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RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 03/08/2016

ÁSIA: A maioria dos mercados de ações asiáticos perdeu terreno nesta quarta-feira, com as bolsas japonesas liderando a queda após outra valorização do iene, em meio à decepção com o mais recente plano de estímulo do país. O Nikkei fechou em queda de 1,88%, a 16,083.11 pontos, seu menor fechamento em três semanas, enquanto o Topix caiu 2,17%, após o governo japonês aprovar na terça-feira, um pacote de estímulos fiscais no valor de 28 trilhões de ienes (US$ 274 bilhões), num esforço do governo japonês para afastar a ameaça da deflação e reacender a economia do país asiático. Abe está relaxando a política fiscal em meio a um crescente consenso entre economistas de que apenas a política monetária não será suficiente para superar a estagnação econômica.  Em junho, Abe também decidiu adiar o aumento do imposto sobre vendas por dois anos e meio.

Na última sexta-feira, o Banco do Japão (BoJ) fez apenas leves ajustes em sua política monetária, dizendo que iria aumentar suas compras em fundos negociados em bolsa (ETFs), mas manteve a taxa de juros inalterada e não aumentou suas compras de títulos de governo, como esperado, reforçando a tese de muitos analistas de que o BC japonês está chegando ao limite da sua capacidade de gerar crescimento e inflação. Em tamanho, o novo pacote fiscal é um dos maiores do Japão desde a crise global iniciada em 2008, mas três quartos do valor correspondem a empréstimos subsidiados do governo a empresas estatais. Os novos gastos diretos somam apenas cerca de 7,5 trilhões de ienes e a maior parte desse montante está previsto para os próximos dois anos. Ainda este mês, o governo vai elaborar um orçamento suplementar para garantir gastos de 4 trilhões de ienes no ano até março de 2017. O pacote destina 10,7 trilhões de ienes em recursos a projetos de infraestrutura, como uma linha de trem de levitação magnética que ligará a capital, Tóquio a Osaka.

O programa prevê ainda repasses individuais equivalentes a US$ 150 a 22 milhões para pessoas de baixa renda e projetos de reconstrução em áreas do sul do país que foram atingidas por terremotos em abril. Com o pacote, o governo espera impulsionar o PIB japonês em 1,3 ponto porcentual, mas alguns analistas acreditam que o impacto positivo na economia será bem mais modesto no próximo ano, de 0,4 ponto porcentual. A decepção elevou o rendimento dos títulos do governo japonês (JGB) de 10 anos, para -0,082%, ante -0,240% da semana passada. Os rendimentos dos títulos movem inversamente aos preços. O iene se fortaleceu na terça-feira após o anúncio de estímulo e na quarta-feira a moeda japonesa se fortaleceu mais ainda, chegando a tocar em 100,72 antes de recuar ligeiramente para 101,23, comparado com níveis entre 104 e 106 na semana anterior. Stocks de exportação estavam sob pressão, provavelmente pelo iene mais forte, que prejudica os lucros no exterior quando são convertidos para a moeda local.

Na Austrália, o ASX 200 recuou 1,35%, para 5,465.70 pontos, a pior queda diária desde o Brexit no final de junho. Os principais bancos australianos recuaram, com os investidores reagindo a decisão do Reserve Bank of Austrália de reduzir na terça-feira a sua taxa para 1,50%, ante 1,75%, um recorde de baixa. National Australia Bank fechou em baixa de 2,82, enquanto Westpac caiu 2,50%. Analistas disseram que a decisão aumenta a pressão sobre os grandes bancos à manter mais capital, que é uma fonte mais cara do financiamento e competem entre si para oferecer depósitos mais atraentes.

A Rio Tinto divulgou após o fechamento do mercado o resultado do lucro no primeiro semestre de US $ 1,56 bilhões, o menor desde 2004, mas bateu as previsões de analistas. Ações negociadas fecharam estáveis antes da divulgação do resultado. BHP Billiton caiu 0,7% e Fortescue recuou 0,9%.

Em Hong Kong, o Hang Seng reabriu depois de ficar fechado na terça-feira devido a um aviso de tufão. O índice caiu 1,76%, enquanto na China continental, os mercados reverteram as perdas iniciais. O Shanghai Composite adicionou 0,27%, para 2,979.17 pontos e o Shenzhen Composite ganhou 0,42%. A atividade no setor de serviços da China se expandiu a um ritmo mais lento em julho, acrescentando incertezas à desaceleração da economia chinesa. O índice PMI Caixin de serviços da China caiu para 51,7 em julho, ante 52,7 em junho. A queda veio após a melhor leitura em 11 meses em junho. Uma leitura acima de 50 indica uma expansão mês a mês, ao passo que um nível inferior aponta para uma contração. Na segunda feira, o PMI oficial de serviços, que inclui o setor de construção, subiu para 53,9 em julho, ante 53,7 em junho. O yuan chinês foi negociado a 6,6300 em relação ao dólar, depois que o Banco Popular da China definiu a média diária em 6,6195 antes da abertura dos mercados. O banco central chinês permite a variação da taxa spot de no máximo de 2% em relação à taxa de fixação oficial, frente ao dólar.

EUROPA: As bolsas europeias abriram com volatilidade na manhã desta quarta-feira, com investidores analisando cautelosamente uma enorme quantidade de balanços trimestrais, mas ações do setor bancário avança, graças aos resultados do HSBC e Société Générale. O Stoxx Europe 600 recua 0,1%, na sequência de dois dias seguidos de vendas.

Destaque para o setor bancário recupera das recentes quedas após testes de estresse do BCE e preocupações regulatórias sobre o setor. O Stoxx Europe 600 Bank sobe 2,28% e abre caminho para o seu primeiro ganho em três sessões. As ações do ING Groep dispara 8,68% após o banco holandês dizer que seu lucro líquido aumentou 27%, enquanto na França, Société Générale avança 4,49% após informar um salto no lucro líquido do segundo trimestre, ajudado pela venda de sua participação na Visa Europe e Credit Agricole disse que seu lucro líquido no segundo trimestre subiu quase 26% e que havia concluído uma revisão estrutural do grupo, um movimento que agradou os investidores.

A saúde dos bancos italianos tem sido motivo de preocupação para os investidores, apesar do primeiro-ministro Matteo Renzi dizer que "os bancos italianos estão bem". As ações do mais problemático banco da Itália Banca Monte dei Paschi di Siena (BMPS) avançam após Il Sole 24 Ore informar que mais seis bancos se juntariam aos oito que já fazem parte de um consórcio para subscrição de uma chamada de caixa € 5 bilhões na BMPS.

No Reino Unido, o FTSE 100 basicamente parece estar trocando de lado após o fechamento mais baixo por duas sessões consecutivas na terça-feira, com investidores à espera da decisão da reunião do Banco da Inglaterra devido na quinta-feira. Destaque para as ações do banco HSBC que avançam 3,81% depois que o banco disse que vai gastar até US $ 2,5 bilhões na segunda metade deste ano para recomprar suas ações, utilizando os recursos da venda de seus negócios no Brasil, embora também tenha informado que o lucro líquido do segundo trimestre despencou 40%, para US $ 2,6 bilhões. A mineradora Rio Tinto informou uma queda de 47% nos ganhos na primeira metade do ano, alertando que o "ambiente macro econômico global ainda é frágil". Suas ações operam em ligeira queda. Entre outras mineradoras, BHP Billiton sobe 1,3% e Anglo American sobe 0,8%.

A leitura final do índice PMI composto de julho para a zona do euro ficou em 53,2, acima das expectativas e melhor do que a leitura de flash de 52,9.

EUA: Futuros dos EUA recuam e projetam a oitava queda consecutiva do índice Dow Jones. Investidores aguardam  o relatório do mercado de trabalho na sexta-feira, que continua a ser uma das preocupações importantes do Fed. Hoje será divulgado os dados da ADP de contratação do setor privado em julho, que se superar as expectativas, além da leitura final de julho da Markit sobre a atividade no setor dos serviços, podem gerar uma força do dólar.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h15 - ADP Non-Farm Employment Change (número de postos de trabalho no setor privado dos EUA);
10h45 - Final Services PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade no setor de serviços nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Non-Manufacturing PMI  (índice baseado em pesquisas com 400  empresas não industriais, em 60 setores em todo o país);
11h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: -1,88%
Austrália: -1,35%
Xangai Composite: +0,27%
Hong Kong: -1,76%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,05%
London - FTSE: -0,26%
Paris - CAC: -0,44%
Madrid IBEX: +0,06%
FTSE MIB: +0,47%

COMMODITIES
BRENT: +0,96%
WTI: +1,04%
OURO: -0,18%
COBRE: -0,38%
SOJA: +0,82%
ALGODÃO: -0,69%
MILHO: +0,07%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,18%
SP500: -0,20%
NASDAQ: -0,20%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 02/08/2016

ÁSIA: O Banco Central da Austrália cortou sua taxa de juros em 25 pontos para 1,50% ante 1,75%, novo recorde de baixa, mas as ações permaneceram em território negativo, acompanhando a maioria dos mercados asiáticos, que sofreram com o recuo dos preços do petróleo devido excesso de oferta. O petróleo já caiu 22% em menos de dois meses, entrando em "bear-market", após reunião que enviou os preços acima de US $ 50 no início de junho. O retorno do fornecimento no Iraque e Nigéria e notícia de que a produção da Arábia Saudita provavelmente registrará níveis recordes, pesam sobre o setor.
 
O S & P / ASX 200 fechou em baixa de 0,84%. O benchmark não sofreu altas variações após a decisão do RBA mas permaneceu em território negativo, mas foi ofuscado pela fraqueza dos preços do petróleo no pregão asiático, com o subíndice de energia recuando 2,7%. O índice de referência já subiu mais de 6% desde o início de julho. O dólar australiano caiu para $ 0,7495 após a decisão, em comparação com US $ 0,7544 pouco antes do RBA divulgar seu comunicado. Analistas acreditam que a reação do índice e da rápida recuperação do dólar australiano depois da queda após o anúncio mostrou que o corte era esperado pelo mercado. As taxas de juros em território negativo em outras partes do mundo significa que as taxas de juros australianos ainda parece ser relativamente atraente em 1,5%, o que pode estar trabalhando contra as intenções do RBA. Em sua declaração, o presidente do RBA, Glenn Stevens, disse que a economia global estava crescendo a um ritmo menor do que a média, com condições cada vez mais difíceis para várias economias de mercado emergentes e que o crescimento moderado do mercado de trabalho e as pressões de custo muito baixo ao redor do mundo deve manter a inflação doméstica baixa. Dados divulgados na semana passada mostraram que o índice de preços ao consumidor da Austrália subiu 1% ao ano no trimestre até junho, desacelerando ante um aumento de 1,3% no trimestre anterior.

Entre as empresas de energia, Woodside Petroleum caiu 2,2%, enquanto Santos caiu 5,8% e entre as gigantes da mineração, BHP Billiton caiu 2,2% e Rio Tinto recuou 0,4%. O rendimento dos títulos do governo australiano recuou para 1,85% pela primeira vez.

Outros mercados asiáticos também recuaram na sequência de um pregão instável EUA. No Japão, o Nikkei caiu 1,47%, enquanto do outro lado do estreito da Coreia, o Kospi caiu 0,52%. No continente, as bolsas chinesas contrariaram a tendência regional e fecharam com ganhos. O Shanghai Composite subindo 0,59%. Em Hong Kong, o mercado não abriu devido a um aviso de tufão emitido pelo Observatório de Hong Kong.

No Japão, o gabinete do primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe aprovou nesta terça-feira um pacote de estímulo de ¥ 28 trilhões ($ 274 bilhões), classificado como o maior desde a crise financeira global de 2008 para impulsionar a economia moribunda do país, no entanto, cerca de 3/4 do pacote será feito por empréstimos a juros baixos para empresas governamentais e estatais, deixando apenas ¥ 7,5 trilhões para novos gastos e mesmo assim serão distribuídos ao longo do próximos dois anos. Economistas disseram que a medida irá fornecer apenas um aumento modesto no crescimento econômico no próximo ano. Ainda assim, o movimento fortaleceu o iene, com o dólar americano caindo rapidamente para ¥ 101,80 em relação ao iene, o valor mais baixo para o par de moedas desde 11 de julho. Na semana passada o Banco do Japão anunciou sua decisão de estímulo monetário menor do que o esperado, quando disse que iria aumentar suas compras de fundos negociados em bolsa (ETFs), mas deixou sua taxa de juros inalterada e não expandiu suas compras de títulos do governo frustrando as expectativas dos mercados.

EUROPA:  As bolsas europeias abriram o pregão de terça-feira perdendo terreno, com preocupações com a saúde dos bancos da região continuando a pesar sobre o sentimento dos investidores. O Stoxx Europe 600 recua 1,2%.

Entre os bancos, Commerzbank despenca 8,1% após o banco alemão avisar que não vai atingir sua meta de lucro líquido estável no ano. A receita e lucro líquido caiu no segundo trimestre, atingidas pelas taxas de juros negativas e cautela dos clientes. Deutsche Bank cai 3,19% e Credit Suisse recua 6,46%, após suas ações serem excluídas do Euro Stoxx 50 a partir de 8 de agosto. As ações do Deutsche Bank já caíram 49% este ano e Credit Suisse registra uma queda de quase 33%.

Enquanto isso, a Itália Monte dei Paschi di Siena, o banco mais antigo do mundo, afunda 7,7%, estirpando o modesto avanço de 0,6% de segunda-feira, depois que o conselho do banco aprovou um plano de resgate para seus empréstimos inadimplentes apoiado pelo setor privado na sexta-feira. Barclays, BBVA, Commerzbank, HSBC e Société Générale se juntaram a um consórcio de bancos para pré-subscrever o aumento de capital do BMPS, de acordo com o Il Sole 24 Ore. O BMPS teve o pior desempenho entre os 51 bancos no testes de estresse da Autoridade Bancária Europeia divulgados na sexta-feira. O setor bancário italiano foi destacado como um dos pontos mais fracos no panorama financeiro europeu. O Primeiro-ministro italiano Matteo Renzi, reconheceu problemas na BMPS na terça-feira, mas disse que sua visão global "é que os bancos italianos estão bem". UniCredit cai 4,68% após recuar 5,4% na terça-feira, quando sofreu uma suspensão em suas negociações devido preocupações com sua carteira de crédito ruim e que o banco precisará de um aumento de capital maior do que o esperado, enquanto Intesa Sanpaolo cai 1,74%.

No Reino Unido, o FTSE 100 opera em queda após o índice cair 0,5% na segunda-feira, de olho no Banco da Inglaterra que pode cortar suas taxas de juros para 0,25%, ante 0,5% na quinta-feira. Barclays cai 2,84% e Royal Bank of Scotland recua 3,12%, estendendo as perdas após os resultados do teste de estresse dos bancos europeus. Também pesa uma proposta da Autoridade de Conduta Financeira de colocar um prazo maior do que o previsto em um regime de compensação à clientes. O regulador do Reino Unido disse que os bancos venderam à clientes um seguro de proteção de pagamento que não precisariam necessariamente continuar a pagar até junho de 2019. O PPI foi vendido para cobrir hipoteca de automóveis e outros empréstimos, caso o mutuário perdesse seu emprego ou adoecesse. Muitas pessoas não precisam do seguro ou poderia realmente solicitar o sinistro, porém Lloyds Banking Group, por exemplo, só tinha feito provisão de sinistros até meados de 2018.

No setor de mineração, Anglo American e Antofagasta  caem 0,9%, Glencore recua 0,8%, BHP Billiton perde 1,6% e Rio Tinto registra queda de 1,2%.

EUA: Futuros de ações dos EUA apontam para  uma abertura para baixo em Wall Street, com os investidores esperando leituras sobre o rendimento pessoal, gastos pessoais e inflação de hoje também não deve ser esquecido, juntamente com balanços da CVS, P & G e outras empresas conhecidas. O recuo coloca o Dow Jones no caminho para sua sétima sessão consecutiva de baixa.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Personal Income (renda individual dos cidadãos norte-americanos) e Personal Spending (gastos dos consumidores) e também o núcleo do Personal Consumption Expenditures - PCE (gastos pessoais dos americanos - medida de inflação mais acompanhada pelo Fed);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: -1,47%
Austrália: -0,84%
Xangai Composite: +0,59%
Hong Kong: ---%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -1,45%
London - FTSE: -0,50%
Paris - CAC: -1,55%
Madrid IBEX: -2,09%
FTSE MIB: -2,06%

COMMODITIES
BRENT: +1,04%
WTI: +0,92%
OURO: +0,45%
COBRE: +0,50%
SOJA: -0,41%
ALGODÃO: -0,75%
MILHO: -0,23%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,16%
SP500: -0,23%
NASDAQ: -0,16%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 01/08/2016

ÁSIA: A maioria dos mercados asiáticos fechou em alta no primeiro pregão de agosto, enquanto os investidores minimizavam o abrandamento do PIB nos EUA e da atividade das indústrias na China. Os dados oficiais e da Caixin apontaram um quadro confuso das condições de manufatura na China em julho. O índice PMI que acompanha a saúde de grandes empresas e estatais, ficou em 49,9 em julho versus uma pesquisa da Reuters, que previam uma leitura de 50,0, igualmente registrado em junho, enquanto outra pesquisa independente lançada pela Caixin, que engloba pequenas e médias empresas, mostrou uma expansão de suas atividades. O PMI de manufatura da Caixin ficou em 50,6 em julho ante 48,6 em junho. Números acima de 50 indica expansão da atividade.

Na China continental, o Shanghai Composite fechou em baixa de 0,89%, enquanto o Shenzhen Composite caiu 1,35%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,37%.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,45%, em 5,587.40 pontos, após abrir cruzando o nível de 5.600, pontos, em 5.611,2, o seu nível mais alto desde agosto do ano passado, mas o mercado não conseguiu consolidar a sua posição e recuou na parte da tarde. A alta acontece antes da reunião do Reserve Bank of Australia na terça-feira, onde 20 de 25 economistas consultados pela Bloomberg esperam um corte de 0,25 para 1,5%.

As mineradoras de minério de ferro listados na ASX minimizaram a queda de 2,2% no preço da commodities no fim de semana, um dia depois de ter subido 3,5% e cruzando acima dos US $ 60 a tonelada pela primeira vez desde 3 de maio, após os dados privados da China mostrarem que os estoques de minério de ferro subiram para o seu ponto mais alto desde dezembro 2014, alta de 0,4% para 106.05 milhões de toneladas na semana passada. O armazenamento desafia a recente força da commodity, que aumentou 36% neste ano.  BHP Billiton subiu 0,8% e Rio Tinto avançou 0,3%. Entre as empresas de energia, Woodside Petroleum adicionou 1,9% e Origin Energy subiu 3,6%. Os bancos tiveram um dia misto, com Commonwealth Bank of Australia o mais forte, acima de 0,8%, enquanto ANZ Banking Group foi o mais fraco, com queda de 0,2%.

No Japão, o índice de referência Nikkei fechou em alta de 0,4%, em 16,635.77 pontos, revertendo perdas anteriores de quase 1,2%. O iene japonês foi negociado a 102,46 contra o dólar, mais fraco do que os 101.98 da sexta-feira, quando o iene subiu após o Banco do Japão (BOJ) desapontar os mercados ao anunciar uma política monetária mais modesta do que o esperado. O Presidente do BOJ Haruhiko Kuroda, disse o banco central japonês iria aumentar as compras do seu fundo negociado em bolsa (ETF), mas não alterou as taxas de juros ou aumentou a base monetária, como era amplamente esperado.

EUROPA: As bolsas europeias abriram em alta nesta segunda-feira com os investidores reagindo aos testes de estresse dos bancos europeus, que expressaram preocupações de como o setor lidaria com o ambiente de taxa de juros negativo, por exemplo, e aos novos dados chineses que mostraram um abrandamento inexperado de sua versão oficial em julho.

O pan-europeu STOXX 600 abriram com a maioria das principais bolsas e setores em território positivo, após avançar 0,7% na sexta-feira, mas devolve os ganhos e recua 0,15%. Após a abertura em alta, o setor bancário do pan-índice recua 1,59%. Os bancos que mais sofreram no teste, como Barclays com sede em Londres e o alemão Deutsche Bank, abriram em alta e desde então cruzaram para queda. O banco italiano, o Banca Monte dei Paschi di Siena (BMPS), o banco mais antigo do mundo, teria a maior dificuldade entre os 51 maiores bancos da Europa, mas estava entre as maiores altas no Stoxx 600 após divulgar um plano de resgate envolvendo aumento de capital no setor privado, depois do encerramento do pregão de sexta-feira.  Os também italianos Banco Popolare e Banca Popolare di Milano estavam em território positivo, já Unicredit, que também performou algumas preocupações durante os testes de estresse, abriu em forte baixa e teve suas negociações brevemente interrompida durante o pregão desta manhã. Outros bancos que foram mal nos testes do BCE foram Raiffeisen da Áustria, a irlandesa Allied Irish Banks e o espanhol Banco Popular.

Enquanto isso, o Markit disse que sua pesquisa PMI final de manufatura na zona do euro para julho ficou em 52,0, ligeiramente melhor do que a estimativa provisória de 51,9, mas abaixo da leitura de 52,8 em junho. A atividade manufatureira do Reino Unido deteriorou em julho, caindo para 48,2, o menor nível desde o início de 2013, abaixo da estimativa provisória de 49,1, enquanto a Alemanha foi responsável por grande parte do crescimento. A atividade diminuiu na França, enquanto mostrou estagnação na Espanha e Itália. A desaceleração em toda a zona do euro provavelmente reflete a decisão da Grã-Bretanha de sair da União Europeia em junho, que criou incertezas sobre a força da demanda no segundo maior mercado exportador da zona do euro. Uma consequência imediata do voto foi a depreciação da libra, o que torna os produtos feitos na zona do euro mais caro para os compradores britânicos e é, portanto, susceptível à uma queda na sua demanda.

No Reino Unido, o FTSE abriu em alta mas entrega seus ganhos, após alta de menos de 0,1% na sexta-feira, em um pregão com bastante volatilidade. As ações de empresas mineradoras tentam ajudar o referencial de Londres a superar o fechamento de 6,750.43 pontos registrado em 27 de julho. O benchmark subiu 3,4% em julho, mas caiu 0,1% na semana, quebrando uma sequência de cinco semanas de alta. Anglo American sobe 3,82% após o RBC elevar sua projeção de "perform" para "outperform", de acordo com a Dow Jones Newswires. Outras mineradoras seguem em alta maior após leituras mistas sobre o desempenho de manufatura chinesa. BHP Billiton sobe 3,12%, Rio Tinto registra ganhos de 2,1%, Antofagasta avança 2,20% e Fresnillo sobe 1,35%.

EUA: Wall Street segue a caminho de começar agosto com ligeira alta depois que o abrandamento do PIB na semana passada reduziu apostas de uma alta da taxa de juro pelo Federal Reserve no curto prazo. As chances de um aumento das taxas de juros nos EUA caiu de 18% para 12%, segundo dados do CME Group. O Nasdaq Composite registrou seu melhor resultado em mais de um ano na sexta-feira, enquanto  Dow Jones terminou em território negativo. O mercado parece ter deixar de lado os comentários do presidente do Fed de Nova York, William Dudley, em Bali, num seminário preparado em conjunto entre o Fed de Nova York e o Banco da Indonésia, que argumentou no domingo que uma alta da taxa de juro este ano não deveria ser descartada.

Destaque para as ações da Tesla Motors e SolarCity depois que um relatório da Reuters citou que ambas poderia anunciar uma fusão nesta segunda-feira, enquanto a gigante de compartilhamento de passeio chinês Didi Chuxing Technology parece concordar em comprar as operações da Uber Technologies na China, de acordo com fontes.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h45 - Final Manufacturing PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade industrial nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Manufacturing PMI (mede o nível de atividade industrial no país);
11h00 - ISM Manufacturing Prices (expectativa dos negócios em relação à inflação futura, onde um número maior indica uma maior expectativa de inflação);
11h00 - Construction Spending (mede os gastos decorrentes da construção de imóveis);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: +0,40%
Austrália: +0,45%
Xangai Composite: -0,87%
Hong Kong: +1,09%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,20%
London - FTSE: -0,11%
Paris - CAC: -0,55%
Madrid IBEX: -0,79%
FTSE MIB: -0,69%

COMMODITIES
BRENT: -1,31%
WTI: -1,18%
OURO: -0,18%
COBRE: +0,50%
SOJA: -1,54%
ALGODÃO: +0,19%
MILHO: -0,97%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,11%
SP500: +0,08%
NASDAQ: +0,03%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.