção, ignorando a desaceleração no setor de manufatura da China. O Índice PMI de manufatura oficial ficou em 50,0 em junho, comparado com 50,1 de maio, em linha com as expectativas de uma pesquisa da Reuters. O setor de serviços expandiu a um ritmo mais rápido, com o PMI oficial ficando em 53,7 em junho, ante 53,1 em maio. Uma leitura acima de 50 indica uma expansão. O índice PMI de manufatura da China medida pela Caixin, caiu para 48,6 em junho, ante 49,2 em maio, apontando para uma nova desaceleração da atividade industrial da China e marcando o 16º mês consecutivo do índice no território contracionista.
Os dados de hoje sugerem que a China não deve alcançar um crescimento do PIB na ordem de 6,7% no segundo trimestre e que um aumento significativo na atividade do setor de serviços possa compensar a desaceleração da economia. O Shanghai Composite subiu 0,11%, em 2932,82 pontos e o Shenzhen Composite deslizou 0,17%. Mercados em Hong Kong ficaram fechadas por conta de feriado.
Entre as notícias corporativas, as ações da Sumitomo Metal Mining subiram 0,1% após um relatório Reuters anunciar que a empresa entrou em acordo para vender toda a sua participação de 3,5% na operadora da mina PT Newmont Nusa Tenggara por cerca de US $ 350 milhões.
EUROPA: As bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira, cravando a terceira sessão consecutiva de alta e segue para a melhor semana desde 27 de maio, depois de uma impressionante série de grandes oscilações pós Brexit.
Dados de desemprego da zona do euro para maio caiu para 10,1%, ante 10,2% de abril. Também foi liberado o índice PMI de manufatura para o bloco comum, que subiu para 52,8 em junho, ante 51,5 em maio, acima do esperado. Dada as incertezas causadas pela perspectiva de Brexit, parece provável que as empresas e os gastos dos consumidores sejam prejudicados em toda a área do euro no curto prazo, pelo menos, puxando o crescimento para baixo nos próximos meses.
O Stoxx Europe 600 avança 0,40% e sobe 2,7% na semana. Grande parte da alta de 1% de quinta-feira foi apoiado pela fala do presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney de que um corte da taxa de juro do Reino Unido estava para vir ainda neste verão. Além disso, os investidores ainda analisam a possibilidade do Banco Central Europeu considerar mais regras afrouxamento para seu programa de compras de títulos.
Ações de bancos seguem sem direção. Bancos italianos tiveram um impulso na abertura antes de recuarem, depois que a Comissão Europeia autorizou um plano do governo italiano para se certificar se que há liquidez para os credores, em caso de uma crise financeira. As ações do Banco Popolare Societa Cooperativa sobe 0,19%, Banca Popolare di Milano cai 1,63% e Intesa Sanpaolo recua 0,76%. Mais ao norte, Royal Bank of Scotland sobe 0,70% e Barclays avança 1,98%.
No Reino Unido, o FTSE 100 sobe, após indícios de que o Banco da Inglaterra poderia corar as taxas de juros em breve, atualmente em 0,5% e empreender mais flexibilização. O índice segue no caminho para uma alta semanal de 6% e cravou um aumento trimestral de 5,3% na quinta-feira, quando saltou 2,3%, seu melhor fechamento desde 18 de agosto de 2015. Entre as mineradoras, Anglo American cai 0,3%, Antofagasta perde 1,9% e BHP Billiton recua 1,5%. Em sentido contrário, Glencore sobe 0,7%
e Rio Tinto sobe 0,8%.
EUA: Futuros dos EUA apontam para uma ligeira queda na abertura em Wall Street. Na segunda-feira, as bolsas americanas não abrirão por conta de feriado nacional.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h45 - Final Manufacturing PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade industrial nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Manufacturing PMI (mede o nível de atividade industrial no país);
11h00 - ISM Manufacturing Prices (expectativa dos negócios em relação à inflação futura, onde um número maior indica uma maior expectativa de inflação);
11h00 - Construction Spending (mede os gastos decorrentes da construção de imóveis);
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
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