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RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 18/07/2016

ÁSIA: A maioria das principais bolsas regionais fechou em alta nesta segunda-feira, com dados da China sugerindo que o mercado habitacional do país está se expandindo em ritmo menos frenético e com investidores descartando o fracassado golpe militar na Turquia.

Dados da China mostraram que os preços da habitação no país em junho aumentaram a um ritmo mais lento em relação aos meses anteriores. Os preços das casas chinesas aumentaram 0,7% em relação ao mês anterior, comparados com ganhos de 0,8% e 1,0% registrados em maio e abril, respectivamente, com cidades de segunda linha se juntando a alguns dos maiores centros do país após o governo impor restrições para esfriar os preços dos imóveis. Os preços de imóveis novos exceto os subsidiado pelo governo subiram em 55 entre 70 cidades em junho, ante 60 em maio. Os preços caíram em 10 cidades, em comparação com 4 no mês anterior e ficaram inalterados em 5 cidades em junho. As ações da China Vanke, maior construtor de casa do país, caiu 2,6% em Xangai, enquanto Poly Real Estate Group conseguiu recuperar e ganhar 0,75%. Setores que avançaram na semana passada, como o aço e carvão, entregaram parte de seus ganhos com realização de lucros.

Analistas ficaram preocupados com os números do PIB resilientes da semana passada, diminuindo a probabilidade do banco central anunciar medidas de facilitação, acreditando que o PBOC [Banco Popular da China] possa microdrenar a liquidez de curto prazo no sistema em vez de introduzir grandes cortes de juros diante dos dados atuais. Mercados da China continental caiu. O Shanghai Composite fechou em baixa de 0,34%, em 3,043.90 pontos, enquanto o Shenzhen Composite terminou com um recuo maior de 0,53%. Em Hong Kong índice Hang Seng ganhou 0,66%.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,53%, em 5,458.50 pontos e subiu pelo oitavo pregão consecutivo, com a maioria dos setores fechando em alta, apesar do subíndice de materiais recuando 0,13%. As ações da Rio Tinto recuaram 0,81%, Fortescue caiu 2,6% e BHP Billiton perdeu 0,74% com o recuo de commodities metálicas. Ações de bancos subiram moderadamente depois de um sólido desempenho das ações financeiras americanas na semana passada. Dados econômicos dos EUA melhores do que esperados delineou um quadro mais otimista para maior economia do mundo, que por sua vez levou à especulações de que o Fed pode aumentar as taxas de juros mais cedo do que o esperado. Alguns analistas estão cautelosos com a recente alta do ASX dizendo que a subida íngreme tanto das bolsas australianas quanto as norte americanas mostram sinais de uma potencial cobertura de posições vendidas.

O índice Straits Times de Singapura devolveu parte da alta e fechou em ligeira alta de 0,06% após as exportações em junho da cidade-estado recuarem 2,3% em termos homólogos, ante uma queda esperada de 3% em uma pesquisa da Reuters. Em maio, os embarques ao exterior a partir de Singapura saltou inesperadamente 11,6% em termos homólogos, impulsionado pelas vendas de ouro e fármacos. Analistas acreditam que a contração de junho deve ser interpretada como uma normalização da alta acentuada de maio. As exportações de Singapura para a China continuou a diminuir, ressaltando a vulnerabilidade de Singapura no momento de declínio da economia chinesa. A Bolsa de Singapura, que opera o mercado de ações do país, disse que vai criar uma empresa subsidiária, chamada RegCo, que iria lidar com todas as suas funções regulatórias. A nova empresa, que deverá ser criado no segundo semestre de 2017, terá o seu próprio conselho de administração, separada da SGX. RegCo será dirigida por Tan Boon Gin, que é o agente regulador chefe da SGX. As ações da SGX subiu 0,78%.

Os mercados no Japão ficaram fechados por conta de um feriado nacional.

EUROPA: As bolsas europeias operam com volatilidade, com os investidores digerindo uma série de acontecimentos geopolíticos incluindo o fracassado golpe na Turquia. Entre outras notícias, a França inicia o terceiro dia de luto pelas vítimas do ataque em Nice que matou 84 pessoas. Surgiram rumores de que o assassino Mohamed Lahouaiej Bouhlel foi ligada ao grupo militante Estado Islâmico. As tensões também estão elevadas nos EUA depois que três policiais foram mortos a tiros em Baton Rouge por um atirador em uma emboscada no domingo. O presidente Barack Obama condenou os assassinatos e pediu medida de combate antes das convenções partidárias e nesta segunda-feira, chanceleres devem se reunir em Bruxelas. Novo ministro do Exterior britânico, Boris Johnson vai enfrentar seus homólogos europeus pela primeira vez em seu novo papel após Brexit, na qual ele foi um militante importante.

O pan-europeu STOXX 600 sobe 0,14%. Liderando as altas no pan índice, ARM Holdings dispara 43.59%, para £ 17 ($ 22,56) em Londres. A empresa de chips britânica, cujos clientes incluem a Apple, concordou com a oferta da empresa de telecomunicações e internet SoftBank com sede em Tókio, no valor de mais de $ 32 bilhões.

O Índice BIST 100 da Turquia cai 4,99% apesar da estabilidade geopolítica retornar ao sudeste da Europa depois de um fracassado golpe contra o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, na noite de sexta-feira. Cerca de 6.000 pessoas suspeitas de participar da tentativa de golpe foram presos e Erdogan disse que os líderes militares irão "pagar um preço pesado" por suas ações. A lira turca sobe 1,8311% frente ao dólar nesta segunda-feira, recuperando-se um pouco da maior queda diária em quase oito anos na sexta-feira. A moeda turca caiu 4,7% na sexta-feira enquanto a tentativa de golpe militar estava em curso.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe, liderado por uma alta de quase 50% das ações da ARM Holdings, mas ações de mineração e algumas do setor imobiliário perdem terreno. O índice terminou 0,2% maior na sexta-feira, embora ações de viagem recuam na sequência do ataque terrorista em Nice, França. O S & P Global disse na segunda-feira que elevou a sua classificação da ARM de vender para segurar e elevou o preço alvo das ações para £ 17, considerando o preço de oferta bastante atraente e acredita ser fácil que 75% dos acionistas aceitem sem dificuldade e que a oferta não está sujeita a qualquer regra antitruste visto que SoftBank não está envolvido em nenhum outro negócio semelhante.

O setor de recursos registra desempenho inferior ao do mercado em geral, com o dólar mais forte pesando sobre os preços dos metais e com o Credit Suisse reduzindo sua perspectiva sobre a Glencore de "outperform" para "neutro", porém elevou sua meta de preço para as ações, juntamente com Anglo American, Rio Tinto e BHP Billiton. Todos esses papeis seguem negociado em baixa na LSE. Anglo American cai 2,6%, Antofagasta recua 1,6% e Glencore perde 1,6%. Entre as gigantes, BHP Billiton perde 3,0% e Rio Tinto recua 2,1%.

EUA: O Dow Jones Industrial Average parece destinado a continuar a sua corrida em busca de novos recordes nesta segunda-feira, com futuros de suas ações apontando pra cima frente aos balanços do Bank of America, Yahoo e IBM.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - NAHB Housing Market Index (venda de imóveis e a expectativa para novas construções no mercado imobiliário americano;
17h00 - TIC Long-Term Purchases (mede o nível de investimento estrangeiro e nacional nos EUA);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h10:

ÁSIA
Nikkei: ---%
Austrália: +0,53%
Xangai Composite: -0,34%
Hong Kong: +0,66%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,01%
London - FTSE: +0,42%
Paris - CAC: -0,24%
Madrid IBEX: -0,36%
FTSE MIB: -0,13%

COMMODITIES
BRENT: -0,03%
WTI: -0,17%
OURO: -0,04%
COBRE: -0,78%
SOJA: -1,14%
ALGODÃO: +0,42%
MILHO: +0,29%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,16%
SP500: +0,22%
NASDAQ: +0,13%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 15/07/2016

ÁSIA: Mercados da Ásia fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, com os investidores digerido um dilúvio de dados da China e conseguiram postar ganhos semanais. O movimento seguiu outro recorde das bolsas dos EUA na quinta-feira. A semana foi muito boa para os mercados de ações, ajudado por uma combinação de bons números econômicos nos EUA e na China, boas resultados trimestrais das empresas americanas e expectativas de mais estímulos de política no Japão, que ajudaram a espantar o pânico inicial pós Brexit.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,46%, depois de oscilar entre ganhos e perdas durante toda a sessão. Mercados da China continental entregaram os ganhos da tarde, na sequência de vários dados econômicos divulgado pela manhã mais fortes do que a expectativa, sugerindo que a China está a caminho de atingir a meta de crescimento deste ano. A economia da China cresceu 6,7% no trimestre de abril a junho, ligeiramente maior do que a previsão de uma taxa de crescimento de 6,6% dos analistas. As vendas no varejo em junho subiram 10,6% e a produção industrial chinesa em junho cresceu 6,2% no ano, enquanto o investimento imobilizado no período janeiro a junho foi de 9% ante ano anterior.

Segundo analistas, as vendas de imóveis continuam a abrandar, sugerindo que o mercado imobiliário ainda está esfriando e o investimento do setor privado pode continuar a diminuir no curto prazo. O primeiro-ministro chinês Li Keqiang disse antes dos dados, que a economia do país está "basicamente estável", depois de sugerir em 4 de Julho que não seria fácil alcançar a taxa de crescimento de 6,7% no primeiro trimestre. O Shanghai Composite terminou estável em 3,053.68, registrando um ganho semanal de 2,19%, mas o Shenzhen Composite caiu 0,30%.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,33%, em 5,429.60 pontos, impulsionado por avanços nos setores financeiros, bem como nos subíndices de energia e matérias primas. Dados econômicos chineses melhores do que o esperado ajudou a terminar a semana com uma alta de 3,81%. Os grandes bancos avançaram numa semana em meio a boatos de maior estímulo por parte dos bancos centrais japoneses, britânicos e europeus. Na semana, Westpac subiu 6,5%, CBA avançou 4,9%, ANZ adicionou 7,5% e NAB fechou a semana em alta de 6,1%. Commodities também foram favorecidos com aumento de apetite por riscos. BHP Billiton subiu 0,3% e Rio Tinto subiu 0,7%. Na semana,  BHP subiu 6,9% e South32 saltou 11,6%. Produtores de ouro perderam seu fascínio pós Brexit, com Newcrest caindo 6,3%.

Na Coreia do Sul, o Kospi índice fechou em alta de 0,42%, ganhando 2,76% na semana e do outro lado do Estreito da Coreia, o índice de referência japonês Nikkei registou um ganho semanal de 9,20%, fechando com uma alta de 0,68% na sexta-feira.  o iene japonês manteve-se relativamente mais fraco, sendo negociado a 105,80 contra o dólar, em comparação com níveis próximos de 100 ienes na semana anterior, enquanto o rendimentos de títulos do governo do governo japonês de 10 anos aumentou para -0,225, ante -0,262 na sessão anterior.

O índice Straits Times de Singapura subiu 0,45%, depois de ter suas negociações interrompidas no final da manhã da quinta-feira devido a falha técnica que afetou o processamento de confirmação dos negócios na SGX. O mercado foi colocado em "fase de ajustes".

EUROPA: As bolsas europeias caem nesta sexta-feira, depois de um ataque terrorista deixar mais de 80 pessoas mortas na França. Na noite de quinta-feira, um homem dirigindo um caminhão atravessou uma multidão que estava reunidos na Promenade des Anglais em Nice, sul da França, durante as celebrações do Dia da Queda da Bastilha. O motorista do caminhão, que se acredita ser um franco-tunisiano de 31 anos, foi morto a tiros pela polícia. Nenhum grupo reivindicou a responsabilidade pelo ataque. O presidente francês, François Hollande, disse que o episódio tem "traços inegáveis ​​de terrorismo" e estendeu o estado de emergência que está em vigor desde os ataques terroristas de novembro de Paris, por mais três meses.

O ataque atingiu o já frágil sentimento dos investidores, que estava apenas começando a se recuperar após a nova primeira-ministra da Grã-Bretanha Theresa May assumiu o cargo e nomeou seu gabinete, ajudando o Reino Unido seguir em direção à estabilidade política. O preço do petróleo caiu no início do pregão de Londres renovando preocupações do mercado, pesando ainda mais sobre o sentimento dos investidores. Ontem, o Banco da Inglaterra manteve sua taxa de juro em 0,5% na quinta-feira, contrariando as apostas dos mercados que esperavam que um corte da taxa de juros.

O Stoxx Europe 600 cai 0,37%. Stocks de viagens e lazer pesam sobre o pan índice após o ataque de Nice. O grupo hoteleiro frances Accor e  a companhia aérea Air France-KLM registram fortes baixas. Outras companhias aéreas, como a Easyjet e IAG também recuam.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai, com as ações de viagem e lazer sob pressão, na sequência do ataque terrorista na França e segue em direção da quarta queda seguida. A operadora de navios de cruzeiro Carnival recua 1,24%, InterContinental Hotels Group perde 0,77% e a prestadora de serviços de viagens Thomas Cook Group cai 3,45%.

O FTSE 100 terminou 0,2% menor na quinta-feira, depois que o Banco da Inglaterra surpreendeu os mercados ao não cortar a taxa de referência em 0,25% pelo placar de 8 x 1. A libra sobe 0,2098% frente ao dólar e segue negociado a $ 1,3419, ante $ 1,333 na quinta-feira em Nova York. Entre as mineradoras, Anglo American cai 1,6%, Antofagasta recua 1,0% e Glencore  perde 0,6%. Entre as gigantes, BHP Billiton cai 1,5% e Rio Tinto registra 1,1% de queda.

EUA: As bolsas dos EUA devem abrir em queda após alta recorde na sexta-feira, com o ataque terrorista na França que deixou mais de 80 pessoas mortas, ofuscando dados de crescimento da China melhores do que o esperado. Seguindo o JP Morgan Chase & Co que divulgou previsão de lucro melhor do que esperado na quinta-feira, os investidores aguardam para ver os ganhos do Citigroup, Wells Fargo & Co. e US Bancorp. Todos os três balanços serão divulgados antes da abertura do mercado.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - CPI (Consumer Price Index) e core CPI (mensuram os preços ao consumidor), ambos de agosto;
9h30 - Retail Sales (mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços) e o Core Retail Sales (exclui as vendas de automóveis e gás);
9h30 - NY Empire State Manufacturing Index (mede a atividade manufatureira no estado de Nova York);
10h15 - Industrial Production (produção industrial) e Capacity Utilization (capacidade utilizada).
11h00 - Prelim UoM Consumer Sentiment (mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana);
11h00: Prelim UoM Inflation Expectations (mede a porcentagem que os consumidores esperam do preço dos bens e serviços nos próximos 12 meses);
11h00 - Business Inventories (mede o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo);<

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 14/07/2016

ÁSIA: O rali que dominou a semana em todas as bolsas asiáticas começou a perder fôlego nesta quinta-feira, com os investidores preferindo esperar a decisão sobre a taxa de juros do Banco da Inglaterra.

O Nikkei do Japão fechou com alta de 0,95% e registra um avanço de 8,4% nesta semana, a melhor performance semanal neste ano, sustentadas pelas esperanças de mais estímulos fiscais por parte do Banco do Japão e Banco da Inglaterra, mas analistas alertaram que se as expectativas não forem atendidas por parte dos governos e bancos centrais, o sentimento do mercado pode azedar. O iene se enfraqueceu contra o dólar em meio a expectativas de que uma flexibilização fiscal e monetária após a vitória esmagadora do primeiro-ministro Shinzo Abe nas eleições da câmara superior do parlamento no fim de semana. O par de moedas dólar / iene foi negociado à 105,41 nesta quinta-feira, em relação aos níveis perto de 100 na semana anterior. Exportadores japoneses terminaram sem direção. Toyota subiu 0,36%, Sony adicionou 2,86% e Honda caiu 1,39%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 1,12%, enquanto nos mercados da China continental o Shanghai Composite caiu 0,22%, em 3,053.91 pontos e o Shenzhen Composite  terminou em alta de 0,16%. Os dados comerciais chineses em junho ficaram abaixo das expectativas. As exportações caíram 4,8% em comparação com um ano atrás, ante declínio de 4,1% em maio. As importações sofreram uma queda ainda maior, recuando 8,4%, em comparação com o declínio de 0,4% em maio. A demanda por carvão, minério de ferro, petróleo bruto e cobre recuaram em volume, bem como em termos de valor, no entanto analistas acreditam que a recente depreciação do yuan pode ter influenciado na leitura.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,43%, em 5,411.60 pontos e segue com ganhos de 3,46% na semana. O ganhos no setor financeiro ajudou a compensar as perdas nos setores de energia e mineração. Dados comerciais da China mais fracos do que o esperado pesaram sobre as mineradoras. Fortescue Metals registrou queda de 4,1%, Newcrest Mining caiu 3,4% e Western Areas perdeu cerca de 4%. Entre as gigantes, BHP Billiton caiu 1,4% e Rio Tinto recuou 1,3%. Beach Energy perdeu 3,1% após os preços do petróleo caírem mais de 4% na sequência de um relatório do governo dos EUA mostrar que os estoques de combustíveis cresceram inesperadamente. Os estoques de petróleo bruto dos EUA caiu menos do que na semana passada mas os estoques de gasolina inesperadamente aumentou. Entre os "Big Four",  Westpac, Commonwealth Bank, ANZ Banking e National Australia Bank fecharam em alta de cerca de 1%.

A taxa de desemprego australiana permaneceu firme em 5,8% em junho em linha com as expectativas e foram adicionados 7900 trabalhadores no mercado, porém, abaixo da previsão de 10.000 postos de trabalho esperados pelos economistas.  O dólar australiano saltou quase 0,5% com a notícia, enquanto a Moody's juntou-se ao coro das agências de classificação que rebaixaram suas perspectivas para a Austrália, na sequência da apertada vitória de pequena maioria do governo de Turnbull no fim de semana e terá dificuldade de aprovar a reforma no Senado.

Straits Times Index de Singapura caiu 0,13% no comércio do meio da manhã, antes de ser interrompida. A Bolsa de Cingapura (SGX) disse em comunicado que houve uma falha no sistema às 11h38 devido duplicidade de mensagens de confirmação de negociação mas que os negócios duplicados não foram executadas e o mercado não reabriu mais na quinta-feira. Ainda em Singapura, dados do governo mostraram que a economia cresceu a um ritmo mais lento do que o esperado no segundo trimestre. O PIB cresceu 0,8% no trimestre em uma base anualizada e ajustada sazonalmente, ligeiramente menor do que os 0,9% previsto por uma pesquisa da Reuters.

O Banco Central da Coreia do Sul manteve a sua taxa básica em 1,25% e o KOSPI subiu 0,16%. Na sua declaração política, o Banco da Coreia disse que vai continuar a monitorar as condições externas, incluindo os efeitos da Brexit e políticas monetárias dos principais países, o que implica que poderia ter de cortar as taxas nos próximos meses se as condições se deteriorarem. Na Malásia, o FTSE Bursa Malaysia KLCI caiu depois que o banco central do país reduziu inesperadamente na quarta-feira, sua taxa pela primeira vez em sete anos.

Em outros mercados, títulos do governo asiáticos soberanos subiram, em mais um sinal de antecipação por parte dos investidores em relação à flexibilização da política pelos bancos centrais mundiais. O rendimento na nota australiana de 10 anos caiu para 1,92%, enquanto o rendimento da nota malaia de 10 anos caiu para 3,56%. Os rendimentos caem quando os preços dos títulos sobem.

EUROPA: As bolsas da Europa avançam nesta quinta-feira, a caminho da quinta alta em seis sessões, após a nova primeira-ministra do Reino Unido Theresa May assumir o cargo e nomear seu gabinete, trazendo estabilidade ao cenário político pós-Brexit do país e com investidores se antecipando à decisão do Banco da Inglaterra liderados por Mark Carney, que poderá cortar a taxa de juro do Reino Unido para uma baixa recorde após o país decidir pela saída da União Europeia.

O Stoxx Europe 600 sobe 1,04%, com ganhos em todos os setores. Entre ganhadores individuais, UniCredit sobe 5,54%após a maior banco da Itália dizer que está considerando um aumento de capital para atender às exigências do Banco Central Europeu, como vendas de ativos, mas que pode não ser suficiente para satisfazer o banco central.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe de olho no que pode ser o primeiro corte de taxa de juro do Banco da Inglaterra em sete anos para um recorde de baixa de 0,25%. O último corte de sua taxa básica foi em março 2009 e desde então tem permanecido em 0,5%.  A nomeação de Theresa May como a nova primeira-ministra ocorreu no início da noite de quarta-feira, depois de David Cameron apresentou a sua demissão à rainha. May anunciou seu gabinete com uma mistura de ativistas pró-UE e pró-Brexit para os cargos mais importantes. O ex-ministro das Relações Exteriores Philip Hammond substitui George Osborne como chanceler (Hammond fez campanha para a Grã-Bretanha para permanecer na UE) e Boris Johnson, ex-prefeito de Londres e ativista Brexit proeminente tornou-se secretário do exterior. Amber Rudd é o novo secretário casa e Michael Fallon é o novo secretário de Defesa;

Entre as ações bancárias, o Lloyds Banking Group sobe 0,68%, Barclays avança 0,86% e Royal Bank of Scotland sobe 0,96%, enquanto isso, a libra sobe 0,6009% frente dólar americano, sendo negociado a US $ 1,3222 ante US $ 1,3202 na quarta-feira. Entre as mineradoras, Anglo American sobe 4,4%,
Antofagasta avança 0,8% e Glencore sobe 1,4%. Entre as gigantes, BHP Billiton sobe 1,5% e Rio Tinto registra ganhos de 3,0%.

JPMorgan elevou sua meta de preço para Anglo American, Glencore e BHP Billiton. BHP também anunciou que sua operação de minério de ferro da Samarco no Brasil provavelmente não deve reiniciar suas atividades neste ano e que poderia cortar sua força de trabalho em 40%.

EUA: Futuros dos EUA seguem a caminho de registrar novos recordes na quinta-feira. Entre os destaques econômicos incluem as reivindicações  semanais de seguro desemprego e o índice de preços ao produtor de junho. A temporada de resultados continua a toda velocidade. J .P. Morgan Chase divulga seu balanço antes da abertura do pregão.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Producer Price Index - PPI (mede o preço cobrado pelos produtores) e também o Core PPI (exceção aos preços de alimentação);
9h30 - Unemployment Claims (número de pedidos de auxílio-desemprego);

CHINA:
23h00 - GDP (PIB da China);
23h00 - Industrial Production (Produção industrial);
23h00 - Retail Sales (vendas a varejo);
23h00 - Chinese Fixed Asset Investment (mede o total de investimento como em fábricas, rodovias e imóveis, excetuando gastos rurais);

ÍNDICES MUNDIAIS- 7h30:

ÁSIA
Nikkei: +0,95%
Austrália: +0,43%
Xangai Composite: -0,22%
Hong Kong: +1,12%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +1,42%
London - FTSE: +0,85%
Paris - CAC: +1,06%
Madrid IBEX: +0,82%
FTSE MIB: +1,35%

COMMODITIES
BRENT: +1,23%
WTI: +1,30%
OURO: -1,04%
COBRE: +0,22%
SOJA: +1,28%
ALGODÃO: +0,28%
MILHO: +2,29%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,80%
SP500: +0,75%
NASDAQ: +0,73%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.