RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 08/07/2016
ÁSIA: A cautela imperou nos mercados asiáticos nesta sexta-feira, em meio à espera pelo Non-Farm Payrolls de junho dos EUA.
O S & P / ASX 200 da Austrália terminou praticamente estável, depois de oscilar entre negativo e positivo. Na semana, o índice terminou abaixo de 0,3%. O sentimento de risco global devido Brexit fez os investidores buscarem ativos mais seguros. Os bancos tiveram uma semana difícil. A possibilidade de um governo trabalhista e um relatório do Australian Prudential Regulation Authority sugerindo que os bancos terão que fazer um aporte adicional de capital nos próximos meses, apesar dos bancos australianos serem um dos mais bem capitalizados do mundo pesou sobre o setor. Entre as mineradoras, BHP Billiton caiu 0,1% e Rio Tinto subiu 1,5%. Na semana, BHP Billiton caiu 0,2%, enquanto a rival Rio Tinto avançou 4,8%. A mineradora de minério de ferro Fortescue Metals Group saltou 6,3% na semana.
No Japão, o Nikkei caiu 1,11%, com iene japonês sendo negociado a 100,43 em relação ao dólar, ante níveis próximos a 103 uma semana atrás. O superávit em conta corrente do Japão em maio atingiu em 1,81 trilhões de ienes (US $ 17,96 bilhões), 3,72% menor em relação ao mês anterior. O iene mais forte limitou os ganhos de investimento no exterior, mas o turismo bateu recorde. Analistas de mercado acreditam que se o dólar não cair abaixo de 100 ienes, o lado negativo será limitado, já que o dólar cai substancialmente desde os 120 ienes no final de janeiro.
Os mercados da China também recuaram em meio a temores de aumento dos riscos no setor bancário do país. Os empréstimos inadimplentes superaram $ 299,2 bilhões no final de maio, um aumento de 2,15%. As reservas cambiais da China subiram US $ 14 bilhões em junho, para $ 3,205 trilhões, de acordo com o Banco Popular da China, um aumento de surpresa. Orient Securities foi negociado a HK $ 8,1 na sua estreia em Hong Kong, depois de abrir a US $ 8,15 por ação. A empresa de títulos levantou cerca de US $ 1 bilhão em seu IPO, tornando-se a segunda maior abertura na cidade após o IPO de $ 1,75 bilhões da China Zheshang Bank no início de março.
Os preços do petróleo recuperaram durante o pregão asiático na sequência de uma queda acentuada na sessão anterior. O relatório da Energy Information Administration (EIA) mostrou que os estoques baixaram 2,2 milhões de barris na semana de 01 de julho, muito menos do que o 6,7 milhões de barril relatados anteriormente pela American Petroleum Institute, mas o que pesou mesmo foi a resistência dos estoques de gasolina em insistir em não cair, pois a temporada de verão nos EUA, que é quando a demanda por gasolina é mais elevada, acabará daqui a dois meses e ainda assim os estoques de gasolina não estão diminuindo como esperado.
EUROPA: A maioria das principais bolsas europeias operam em alta nesta sexta-feira, com as ações financeiras avançando depois de uma semana difícil para o setor, mas com investidores aguardando com cautela os dados do mercado de trabalho dos EUA.
O Stoxx Europe 600 sobe 0,43%, mas o pan índice ainda enfrenta uma perda semanal de 2,8%, o que seria a quinta queda em seis semanas. Bancos, fundos de investimentos e seguradoras foram duramente espancadas durante a semana, com investidores preocupados com a redução das margens de lucro para os bancos em um ambiente de taxas de juro super baixos, enquanto o setor imobiliário sofre após alguns fundos britânicos serem suspensos depois de um salto nos pedidos de resgates dos fundos na sequência do Brexit. Entre os bancos, o alemão Deutsche Bank sobe 3,28% depois de atingir o menor nível de todos os tempos no início desta semana. Em Milão, Monte dei Paschi di Siena avança 5,06% após o terceiro maior credor da Itália dizer que está trabalhando com as autoridades bancárias europeias para encontrar uma forma de reduzir seus empréstimos ruins. O BCE quer que o mais antigo banco do mundo reduza sua carteira total maus empréstimos dos atuais € 46,9 bilhões para € 32,6 bilhões em 2018.
No Reino Unido, o FTSE 100 opera em ligeira baixa após abrir em alta, ajudado por ganhos de ações imobiliárias e mineradoras. Na semana, o FTSE 100 está a caminho para um declínio de 0,7%. Essa seria a primeira queda após duas semanas de ganhos. Entre as ações do setor imobiliário, Hammerson sobe 2,54% e Land Securities Group avança 2,70%. Entre as seguradoras, Prudential sobe 1,82%, Standard Life sobe 0,95% e Aviva avança 0,03%. No setor de mineração, o RBC elevou sua meta de preço para Glencore e Rio Tinto. A produtora de minério de ferro Rio Tinto sobe 1,41% e a Glencore sobe 0,3%. A mineradora de platina Anglo American avança 0,67%. BHP Billiton sobe 0,2% na LSE, mas Antofagasta cai 1,5%. Entre os bancos, Royal Bank of Scotland sobe 3,44%, Standard Chartered sobe 2,45%, Lloyds Banking Group sobe 3,60% e HSBC adiciona 0,95%.
Os preços do petróleo também recuperam depois que os preços recuaram na quinta-feira quando atingiram baixas de dois meses, afetada pela notícia de que os estoques semanais dos EUA de petróleo bruto ficaram abaixo das previsões anteriores. Tullow Oil segue no vermelho apesar Goldman Sachs elevar sua perspectiva de "neutro" para "comprar". Além disso, JPMorgan e Goldman Sachs elevaram sua meta de preço das ações da petrolífera BP, que também opera em baixa.
A confiança dos consumidores da Grã-Bretanha, medida pela GfK, sofreu na sequência do Brexit e registrou uma queda de 8 pontos no início de julho, a queda mensal mais acentuada desde 1994. O índice caiu para -9, ante -1 em junho.
EUA: Futuros dos EUA avançam ligeiramente, com os investidores imprimindo um tom cautelosamente otimista antes dos dados de emprego de junho, evento muito aguardado depois do Brexit. O Federal Reserve está observando o mercado de trabalho de perto. Os salários são vistos como uma medida fundamental para a análise do banco central, porque o aumento dos salários poderia ajudar a trazer a inflação para mais perto do alvo e, assim, justificar um aumento da taxa.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Relatório de Emprego, composto por: Unemployment Rate (taxa de desemprego), Nonfarm Payrolls (pesquisa realizada em cerca de 375 mil empresas, que mostra o número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária), Average Workweek (média de horas trabalhadas por semana) e Hourly Earnings (média de remunerações por hora trabalhada);
16h00 - Consumer Credit (mede o total de crédito ao consumidor);
ÍNDICES MUNDIAIS- 7h20:
ÁSIA
Nikkei: -1,11%
Austrália: +0,05%
Xangai Composite: -0,91%
Hong Kong: -0,71%
EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,85%
London - FTSE: -0,12%
Paris - CAC: +0,63%
Madrid IBEX: +1,40%
FTSE MIB: +2,18%
COMMODITIES
BRENT: +0,45%
WTI: +0,58%
OURO: -0,28%
COBRE: +0,20%
SOJA: +0,90%
ALGODÃO: +0,02%
MILHO: +1,61%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,12%
SP500: +0,14%
NASDAQ: +0,08%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
Veja Também

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 07/07/2016
ÁSIA: Dado mostrando que o crescimento no setor de serviços nos EUA em junho aumentou no ritmo mais rápido em sete meses e que os estoques de petróleo bruto americano caíram, juntamente com a liberação de uma ata "dovish" por parte do Federal Reserve, provocaram uma reviravolta no sentimento de risco global, impulsionando os preços do petróleo e levando Wall Street a fechar a sessão em território positivo.
Nem mesmo a falta de resultado da eleição realizada a cinco dias atrás e nem o downgrade da agência Standard & Poors que rebaixou a perspectiva do rating de crédito soberano da Austrália AAA de estável para negativo, citando déficits orçamentários alto do governo e a probabilidade de um impasse político após recente eleição, foram suficientes para impedir que o S & P / ASX 200 subisse 0,58%, a 5,227.92 pontos. O primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull "expressou confiança" na formação de uma maioria para sua coalizão conservadora. Bancos, mineradoras e empresas de energia sustentaram o índice. BHP Billiton subiu 2% e Rio Tinto adicionou 1,2%, enquanto entre os bancos, CBA subiu 0,7%, Westpac adicionou 0,5%, ANZ terminou 0,4% maior e apenas o NAB caiu 0,2%.
No Japão, o Nikkei fechou em baixa de 0,67%, em 15,276.24 pontos, pressionado por uma nova alta do iene, considerada uma fuga dos traders em busca de segurança. O iene japonês foi negociado a 100,73 contra o dólar, ante 101,40 de terça-feira e 103 da sexta-feira. Um iene mais forte prejudica os exportadores japoneses, uma vez que torna seus produtos mais caros em comparação com rivais como a China, Coreia do Sul e Taiwan.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 1,03% e na China continental, o Shanghai Composite fechado praticamente inalterada em 3.016,93 pontos. As reservas cambiais da China subiram inesperadamente em junho, após um declínio no mês anterior, ignorando o impacto do Brexit. As reservas aumentaram $ 13,43 bilhões em relação ao mês anterior, para $ 3,205 trilhões, na sequência de uma queda de $ 2,793 bilhões em maio, de acordo com dados divulgados pelo Banco Popular da China. Era esperado uma queda de $ 22,00 bilhões em junho. O aumento ocorreu apesar da recente fraqueza do yuan em relação ao dólar após o Brexit, que desencadeou fortes baixas na maioria das principais moedas em todo o mundo, exceto o dólar e o iene. O PBOC disse que tem planos para resistir a choques decorrentes da decisão do Brexit e pretende manter a estabilidade da moeda chinesa.
EUROPA: As bolsas europeias se recuperam nesta quinta-feira após um sell-off no início desta semana, impulsionados por um sentimento positivo nos EUA e um aumento provisório dos preços do petróleo. As autoridades políticas do Federal Reserve disseram na ata da última reunião que era prudente esperar por mais dados e o resultado do Brexit antes de elevar suas taxas e citou uma desaceleração na contratação no mercado de trabalho como razões para manter taxas inalteradas no mês passado. O relatório de trabalho a ser divulgado nesta sexta-feira será fundamental e deverá prender as atenções por parte dos analistas de mercados, ou seja, a espera para o Reino Unido deixar a União Europeia (UE) é vista como motivo para mais medidas de facilitação por parte dos bancos centrais ao redor do mundo, ou pelo menos para o adiamento da alta das taxa de juros nos EUA e isso são importantes drivers para um sentimento positivo.
Tanto o Banco da Inglaterra quanto o Banco Central Europeu deverão adotar novos estímulos após o Brexit. O presidente do BOE, Mark Carney, sinalizou na semana passada que cortes na taxa e outras medidas de atenuação são susceptíveis de ocorrer neste verão. Sua taxa de juro está atualmente em uma baixa recorde de 0,5% e está assim desde março de 2009. O BoE tem sua reunião marcada para 14 de julho e novamente em agosto, quando também dará uma visão atualizada sobre o crescimento econômico e inflação no seu relatório trimestral de inflação. Na terça-feira, o BoE em seu Relatório de Estabilidade Financeira adotou medidas para fortalecer a economia do Reino Unido, cortando as taxas para os bancos de 0,5% para 0%, movimento que deve permitir que os bancos emprestem um extra de £ 150 bilhões ($ 199.000.000.000) às empresas e famílias do Reino Unido para manter o fluxo da economia.
Mario Draghi e equipe também devem adotar novas medidas de flexibilização adicional na forma de um prolongamento do programa de compras de títulos para além de Março de 2017. Alguns bancos de investimento, incluindo Citigroup, JP Morgan e Deutsche Bank, concordam que o BCE deverá dar um tom mais dovish na sua reunião de Julho por conta do Brexit. Os investidores aguardam a ata do BCE que será divulgada hoje, em busca de pistas se o banco central irá introduzir uma maior flexibilização após o Brexit. A reunião, no entanto, foi realizada antes do referendo de 23 de junho e por isso provavelmente não incluirão quaisquer comentários diretos sobre o resultado.
O STOXX 600 abriu em alta de 1,72%, após cair 1,7% na quarta-feira pesada por ações de bancos e gestora de ativos que caíram devido preocupações com o Brexit. Destaque positivo no pan índice para as ações da Danone que disparam 5,64% depois que o fabricante de laticínios francês disse que está comprando a produtora americana de alimentos orgânicos WhiteWave Foods, que incluem as marcas de leite Horizon Organic e Silk, por US $ 10 bilhões.
Os bancos italianos estão em destaque novamente, após o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi defender os bancos de seu país, dizendo que o problema de empréstimos ruins é pequeno em comparação com a exposição de derivativos enfrentados por outros credores europeus. Monte dei Paschi di Siena (BMPS) abriu com fortes ganhos mas devolve parte dessa alta. O credor tem sido solicitado pelo BCE para reduzir suas dívidas incobráveis em 40% no prazo de três anos. BMPS está aguardando uma reunião do conselho na quinta-feira em que poderá ser fechado um acordo para um aumento de capital de até 3 bilhões de euros, de acordo com o jornal italiano La Stampa, mas que foram negados pelo banco. O órgão regulador de mercado da Itália Consob proibiu posições short sobre BMPS partir de 7 de julho até 5 de Outubro. Intesa Sanpaolo sobe após Exane BNP Paribas elevar sua projeção sobre o papel de "neutro" para "outperform". O presidente do Intesa Sanpaolo disse que o banco não vai colocar dinheiro na Atlante, o fundo de resgate bancário italiano. Banco Popolare, cujas ações atingiram um novo recorde de baixa na quarta-feira, cai depois que o Exane BNP Paribas cortou o seu preço alvo.
Credit Suisse sobe 1,36% após o banco suíço fechar em seu nível mais baixo na quarta-feira, por preocupações com sua rentabilidade, mas as ações do alemão Deutsche Bank cai 1,52% após também fechar em uma baixa recorde na quarta-feira.
No Reino Unido, o FTSE 100 sobe, após o valor de referência cair 1,3% na quarta-feira, atingido em parte, pelas notícias de suspensões por parte de fundos de gestão de ativos. Seis fundos imobiliários do Reino Unido suspenderam as negociações devido a um aumento nos resgates após o Brexit em Junho. Entre os gestores de ativos, Aberdeen Asset Management sobe 4,74% e empresa de gestão de ativos Henderson Group avança 3,08%. Na quarta-feira, Henderson disse que havia suspendido temporariamente as negociações de seu fundo de imóveis comerciais do Reino Unido e a Aberdeen reduziu o valor do seu fundo imobiliário do Reino Unido em 17%. Ações dos gestores de fundos foram duramente atingidos nos últimos dias devido preocupações com suas exposições ao mercado imobiliário do Reino Unido. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American dispara 6,0% após Jefferies, UBS e Canaccord Genuity elevarem suas metas de preço, Antofagasta sobe 3,0% e Rio Tinto sobe 2,4%. BHP Billiton e Glencore sobem 3,9% cada após UBS também elevar seus preços alvos. Em sentido contrário, Fresnillo segue negociado em baixa após HSBC reduzir sua perspectiva sobre o papel de "comprar" para "manter".
A produção industrial do Reino Unido em maio encolheu 0,5% em relação ao mês anterior, pondo fim um boom de dois meses no setor. O clima mais quente também levou a uma queda na geração de eletricidade, mas os dados não captam o período imediatamente antes e depois do referendo do Reino Unido. Economistas dizem que provavelmente pesará sobre a economia nos meses adiante, mas ainda assim, uma libra mais fraca pode ajudar os exportadores do setor manufatureiro. Apesar da desaceleração em maio, a produção industrial ainda deve impulsionar o crescimento no segundo trimestre. Uma pesquisa da Halifax mostrou que os preços das casas no Reino Unido em junho subiram 1,3% no mês e 8,4% no ano, segundo a Dow Jones Newswires.
A produção industrial da Alemanha em maio caiu inesperadamente 1,3%, liderada por uma queda acentuada na produção de bens de capital.
EUA: Wall Street deve abrir com ganhos moderados nesta quinta-feira, com os investidores sacudindo os medos com o Brexit e voltando suas atenções para o relatório de empregos dos EUA que devem ser reportados na sexta-feira. A subida dos preços do petróleo também ajudou a impulsionar o humor no pré-market após dados mostrarem uma queda nos estoques de petróleo bruto.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
8h30 - Challenger Job Cuts (número de demissões corporativas);
9h15 - ADP Non-Farm Employment Change (número de postos de trabalho no setor privado dos EUA);
9h30 - Unemployment Claims (número de pedidos de auxílio-desemprego);
12h00 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
ÍNDICES MUNDIAIS- 7h40:
ÁSIA
Nikkei: -0,67%
Austrália: +0,58%
Xangai Composite: -0,01%
Hong Kong: +1,03%
EUROPA
Frankfurt - Dax: +1,22%
London - FTSE: +1,29%
Paris - CAC: +1,63%
Madrid IBEX: +1,34%
FTSE MIB: +0,90%
COMMODITIES
BRENT: +1,09%
WTI: +1,14%
OURO: -0,10%
COBRE: -0,20%
SOJA: -1,13%
ALGODÃO: -0,06%
MILHO: +0,95%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,03%
SP500: -0,01%
NASDAQ: +0,08%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
ÁSIA: Dado mostrando que o crescimento no setor de serviços nos EUA em junho aumentou no ritmo mais rápido em sete meses e que os estoques de petróleo bruto americano caíram, juntamente com a liberação de uma ata "dovish" por parte do Federal Reserve, provocaram uma reviravolta no sentimento de risco global, impulsionando os preços do petróleo e levando Wall Street a fechar a sessão em território positivo.
Nem mesmo a falta de resultado da eleição realizada a cinco dias atrás e nem o downgrade da agência Standard & Poors que rebaixou a perspectiva do rating de crédito soberano da Austrália AAA de estável para negativo, citando déficits orçamentários alto do governo e a probabilidade de um impasse político após recente eleição, foram suficientes para impedir que o S & P / ASX 200 subisse 0,58%, a 5,227.92 pontos. O primeiro-ministro australiano Malcolm Turnbull "expressou confiança" na formação de uma maioria para sua coalizão conservadora. Bancos, mineradoras e empresas de energia sustentaram o índice. BHP Billiton subiu 2% e Rio Tinto adicionou 1,2%, enquanto entre os bancos, CBA subiu 0,7%, Westpac adicionou 0,5%, ANZ terminou 0,4% maior e apenas o NAB caiu 0,2%.
No Japão, o Nikkei fechou em baixa de 0,67%, em 15,276.24 pontos, pressionado por uma nova alta do iene, considerada uma fuga dos traders em busca de segurança. O iene japonês foi negociado a 100,73 contra o dólar, ante 101,40 de terça-feira e 103 da sexta-feira. Um iene mais forte prejudica os exportadores japoneses, uma vez que torna seus produtos mais caros em comparação com rivais como a China, Coreia do Sul e Taiwan.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 1,03% e na China continental, o Shanghai Composite fechado praticamente inalterada em 3.016,93 pontos. As reservas cambiais da China subiram inesperadamente em junho, após um declínio no mês anterior, ignorando o impacto do Brexit. As reservas aumentaram $ 13,43 bilhões em relação ao mês anterior, para $ 3,205 trilhões, na sequência de uma queda de $ 2,793 bilhões em maio, de acordo com dados divulgados pelo Banco Popular da China. Era esperado uma queda de $ 22,00 bilhões em junho. O aumento ocorreu apesar da recente fraqueza do yuan em relação ao dólar após o Brexit, que desencadeou fortes baixas na maioria das principais moedas em todo o mundo, exceto o dólar e o iene. O PBOC disse que tem planos para resistir a choques decorrentes da decisão do Brexit e pretende manter a estabilidade da moeda chinesa.
EUROPA: As bolsas europeias se recuperam nesta quinta-feira após um sell-off no início desta semana, impulsionados por um sentimento positivo nos EUA e um aumento provisório dos preços do petróleo. As autoridades políticas do Federal Reserve disseram na ata da última reunião que era prudente esperar por mais dados e o resultado do Brexit antes de elevar suas taxas e citou uma desaceleração na contratação no mercado de trabalho como razões para manter taxas inalteradas no mês passado. O relatório de trabalho a ser divulgado nesta sexta-feira será fundamental e deverá prender as atenções por parte dos analistas de mercados, ou seja, a espera para o Reino Unido deixar a União Europeia (UE) é vista como motivo para mais medidas de facilitação por parte dos bancos centrais ao redor do mundo, ou pelo menos para o adiamento da alta das taxa de juros nos EUA e isso são importantes drivers para um sentimento positivo.
Tanto o Banco da Inglaterra quanto o Banco Central Europeu deverão adotar novos estímulos após o Brexit. O presidente do BOE, Mark Carney, sinalizou na semana passada que cortes na taxa e outras medidas de atenuação são susceptíveis de ocorrer neste verão. Sua taxa de juro está atualmente em uma baixa recorde de 0,5% e está assim desde março de 2009. O BoE tem sua reunião marcada para 14 de julho e novamente em agosto, quando também dará uma visão atualizada sobre o crescimento econômico e inflação no seu relatório trimestral de inflação. Na terça-feira, o BoE em seu Relatório de Estabilidade Financeira adotou medidas para fortalecer a economia do Reino Unido, cortando as taxas para os bancos de 0,5% para 0%, movimento que deve permitir que os bancos emprestem um extra de £ 150 bilhões ($ 199.000.000.000) às empresas e famílias do Reino Unido para manter o fluxo da economia.
Mario Draghi e equipe também devem adotar novas medidas de flexibilização adicional na forma de um prolongamento do programa de compras de títulos para além de Março de 2017. Alguns bancos de investimento, incluindo Citigroup, JP Morgan e Deutsche Bank, concordam que o BCE deverá dar um tom mais dovish na sua reunião de Julho por conta do Brexit. Os investidores aguardam a ata do BCE que será divulgada hoje, em busca de pistas se o banco central irá introduzir uma maior flexibilização após o Brexit. A reunião, no entanto, foi realizada antes do referendo de 23 de junho e por isso provavelmente não incluirão quaisquer comentários diretos sobre o resultado.
O STOXX 600 abriu em alta de 1,72%, após cair 1,7% na quarta-feira pesada por ações de bancos e gestora de ativos que caíram devido preocupações com o Brexit. Destaque positivo no pan índice para as ações da Danone que disparam 5,64% depois que o fabricante de laticínios francês disse que está comprando a produtora americana de alimentos orgânicos WhiteWave Foods, que incluem as marcas de leite Horizon Organic e Silk, por US $ 10 bilhões.
Os bancos italianos estão em destaque novamente, após o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi defender os bancos de seu país, dizendo que o problema de empréstimos ruins é pequeno em comparação com a exposição de derivativos enfrentados por outros credores europeus. Monte dei Paschi di Siena (BMPS) abriu com fortes ganhos mas devolve parte dessa alta. O credor tem sido solicitado pelo BCE para reduzir suas dívidas incobráveis em 40% no prazo de três anos. BMPS está aguardando uma reunião do conselho na quinta-feira em que poderá ser fechado um acordo para um aumento de capital de até 3 bilhões de euros, de acordo com o jornal italiano La Stampa, mas que foram negados pelo banco. O órgão regulador de mercado da Itália Consob proibiu posições short sobre BMPS partir de 7 de julho até 5 de Outubro. Intesa Sanpaolo sobe após Exane BNP Paribas elevar sua projeção sobre o papel de "neutro" para "outperform". O presidente do Intesa Sanpaolo disse que o banco não vai colocar dinheiro na Atlante, o fundo de resgate bancário italiano. Banco Popolare, cujas ações atingiram um novo recorde de baixa na quarta-feira, cai depois que o Exane BNP Paribas cortou o seu preço alvo.
Credit Suisse sobe 1,36% após o banco suíço fechar em seu nível mais baixo na quarta-feira, por preocupações com sua rentabilidade, mas as ações do alemão Deutsche Bank cai 1,52% após também fechar em uma baixa recorde na quarta-feira.
No Reino Unido, o FTSE 100 sobe, após o valor de referência cair 1,3% na quarta-feira, atingido em parte, pelas notícias de suspensões por parte de fundos de gestão de ativos. Seis fundos imobiliários do Reino Unido suspenderam as negociações devido a um aumento nos resgates após o Brexit em Junho. Entre os gestores de ativos, Aberdeen Asset Management sobe 4,74% e empresa de gestão de ativos Henderson Group avança 3,08%. Na quarta-feira, Henderson disse que havia suspendido temporariamente as negociações de seu fundo de imóveis comerciais do Reino Unido e a Aberdeen reduziu o valor do seu fundo imobiliário do Reino Unido em 17%. Ações dos gestores de fundos foram duramente atingidos nos últimos dias devido preocupações com suas exposições ao mercado imobiliário do Reino Unido. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American dispara 6,0% após Jefferies, UBS e Canaccord Genuity elevarem suas metas de preço, Antofagasta sobe 3,0% e Rio Tinto sobe 2,4%. BHP Billiton e Glencore sobem 3,9% cada após UBS também elevar seus preços alvos. Em sentido contrário, Fresnillo segue negociado em baixa após HSBC reduzir sua perspectiva sobre o papel de "comprar" para "manter".
A produção industrial do Reino Unido em maio encolheu 0,5% em relação ao mês anterior, pondo fim um boom de dois meses no setor. O clima mais quente também levou a uma queda na geração de eletricidade, mas os dados não captam o período imediatamente antes e depois do referendo do Reino Unido. Economistas dizem que provavelmente pesará sobre a economia nos meses adiante, mas ainda assim, uma libra mais fraca pode ajudar os exportadores do setor manufatureiro. Apesar da desaceleração em maio, a produção industrial ainda deve impulsionar o crescimento no segundo trimestre. Uma pesquisa da Halifax mostrou que os preços das casas no Reino Unido em junho subiram 1,3% no mês e 8,4% no ano, segundo a Dow Jones Newswires.
A produção industrial da Alemanha em maio caiu inesperadamente 1,3%, liderada por uma queda acentuada na produção de bens de capital.
EUA: Wall Street deve abrir com ganhos moderados nesta quinta-feira, com os investidores sacudindo os medos com o Brexit e voltando suas atenções para o relatório de empregos dos EUA que devem ser reportados na sexta-feira. A subida dos preços do petróleo também ajudou a impulsionar o humor no pré-market após dados mostrarem uma queda nos estoques de petróleo bruto.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
8h30 - Challenger Job Cuts (número de demissões corporativas);
9h15 - ADP Non-Farm Employment Change (número de postos de trabalho no setor privado dos EUA);
9h30 - Unemployment Claims (número de pedidos de auxílio-desemprego);
12h00 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
ÍNDICES MUNDIAIS- 7h40:
ÁSIA
Nikkei: -0,67%
Austrália: +0,58%
Xangai Composite: -0,01%
Hong Kong: +1,03%
EUROPA
Frankfurt - Dax: +1,22%
London - FTSE: +1,29%
Paris - CAC: +1,63%
Madrid IBEX: +1,34%
FTSE MIB: +0,90%
COMMODITIES
BRENT: +1,09%
WTI: +1,14%
OURO: -0,10%
COBRE: -0,20%
SOJA: -1,13%
ALGODÃO: -0,06%
MILHO: +0,95%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,03%
SP500: -0,01%
NASDAQ: +0,08%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 06/07/2016
ÁSIA: As incertezas com o Brexit continuaram a pesar sobre os mercados na Ásia nesta quarta-feira, depois que Wall Street interrompeu uma sequência de quatro altas seguidas. Investidores saíram em busca de segurança como títulos do tesouro, iene, dólar, após a libra registrar uma nova baixa em 31 anos após o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, dizer que o banco central não seria capaz de atenuar completamente o sofrimento econômico e enviou claramente uma mensagem aos banqueiros da Grã-Bretanha: "Eles precisam começar a emprestar mais dinheiro". O banco central cortou a quantidade de depósito exigido que os bancos precisam manter em reserva, liberando um extra de 150 bilhões de libras (US $ 196 bilhões) para empréstimos, mas as palavras de Carney parecem ter assustado ainda mais e o medo de contágio financeiro provocou uma demanda por segurança, arrastando os rendimentos globais mais importantes para novas mínimas históricas.
Alimentando também a aversão ao risco, os gestores de ativos do Reino Unido Standard Life, Aviva e M & G Investments suspenderam as negociações de seus fundos de investimento imobiliário, deixando os investidores e gestores de fundos preocupados com as consequências sobre o setor. No entanto, o Reino Unido ainda tem de invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, dando início formalmente as negociações para a saída da UE e atualmente, o partido conservador no poder está em vias de encontrar um sucessor para o primeiro-ministro David Cameron, que renunciou após a votação do Brexit em 23 de junho.
No Japão, o Nikkei fechou em queda de 1,85%, a 15,378.99 pontos, depois de recuperar de uma sangrenta queda de 3,2% no intraday. O iene japonês, um dos ativos portos seguros em época de turbulência, chegou a ser negociado a 100,56 ante o dólar, comparado com níveis próximos de 103 na sexta-feira. Consequentemente, a força do iene derrubou os papeis de exportadores japoneses.
Na Austrália, o ASX 200 fechou em baixa de 0,58%, em 5,197.50 pontos, com o futuro político ainda incerto prejudicando o setor financeiro e a força do dólar pesando sobre os setores de commodities como o petróleo e recursos naturais. Entre as mineradoras australianas, BHP Billiton caiu 3,7$ e Rio Tinto recuou 2,2%.
Em Hong Kong, índice Hang Seng caiu 1,23%, mas no continente chinês, o Shanghai Composite contrariou a tendência fechando com alta de 0,36%, no 3,017.09 após oscilar entre o território positivo e negativo durante toda a sessão. Em um discurso na segunda-feira, o premier chinês Li Keqiang disse que não seria fácil para a China alcançar uma taxa de crescimento de 6,7% no primeiro trimestre de acordo com a agência de notícias Xinhua.
Entre os ativos portos seguros, o dólar avançou contra uma cesta de moedas a 96,290 no período da tarde na Ásia, ante 95,631 na terça-feira durante o mesmo horário asiático e o rendimento do título do governo japonês de 10 anos (JGB) caiu para -0,281% no início da sessão antes de subir ligeiramente para -0,266%. O rendimento do JGB de 20 anos tornou-se negativo pela primeira vez nesta quarta-feira, caindo para -0,005%, derrubando papeis de bancos japoneses.
Os preços do ouro avançaram 0,8% em $ 1.366,51, em comparação com os níveis de US $ 1.320 na semana anterior. Produtores de ouro na Austrália contrariou os declínios dos mercados para fechar em alta: Newcrest avançou 3,18%, enquanto Evolução Mining subiu 6,5%.
EUROPA: As bolsas europeias estendem as perdas nesta quarta-feira, com a crescente ansiedade sobre as consequências do Brexit continuando a assolar os mercados, gerando incerteza política e econômica na União Europeia (UE).
O Stoxx Europe 600 cai 1,16% e segue a caminho para o terceiro dia consecutivo de perdas. O índice pan-europeu caiu 1,7% na terça-feira. Entre os bancos, o Credit Suisse cai 2,13% e segue negociado abaixo de 10 francos suíços pela primeira vez. Na Itália, as ações do Banca Monte dei Paschi di Siena chegaram a ser interrompidos durante a sessão de terça-feira após o BCE pedir para cortar suas dívidas incobráveis em mais de 40% em três anos. Na terça-feira a noite, o órgão regulador de mercado Consob disse que proibiria a venda a descoberto de ações da BMPS no pregão de quarta-feira e hoje suas ações sobem mais de 14%. O credor está estudando a possibilidade de um aumento de capital entre 2 a 3 bilhões de euros garantidos pelo governo italiano.
No Reino Unido, o FTSE 100 opera com bastante volatilidade, após o índice subir 0,3% na terça-feira. O presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, reiterou as preocupações em torno da indústria em tempos de dificuldades econômicas e classificou as perspectivas da economia britânica como "desafiadora". Ele disse também que os bancos terão um extra de £ 150 bilhões para emprestar às famílias e empresas após diminuir as exigências de capital para os bancos para zero, mas o setor imobiliário continua a sofrer depois das suspensões temporárias das negociações de três fundos imobiliários devido aumento nos resgates após o Brexit.
Standard Life cai 1,29% e Aviva recua 3,17%. Prudential cai 1,62% depois cair 4,5% na terça-feira. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 1,4%e Glencore recua 0,7%. Entre as gigantes, BHP Billiton cai 0,8% e Rio Tinto perde 0,6%. Antofagasta sobe 0,3% após o Deutsche Bank elevar sua meta de preço para suas ações. Em um sinal de busca por segurança, as mineradoras de ouro lideram o FTSE 100. Fresnillo dispara 7,45% e Randgold Resources avança 5,42%.
O banco central da Suécia disse que incerteza advinda do Brexit adiou futuros aumentos de suas taxas. Riksbank decidiu manter a sua taxa de juro em -0,5%.
EUA: Wall Street deve ter outra abertura em queda nesta quarta-feira, com incertezas relacionadas ao Brexit continuando a assustar os mercados e os investidores aguardam a minuta da mais recente reunião do Federal Reserve, quando manteve as taxas de juros inalteradas e disse que estava aguardando o resultado do referendo Brexit do dia 23 de junho, que ainda não tinha sido votada na ocasião de sua reunião de 14-15 de junho. Também são esperados pistas sobre as próximas reuniões do banco central.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Trade Balance (balança comercial; mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país);
10h00 - Discurso do Membro do FOMC, Daniel K. Tarullo;
10h45 - Final Services PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade no setor de serviços nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Non-Manufacturing PMI (índice baseado em pesquisas com 400 empresas não industriais, em 60 setores em todo o país);
15h00 - FOMC Meeting Minutes (Ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve);
ÍNDICES MUNDIAIS- 7h40:
ÁSIA
Nikkei: -1,85%
Austrália: -0,58%
Xangai Composite: +0,36%
Hong Kong: -1,23%
EUROPA
Frankfurt - Dax: -2,18%
London - FTSE: -0,95%
Paris - CAC: -2,15%
Madrid IBEX: -1,95%
FTSE MIB: -2,15%
COMMODITIES
BRENT: -1,29%
WTI: -1,14%
OURO: +1,30%
COBRE: -1,70%
SOJA: -5,48%
ALGODÃO: +0,21%
MILHO: -3,31%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,57%
SP500: -0,60%
NASDAQ: -0,74%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
ÁSIA: As incertezas com o Brexit continuaram a pesar sobre os mercados na Ásia nesta quarta-feira, depois que Wall Street interrompeu uma sequência de quatro altas seguidas. Investidores saíram em busca de segurança como títulos do tesouro, iene, dólar, após a libra registrar uma nova baixa em 31 anos após o presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, dizer que o banco central não seria capaz de atenuar completamente o sofrimento econômico e enviou claramente uma mensagem aos banqueiros da Grã-Bretanha: "Eles precisam começar a emprestar mais dinheiro". O banco central cortou a quantidade de depósito exigido que os bancos precisam manter em reserva, liberando um extra de 150 bilhões de libras (US $ 196 bilhões) para empréstimos, mas as palavras de Carney parecem ter assustado ainda mais e o medo de contágio financeiro provocou uma demanda por segurança, arrastando os rendimentos globais mais importantes para novas mínimas históricas.
Alimentando também a aversão ao risco, os gestores de ativos do Reino Unido Standard Life, Aviva e M & G Investments suspenderam as negociações de seus fundos de investimento imobiliário, deixando os investidores e gestores de fundos preocupados com as consequências sobre o setor. No entanto, o Reino Unido ainda tem de invocar o artigo 50 do Tratado de Lisboa, dando início formalmente as negociações para a saída da UE e atualmente, o partido conservador no poder está em vias de encontrar um sucessor para o primeiro-ministro David Cameron, que renunciou após a votação do Brexit em 23 de junho.
No Japão, o Nikkei fechou em queda de 1,85%, a 15,378.99 pontos, depois de recuperar de uma sangrenta queda de 3,2% no intraday. O iene japonês, um dos ativos portos seguros em época de turbulência, chegou a ser negociado a 100,56 ante o dólar, comparado com níveis próximos de 103 na sexta-feira. Consequentemente, a força do iene derrubou os papeis de exportadores japoneses.
Na Austrália, o ASX 200 fechou em baixa de 0,58%, em 5,197.50 pontos, com o futuro político ainda incerto prejudicando o setor financeiro e a força do dólar pesando sobre os setores de commodities como o petróleo e recursos naturais. Entre as mineradoras australianas, BHP Billiton caiu 3,7$ e Rio Tinto recuou 2,2%.
Em Hong Kong, índice Hang Seng caiu 1,23%, mas no continente chinês, o Shanghai Composite contrariou a tendência fechando com alta de 0,36%, no 3,017.09 após oscilar entre o território positivo e negativo durante toda a sessão. Em um discurso na segunda-feira, o premier chinês Li Keqiang disse que não seria fácil para a China alcançar uma taxa de crescimento de 6,7% no primeiro trimestre de acordo com a agência de notícias Xinhua.
Entre os ativos portos seguros, o dólar avançou contra uma cesta de moedas a 96,290 no período da tarde na Ásia, ante 95,631 na terça-feira durante o mesmo horário asiático e o rendimento do título do governo japonês de 10 anos (JGB) caiu para -0,281% no início da sessão antes de subir ligeiramente para -0,266%. O rendimento do JGB de 20 anos tornou-se negativo pela primeira vez nesta quarta-feira, caindo para -0,005%, derrubando papeis de bancos japoneses.
Os preços do ouro avançaram 0,8% em $ 1.366,51, em comparação com os níveis de US $ 1.320 na semana anterior. Produtores de ouro na Austrália contrariou os declínios dos mercados para fechar em alta: Newcrest avançou 3,18%, enquanto Evolução Mining subiu 6,5%.
EUROPA: As bolsas europeias estendem as perdas nesta quarta-feira, com a crescente ansiedade sobre as consequências do Brexit continuando a assolar os mercados, gerando incerteza política e econômica na União Europeia (UE).
O Stoxx Europe 600 cai 1,16% e segue a caminho para o terceiro dia consecutivo de perdas. O índice pan-europeu caiu 1,7% na terça-feira. Entre os bancos, o Credit Suisse cai 2,13% e segue negociado abaixo de 10 francos suíços pela primeira vez. Na Itália, as ações do Banca Monte dei Paschi di Siena chegaram a ser interrompidos durante a sessão de terça-feira após o BCE pedir para cortar suas dívidas incobráveis em mais de 40% em três anos. Na terça-feira a noite, o órgão regulador de mercado Consob disse que proibiria a venda a descoberto de ações da BMPS no pregão de quarta-feira e hoje suas ações sobem mais de 14%. O credor está estudando a possibilidade de um aumento de capital entre 2 a 3 bilhões de euros garantidos pelo governo italiano.
No Reino Unido, o FTSE 100 opera com bastante volatilidade, após o índice subir 0,3% na terça-feira. O presidente do Banco da Inglaterra, Mark Carney, reiterou as preocupações em torno da indústria em tempos de dificuldades econômicas e classificou as perspectivas da economia britânica como "desafiadora". Ele disse também que os bancos terão um extra de £ 150 bilhões para emprestar às famílias e empresas após diminuir as exigências de capital para os bancos para zero, mas o setor imobiliário continua a sofrer depois das suspensões temporárias das negociações de três fundos imobiliários devido aumento nos resgates após o Brexit.
Standard Life cai 1,29% e Aviva recua 3,17%. Prudential cai 1,62% depois cair 4,5% na terça-feira. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 1,4%e Glencore recua 0,7%. Entre as gigantes, BHP Billiton cai 0,8% e Rio Tinto perde 0,6%. Antofagasta sobe 0,3% após o Deutsche Bank elevar sua meta de preço para suas ações. Em um sinal de busca por segurança, as mineradoras de ouro lideram o FTSE 100. Fresnillo dispara 7,45% e Randgold Resources avança 5,42%.
O banco central da Suécia disse que incerteza advinda do Brexit adiou futuros aumentos de suas taxas. Riksbank decidiu manter a sua taxa de juro em -0,5%.
EUA: Wall Street deve ter outra abertura em queda nesta quarta-feira, com incertezas relacionadas ao Brexit continuando a assustar os mercados e os investidores aguardam a minuta da mais recente reunião do Federal Reserve, quando manteve as taxas de juros inalteradas e disse que estava aguardando o resultado do referendo Brexit do dia 23 de junho, que ainda não tinha sido votada na ocasião de sua reunião de 14-15 de junho. Também são esperados pistas sobre as próximas reuniões do banco central.
AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Trade Balance (balança comercial; mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país);
10h00 - Discurso do Membro do FOMC, Daniel K. Tarullo;
10h45 - Final Services PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade no setor de serviços nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Non-Manufacturing PMI (índice baseado em pesquisas com 400 empresas não industriais, em 60 setores em todo o país);
15h00 - FOMC Meeting Minutes (Ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve);
ÍNDICES MUNDIAIS- 7h40:
ÁSIA
Nikkei: -1,85%
Austrália: -0,58%
Xangai Composite: +0,36%
Hong Kong: -1,23%
EUROPA
Frankfurt - Dax: -2,18%
London - FTSE: -0,95%
Paris - CAC: -2,15%
Madrid IBEX: -1,95%
FTSE MIB: -2,15%
COMMODITIES
BRENT: -1,29%
WTI: -1,14%
OURO: +1,30%
COBRE: -1,70%
SOJA: -5,48%
ALGODÃO: +0,21%
MILHO: -3,31%
ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,57%
SP500: -0,60%
NASDAQ: -0,74%
OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
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