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RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 26/07/2022



ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, à medida que os investidores se preparam para outra alta da taxa de juros do Federal Reserve, que luta para esfriar a inflação insistentemente alta.

A economia da Coreia do Sul cresceu 0,7% no segundo trimestre em comparação com o primeiro trimestre de 2022, segundo estimativas divulgadas pelo Banco da Coreia, ante crescimento de 0,4% esperado por analistas. O PIB do país cresceu 0,6% no primeiro trimestre de 2022. O Kospi da Coreia do Sul subiu 0,39% para 2.412,96 pontos.

O índice Hang Seng de Hong Kong avançou 1,67% para fechar em 20.905,88 pontos, com o peso-pesado Alibaba saltando mais de 6% depois que a empresa disse em comunicado à imprensa que solicitará uma listagem primária na Bolsa de Valores de Hong Kong, onde suas ações já estão listadas. Se concluída com sucesso, a empresa se tornará uma empresa listada em duas categorias importantes em Hong Kong e Nova York. A previsão é de que isso deva acontecer antes do final de 2022.

Na China continental, o Shanghai Composite subiu 0,83%, para 3.277,44 pontos, enquanto o Shenzhen Component subiu 0,95%, fechando em 12.408,56 pontos.

O S&P/ASX 200 na Austrália fechou em alta de 0,26%, em 6.807,30 pontos, nível mais alto em seis semanas. As ações de mineração e energia impulsionaram o mercado, enquanto as ações ligadas ao consumo discricionário caíram, refletindo resultado da Wal-Mart nos EUA. Os demais setores fecharam majoritariamente estáveis.

Os fortes preços das commodities ajudaram os setores de mineração e energia a quebrar o início fraco da semana. Os fortes preços do minério de ferro continuaram a recuperação do dólar australiano, que está sendo negociado a 69¢ depois de cair para uma baixa de dois anos de 67¢ em meados de julho. BHP e Fortecue Metals subiram 2,2% cada, enquanto Rio Tinto avançou 1,6%. Entre as empresas de energia, Santos subiu 3% e Woodside fechou em alta de 2,8%.

O Nikkei do Japão contrariou a tendência regional, com queda de 0,16%, para 27.655,21 pontos. O Banco do Japão divulgou a ata da reunião de junho, depois de manter suas taxas de juros em níveis ultrabaixos na semana passada. Membros do conselho de política do BOJ disseram que a economia está a caminho da recuperação dos efeitos do Covid, mas ainda precisa de forte apoio no lado financeiro devido à pressão do aumento dos preços das commodities. A ata ainda concluiu que o BoJ deve prestar a devida atenção aos desenvolvimentos nos mercados financeiros e de câmbio e seus impactos na atividade econômica e na inflação do país. O iene japonês tem enfraquecido à medida que a política monetária do país diverge da política do Fed e de grande parte do mundo desenvolvido. O iene japonês foi negociado a 136,62 por dólar, mais forte do que os níveis vistos na semana passada.

O índice MSCI para Ásia-Pacífico exceto Japão subiu 0,48%.

EUROPA: As bolsas europeias negociam sem direção nesta terça-feira, com os investidores digerindo uma nova rodada de lucros corporativos e aguardando a decisão de política do Federal Reserve na quarta-feira.

O pan-europeu Stoxx 600 negocia em queda de 0,50% no meio da manhã, com ações de varejo caindo, enquanto ações de petróleo e gás sobem.

O alemão DAX 30 cai 0,73%, o francês CAC 40 recua 0,40% e o FTSE MIB da Itália perde 0,85%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,47% e o português PSI 20 sustenta uma alta de 0,35%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,47%, sustentada pelo setor de commodities. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 1,3%, Antofagasta sobe 1,7%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto operam em alta de 1,3% e 0,6%, respectivamente. A petrolífera British Petroleum sobe 2,1%.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem na manhã de terça-feira depois que o Walmart cortou sua previsão de lucro, fazendo com que as ações de varejistas caíssem nas negociações do "after-market".

Na segunda-feira, o Walmart cortou suas estimativas de lucro trimestral e anual por causa do aumento da inflação dos alimentos. A gigante de varejo disse que os preços mais altos estão estimulando os consumidores a reduzir os gastos com bens em geral, principalmente vestuário. As ações da Walmart despencaram quase 9% nas negociações estendidas e arrastou outras varejistas. A Target caiu 5% e a Amazon caiu 4%. A Macy’s e a Dollar General caíram 3% cada, enquanto a Costco caiu 2%.

Durante a sessão regular de segunda-feira, o S&P 500 adicionou 0,13%, fechando em 3.966,84 pontos. O Dow Jones Industrial Average subiu 90,75 pontos, ou 0,28%, fechando em 31.990,04 pontos, enquanto o Nasdaq Composite, pesado em tecnologia, caiu 0,43%, em 11.782,67 pontos. Todos os principais índices estão no caminho para o melhor mês do ano.

Os investidores estão se preparando para uma enxurrada de balanços de empresas de tecnologia e dados econômicos relevantes para esta semana, bem como o resultado da reunião do Federal Reserve, que ajudará Wall Street a direcionar suas expectativas para o resto do ano.

Na terça-feira, o Federal Reserve iniciará sua reunião de política de dois dias. Todos estão esperando um aumento de três pontos percentuais. O FED está lutando conter a inflação enquanto navega em um cenário de desaceleração do crescimento como evidenciado por dados mais fracos do que o esperado na semana passada sobre atividade empresarial e empregos.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse no domingo que embora haja sinais de que a economia dos EUA esteja em risco de recessão, uma desaceleração não é inevitável.

O rendimento do título do Tesouro de 10 anos caia 4 pontos base para 2,781% no fim da madrugada desta terça-feira, enquanto o rendimento do título do Tesouro de 30 anos caia 4 pontos base para 3,01%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e um ponto base é igual a 0,01%.

Wall Street será guiada esta semana por uma enxurrada de grandes relatórios de lucros corporativos. Ainda nesta terça-feira, a Coca-Cola, McDonald’s e General Motors devem divulgar seus lucros antes do pregão. Alphabet, Microsoft, Chipotle Mexican Grill, UPS e Enphase Energy apresentarão relatórios após o sino de fechamento.

Na agenda econômica, está prevista a leitura mais recente do índice de preços de residências da Standard & Poor's CoreLogic Case-Shiller às 10h00, enquanto relatório de confiança do consumidor, o índice de manufatura de Richmond e os dados de vendas de novas casas devem ser divulgados às 11h00.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas negociam em queda nesta terça-feira, à medida que os temores de recessão voltam à tona, em meio a uma liquidação mais ampla de ativos sensíveis ao risco, especialmente ações de tecnologia. Embora o Bitcoin e seus pares devam teoricamente negociar independentemente dos mercados tradicionais, eles tem mostrado grande correlação com outros ativos sensíveis ao risco, como ações.

Mas as ações não são a única coisa que pesa sobre as criptomoedas. Um selloff este ano, que derrubou dois terços em termos de capitalização do mercado de ativos digitais de quase US$ 3 trilhões desde novembro de 2021, mostrou que as trincas nas criptomoedas também foram prejudiciais ao mercado. O pior trimestre do Bitcoin em mais de 10 anos foi iniciado pelo colapso da stablecoin Terra e pelo fracasso do fundo de hedge Three Arrows Capital. Enquanto isso, a maior exchange de criptomoedas, a Coinbase Global, está enfrentando uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários, que quer saber se os tokens listados são títulos não registrados, informou a Bloomberg na terça-feira. A questão de saber se os tokens devem ser classificados como moedas, commodities ou títulos tem tomado grande parte das atenções sobre o setor em meio à crescente tendência de regulação.

O Bitcoin não conseguiu consolidar os ganhos do recente rali que a viu seu preço superar US $ 24.000 na semana passada e agora negocia próximo de US $ 21.000 nesta terça-feira, mas permanece acima do fundo visto em junho quando chegou a ser negociado abaixo de US $ 18.000.

Bitcoin: -4,15%, em US $ 21.076,10
Ethereum: -7,85%, em US $ 1.414,49
Cardano: -5,33%
Solana: -7,79%
Dogecoin: -5,46%
Terra Classic: -7,85%

ÍNDICES FUTUROS - 7h45:
Dow: +0,49%
SP500: +0,50%
NASDAQ: +0,48%

COMMODITIES:
inFe Dailan: +5,57%
Brent: +0,58%
WTI: +0,90%
Soja: +0,75%
Ouro: +0,06%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 25/07/2022



ÁSIA: Os principais índices asiáticos fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira.

O índice Hang Seng em Hong Kong caiu 0,22%, fechando em 20.562,94 pontos e o seu índice Hang Seng Tech perdeu 1,38%. As ações de empresas de tecnologia chinesas listadas nos EUA caíram em Hong Kong. Nio caiu 6,42%, XPeng perdeu 6,3% e Alibaba caiu 2,45%.

O Financial Times informou no fim de semana que a China planeja classificar as empresas chinesas listadas nos EUA em três níveis. Segundo o relatório, o sistema de três níveis visaria fazer com que as empresas chinesas cumpram as regras dos EUA que exigiriam que as empresas públicas permitissem que os reguladores inspecionem seus arquivos de auditoria. Ainda segundo o relatório, as empresas chinesas com dados “secretos” teriam que se "deslistar".

A Reuters informou que o regulador de valores mobiliários da China negou nesta segunda-feira a reportagem que dizia que Pequim planejava classificar as empresas chinesas listadas nos EUA com base na sensibilidade dos dados que possuem. Segundo o comunicado, "a Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC) “não estudou” uma classificação de três níveis de empresas". “As empresas são obrigadas a cumprir as leis, regras e requisitos regulamentares relevantes de gerenciamento de informações de dados nacionais do local de listagem, independentemente de serem listadas no mercado interno ou no exterior”, disse o regulador. Há muito tempo Washington exige acesso completo aos livros contábeis de empresas chinesas listadas nos EUA, mas Pequim, citando preocupações de segurança nacional, proíbe a inspeção estrangeira de papéis de empresas de contabilidade locais.

Os mercados da China continental também caíram. O Shanghai Composite caiu 0,60%, para 3.250,39 pontos e o Shenzhen Component caiu 0,83%, para 12.291,59 pontos.

O Nikkei do Japão caiu 0,77% para 27.699,25 pontos.

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 1,6 ponto, para 6789,90 pontos, ou queda de 0,02%. O setor de tecnologia deslizou depois de liderar o mercado acionário na semana passada. Os setores de energia, telecomunicações e saúde também caíram, porém, os setores de materiais, industriais e serviços públicos registraram ganhos. A BHP subiu 1,6%, Fortescue Metals avançou 2,2% e Rio Tinto fechou em alta de 0,9%. A mineradora de metais South32 informou que atenderá 99% de seu "guidance" de custos e atingirá uma produção recorde em sua mina de bauxita WA. As ações da mineradora subiram 0,8%. Entre as empresas de energia, Santos e Woodside Energy caíram 0,8% cada.

Na Coreia do Sul, o Kospi contrariou a tendência regional e fechou em alta de 0,44%, para 2.403,69 pontos.

O índice MSCI para Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 0,44%.

Na quinta-feira, o Goldman Sachs cortou sua previsão de lucro do índice MSCI China para zero de crescimento no ano, abaixo dos 4% anteriores, devido à piora da queda no mercado imobiliário chinês. Os analistas também reduziram sua meta de preço do MSCI China nos próximos 12 meses para 81, abaixo de 84. A MSCI China rastreia mais de 700 ações chinesas listadas globalmente. O índice caiu mais de 6% em julho, à medida que as preocupações com o mercado imobiliário da China somavam às preocupações com a Covid, regulamentação tecnológica e questões geopolíticas. A redução da nova meta significa que há mais 18% de alta em relação ao fechamento do índice de 68,81 na sexta-feira, mas também significa que o índice deve cair cerca de 3% este ano, em comparação com um leve ganho.

O mercado imobiliário da China ficou novamente sob pressão nas últimas semanas, visto que muitos compradores de casas pararam de pagar as hipotecas, alegando que as empresas endividadas estão demorando muito para terminar de construir os apartamentos, que foram comprados antes da conclusão, como é comum na China. O setor imobiliário e coligadas respondem por mais de 25% do PIB na China, de acordo com a Moody’s. A equipe do Goldman cortou suas expectativas para o início de novas moradias, um declínio anual de 33% no segundo semestre do ano, contra uma queda de 25% prevista anteriormente. Os analistas esperam que as incorporadoras estatais superem as privadas. Dentro da China, o Goldman prefere setores como automóveis, varejo na internet e semicondutores, mas é cauteloso com ações de bancos devido à sua exposição à empréstimos relacionados à habitação.

No início deste mês, os economistas do Goldman reduziram sua previsão do PIB da China para 3,3%, abaixo dos 4%, citando “problemas não resolvidos com Covid e habitação, bem como os riscos crescentes na demanda global e nas exportações chinesas”. A China registrou um crescimento do PIB de 0,4% no segundo trimestre em relação ao ano anterior, elevando o crescimento do primeiro semestre do ano para 2,5%, bem abaixo da meta oficial para o ano inteiro de cerca de 5,5%. O investimento em imóveis no primeiro semestre do ano caiu 5,4% em relação ao ano anterior, pior do que a queda de 4% nos primeiros cinco meses do ano.

Segundo analistas, o surto de ômicron e os bloqueios de março a maio pioraram significativamente a situação, pois os bloqueios limitaram o poder de compra das famílias chinesas e reduziram seu apetite e capacidade de comprar novas casas. Embora os novos casos de Covid na China tenham aumentado recentemente, a maioria das infecções ocorreu na parte central do país e não nas metrópoles de Pequim e Xangai. No fim de semana, uma das áreas mais atingidas, a cidade de Lanzhou, disse que o risco de transmissão da doença está sob controle.

A Autoridade Monetária de Cingapura disse nesta segunda-feira que o núcleo da inflação em junho subiu para 4,4% em relação a um ano atrás, ante 3,6% em maio e acima dos 4,2% esperados por economistas, refletindo aumentos dos preços nas categorias de serviços, alimentos, varejo e outros bens como eletricidade e gás”.

Para essa semana, espera-se as estimativas antecipadas para o PIB da Coreia do Sul que serão divulgadas na terça-feira e a Austrália divulga os dados de inflação na quarta-feira.

EUROPA: Os mercados europeus lutam por ganhos nesta segunda-feira, enquanto os investidores se preparam para a decisão de política monetária do Federal Reserve dos EUA e assimilam os números do segundo trimestre de empresas da região.

Na semana passada, o Banco Central Europeu deu início ao seu próprio ciclo de alta com um aumento de 50 pontos-base, maior do que o sugerido anteriormente. Robert Holzmann, formulador de políticas do BCE, disse a uma emissora austríaca no domingo que o Conselho do BCE considerará o cenário econômico em toda a zona do euro antes de determinar se outro grande aumento de juros será viável em setembro.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,38% no meio da manhã, tendo inicialmente caído mais de 0,4% no início do pregão. Os bancos sobem, enquanto as ações de viagens e lazer caem.

O alemão DAX 30 sobe 0,41%, o francês CAC 40 sobe 0,52% e o FTSE MIB da Itália avança 0,64%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,47% e o português PSI 20 sobe 0,84%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,29%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 1,9%, BHP avança 1,7% e Rio Tinto adiciona 1,5%, enquanto Antofagasta recua 0,1%. A petrolífera British Petroleum opera em alta de 0,2%.

Entre as empresas que divulgarão seus balanços na semana, o UBS, Unilever, LVMH, Credit Suisse, Deutsche Bank, Daimler, Shell, Barclays, Nestlé e Renault estão entre os principais players que relatarão ao longo da semana.

Entre os dados econômicos divulgados, o índice de clima de negócios para julho do Instituto IFO da Alemanha divulgado na segunda-feira chegou a 88,6, seu nível mais baixo em mais de dois anos, já que o sentimento dos negócios despencou como resultado da espiral dos preços da energia e da iminente escassez de gás.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA operam em alta na manhã desta segunda-feira, na sequência de uma semana positiva para os principais índices, com os mercados se preparando para a semana mais movimentada da temporada de balanços corporativos, bem como "insights" sobre as taxas de juros do Federal Reserve.

Na sexta-feira, os principais índices caíram. O balanço mais fraco do que o esperado da Snap fizeram as ações de tecnologia caírem. O Dow perdeu 137,61 pontos, ou 0,43%, fechando em 31.899,29 pontos, o S&P 500 caiu 0,93%, para 3.961,63 pontos, enquanto o Nasdaq Composite foi negociado em queda de 1,87%, a 11.834,11 pontos.

Ainda assim, todos os três benchmarks fecharam a semana em alta, com o Dow subindo 2%, o S&P 500 avançou cerca de 2,6% e o Nasdaq fechou a semana em alta de 3,3%. O S&P 500 caiu 16,9% no ano até agora, mas subiu 8% em relação à sua baixa de 52 semanas em meados de junho, com o sentimento sustentado recentemente por uma temporada de relatórios corporativos que tem se mostrado melhor do que alguns temiam, o que levou Wall Street a questionar se o mercado em baixa encontrou um fundo. A recuperação foi liderada por ações cíclicas e de crescimento.

Na madrugada desta segunda-feira, o rendimento do título do Tesouro dos EUA de 10 anos subia para 2,7941%, enquanto o rendimento do título do Tesouro de 30 anos avançava para 3,0268%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços. O rendimento da nota de 2 anos estava praticamente estável em 2,9930%, mantendo a inversão da curva de rendimento de 2 anos e 10 anos observada de perto pelos mercados que muitas vezes interpretam como um sinal de uma recessão iminente.

Os holofotes da semana recaem sobre o Federal Reserve que concluirá sua reunião de política de dois dias na quarta-feira. Os economistas esperam amplamente por um aumento de três quartos de ponto. De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, as expectativas para um movimento de 75 pontos base em julho estão em 76,3%. O FED está tentando conter a inflação enquanto navega em um cenário de desaceleração do crescimento, como evidenciado por uma série de dados mais fracos do que o esperado sobre atividade empresarial e empregos publicados na semana passada.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse no domingo que embora haja sinais de que a economia dos EUA esteja em risco de recessão, uma desaceleração não é inevitável.

Na sexta-feira, cerca de 21% das empresas do S&P 500 relataram seus balanços do segundo trimestre. Dessas, quase 70% superaram as expectativas dos analistas, de acordo com o FactSet.

Os investidores esperam uma semana repleta de empresas relatando seus balanços trimestrais. Espera-se 175 empresas do S&P 500 reportando seus números, entre elas as gigantes de tecnologia como Apple, Alphabet, Microsoft e Amazon. As ações dessas empresas tem a capacidade de arrastar os índices de ações, dependendo de como os investidores reagem aos seus ganhos.

Não está prevista a divulgação de dados econômicos para hoje, enquanto os dados do PIB dos EUA do segundo trimestre serão divulgados na quinta-feira. Os dados serão importantes porque os EUA podem entrar em recessão técnica. Os principais dados de despesas de consumo pessoal, que é a medida de inflação preferida do FED, também serão divulgados esta semana.

CRIPTOMOEDAS: Em uma semana recheada de dados econômicos relevantes, temporada de balanços agitada e decisão do FED, os ativos digitais prometem novamente uma semana de alta volatidade.

O Bitcoin caiu para US $ 22.000 nesta segunda-feira, recuando de uma alta recente de US$ 24.200, alcançada em um rali que impulsionou a criptomoeda na semana passada para os níveis mais altos desde a forte liquidação em meados de junho e junho quando atingiu US $ 18.000.

O Bitcoin recentemente fechou seu pior trimestre em mais de 10 anos e está sendo negociado em cerca de um terço de seu recorde histórico registrado em novembro de 2021.

Embora a liquidação dos ativos digitais tenha sido exacerbada por problemas próprios, incluindo o contágio do colapso da stablecoin Terra e o fracasso do fundo de hedge Three Arrows Capital, a correlação com as ações também tem tido um peso significativo. O Bitcoin e seus pares deveriam, em teoria, negociar independentemente dos mercados tradicionais, mas tem-se mostrado bastante correlacionados com ações, especialmente as de tecnologia; como tal, as criptomoedas seguiram o S&P 500 e o Nasdaq que tem aprofundado dentro ou próximo do mercado de urso este ano.

O índice de medo e ganância das criptomoedas melhorou nas últimas duas semanas, mas permanece em território de medo, refletindo profundas preocupações sobre as condições que podem afetar as criptomoedas.

Bitcoin: -2,26%, em US $ 22.004,90
Ethereum: -2,65%, em US $ 1.542,85
Cardano: -5,80%
Solana: -3,37%
Dogecoin: -3,86%
Terra Classic: -2,40%

ÍNDICES FUTUROS - 7h45:
Dow: +0,49%
SP500: +0,50%
NASDAQ: +0,48%

COMMODITIES:
inFe Dailan: +7,08%
Brent: +0,58%
WTI: +0,90%
Soja: +0,75%
Ouro: +0,06%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 21/07/2022



ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam sem direção na quinta-feira, com o otimismo sobre a temporada de resultados sendo temperado por preocupações persistentes sobre a inflação e arrefecimento da economia chinesa, apesar de um rali em Wall Street.

A política monetária do Japão tem divergido de outros países. Enquanto os bancos centrais da região e do resto do mundo estão aumentando as taxas de juros em uma tentativa de conter a inflação aquecida. O Japão sofreu anos de estagnação, quando a deflação ou a queda dos preços foi um grande problema. O Banco do Japão manteve sua política monetária ultra-baixa em -0,1%, como esperado, enquanto reduziu sua previsão de crescimento para 2022 e aumentou suas previsões de inflação. O BOJ previu que a inflação provavelmente subiria acima da meta de 2% do banco neste ano fiscal. O último relatório do índice de preços ao consumidor do Japão mostrou que os preços subiram 2,1% em relação ao ano anterior, um pouco acima da meta do banco central. O Nikkei do Japão reverteu as perdas iniciais para fechar em alta 0,44%, em 27.803,00 pontos após o anúncio da decisão do banco central.

O Kospi da Coreia do Sul subiu 0,93%, para 2.409,16 pontos.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,69%, fechando em 20.537,50 pontos, com as ações do setor imobiliário puxando o índice para baixo.

Na China continental, o Shanghai Composite caiu 0,99% para 3.272,00 pontos e o Shenzhen Component caiu 0,94%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 ganhou 0,52%, para 6.794,3 pontos, com o setor de tecnologia subindo e as ações de energia e mineração caindo. A Woodside Petroleum caiu 4,4% após divulgar sua produção do segundo trimestre, com o aumento de 60% na produção trimestral explicado por sua fusão com o braço de petróleo da BHP. Santos terminou 1,9% menor depois que sua produção caiu ligeiramente devido à manutenção planejada e com as vendas trimestrais permanecendo estáveis, apesar dos preços mais altos.

As ações da mineradora Rio Tinto caíram 2,5% depois que a empresa disse que pagará ao Australian Taxation Office um imposto adicional de 613 milhões de dólares australianos (US$ 422 milhões) devido uma disputa. A Rio Tinto pagou anteriormente à ATO 378 milhões de dólares australianos. BHP caiu 1,3% e Fortescue Metals recuou 1,5%.

Embora o setor de mineração pesou, as mineradoras de lítio desfrutaram de uma sessão forte depois que o Tesla de Elon Musk relatou ganhos melhores do que o previsto, apesar das interrupções do COVID-19 atingindo suas instalações chinesas e problemas na cadeia de suprimentos.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão fechou ligeiramente menor.

EUROPA: As ações europeias estavam ligeiramente mais baixas nesta quinta-feira, enquanto os investidores da região aguardavam a mais recente decisão de política monetária do Banco Central Europeu.

O Banco Central Europeu reúne-se em Frankfurt nesta quinta-feira, com os formuladores de políticas do banco central tendo avisado antecipadamente do primeiro aumento dos juros em 11 anos, em um cenário de desaceleração do crescimento, guerra na Ucrânia e ameaças no fornecimento de energia. O BCE publicará sua decisão de política monetária às 9h15, seguido de uma conferência de imprensa às 9:45 da Presidente do BCE, Christine Lagarde. Em junho, o banco central disse que pretendia aumentar as taxas de juros do BCE em 25 pontos base na reunião de hoje, mas nesta semana, vários relatórios de imprensa, citando fontes do banco central, tem discutido um movimento de 50 pontos-base.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 0,4% no início do pregão, com as ações de petróleo e gás liderando as perdas, enquanto as ações de mídia sobem.

O FTSE MIB de Milão cai 2,6%, liderando as quedas na Europa após a renúncia do primeiro-ministro italiano Mario Draghi, depois que os três principais partidos da coalizão governista se abstiveram de um voto de confiança no Senado que visava renovar e reunir a aliança atualmente fragmentada. Apesar da vitória de Draghi, muitos senadores abstiveram, levando a “coalizão de unidade nacional do seu governo” à beira do colapso. O voto de confiança é um mecanismo do sistema parlamentarista em que se é decidido se o chefe de governo deve continuar no cargo ou não. Draghi exigiu unidade de seus parceiros de coalizão caso quisessem a continuidade de sua administração. Depois do resultado, é esperado uma eleição antecipada em setembro ou outubro.

O alemão DAX 30 cai 0,34% e o CAC 40 da França sobe 0,41%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,35% e o português PSI 20 recua 0,34%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,39%. Entre as mineradoras, Anglo American cai 1,9%, Antofagasta cai 1,7% e as gigantes BHP e Rio Tinto tombam 1,2% e 0,7%, respectivamente. A petrolífera British Petroleum cai 1,8%.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem na manhã de quinta-feira, à medida que Wall Street desfruta de uma recuperação em julho, com os três principais índices atingindo seus níveis mais altos em mais de um mês.

O Nasdaq Composite saltou 1,58%, para 11.897,65 pontos na quarta-feira, sua quarta sessão positiva em cinco. O índice de tecnologia subiu cerca de 3,9% na semana.

Enquanto isso, o Dow e o S&P 500 subiram 0,15% e 0,59%, respectivamente, a terceira alta em quatro dias. O índice de blue-chip subiu quase 1,9% na semana, enquanto o S&P 500 ganhou 2,5% até agora.

O início da temporada de balanços das empresas tem ajudado a acalmar os temores de uma recessão iminente, mas a maioria dos relatórios divulgados após o gongo de fechamento na quarta-feira foram mistos. As ações da Alcoa e da CSX saltaram no "after-market" depois que as empresas divulgaram números que superaram as expectativas. A United Airlines informou que voltou à lucratividade durante o segundo trimestre, mas os resultados ficaram abaixo das expectativas. As ações caíram mais de 6% em negociações estendidas.

Na quinta-feira, a AT&T e a American Airlines são duas das várias grandes empresas que devem divulgar resultados antes do sino de abertura.

Na agenda econômica, às 9h30 será divulgado o índice de manufatura do FED de Filadélfia, bem como os números semanal de pedidos de seguro-desemprego, enquanto o CB Leading Index sairá às 11h00.

CRIPTOMOEDAS: Os mercados de criptomoedas tem experimentado sua melhor semana desde março, mas o ímpeto diminui à medida que os investidores se confortam com a perspectiva de uma ação de política mais branda do FED em sua próxima reunião que acontece semana que vem. Os temores de uma política mais rígida do banco central americano pesaram sobre muitos ativos de riscos, como ações e criptomoedas. O Bitcoin caiu cerca 70% em relação ao seu recorde histórico registrado em novembro de 2021.

Nesta quinta-feira, o Bitcoin opera abaixo de US $ 23.000.

Bitcoin: -2,52%, em US $ 22.945,30
Ethereum: -2,90%, em US $ 1.506,50
Cardano: -6,50%
Solana: -7,91%
Dogecoin: -6,00%
Shiba Inu: -8,28
Terra Classic: -6,35%

ÍNDICES FUTUROS - 7h45:
Dow: -0,25%
SP500: -0,13%
NASDAQ100: -0,02%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -0,30%
Brent: -4,15%
WTI: -4,27%
Soja: -0,95%
Ouro: -1,06%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.