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RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 16/10/2017

ÁSIA: A maioria dos principais índices asiáticos fechou em alta nesta segunda-feira, à medida que o apetite por ativos de risco global aumentou, reflexo do otimismo de Wall Street que renovou suas marcas recordes graças à inflação mais suave do que o esperado e com investidores digerindo o lançamento de dados da inflação da China.

A inflação de preço ao consumidor da segunda maior economia do mundo subiu 1,6% em setembro, ante um ano atrás, atendendo às expectativas. O índice de preços no produtor subiu 6,9% no mesmo período, acima da previsão de 6,3% de analistas de mercado. 

Os mercados do continente fecharam sem direção: o Shanghai Composite reverteu ganhos iniciais e caiu 0,35% e o Shenzhen Composite caiu 1,51%. O Índice Hang Seng de Hong Kong, entretanto, subiu 0,76%. Os analistas dizem que a melhoria da economia chinesa é um catalisador positivo para as ações listadas em Hong Kong, especialmente no setor financeiro, que possuem avaliações atrativas.

A China provavelmente será o destaque desta semana, quando acontece o 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, que terá início em 18 de outubro e pode introduzir mudanças econômicas e políticas significativas.

Abaixo, o  ASX 200 subiu 0,56% e terminou a sessão em 5.846,8 pontos, com o subíndice de materiais subindo 1,55%, impulsionado por um aumento acentuado no preço do minério de ferro que seguiu os dados da sexta-feira, que mostrou que as importações da China aumentaram 18,7% em setembro, mais forte do que o esperado, com volumes de minério de ferro atingindo um novo recorde. O minério de ferro foi a US $ 62,53 a tonelada e os futuros chineses de minério de ferro subiu mais 2% na segunda-feira. Rio Tinto fechou em alta de 3,43%, a Fortescue Metals subiu 1,02% e a BHP saltou 2,24%. Fora das principais empresas, a mineradora de ouro Evolution Mining avançou 1,8% depois de dizer ao mercado que elevou a produção e reduziu os custos no trimestre de setembro. OZ Minerals subiu 1,5% depois de revelar que esperará o lançamento de ofertas para suas duas minas de cobre.

O Nikkei 225 do Japão subiu pelo décimo dia consecutivo, com ganhos renovando uma nova marca de 21 anos. O índice subiu 0,47%, para fechar em 21.255,56 pontos. Investidores japoneses estão focados na política à medida que o país se prepara para as eleições no final da semana.

Do outro lado do estreito coreano, o Kospi da Coreia do Sul fechou em alta de 0,26%, puxada por alta de ações de siderúrgicas e varejistas: Posco disparou 5,85%, Hyundai Steel fechou 2,39% maior e Amorepacific subiu 5,17%. Entre as "techs" fecharam sem direção. A LG Electronics subiu 0,9%, a LG Display adicionou 2,24% e SK Hynix caiu 2,21% e Samsung SDI despencou 6,71%. A Samsung Electronics fechou estável depois que a empresa anunciou na sexta-feira que esperava lucro recorde para o terceiro trimestre.  

Entre as commodities, os preços do petróleo subiram no comércio asiático, impulsionados por novas preocupações geopolíticas após os comentários do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o acordo nuclear do Irã, bem como as tensões envolvendo os curdos no Iraque. 

EUROPA: Os mercados europeus sobe ligeiramente na segunda-feira de manhã, enquanto os investidores acompanham as últimas novidades políticas vindas da Áustria, da Espanha e do Reino Unido

O pan-europeu Stoxx 600 aumenta 0,15%, com a maioria dos setores se movendo em território positivo. O setor bancário figura entre os mais desfavorecidos, uma vez que a incerteza política afeta o sentimento do mercado. 

Os bancos espanhóis Caixabank, Bankia, Banco de Sabadell e BBVA pesam sobre a bolsa espanhola. Isso ocorre depois que o presidente da Catalã, Carles Puigdemont, se negar a esclarecer se declarou oficialmente a independência em sua resposta ao requisito do presidente do Governo central, Mariano Rajoy, se declarou a independência da comunidade autônoma na terça-feira passada. Ele disse, no entanto, que ele quer se encontrar com o primeiro-ministro Mariano Rajoy. O IBEX da Espanha caiu 0,5 por cento em negócios iniciais.

Por outro lado, o setor de recursos básicos registra o melhor desempenho no comércio inicial após dados positivos da China. O país viu o crescimento do preço ao produtor chegar a uma máxima de seis meses em setembro.

Entre ações individuais, a Eurotunnel estava no topo do benchmark europeu, subindo quase 4%, após uma atualização da Goldman Sachs. No entanto, as ações da ConvaTec despencam mais de 12% depois que a empresa cortou a previsão de receita para o ano inteiro e disse que foi "severamente" atingido pela questão da oferta em duas de suas divisões.

No Reino Unido, as mineradores listados em Londres lideram os ganhos após os dados de inflação da China, comprador importante de metais chave e com a força da libra ajudando os ganhos de ações do FTSE 100. O índice caiu 0,3% na sexta-feira, mas registou um ganho semanal de 0,2%. 

Os futuros de cobre sobem mais de 2% e os futuros de paládio avançam 1,48%, negociando acima de US $ 1.000 por onça. Ações do produtor de cobre Antofagasta sobe 2,86% e Anglo American avança 1,97%. Glencore sobe 1,77%, enquanto Rio Tinto sobe 2,24%.

Enquanto isso, a líder britânica Theresa May dirigirá a Bruxelas nesta segunda-feira para se encontrar com Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia e o negociador chefe da União Europeia, Michel Barnier. O anúncio ocorre após notícias na semana passada de que as negociações relacionadas ao Brexit entre o Reino Unido e a UE chegaram a um "estado de impasse", após a quinta rodada de negociações.

Em outros lugares, os investidores estão digerindo as últimas notícias eleitorais vindas da Áustria. O ministro das Relações Exteriores do país, Sebastian Kurz, declarou a vitória para o seu partido, o conservador Partido Popular Austríaco, já que o partido político estava prestes a vencer as eleições no domingo. Kurz fez campanha principalmente em uma posição difícil contra os imigrantes.

EUA: Os futuros do índice de ações dos EUA apontam para abrir em alta nesta segunda-feira, com a atenção dos investidores voltando para os próximos relatórios de ganhos corporativos. A temporada de resultados devem dominar as atenções em Wall Street, já que Charles Schwab, Netflix, Celanese, Ruby Tuesday e Sonic se preparam para publicar seus últimos números financeiros.

Entre os dados econômicos,  será divulgado a pesquisa do Empire State Manufacturing. Os investidores acompanham também os últimos comentários da presidente do banco central, Janet Yellen, que fez observações no domingo de que apesar de uma inflação moderada. Yellen disse em Washington que a economia dos EUA continua robusta e a força dos mercados de trabalho auxilia favoravelmente na decisão de um possível aumento gradual das taxas de juros.

Na segunda-feira, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, deverá fazer observações no evento G100 Dinner and Discussion em Minneapolis, Minnesota.

HORÁRIO DE VERÃO: Com a entrada do horário de verão, a Bovespa ganha 1 hora e passa a funcionar das 10h00 às 18h00 (antes, era até as 17h00). O horário estendido, segundo a Bolsa, vale até o fim do horário de verão, em 19 de fevereiro de 2017.  De acordo com comunicado da Bolsa, a mudança ocorre devido ao início do horário de verão no Brasil e ao término do horário de verão nos EUA, em 6 de novembro.

Até sexta-feira, a bolsa estava operando no chamado "horário regular", que vale entre março e outubro, das 10h00 ás 17h00. Com o horário estendido, a Bovespa não terá o "after market" (negociações após o encerramento da sessão oficial).  

ÍNDICES FUTUROS - 8h00:
Dow: +0,08%
SP500: +0,04%
NASDAQ: +0,13%

OBSERVAÇÃO:
Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 11/10/2017

ÁSIA: O índice MSCI Ásia-Pacífico ex-Japão tocou em seu nível mais alto desde 2007 na manhã desta quarta-feira e fechou com ganhos de 0,33%, com outro fechamento recorde em Wall Street aumentando o otimismo regional.

Segundo analistas, os mercados parecem estar confortáveis ​​com o plano do Federal Reserve dos EUA de permanecer no seu caminho de aumentar suas taxas de juros, pois indica confiança de que a economia está acelerando. Embora investidores europeus e americanos possam retirar capital da Ásia, os fundamentos subjacentes da região estão bastante fortes.

O Nikkei 225 do Japão reverteu as perdas anteriores para fechar 0,28% maior, a 20.881,27 pontos, o maior fechamento desde dezembro de 1996. As montadoras foram pressionadas, mas a maioria das techs fecharam em alta: a Toyota caiu 0,97%, o Mazda Motor afundou 1,99%, enquanto Softbank Group terminou a sessão 0,39%maior.

As encomendas de máquinas para agosto lançadas na terça-feira subiu 3,4% em comparação com um mês atrás, muito acima da previsão média de aumento de 1,1% de analistas.

O Nikkei saltou 7% no último mês. Uma eleição em 22 de outubro, anunciada pelo primeiro-ministro Shinzo Abe em 25 de setembro, deverá manter sua coalizão no poder.

Do outro lado do estreito coreano, o Kospi subiu 1% para fechar em 2.458,16 pontos, com grandes players de tecnologia alcançando ganhos significativos. A Samsung Electronics subiu 3,48% e a SK Hynix fechou 0,45% maior após a alta na sessão anterior devido expectativas dos investidores em relação aos próximos resultados trimestrais.

Em Taiwan, o Taiex voltou as negociações depois de um feriado de quatro dias e fechou em alta de 1,03%. O benchmark, dominado por techs, sofreu um pouco no final do último trimestre à medida que as preocupações aumentavam devido desconfiança sobre as vendas iniciais dos novos iPhones da Apple.

Abaixo, o ASX 200 da Austrália subiu 0,59% para terminar em 5.772,14 pontos, seu nível mais alto em quase dois meses, com compra nos quatro grandes bancos ajudando a levantar o índice, assim como os subíndices de tecnologia da informação e de energia. Um preço mais fraco do minério de ferro deteriorou o sentimento em relação aos gigantes do setor de recursos. Rio Tinto fechou em baixa de 0,4%, enquanto a produtora exclusiva de minério de ferro Fortescue Metals caiu 1,8%. BHP Billiton ainda conseguiu fechar 0,5% maior, beneficiada pela alta do petróleo.

A China apresentou ganhos moderados. No continente, o Shanghai Composite subiu 0,18% e o Shenzhen Composite reverteu ganhos iniciais para fechar 0,18% menor.  O índice Hang Seng de Hong Kong fechou 0,36% menor, em 28.389.57 pontos. O yuan chinês estava em foco depois de atingir seus níveis mais altos em quase três semanas na sessão anterior. Antes da abertura de quarta-feira, o Banco Popular da China corrigiu o ponto médio yuan em 6.5841 por dólar, o mais alto em três semanas. O yuan onshore negociou em 6.5766 por dólar, enquanto o yuan offshore (paralelo) era um pouco mais firme em 6.5737.

O dólar aumentou as perdas depois de cair na sessão anterior, com  analistas atribuindo a queda da moeda no início da semana por conta das tensões entre os EUA e a Coreia do Norte. Acredita-se que o abrandamento do dólar também tenha sido devido a uma declaração do senador Bob Corker, presidente republicano do Comitê de Relações Exteriores do Senado, de que o presidente Trump estava tratando seu governo como "um reality show", com ameaças imprudente à outros países que poderiam colocar a nação "no caminho para a III Guerra Mundial". Os investidores estão cautelosos de que as acusações possa potencialmente descarrilar os planos republicanos de aprovar a reforma fiscal.

O índice do dólar, que rastreia a moeda dos EUA contra uma cesta de rivais, ficou em 93,153 durante o horário asiático, próximo de seus níveis mais baixos desde o início de outubro. Contra o iene, o dólar foi negociado em 112.26.

EUROPA: Os mercados europeus operam sem direção na manha desta quarta-feira, com investidores continuando a monitorar incertezas políticas em curso. O índice pan-europeu Europe Stoxx 600 recua 0,03% depois que o líder catalão Carles Puigdemont suspendeu por ora, os planos de independência.

O índice IBEX 35 da Espanha opera em alta, recuperando de uma perda de 0,9% na terça-feira, com investidores apreensivos com uma escalada da crise política espanhola a espera do discurso do no parlamento catalão no final da terça-feira. O líder separatista disse aos legisladores que ele ainda pretende declarar a independência para a região espanhola, mas estava suspendendo o processo de secessão para permitir as negociações com o governo central em Madrid. O movimento é visto como um resfriamento da crise política na Espanha, considerado o pior em quatro décadas e um passo atrás para uma possível divisão do país. O primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, abordará a questão em um discurso no parlamento nacional na quarta-feira.

Bancos espanhóis registram ganhos na Europa depois que as negociações de independência foram suspensas. Banco de Sabadell sobe 1,14%, CaixaBank avança 1,63% e Banco Santander ganha 1,07%. Enquanto isso, o rendimento dos títulos do governo espanhol de 10 anos cai 4 pontos base para 1,651%, de acordo com a Tradeweb.

No Reino Unido, o FTSE 100 negociam em uma faixa apertada nesta quarta-feira, negociando apenas 0,2% abaixo do fechamento registrado em 26 de maio. O benchmark de Londres foi recentemente impulsionado por uma queda na libra e por uma renovação da confiança de que a primeira-ministra Theresa May pode manter o apoio do gabinete para seus planos Brexit.

May disse que a bola agora está com o tribunal da União Europeia para seguir as negociações. Ela também advertiu que o governo do Reino Unido está se preparando caso a separação falhar e terminar sem nenhum acordo com o Brexit. Os negociadores do Reino Unido estão em Bruxelas nesta semana para a quinta rodada de negociações, mas as discussões foram suspensas na quarta-feira. Os líderes da UE estão realizando uma reunião entre 19 a 20 de outubro para decidir se houve um progresso suficiente nas negociações do Brexit para avançar para a próxima fase no processo de separação, incluindo os principais acordos comerciais. O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, já disse que não houve "progresso suficiente" para novas discussões.

O líder do Partido Nacional escocês, Nicola Sturgeon, disse na terça-feira na conferência do partido que o Brexit reforçou o argumento para um segundo referendo de independência.

Entre as mineradoras listadas em Londres, Anglo American sobe 0,1%, destoando de outros pares. Antofagasta cai 0,2%, BHP Biliton cai 1,2% e Rio Tinto recua 0,4%.

Na agenda dos dados econômicos, a inflação espanhola em setembro caiu para 1,8%, ligeiramente abaixo das previsões de 1,9% dos analistas.

O ministro das Finanças holandês, Jeroen Dijsselbloem, disse que vai deixar a política quando um novo governo assumir o cargo em 25 de outubro. Ele completará seu mandato como presidente do Eurogrupo de ministros das finanças da zona do euro, que expira em janeiro.

Após o fechamento dos mercados europeus, é esperado a minuta da reunião de setembro do Federal Reserve dos EUA. A política monetária nos EUA é importante para os investidores na Europa, pois influencia os mercados em todo o mundo.

EUA: Os futuros de ações dos EUA apontam para poucas mudanças na abertura do pregão desta quarta-feira, colocando o Dow próximo do recorde do dia anterior. Os investidores aguardam a liberação da minuta da reunião de setembro do Federal Reserve, juntamente com a aceleração da temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre.

Na terça-feira, o DJIA subiu 0,31% renovando novamente o topo histórico, em 22.830,68 pontos. O S & P 500 adicionou 0,23%, enquanto o Nasdaq Composite subiu 0,11%, com esses dois índices terminando logo abaixo do fechamento da semana passada. No ano, o Dow ganhou quase 16%, o S & P cresceu 14% e o Nasdaq aumentou 22%.

O lançamento da minuta do Fed, às 15h00, é o evento chave de hoje, com investidores esperando uma visão mais aprofundada sobre os planos da taxa de juros do Fed. A agenda do investidor ainda contempla o relatório sobre as ofertas de emprego de agosto, às 11h00.

Com a temporada de balanços do terceiro trimestre em andamento, hoje será divulgado os números da Delta e BlackRock e JP Morgan e Citigroup amanhã.

Três autoridades do Fed estão programados para falar. O presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, falará sobre a economia e a política monetária na Suíça às 8h15. O presidente do Fed de São Francisco, dará um discurso aos líderes locais em Salt Lake City, Utah e o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, discursará em Hong Kong.

ÍNDICES FUTUROS - 7h20:
Dow: -0,04%
SP500: -0,07%
NASDAQ: -0,02%

OBSERVAÇÃO:
Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 10/10/2017

ÁSIA: A maioria das bolsas asiáticas fechou em alta nesta terça-feira, apesar do fraco desempenho em Wall Street.

O Nikkei do Japão subiu 0,64%, para fechar em 20.823,51 pontos na volta de um fim de semana prolongado. As varejistas e o setor financeiro recuaram, enquanto as montadoras e techs fecharam sem direção: Toyota subiu 1,61%, Mazda Motor deslizou 1,33% e Sony caiu 0,65%.

Do outro lado do estreito coreano, o Kospi da Coréia do Sul subiu 1,64% e terminou a sessão em 2.433,81 pontos, com ganhos de ações de tecnologia diante otimismo sobre expectativas de lucro. A Samsung Electronics reagiu 2,96% e a SK Hynix disparou 7%.

O S & P / ASX 200 da Austrália fechou em baixa de 0,02%, em 5.738,1 pontos, com queda de 0,8% no subíndice de energia pesando sobre o índice mais amplo. Entre as mineradoras australianas, BHP Biliton caiu 0,3%, Rio Tinto recuou 0,1% e Fortescue fechou em alta de 0,5%. As posições "short" na Rio aumentaram para 9%, o nível mais alto desde 2010, de acordo com os dados da ASIC.

Enquanto isso, o índice Hang Seng de Hong Kong inverteu perdas iniciais para subir 0,58%. Os mercados da China continental também avançaram após subirem mais de 1% na sessão anterior. O Shanghai Composite subiu 0,27%, enquanto o Shenzhen Composite avançou 0,78%. O yuan firmou contra o dólar na terça-feira depois que o banco central da China elevou o ponto médio de sua moeda para 6.6273 um dólar, acima do ponto médio de 6.6493 da segunda-feira. Este foi a primeira vez que o ponto de referência foi ajustado para cima desde 22 de setembro. O yuan onshore negociou a 6.5956 por dólar, enquanto o yuan offshore (paralelo) negociou a 6.5848.

Segundo analistas, durante o 19º congresso do partido comunista, que começará em 18 de outubro na China, o banco central provavelmente tentará fornecer "uma estabilidade primordial" no mercado e uma plataforma melhor para incentivar o investimento estrangeiro na China.

Outras moedas asiáticas também seguiram a liderança do yuan e se fortaleceram contra o dólar americano. O greenback recuou 0,22% contra o dólar de Cingapura. O índice do dólar, que compila contra seis principais rivais, deslizou para 93,527. Contra o iene, a moeda dos EUA fechou em 112,64, ante 112,82 negociada na sessão anterior.

Entre as notícias econômicas, as reservas cambiais da China aumentaram US $ 17 bilhões em setembro para US $ 3,109 trilhões, segundo dados do People's Bank of China. Foi o oitavo aumento mensal consecutivo nas reservas de divisas do país e foi atribuído à regulamentação de restrição de saída de capital e um yuan mais firme. 

O excedente de conta corrente do Japão em agosto chegou em 2,38 trilhões de ienes (US $ 21,12 bilhões). Isso foi acima dos 2,26 trilhões de ienes estimados por economistas.

Os mercados de Taiwan continuaram fechados por conta de feriado público.

EUROPA: A maioria das principais bolsas europeias operam em queda no início das negociações desta terça-feira, enquanto os investidores monitoram as incertezas políticas em curso na região da Catalunha, Espanha. O Stoxx 600 recua 0,20% com vários setores e índices apontando em direções opostas.  Na segunda-feira, o índice pan-europeu subiu 0,2%, auxiliado em parte por ganhos para ações listadas na Espanha depois que centenas de milhares de pessoas se manifestaram contra a separação da Catalunha.

Nesta terça-feira, o IBEX 35 da Espanha desliza novamente. Os investidores esperam para ouvir o que o presidente catalão Carles Puigdemont vai dizer em um discurso no parlamento regional após o fechamento do mercado, 18h00 (horário local) ou 13h00 (horário de Brasilia). Em particular, o foco é se ele declarará a independência da Catalunha após o referendo da semana passada. Entre as quedas no IBEX 35, ações do Banco Santander recuam 1,80% e BBVA caem 1,45%.

Embora o movimento tenha sido chamado de simbólico e as autoridades espanholas tenham reagido violentamente contra as manifestações públicas, a incerteza em torno da situação poderia piorar, o que provavelmente pode afetar negativamente o euro, mas a moeda comum sobe frente ao dólar nesta terça-feira, negociando em US $ 1,1778, ante $ 1,1748 no final da segunda-feira em Nova York. Essa alta se deve aos comentários "hawkish" de Sabine Lautenschlaeger, membro da Comissão Consultiva do Banco Central Europeu, que disse na segunda-feira que o banco central deveria começar a reduzir seu programa agressivo de compra de títulos no próximo ano. O Conselho do BCE  reunirá em 26 de outubro.

O grupo de artigos de luxo francês, LVMH, sobe 2% nos primeiros negócios, próximo de seu recorde depois de reportar um crescimento de receita mais forte do que o esperado para o terceiro trimestre. Enquanto isso, ações de montadoras de automóveis e de saúde estavam sendo negociados em ligeira baixa logo após o sino de abertura. 

O FTSE 100 do Reino Unido descola de seus pares regionais e avança nesta terça-feira, liderado por ganhos nas ações financeiras e de bens de consumo. Na segunda-feira, o índice caiu 0,2%. Ações de algumas mineradoras sobem, favorecidas pela alta de metais denominados em dólares, como ouro e cobre, diante da queda do índice do dólar. Os produtores de cobre Antofagasta e Fresnillo sobem 1,17 e 0,3% respectivamente, enquanto a produtora de ouro Randgold Resources avança 1%. BHP Biliton sobe 0,5%, mas Anglo American, Glencore e Rio Tinto perdem 0,5, 0,1 e 0,8%, respectivamente. Ações do setor financeiro também opera em alta em Londres: HSBC Holdings sobe 0,97% e Direct Line Insurance Group sobe 1,43%.

Entre os dados econômicos, as exportações alemãs em agosto cresceram 3,1% frente a julho e 7,2% em relação ao mesmo mês de 2016, devido a forte demanda da zona do euro.  A produção industrial francesa em agosto caiu inesperadamente 0,3% em relação a julho, ante expectativa de ganho esperado de 0,4%. O déficit comercial do Reino Unido em bens cresceu para 14,2 bilhões de libras (US $ 18,6 bilhões) em agosto, atingindo o maior nível registrado, devido queda na exportação de combustíveis e um aumento nas importações de maquinários mecânicos.

A primeira-ministra Theresa May fez um discurso no parlamento na segunda-feira, anunciando que haverá um período de transição de dois anos após a saída da Grã-Bretanha da União Europeia, alegando que embora o "progresso real e tangível" tenha sido feito, também pode-se dizer que os preparativos também estão em andamento, caso não haja acordo sobre as futuras relações comerciais entre o Reino Unido e o resto do bloco.

EUA: Os futuros de ações dos Estados Unidos apontam para uma ligeira alta na abertura da sessão em Wall Street, com investidores se concentrando no início da temporada de balanços corporativos do terceiro trimestre que começou semana passada.

Na segunda-feira, o Dow Jones Industrial Average, DJIA, mergulhou 0,6%, para 22.761 pontos, embora tenha atingido um recorde intraday em 22.803,37 pontos no início da negociação. O S & P 500  escorregou 0,18% para 2.545 pontos e o Nasdaq Composite Index caiu 0,16% para 6.580 pontos, terminando uma sequência de nove dias de alta.

Os investidores esperam ouvir dicas sobre políticas nos comentários das autoridades do Federal Reserve hoje, antes do lançamento da minuta do Fed na quarta-feira. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, deve fazer observações de boas-vindas na conferência do banco sobre as condições econômicas regionais às 11h00. Mais tarde, o presidente do Fed de Dallas, Rob Kaplan, aparecerá em uma discussão moderada no Stanford Institute for Economic Policy, em Stanford, Califórnia, às 9 horas.

A temporada de balanços do terceiro trimestre começa a ficar séria com relatórios da BlackRock e Delta Air Lines na quarta-feira. JP Morgan Chase e Citigroup informarão quinta-feira, seguido pelo Bank of America e Wells Fargo na sexta-feira.

As relações externas dos EUA também tem dominado as notícias. Uma disputa diplomática com a Turquia continua em curso, onde os serviços de visto dos EUA foram suspensos após a prisão de um funcionário turco do consulado dos EUA. A lira turca e as ações caem. A tensão entre os EUA e o Irã também continua a ferver e o último país prometeu uma resposta "esmagadora" se os EUA julgarem sua força militar de elite, a Guarda Revolucionária, um grupo terrorista.

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,15%
SP500: +0,14%
NASDAQ: +0,17%

OBSERVAÇÃO:
Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.