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RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 11/08/2016

ÁSIA: Mercados da Ásia fecharam sem direção nesta quinta-feira, após perdas em Wall Street, provavelmente afetadas pelas quedas dos preços do petróleo e antecipação de outro dilúvio de dados da China na sexta-feira.

Na Austrália, o ASX 200 deslizou 0,64%, para 5.508,01 pontos, com o setor financeiro, que representa quase a metade do índice recuando 1,17%. Westpac anunciou um aumento na inadimplência de hipotecas em regiões afetadas pela desaceleração da mineração no terceiro trimestre. O anúncio segue o resultado do Banco Commonwealth da Austrália que na quarta-feira disse que suas despesas com crédito subiram 27% no ano de 2016 devido ao maior provisionamento em setores expostos às matérias-primas e produtos lácteos. Os bancos australianos tem estado sob pressão neste ano devido a sua exposição aos setores de recursos do país, que caíram em parte devido a uma desaceleração na demanda da China. Ações da Westpac caíram 2,69%, arrastando os outros grandes bancos. Commonwealth Bank of Australia caiu 1,87%, ANZ caiu 1,01% e o National Australia Bank caiu 1,04%. No ano as ações da Westpac se desvalorizaram mais de 10%. Entre as mineradoras, BHP Billiton caiu 0,9%, Fortescue recuou 1% e Rio Tinto caiu 1,9%.

Na Coreia do Sul, o Kospi fechou em alta de 0,2%, após passar parte do pregão em baixa. O banco central da Coreia do Sul manteve a taxa básica inalterada em 1,25% e na sua declaração de política monetária, o BoK disse que a recuperação da economia nos EUA "tem sido sustentada" e que a China tem mantido o seu "ritmo moderado de crescimento" e que espera que a economia sul coreana mantenha sua modesta tendência de crescimento no futuro devido "políticas macroeconômicas expansionistas". O won coreano enfraqueceu em relação ao dólar; antes da decisão, o won chegou a ser negociado a 1,093.00.

Na Nova Zelândia, o banco central do país cortou sua taxa oficial em 25 pontos base, para 2% na quinta-feira de manhã, em um movimento esperado por analistas de mercado, mas que para alguns não foi o suficiente para satisfazer, que queriam ver algo mais. O dólar da Nova Zelândia se fortaleceu e chegou a ser negociado a $ 0,7341 em relação ao dólar americano após a decisão, comparado com níveis de US $ 0,7200 de antes da divulgação. O NZX 50 fechou praticamente estável.

Mercados da China continental fecharam em queda, com investidores cautelosos antes dos dados sobre a produção industrial, investimentos em ativos fixos e vendas a varejo na sexta-feira. Shanghai Composite fechou 0,53% menor, em 3.002,67 pontos enquanto o Shenzhen Composite terminou 1,27% menor. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 0,39%. O regulador bancário da China cortou na quarta-feira a proporção de empréstimos ruins em bancos comerciais no segundo trimestre a partir de dados preliminares divulgados no mês passado. Analistas dizem que não há fatores reais que sustentem a continuidade do rali nas bolsas chinesas, visto que o Shanghai Composite está acima da marca de 3000 pontos e que não deve se mover muito além disso no curto prazo. Esta quinta-feira marcou o aniversário da decisão da China de mudar o mecanismo para a definição da variação diária do yuan em relação ao dólar, definindo a taxa à vista com base no dia anterior. O banco central da China reforçou o yuan, movendo o valor de referência em relação ao dólar para 6,6255, ante 6,6530 de quarta-feira, traduzindo a uma apreciação de 0,4% do yuan. O ajuste seguiu à queda durante a noite no índice do dólar americano que está se enfraquecendo, com o mercado fixando em 12% de chances de um aumento da taxa pelo Fed em setembro, abaixo dos 15% anteriormente estabelecido.

Mercados japoneses ficaram fechados devido feriado Mountain Day.

Os preços do petróleo caíram mais de 2% na quarta-feira no horário do pregão dos EUA, em meio a novas preocupações com excesso de oferta, enquanto durante o horário asiáticos nesta quinta-feira, os futuros do petróleo recuaram ainda mais. Os dados da US Energy Information Administration (EIA) mostraram que os estoques de petróleo subiram 1,1 milhões de barris na semana encerrada em 05 de agosto. Analistas consultados pela Reuters esperavam um aumento de 1 milhão de barril. Somando-se as preocupações com excesso de oferta, o maior produtor da OPEP, a Arábia Saudita, continua a bombear quantidades recordes de petróleo, enquanto o Irã está retomando a produção mais rápida do que o esperado, sugerindo que nenhum dos dois países deve comprar a ideia de controlar a produção que deve ser um dos assuntos a ser discutido na reunião em setembro.

EUROPA: As bolsas europeias operam com volatilidade, com ações de petróleo e gás sob pressão depois que a Agência Internacional de Energia cortou o preço e sua perspectiva de aumento na demanda mundial de petróleo no próximo ano. O Stoxx Europe 600 sobe 0,32% após o indicador recuar 0,2% na quarta-feira, a primeira queda depois de cinco avanços consecutivos, pesada por ações de energia. Entre os produtores de petróleo, Tullow Oil cai 2,13%, a norueguesa Statoil recua 1,12% e Eni da Itália recua 0,67%. As empresas fornecedoras de equipamentos e serviços de energia, Petrofac cai 1,22%, Amec recua 1,17% e Technip da França desliza 0,2%.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai após subir 0,2% na quarta-feira, quando marcou o seu maior fechamento desde o início de junho de 2015 e segue a caminho de realizar o primeiro prejuízo em seis sessões. Ações de habitação recuam após o Royal Institution of Chartered Surveyors dizer que em julho os preços dos imóveis no Reino Unido cresceram em seu ritmo mais lento em três anos e que os preços em Londres deverão recuar no próximo ano. Entre as empresas de energia, BP cai 0,30% e Royal Dutch Shell despenca 2,48% seguindo o recuo dos futuros do petróleo bruto. Entre as empresas de mineração, Glencore cai 0,59% após reduzir sua perspectiva de produção de carvão e óleo, mas aumentou sua previsão de produção de cobre. A empresa disse que a produção do segundo trimestre foi menor depois de fazer cortes nas operações de cobre, carvão, zinco, chumbo e petróleo. Anglo American cai 0,8%, Antofagasta recua 0,7%, BHP Billiton perde 0,9% e Rio Tinto opera em baixa de 1,9%.

EUA: Futuros dos EUA recuperam das perdas nesta na quinta-feira, com investidores mantendo um olhar cauteloso sobre os preços do petróleo, após uma previsão sem brilho para a demanda de energia. Os pequenos ganhos vem depois que as ações dos EUA fecharam em baixa na quarta-feira, arrastados pela queda nos preços do petróleo. Não há discurso de autoridades do Federal Reserve nesta semana. O próximo grande evento da presidente Janet Yellen será na conferência de Jackson Hole em 26 de agosto.


ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: ---%
Austrália: -0,64%
Xangai Composite: -0,53%
Hong Kong: +0,39%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,58%
London - FTSE: -0,27%
Paris - CAC: +0,66%
Madrid IBEX: +0,33%
FTSE MIB: +0,05%

COMMODITIES
BRENT: -0,12%
WTI: +0,18%
OURO: -0,14%
COBRE: +0,18%
SOJA: -0,03%
ALGODÃO: +0,90%
MILHO: -0,16%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,24%
SP500: +0,16%
NASDAQ: +0,24%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 10/08/2016

ÁSIA: As bolsas asiáticas começaram a perder força no pregão desta quarta-feira, com investidores de olho nos movimentos dos preços do petróleo antes de uma enxurrada de dados chineses que serão divulgados durante esta semana.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em queda de 0,16%, a 5.543,7 pontos, após o resultado do Commonwealth Bank of Australia (CBA) ser mal recebido pelo mercado. O maior banco da Austrália, CBA , disse que seu lucro subiu 3%, para 9,45 bilhões de dólares australianos ($ 7,26 bilhões) e anunciou um dividendo final de A $ 2,22 por ação, no entanto, as advertências de seu presidente-executivo Ian Narev sobre "o efeito combinado da demanda mais fraca, forte concorrência e aumento da regulamentação" pode ter atenuado o sentimento dos investidores e as ações recuaram 1,29%. As grandes mineradoras também recuaram, com BHP e Rio Tinto fechando em baixa de cerca de 0,7%. Fortescue caiu 2,1%, mas produtores de ouro avançaram, com Newcrest subindo 4,3%. Em seu último discurso como presidente do Reserve Bank of Australia (RBA), Glenn Stevens minimizou preocupações de que o banco central poderia tomar medidas drásticas para atingir as metas de inflação enfatizando que a política monetária tem seus limites, especialmente considerando que os altos níveis de endividamento australiano.

No Japão, o Nikkei recuou 0,18%, a 16.735,12 pontos, enquanto o Topix fechou 0,2% menor, com o iene mais forte neutralizar o otimismo em relação aos dados econômicos. As encomendas de máquinas subiram mais que o esperado, um sinal de que as empresas estavam mais dispostos a aumentar suas despesas de capital. Em junho, os pedidos subiram 8,3% no mês em comparação com a previsão média de um aumento de 3,1%, enquanto as encomendas às fábricas subiram 17,7% enquanto os pedidos no setor de serviços subiram 2,1%. A moeda japonesa negociado a 101.33 contra o dólar no comércio asiático, ante níveis de 102,2 no início da semana. Stocks de exportadores japoneses pesaram sobre o benchmark.

Na China continental, os investidores aguardavam dados importantes da China que serão divulgados na sexta-feira, incluindo a produção industrial, investimentos em ativos fixos e  vendas no varejo. O Shanghai Composite caiu 0,21%, em 3,019.288 pontos e o Shenzhen Composite fechou em baixa 0,32%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,18%

Os preços do petróleo recuaram na terça-feira e seguem em baixa nesta quarta, depois de avançar quase 3% na segunda-feira em meio a notícias de uma reunião surpresa entre os membros da OPEP em Setembro. A queda nos preços refletem um acúmulo surpresa nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada. Dados preliminares do Instituto Americano de Petróleo mostrou que os estoques de petróleo bruto aumentaram em 2,1 milhões de barris durante a semana de 05 de agosto, enquanto os analistas esperavam um recuo de 1 milhão de barris. Os principais players de petróleo da região recuaram. Na Austrália, Santos caiu 1,68% e Oil Search recuou 1,34%; No Japão, Inpex caiu 0,82%, enquanto China Petrochina fechou estável.

EUROPA: As bolsas europeias operam em baixa na sessão de quarta-feira, com investidores cautelosos em busca de pistas do momento da próxima alta dos juros pelo Federal Reserve dos EUA, bem como as perspectivas para os preços do petróleo. O Stoxx Europe 600 desliza 0,1% para 344,51 pontos, após o índice fechar em alta de 0,9% na terça-feira, o maior fechamento desde 23 de junho, quando o Reino Unido votou para deixar a União Europeia. O recuo desta quarta-feira seria o primeiro depois de cinco dias consecutivos de ganhos do índice pan europeu.

Futuros de petróleo caem depois de um aumento das perspectivas de produção de petróleo bruto nos EUA. Mais tarde, a Administração de Informação de Energia dos EUA vai lançar seu relatório de abastecimento semanal, enquanto as expectativas de que os membros da OPEP devem se reunir em setembro, podendo voltar a discutir um possível congelamento de produção também pesam sobre os mercados. OPEP também libera seu relatório mensal do mercado de petróleo nesta quarta-feira. O setor de petróleo e gás e Entre os produtores de petróleo, Tullow Oil cai 1,36% e Statoil recua 2,34%. A empresa de equipamentos e serviços de petróleo Amec perde 2,88%.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai, após subir 0,6% na terça-feira, para 6.851,30 pontos, seu melhor fechamento desde junho de 2015, marcando a quarta alta consecutiva. Entre as gigante do petróleo, Royal Dutch Shell cai 1,10%  e BP recua 0,49%, pesadas por preocupações sobre o excesso de oferta global. Entre as mineradoras, Antofagasta cai 0,2%, BHP Billiton recua 0,1%, Rio Tinto  perde 0,2% e Glencore opera em alta de 0,3%.

A produção industrial francesa caiu inesperadamente 0,8% em junho, em parte porque várias refinarias no país ficaram fechadas por causa de uma greve.

EUA: Futuros de ações dos EUA apontam para uma abertura morna, com investidores em busca de catalisadores para mais um dia de alta. Futuros de petróleo recuam, com  investidores desencorajados pela revisão em alta das perspectivas para a produção do petróleo nos EUA. Um relatório sobre vagas de trabalho em Junho está prevista na agenda de hoje, além da leitura semanal sobre o fornecimento de petróleo dos EUA.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - JOLTS Job Openings (pesquisa mensal em diferentes indústrias em que analisa contratações, abertura de emprego, demissões, recrutamentos, etc);
11h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
14h01 - 10-y Bond Auction (leilão de títulos de 10 anos do governo americano);
15h00 - Federal Budget Balance (orçamento federal dos Estados Unidos);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: -0,18%
Austrália: -0,16%
Xangai Composite: -0,21%
Hong Kong: +0,12%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,49%
London - FTSE: -0,20%
Paris - CAC: -0,34%
Madrid IBEX: -0,10%
FTSE MIB: -0,05%

COMMODITIES
BRENT: -1,31%
WTI: -0,96%
OURO: +0,89%
COBRE: +1,23%
SOJA: +0,47%
ALGODÃO: -1,60%
MILHO: +0,23%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,02%
SP500: +0,06%
NASDAQ: +0,04%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 09/08/2016

ÁSIA: A maioria dos principais mercados asiáticos avançou nesta terça-feira, provavelmente impulsionado pelos números da inflação chinesa que ajudou a estimular esperanças de estímulos por parte de Pequim, enquanto o Banco Central da Índia manteve sua política monetária estável.

Dados do Departamento Nacional de Estatísticas da China mostrou que a inflação ao consumidor do Continente subiu 1,8% no ano, em linha com as expectativas, enquanto PPI, o preço ao produtor caiu 1,7% em termos homólogos. Segundo analistas, como os preços dos alimentos devem continuar a recuar sustentada pela queda dos preços de alimentos frescos, espera-se que a inflação no ano permaneça confortavelmente abaixo da meta do governo de 3%, o que deixa um amplo espaço para nova flexibilização monetária, enquanto o índice de preços ao produtor (PPI) deve continuar a melhorar e tornar-se positivo no segundo semestre de 2016. O resultado do PPI foi melhor do que os economistas esperavam e sugere que a queda do PPI possa estar no fundo do poço, após persistir em território deflacionário por mais de quatro anos, apesar de que a sobrecapacidade provavelmente pesará sobre o PPI no médio prazo.

Mercados da China continental fecharam em alta, com o Shanghai Composite subiu 0,72%, em 3,025.91 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng contrariou a tendência e fechou em queda de 0,21%. É esperado para os próximos dias, uma série de indicadores econômicos importante na segunda maior economia mundial, incluindo a produção industrial, investimentos em ativos fixos e as vendas no varejo.

Enquanto isso, o banco central da Índia (RBI) manteve sua taxa inalterada em 6,50% e sua taxa de depósito inalterada em 4%. Na sua declaração política, a última bimestral sob a liderança do presidente Raghuram Rajan, que vai deixar o cargo em setembro, o RBI disse que a política monetária continua "acomodatícia" e vai "continuar a enfatizar o fornecimento adequado de liquidez. Mercado de ações da Índia não reagiram à decisão RBI, que ficou em linha com as expectativas dos analistas. O Nifty 50 caiu 0,67% e o Sensex recuou 0,71% no período da tarde.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,27%, em 5,552.50 pontos, mas apenas 63 das 200 maiores ações terminaram em território positivo. O setor financeiro altamente ponderado foi o setor mais forte do dia, subindo 1%, seguido por energia, com alta de 0,9%. ANZ relatou que seu lucro nos primeiros nove meses do ano recuou 3% para US $ 5,2 bilhões, devido aumento de encargos de dívidas ruins, mas suas ações terminaram 2,8% maior, enquanto Commonwealth Bank subiu 1,6%, National Australia Bank adicionou 2,2% e Westpac Banking Corporation subiu 1,8%. A empresa de mineração OZ Minerals caiu quase 4% após um forte início de ano, com o preço do cobre, seu principal produto, não conseguir seguir seus pares de commodities. Goldman Sachs prevê que o preço do metal pode cair em até 17% devido excesso de oferta, com perspectivas de retomada durante a segunda metade. UBS cortou as ações de "neutro" para "vender", alegando que o papel está muito caro e que a produção está em declínio em Prominent Hill e Carrapateena, no sul da Austrália. Entre outras empresas de mineração, BHP Billiton e Fortescue Metals subiram 0,6% cada, enquanto Rio Tinto subiu 1,8%, impulsionados ainda por dados do comércio da China divulgados na segunda-feira.

No Japão, o Nikkei avançou 0,69%, para 16,764.97 pontos, com o iene permanecendo mais fraco contra o dólar, sendo negociado a 102,43, em comparação com níveis abaixo de 101,5 da última quarta-feira.

As principais ações de energia avançaram na região, seguindo um avanço de quase 3% dos preços do petróleo na segunda-feira, sob especulações de que os produtores podem controlar a oferta depois de relatos de que o presidente da OPEP, Mohammed bin Saleh al-Sada, confirmar uma reunião em setembro, com alguns membros pressionando por cortes de fornecimento novamente servindo de impulso para os preços. Durante o horário do pregão asiático, porém, os preços recuaram, mas Santos subiu 1,71%, Woodside Petroleum subiu 1,06% e Oil Search subiu 1,35% na Austrália. No Japão, Inpex ganhou 3,25%, Fuji Oil subiu 4,25% e Japan Petroleum avançou 2,37%. Cnooc, o maior produtor de petróleo e gás natural da China, subiu 0,97%  em Hong Kong.

EUROPA: As bolsas europeias revertem as perdas iniciais nesta terça-feira, mas os investidores permanecem cautelosos em meio a um recuo dos preços do petróleo e dos mercados americanos, com ganhos em ações de telecomunicações e petróleo ajudando a manter o índice de referência do regional, oscilando em torno de duas semanas de alta.

Os mercados europeus tem se movido para cima desde o Brexit no final de junho, quando causou turbulência nos mercados financeiros com o afrouxamento de política monetária dos bancos centrais na região ajudando os mercados de ações. Na semana passada, o Banco da Inglaterra cortou as taxas de juros pela primeira vez em mais de sete anos de 0,5% para 0,25%, enquanto um número de empregos nos Estados Unidos mais forte do que o esperado em julho poderia ajudar o Fed a subir suas taxas, o oposto à política monetária mais frouxa na Europa, pesando sobre os stocks americanos na segunda-feira.

Ao mesmo tempo, os mercados foram apoiados por um aumento no preço do petróleo na segunda-feira, impulsionado por comentários de autoridades da OPEP que sugeriram que um congelamento da produção de petróleo poderia ser discutido na conferência informal sobre energia na Argélia no final de setembro.

O Stoxx Europe 600 sobe 0,28% na sequência de uma alta de menos de 0,1% na segunda-feira, suficiente para entalhar seu melhor fechamento desde 27 de julho. No topo do Stoxx 600, Altice dispara 13,10% após a empresa de telecomunicações dizer que seu lucro subiu 2,7% no segundo trimestre e que o crescimento nos EUA e Portugal compensaram a desaceleração na França. A empresa francesa de telecomunicações SFR Group avança 11,49% após dizer que está vendo sinais de melhora no ambiente de mercado móvel na França.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe e segue a caminho para o quarto ganho consecutivo e com a libra seguindo em queda, ajudando ações de exportadores. O indicador de bluechips subiu 0,2% na segunda-feira, cravando seu melhor fechamento desde Junho de 2015. O setor de mineração inicia o pregão devolvendo os ganhos de ontem, após os preços de metais recuarem, enquanto o dólar segue negociado de forma mista contra outras moedas importantes. A libra cai 0,5291% para $ 1,2983 frente ao dólar, após dados mostrarem que o déficit comercial do Reino Unido ampliou em junho, sugerindo que conteve o crescimento no segundo trimestre, antes do referendo do país em permanecer na União Europeia, com as importações atingindo um recorde de alta. Antofagasta recua 0,9%, Glencore cai 0,3% e as gigantes BHP Billiton e Rio Tinto recuam 0,5 e 0,1%, respectivamente. Ações de varejistas sobem após o British Retail Consortium disse que as vendas a varejo no Reino Unido aumentaram 1,1% em julho, sinalizando que os consumidores responderam às promoções na sequência da votação do Brexit em 23 de junho, enquanto  a produção industrial aumentou 0,1% em junho, mas com a produção de petróleo e gás e eletricidade do Mar do Norte compensando a queda no setor industrial.

Na Alemanha, as importações ultrapassaram o crescimento das exportações em junho. Em termos ajustados, as exportações aumentaram 0,3% em junho, enquanto as importações aumentaram 1,0%. O superávit comercial estabeleceu-se em 21,7 bilhões de euros (US $ 24,1 bilhões), depois EUR 22.1 bilhões em maio, mas, em termos trimestrais, os dados mostraram que as exportações cresceram 0,7% no segundo trimestre, enquanto as importações caíram 1,6%. Em termos anuais, as exportações cresceram 1,2% em junho, enquanto as importações cresceram 0,3%. O crescimento mais forte das exportações foi a países da União Europeia e não na zona do euro, que viu um aumento de 6,0%. As importações provenientes desta região aumentaram 3,9%, enquanto as importações provenientes de países não pertencentes à UE diminuiram 5,4%.

EUA: Os futuros avançam com investidores otimistas antes dos números de produtividade e outros dados econômicos a serem divulgados mais tarde, mas a pergunta que fica é se este clima de otimismo visto no apetite por riscos, que tem puxado ações e commodities, como o petróleo, podem continuar a sustentar estes movimentos com o dólar se fortalecendo cada vez mais? Números do relatório laboral dos EUA surpreenderam na sexta-feira com a adição de 255.000 empregos na economia em julho, em comparação com a previsão de 185.000 de economistas, bem como aumento dos salários, abrem espaços para que o Fed eleve suas taxas de juros ainda neste ano.

Não está previsto discursos de autoridades do Fed nesta semana. O próximo grande evento para o banco central será a presença da presidente Janet Yellen na conferência anual de Jackson Hole em 26 de agosto.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Prelim Nonfarm Productivity (mede a produtividade da mão-de-obra da economia norte-americana, excluída a agropecuária);
9h30 - Prelim Unit Labor Costs (mede a variação no custo total do emprego);
11h00 - Wholesale Inventories (dados de vendas e estoques no atacado americano);
11h00 - IBD/TIPP Economic Optimism (mede o nível de confiança do consumidor e o otimismo quanto à atividade econômica);

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.