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RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 11/11/2016

ÁSIA: A bolsa de Xangai entrou tecnicamente em "bull market" nesta sexta-feira, designação dada ao atingir uma alta de 20% em relação à mínima atingida em 28 de janeiro. O Shanghai Composite fechou em alta de 0,78%, em 3.195,88 pontos, mas o índice Hang Seng de Hong Kong recuou 1,35% e o Taiex de Taiwan  caiu 2,12%.

Na Coreia do Sul, o Kospi terminou 0,91% menor após o Banco da Coreia manter as taxas em um recorde de baixa de 1,25% e o won suavizar para 1,163.63 em relação ao dólar. No dia da eleição americana, o won se fortaleceu e fechou a 1,127 por dólar.

Em sentido contrário, o Nikkei do Japão subiu 0,18%, enquanto o iene acabou com uma sequência de cinco dias de queda em relação ao dólar, sendo negociado a 106,53 ante níveis próximos de 102 do início desta semana.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,79%, impulsionado por seus subíndice financeiro e materiais. As grandes mineradoras da Austrália fecharam em alta, alimentadas pelas expectativas de que as políticas de Trump iria estimular gastos em infraestrutura puxando a alta dos preços dos metais. O cobre subiu 0,67% na London Metal Exchange durante as negociações na Ásia, depois de renovar uma alta de 16 meses, perto de US $ 5.714 na quinta-feira. Segundo analistas, há um potencial para um aumento significativo na demanda dos EUA para commodities como cobre e está alimentando o rali nas ações de mineradoras australianas. Cerca de um terço da demanda de cobre vem da construção e os EUA, a maior economia do mundo é o segundo maior consumidor atrás da China. Rio Tinto subiu 2,44%, Fortescue Metals Group fechou 4,49% maior e BHP Billiton avançou 2,13%

Durante o comércio da Ásia, os futuros do petróleo recuaram ligeiramente, focados nas questões de excesso de oferta. A Agência Internacional de Energia (AIE) informou que as preocupações excesso de oferta permanecerá, a menos que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) chegue a um acordo no corte de produção em sua reunião de 30 de novembro.

EUROPA: Os principais mercados europeus abriram em alta na manhã de sexta impulsionado pela euforia com a futura presidência de Donald Trump, rastreando os ganhos em Wall Street no dia anterior, mas os mesmos devolvem parte dos ganhos iniciais. O Stoxx Europe 600 cai 0,13% após subir 0,7% no início do pregão. O índice pan europeu segue em curso para uma alta de 3,2% na semana, depois de avançar na quarta-feira com a notícia de que Trump havia vencido a eleição nos EUA, mas cair 0,3% na sessão de quinta-feira.

Enquanto isso, vários legisladores britânicos disseram que estão dispostos a votar contra as negociações do Brexit depois que os juízes do Reino Unido decidiram que o governo precisava da aprovação parlamentar para iniciar seu processo de saída da UE. A oposição ao Brexit poderia descarrilar o processo e aumentar o período de incerteza para os investidores.

O FTSE 100 que abriu a sessão em alta, cai em seguida. O movimento de baixa é liderado por declínios no setor de materiais básicos, cuidados de saúde e ações de petróleo e gás. No outro extremo, ações de serviços públicos de defesa registram os melhores desempenhos. United Utilities Group sobe 0,98% e Severn Trent sobe 1,03%. Na quinta-feira, o índice de Londres fechou em baixa de 1,2%. O benchmark virou com olhar menos atraente depois do aumento dos rendimentos de títulos dos EUA, mas o FTSE 100 ainda segue a caminho para uma alta semanal de 1,6%.

O rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro dos EUA subiu para 2,118% quinta-feira, ante 2,070% da quarta-feira. O mercado de títulos dos EUA estará fechado nesta sexta-feira em comemoração ao Dia dos Veteranos.

A maior parte das ações de empresas de mineração recua, devolvendo os ganhos sólidos obtidos desde que o republicano Donald Trump venceu a eleição presidencial dos EUA, aumentando as esperanças por maior demanda por metais em meio à grandes projetos de infraestrutura. BHP Billiton cai 1,87% e Rio Tinto recua 1,51%. Com os preços do ouro caindo, Randgold Resources despenca 4,46% e Fresnillo perde 4,31%, mas Antofagasta avança 1,47% após os preços do cobre continuarem a subir em níveis não vistos a mais de um ano.

EUA: Wall Street aponta para uma abertura em baixa e deve ter baixo volume de negociações uma vez que o governo dos EUA e o mercado de títulos permanecem fechados devido ao feriado do Dia dos Veteranos.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
13h00 - Prelim UoM Consumer Sentiment (mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana);
13h00 - Prelim UoM Inflation Expectations (mede a porcentagem que os consumidores esperam do preço dos bens e serviços nos próximos 12 meses);

ÍNDICES FUTUROS - 7h30:

Dow:  -0,28%
SP500:  -0,53%
NASDAQ:  -1,14%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 10/11/2016

ÁSIA: Mercados da Ásia fecharam em alta nesta quinta-feira enquanto investidores reavaliam o impacto econômico da vitória de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos.

O Nikkei 225 fechou 6,72% maior com o iene enfraquecendo contra o dólar, negociado a 105,42 após o par dólar / iene mergulhar a níveis de 101 na quarta-feira. Um iene mais fraco ajuda a impulsionar as ações japonesas.  O primeiro-ministro Shinzo Abe do Japão disse que ele vai conhecer o presidente eleito na próxima semana em Nova York.

O índice de referência australiano ASX 200 fechou em alta de 3,34%, impulsionado pelos subíndices de energia e materiais, enquanto o subíndice do ouro recuou. Os investidores correram de volta para ações, acrescentando cerca de US $ 50 bilhões na bolsa, com investidores dando uma interpretação positiva para a vitória surpresa de Donald Trump na eleição presidencial dos Estados Unidos. As ações de mineradoras explodiram com a expectativa de que a vitória de Trump possa significar um aumento nos gastos em infraestrutura nos EUA, que em última análise, melhorará para os mercados de commodities e empresas de construção de novos projetos. O minério de ferro disparou para o maior nível desde janeiro do ano passado, o que levou a BHP Billiton a subir 8,2%, seguido de perto pelo Rio Tinto, com um aumento de 8,2% e Fortescue Metals, um aumento de 10,7%.

O NZX 50 da Nova Zelândia acabou 1,04% maior após o Banco da Reserva da Nova Zelândia cortar as taxas em 25 pontos base, para um recorde de baixa de 1,75% antes da abertura dos mercados. A declaração do RBNZ advertiu que "inúmeras incertezas permanecem, em particular no que diz respeito à conjuntura internacional e política e que pode ser necessário ajustar de acordo com sua conformidade.

Na Coreia do Sul, o Kospi fechou em alta de 2,26%, enquanto em Hong Kong, o Hang Seng tinha subiu 1,89%. O Shanghai Composite fechou em alta de 1,36%.

Os yuan chinês renovou uma nova baixa de seis anos em relação ao dólar, acompanhando o rali do dólar depois da vitória surpresa de Trump. O yuan caiu para 6,7912 em relação ao dólar. As empresas chinesas envolvidas no One Belt, One Road (OBOR), uma iniciativa liderada pela China para um conjunto de obras de infraestrutura e comércio integrado entre vários países da Eurásia, recebeu um impulso a partir de um yuan mais fraco e a vitória de Trump. China Communications Construction subiu 6,86%, enquanto Zoomlion Heavy industries subiu 4,62% e Sany Heavy adicionou 3,11%.

O ouro, um dos beneficiados iniciais da incerteza eleitoral nos EUA, subiu 0,74% para $ 1,287.20 a onça após subirem quase 5% na quarta-feira. Durante comércio asiático, o petróleo também avançou recuperando parte das perdas anteriores de quase 4% na quarta-feira.

EUROPA: As bolsas europeias registram alta substanciais nesta quinta-feira, acrescentando aos ganhos da sessão anterior, com os investidores apostando no recém presidente eleito Donald Trump que deve dar um impulso a setores como saúde e infraestrutura. O índice Stoxx Europe 600 sobe 1,08%, a caminho da quarta sessão consecutiva de alta. O valor de referência pan europeu terminou 1,5% maior na quarta-feira, após um dia de grandes oscilações quando o candidato republicano Trump ganhou a eleição presidencial dos EUA.

Segundo analistas, os mercados estão demonstrando uma impressionante capacidade de digerir as mudanças políticas significativas depois do Brexit do Reino Unido e isso é um bom presságio, visto o aumento da chance de termos mais mudanças políticas num futuro próximo, notadamente na Europa ao longo dos próximos 12 meses com  eleições na Áustria, França, Alemanha e um referendo na Itália.

O alemão DAX 30 segue a caminho para o seu maior fechamento desde o final de Dezembro de 2015.

No Reino Unido, o FTSE 100 avança na sequência da alta de 1% na quarta-feira. O benchmark britânico abriu inicialmente em baixa, com os investidores apreensivos com temas que possam surgir a partir da gestão de Donald Trump que começa no próximo ano. Os planos do republicano para projetos relacionados com infraestrutura, impulsiona preços como o de cobre. As ações da produtora de cobre Antofagasta disparam 10,23%. Entre outras mineradoras, Anglo American sobe 4,8%, Rio Tinto sobe 4,2% e BHP Billiton avança 3,7%. As ações da fornecedora de materiais de construção CRH sobem 4,56% pois o mercado norte americano soma 51% de sua receita.

O estudo de mercado imobiliário RICS mostrou que os preços dos imóveis aumentaram nos últimos três meses para 23 em outubro, ante 18 em setembro. A contínua alta dos preços deve continuar apoiada devido escassez de oferta.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h30 - Unemployment Claims (número de pedidos de auxílio-desemprego);
16h01 - 10-y Bond Auction (leilão de títulos de 10 anos do governo americano);
17h00 - Federal Budget Balance (orçamento federal dos Estados Unidos);

ÍNDICES FUTUROS - 7h30:

Dow:  +0,48%
SP500:  +0,45%
NASDAQ:  +0,74%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 09/11/2016

ÁSIA: As bolsas asiáticas mergulharam no vermelho, após nervosismo com o resultado da eleição presidencial americana.

No Japão, o Nikkei despencou 5,36%, com investidores comprando iene, considerado uma moeda porto seguro, em meio ao nervosismo com a possível vitória de Trump. O par dólar / iene foi negociado a 102,65, após chegar a subir para 105,46 anteriormente. O iene chegou a buscar os 101,15 na sessão de quarta-feira.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em queda de 1,93%. O índice inicialmente chegou a subir 0,8% na abertura, antes da divulgação das projeções. O índice de referência registrou grandes perdas em todos os subíndices, com exceção do ouro que disparou 9,61%. Foi também um dia histórico para a bolsa de valores da Austrália, que viu um recorde de 1,71 milhões em negócios na quarta-feira. O recorde anterior era de 1.530.000 de 24 de junho, ocasião do anúncio do resultado do referendo no Reino Unido. Entre as gigantes de mineração, BHP Billiton e Rio Tinto recuaram 3,3 e 2,2%, respectivamente.

Na Coreia do Sul, o Kospi terminou em baixa de 2,25%, enquanto em Hong Kong, o Hang Seng caiu 2,16%.

As bolsas chinesas fecharam moderadamente mais baixo em comparação com o resto da região. O Shanghai Composite fechou em baixa de 0,61% e o Shenzhen Composite fechou 0,57% menor.

O ouro spot fechou em alta de 3,16%, em US $ 1.316 a onça após três dias seguidos de perdas, enquanto o petróleo recuou durante comércio asiático de quarta-feira. A vitória de Trump terá consequências negativas sobre o preço do petróleo. Além disso, os preços do petróleo caíram depois que o Instituto Americano de Petróleo informou que os estoques de petróleo bruto aumentaram 4,4 milhões de barris nos EUA, em comparação com estimativa de 1,3 milhões de alta.

Entre outras notícias, o Banco da Tailândia manteve a sua taxa de referência inalterada em 1,5%. Enquanto isso, a taxa de inflação ao consumidor da China em outubro subiu 2,1% ano a ano, enquanto os preços ao produtor subiram 1,2% em relação ao ano anterior, o maior em quase cinco anos.

EUROPA: As bolsas europeias abriram em baixa nesta quarta-feira depois que o candidato republicano Donald Trump ganhou a eleição presidencial dos EUA, provocando nervosismo nos mercados financeiros mundiais. O Stoxx Europe 600 desliza 0,74% e segue a caminho de quebrar uma série de dois dias de alta, após avançar firme no início da semana, com os investidores apostando em uma vitória da candidata democrata Hillary Clinton,  no entanto na manhã desta quarta-feira, Trump emergiu como vencedor depois de garantir maioria em vários estados decisivos, incluindo Ohio, Flórida e Carolina do Norte.

O resultado da eleição provocou uma fuga para ativos de refúgio, incluindo ouro e metais preciosos. O ouro para entrega em dezembro sobe 1,91%. Entre as mineradoras de metais preciosos, Fresnillo dispara 8,81% para o topo do Stoxx 600, enquanto Randgold Resources avança 6,27%. Stocks de autos e bancos seguem em queda, caindo mais de 3%. O setor de saúde avança na sequência da notícia de que Donald Trump vai ser o próximo presidente dos Estados Unidos, pois de acordo com Liberum, a vitória de Trump apoia o setor farmacêutico, dado que as reformas de preços de medicamentos, proposta por Hillary Clinton não deve se materializar. As ações da Novo Nordisk sobem mais de 6%.

Entre as ações em queda, a fabricante de turbinas eólicas Vestas Wind Systems despenca 7,20% pois a vitória de Trump é visto com cortes em subsídios para a energia verde.

No Reino Unido, o FTSE cai, mas a queda do índice de referência não é tão profunda como o prevista, sendo parcialmente sustentadas pelas mineradoras listadas na LSE. Anglo American sobe 1,9%, Antofagasta avança 5%, Glencore sobe 4,3%, BHP Billiton sobe 1,9% e Rio Tinto avança 3%.

EUA: Futuros dos EUA se preparam para um banho de sangue na sessão de quarta-feira, após o candidato republicano Donald Trump surpreendentemente vencer a corrida presidencial nos EUA e se tornar o quadragésimo quinto presidente dos EUA, pois os mercados haviam apostado em uma vitória de Hillary para Casa Branca, considerada a melhor escolha para os mercados financeiros a curto prazo, porque ela era vista como representante menos incógnita e ser mais abertos ao comércio internacional do que seu rival. Os futuros do Índice CBOE Volatility VIX chegaram a disparar 20%. A queda nos futuros de ações levanta a possibilidade do chamado "circuit breakers" quando os mercados abrirem. Se o S & P 500 cai 7% em relação à  sessão anterior, a negociação em todos os mercados de ações interrompe por 15 minutos.

O peso mexicano caiu para as mínimas históricas, chegando a perder 13% frente ao dólar a 20,30 pesos. Foi a maior queda diária da moeda desde a chamada Crise Tequila, de acordo com o Financial Times. O índice ICE Dollar US, um índice que mede o desempenho do dólar contra uma cesta de seis rivais cai 1,3% em 96,587. O dólar também cai pelo fato de que a vitória Trump irá manter a alta das taxas de juros em dezembro pelo Federal Reserve.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
13h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
16h01 - 10-y Bond Auction (leilão de títulos de 10 anos do governo americano);

ÍNDICES FUTUROS - 7h30:

Dow:  -1,51%
SP500:  -1,62%
NASDAQ:  -2,04%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.