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RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 03/10/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: Os mercados asiáticos entraram no último trimestre do ano majoritariamente em baixa, com os mercados Chineses permanecendo fechados por conta do feriado de Golden Week, que compreende o período de 1 de outubro até 7 de outubro, sexta-feira. Os mercados coreanos também não abriram hoje.

O Golden Weeks tem enorme relevância ao país, pois a Golden Week é geralmente considerada uma época para sair de férias, enquanto a semana do feriado do Ano Novo Lunar é um momento de reflexão e passar com a família. O feriado do Dia Nacional que inicia a Semana Dourada de outubro comemora a fundação da República Popular da China em 1º de outubro de 1949. O desfile militar e a revista na Praça da Paz Celestial em Pequim é o maior evento do Dia Nacional. Há também cerimônias de hasteamento da bandeira, fogos de artifício e apresentações.

O Nikkei do Japão ganhou 1,07%, fechando em 26.215,79 pontos. O sentimento dos grandes fabricantes do Japão, ficou em 8 no trimestre de julho a setembro, pior que a leitura de 9 do trimestre anterior, de acordo com a última pesquisa trimestral de sentimento de negócios do Banco do Japão. Economistas consultados esperavam uma leitura de 11.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,85%, em 17.079,51 pontos, depois de atingir os níveis mais baixos desde outubro de 2011, segundo dados do Refinitiv Eikon.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 entregou os ganhos iniciais e fechou em queda de 0,27%, a 6.456,90 pontos, com apenas três dos 11 setores registrando ganhos, à medida que os investidores se preparam para outra alta de juros do Reserve Bank of Australia, programado para amanhã. Uma pesquisa da Reuters com economistas espera que o Reserve Bank of Australia aumente sua taxa básica de juros em 50 pontos base, para 2,85%. Analistas do Nomura esperam que o banco central aumente as taxas em 40 pontos base, “para transmitir a visão do RBA se aproximando do fim das altas altas”. Economistas do Commonwealth Bank Australia veem uma chance maior de um aumento de 25 pontos-base do que de um aumento de 50 pontos-base. Ações de energia, concessionárias de serviços e imobiliárias permaneceram fortes ao longo do dia. Santos acrescentou 1,2%, Yancoal subiu 4,9%, Origin Energy subiu cerca de 3% e Woodside Energy avançou 1,3%. Entre as mineradoras, BHP subiu 0,2%, Fortescue Metals adicionou 0,4% mas Rio Tinto fechou em baixa de 0,3%.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 0,8%.

Nesta semana, vários países da Ásia divulgarão dados de inflação.

EUROPA: As bolsas europeias operam em baixa nesta segunda-feira, iniciando o último trimestre do ano, com a maioria dos países europeus entregando PMIs de manufatura abaixo do esperado.

O índice Stoxx 600 cai 1% no fim da sessão matinal, com as ações do setor financeiro liderando as perdas, enquanto as ações de petróleo e gás sobem com movimentos acentuados nos preços do petróleo após relatos de que a Opep+ está considerando um corte na produção de petróleo de mais de um milhão de barris por dia, citando fontes, numa tentativa de fazer frente à fraqueza da demanda global.

Na parte de baixo do pan-índice, as ações do Credit Suisse caem 11% na segunda-feira, com o nervosismo do mercado sobre a posição de capital do banco suíço persistindo após aumento nos swaps de crédito ou indimplência. O swap de inadimplência de crédito de 5 anos aumentou na sexta-feira para 250, um nível comum para uma empresa, mas alto para um grande banco e o pior nível do Credit Suisse desde 2009. Em termos de comparação, o swap de crédito-default de 5 anos do UBS ficou em 126 e Goldman Sachs foi de 143, segundo dados da IHS Markit. O CDS do governo de 5 anos da Suíça estava em 7. O Credit Suisse perdeu dinheiro por três trimestres seguidos. Ele emprestou para a Archegos Capital Management de Bill Hwang e perdeu US$ 5,5 bilhões depois que o fundo famililar entrou em colapso, além de relacionar com os fundos falidos da cadeia de suprimentos Greensill Capital do financista Lex Greensill, que o Credit Suisse diz que pode levar cinco anos para desvencilhar dos processos judiciais. Na segunda-feira, adiou um aumento de capital planejado para um fundo imobiliário, citando volatilidade no mercado de fundos imobiliários suíços. Na sexta-feira, a Reuters havia informado que o CEO do Credit Suisse, Ulrich Koerner, disse à equipe em um memorando interno que o capital e a liquidez do banco eram sólidos. O Credit Suisse deve anunciar o resultado de sua revisão estratégica em 27 de outubro, ou seja, o banco estará buscando tomar "medidas para fortalecer a franquia de gestão de patrimônio, transformar o banco de investimento em um negócio bancário de capital menor, orientado por consultoria de negócios de mercados mais focados, avaliar opções estratégicas para o negócio de produtos securitizados, o que inclui a atração de capital de terceiros, bem como reduzir a base de custos absolutos do grupo para abaixo de 15,5 bilhões de francos (US$ 15,7 bilhões) no médio prazo".

O alemão DAX 30 cai 0,7%, o francês CAC 40 perde 1,1% e o FTSE MIB da Itália recua 0,4%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,3% e o português PSI 20 contraria a tendência regional e sobe 0,8%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,8%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 0,2%, Antofagasta recua 0,8%, BHP tomba 1,4% e Rio Tinto recua 0,7%. A petrolífera British Petroleum sobe 2,1%.

A libra britânica sobe na manhã de segunda-feira com relatos de que o governo do Reino Unido promoverá uma revisão na política fiscal, como a abolição do plano de corte de impostos como sobre cidadãos de alta renda. A libra esterlina ganhou 0,8% em relação ao dólar, sendo negociada a cerca de US$ 1,1250 logo, levando a libra de volta ao nível visto anterior ao anúncio do ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, de uma série de cortes de impostos amplamente criticados em 23 de setembro.

A inflação anual turca atinge nova alta acima de 80%, enquanto o presidente Erdogan promete continuar cortando as taxas de juros.

Na estreia no mercado na SIX Swiss Exchange, em Zurique, a Accelleron afunda mais de 12%, depois que a antiga unidade de turboalimentação ABB foi desmembrada pela empresa de automação suíça.

EUA: Os futuros dos índices de ações seguem misturados na manhã de segunda-feira, depois que Wall Street encerrou outro trimestre negativo e o S&P 500 e o Dow Jones Industrial Average terminaram seu pior mês desde março de 2020.

A sexta-feira encerrou o mês de setembro e o terceiro trimestre negativos para os principais índices. Na última sessão da semana passada, o Dow caiu 500,10 pontos, ou 1,71%, em 28.725,51 pontos, fechando abaixo de 29.000 pontos pela primeira vez desde novembro de 2020. O S&P 500 caiu 1,51%, fechando em 3.585,62 pontos, enquanto o Nasdaq Composite também caiu 1,51%, fechando em 10.575,62 pontos.

O Dow caiu 8,8% em setembro, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite perderam 9,3% e 10,5%, respectivamente. Todos os três índices registraram sua sexta semana negativa em sete. No trimestre, o Dow caiu 6,66% para registrar uma sequência de três trimestres de perdas pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2015. Tanto o S&P quanto o Nasdaq Composite caíram 5,28% e 4,11%, respectivamente, para também terminar seu terceiro trimestre negativo consecutivo pela primeira vez desde 2009.

Começando o quarto trimestre, todos os setores do S&P 500 estão com pelo menos 10% de desconto em suas máximas de 52 semanas. Nove setores encerraram o trimestre em território negativo. O setor de consumo discricionário teve o melhor desempenho, registrando ganhos de mais de 4,1%. Segundo analistas, a inflação elevada e a intenção do Federal Reserve de interromper a alta dos preços, independentemente do que isso signifique para a economia, provavelmente continuarão a pesar nos mercados, mas as condições de sobrevenda, no entanto, também tornam o mercado vulnerável a uma forte recuperação de curto prazo com boas notícias.

Historicamente em setembro, o S&P 500 registrou 12 vezes uma queda de 7% ou mais no mês desde 1928, de acordo com dados do Dow Jones Market Data. O Dow caiu 7% ou mais, 14 vezes desde 1928 e o Nasdaq Composite sofreu uma queda de 9% ou mais, em sete vezes desde 1986. De acordo com padrões sazonais, os dados do Dow Jones Market constataram que após uma queda de 7% ou maior em setembro, o S&P 500 sobe 0,53% em média em outubro e vê ganho médio de 1,81%. Isso é melhor que a média para os outros meses de outubro, de alta de 0,47% e a media em 1,03%. Outubro é positivo após uma perda de setembro de 54,55% no ano, contra 57,45% para todos os outros meses de outubro. Muitos estrategistas estão céticos com a reputação de outubro como "assassino de ursos". Eles argumentam que um ambiente macroeconômico dominado pelos bancos centrais apertando agressivamente a política monetária em uma tentativa de retirar a inflação provavelmente ofuscará fatores sazonais favoráveis. Outubro também está associado à quedas históricas do mercado, incluindo as de 1987 e 1929. O S&P 500 despencou quase 17% em outubro de 2008, após uma queda de 9,1% em setembro, na esteira do colapso do Lehman Brothers.

Na agenda econômica, os dados do PMI de fabricação do Markit e ISM devem ser divulgados na segunda-feira, às 10h45 e 11h00, respectivamente. Os gastos com construção também sairá às 11h00.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro caem na segunda-feira, enquanto os investidores aguardam a divulgação dos dados do Purchasing Managers’ Index (PMI) para o setor manufatureiro, que dará aos investidores uma visão sobre o crescimento da atividade fabril, que nos últimos meses estiveram em níveis baixos, próximos aos observados durante a pandemia de Covid em 2020. Os dados do PMI de manufatura medem a quantidade de bens produzidos e, portanto, refletem se a demanda aumentou ou enfraqueceu, fornecendo "insights" sobre como a economia está se saindo à medida que a inflação continua a subir. O Tesouro de 10 anos caia 1 ponto-base para 3,7926% por volta das 5h30, enquanto o rendimento do Tesouro de 2 anos, que é sensível à política do Fed, era de 4,2022%, uma queda de menos de um ponto-base. Os rendimentos e preços tem uma relação inversa. Um ponto-base equivale a 0,01%.

Vários palestrantes do Federal Reserve também devem tecer seus comentários nesta semana. Na semana passada, as autoridades do alto escalão do Fed adotaram um tom agressivo e indicaram amplamente que continuariam a combater a inflação persistentemente alta aumentando as taxas de juros. Isso levantou preocupações sobre uma recessão entre alguns investidores que temem que o banco central esteja elevando as taxas rápido demais. John Williams, presidente do Federal Reserve Bank of New York falará hoje às 16h10.

De acordo com o rastreador do New York Times, a média de sete dias para novos casos de COVID continua caindo nos EUA, para 46.696 no domingo. Isso é 24% mais baixo em relação à duas semanas atrás e o menor total desde 24 de abril. Havia apenas 12 estados americanos vendo os casos aumentarem nas últimas duas semanas, com Rhode Island subindo 19% e Massachusetts com um aumento de 15%. As internações caíram 12% de duas semanas atrás para 27.990, o menor total desde 1º de junho. Enquanto isso, a média diária de mortes relacionadas ao COVID caiu 9% de duas semanas atrás para 405, mas se manteve acima de 400 por dia nas últimas duas semanas.

CRIPTOMOEDAS: A maior criptomoeda por capitalização de mercado cai ligeiramente nos primeiros dias do mês de outubro, historicamente um mês forte para as criptomoedas, enquanto setembro é historicamente fraco.

O Bitcoin cai 0,5% nas últimas 24 horas, sendo negociado acima de US $ 19.100, próximo do preço registrado no início do fim de semana. A maior criptomoeda por capitalização de mercado subiu brevemente acima de US $ 20.000 na semana passada antes de recuar para a faixa negociada durante grande parte do mês passado.

O Ether recentemente mudou de mãos um pouco abaixo de US $ 1.300, um desconto de aproximadamente 1,2% em relação ao dia anterior. A segunda maior criptomoeda passou grande parte das últimas duas semanas negociando confortavelmente acima deste nível.

Bitcoin: -0,52%, em US $ 19.161,30
Ethereum: -1,20%, em US $ 1.292,32
Cardano: -1,83%
Solana: -1,37%
Dogecoin: -0,82%
Terra Classic: -4,18%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,50%
SP500: +0,32%
NASDAQ: -0,10%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +0,07%
Brent: +4,00%
WTI: 4,18%
Soja: +0,09%
Ouro: +0,04%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 29/09/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As ações na Ásia-Pacífico subiram na quinta-feira, na sequência de uma recuperação em Wall Street depois que o Banco da Inglaterra anunciou que interviria no mercado de títulos e câmbio para estabilizar a crise financeira em ascensão.

O Nikkei do Japão avançou 0,95% para 26.422,05 pontos.

Na Coreia do Sul, o Kospi fechou em alta de 0,08%, em 2.170,93 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composite caiu 0,13%, a 3.041,20 pontos e o Shenzhen Component fechou em alta de 0,18%, em 10.919,44 pontos. O Banco Popular da China alertou para apostas no yuan, em qualquer direção que seja, após seu rápido declínio em relação ao dólar americano nesta semana. Em um comunicado em seu site na quarta-feira disse: “Não aposte contra uma valorização ou depreciação unilateral da taxa de câmbio do renminbi”. Isso é baseado em uma leitura de um discurso do vice-governador Liu Guoqiang em uma reunião por videoconferência sobre o câmbio naquele dia.

O índice Hang Seng de Hong Kong apagou os ganhos iniciais e caiu 0,98%, em 17.081,50 pontos, com o índice Hang Seng Tech caindo 1,79%.

O S&P/ASX 200 da Austrália saltou 1,44%, para 6.555,00 pontos, seu maior ganho em três meses. Todos os 11 setores terminaram o dia no verde, com o setor de energia liderando os ganhos. Woodside Energy adicionou 3,1%, Santos ganhou 2,3% e Whitehaven Coal subiu 4,5%. No setor de mineração, o peso-pesado BHP subiu 2,5%, Fortescue Metals aumentou 2% e Rio Tinto subiu 1%. O setor financeiro, altamente ponderado no índice, também avançou com todos os quatro grandes bancos fechando em território positivo.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão fechou praticamente estável no final da sessão.

EUROPA: As bolsas europeias operam em baixa nesta quinta-feira, depois que a intervenção do Banco da Inglaterra para acalmar os mercados aparentemente desapareceu.

Os mercados globais viram outro dia de negociação volátil na quarta-feira, com as ações sendo negociadas em queda acentuada à medida que os mercados globais vendiam devido preocupações econômicas em torno da inflação e das perspectivas de crescimento. Enquanto isso, a turbulência do mercado atingia o Reino Unido desencadeado pelo chamado “mini-orçamento" do novo governo, levando o Banco da Inglaterra a suspender o planejado início de venda de ouro na próxima semana e começar a comprar temporariamente títulos de longo prazo para acalmar o caos de mercado. Os investidores ficaram desapontados com planos do governo de 45 bilhões de libras ou US$ 48 bilhões em cortes de impostos sem reduções de gastos, em um esforço para ajudar a estabilizar seus mercados financeiros e a libra esterlina, marcando uma mudança radical em relação ao movimento agressivo de aperto que muitos bancos centrais globais empreenderam para lidar com a inflação crescente. O Banco da Inglaterra disse que compraria títulos nas próximas duas semanas para estancar o deslizamento nos preços e o banco central alertou anteriormente que a queda da confiança na economia representava um "risco material para a estabilidade financeira do Reino Unido".

O pan-europeu Stoxx 600 cai 1,6% no meio da manhã, com as montadoras de automóveis liderando as perdas.

O alemão DAX 30 cai 0,8%. As ações da Porsche sobem quase 2% acima de seu preço de IPO em sua estreia no mercado de ações na quinta-feira, no que está sendo anunciado como uma das maiores ofertas públicas da Europa.

Enquanto isso, o francês CAC 40 cai 1,1% e o índice FTSE MIB da Itália recua 0,9%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 1,2% e o português PSI 20 perde 0,6%.

Em Londres, o FTSE 100 cede 1,1%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American e BHP sobe 0,1%, enquanto Antofagasta perde 0,2% e Rio Tinto recua 0,4%. A petrolífera British Petroleum cai 0,4%.

A libra esterlina caiu para mínimas recordes em relação ao dólar americano nos últimos dias e cai mais uma vez na manhã de quinta-feira para negociar pouco abaixo de US$ 1,08.

O indicador de sentimento econômico da Comissão Europeia, que agrega pesquisas de confiança de empresas e consumidores, caiu de 97,3 em agosto para 93,7 em setembro, seu ponto mais baixo desde novembro de 2020. A confiança despencou em todos os setores econômicos em meio a um amplo aumento nas expectativas de inflação, apesar do compromisso do Banco Central Europeu de aumentar as taxas de juros para conter a alta dos preços.

EUA: Os futuros dos índices de ações caem na manhã de quinta-feira, à medida que o impacto positivo nos mercados de títulos por conta da intervenção do Banco da Inglaterra começou a desaparecer e os rendimentos voltaram a subir.

Durante as negociações regulares de quarta-feira, o Dow Jones ganhou 548,75 pontos, ou 1,88%, para 29.683,74 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 1,97%, para 3.719,04 pontos, após atingir uma nova baixa do mercado de baixa na terça-feira. Ambos os índices quebraram uma sequência de seis dias de quedas. O Nasdaq Composite subiu 2,05%, fechando em 11.051,64 pontos.

Segundo analistas, isso aconteceu porque o mercado está bastante sobrevendido e os compradores entraram em cena. O rali de quarta-feira colocou os principais índices no caminho para registrar pequenos ganhos para a semana, mas eles devem coroar o pior mês desde junho. Faltando apenas dois dias para finalizar o mês de setembro, o Nasdaq Composite lidera as perdas mensais, com queda de cerca de 6,5%, enquanto o Dow e o S&P caem 5,8% e 5,9%, respectivamente.

Em uma base trimestral, o Nasdaq está a caminho de quebrar uma sequência de dois trimestres de perdas, enquanto o Dow está caminhando para sua terceira perda trimestral consecutiva pela primeira vez desde o terceiro trimestre de 2015. O S&P está a caminho de seu terceiro trimestre consecutivo de baixa pela primeira vez desde a sequência negativa de seis trimestres, quando encerrou o primeiro trimestre de 2009.

Durante a madrugada, o rendimento dos títulos do tesouro recuperava à medida que as preocupações com a inflação ressurgiam. O rendimento do Tesouro de 10 anos subia 13 pontos-base, para 3,8420%. Durante a sessão de quarta-feira, despencou 25 pontos-base após romper brevemente a marca de 4%, quando marcou a maior queda diária desde 2020. A nota do Tesouro de 2 anos, sensível à política do Fed subiu 11 pontos-base para 4,2048%. Os rendimentos e os preços tem uma relação inversa e um ponto-base equivale a 0,01%.

Na agenda econômica, as solicitações iniciais de seguro-desemprego para a semana que termina em 24 de setembro, será divulgado às 9h30. A leitura final da taxa de crescimento do PIB do segundo trimestre e do índice de preços do PIB também serão divulgados no mesmo horário, fornecendo detalhes sobre o crescimento econômico.

Enquanto isso, está previsto mais discursos de líderes do Federal Reserve. James Bullard, presidente do Federal Reserve Bank de St. Louis discursará às 10h30 e Loretta Mester, presidente do Federal Reserve Bank de Cleveland falará às 14h00

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas voltam a subir após recentes quedas que fazem buscar o segundo mês seguido de baixa em setembro, seguindo descoladas em relação aos ativos digitais dos mercados de ações.

O Bitcoin sobem mais de 2% nas últimas 24 horas, sendo negociado acima de US $ 19.400, enquanto o Ethereum avança 2,9%, acima de US $ 1.300.

Faltando 2 dias para o mês de setembro terminar, o Bitcoin acumula uma desvalorização de 3% após baixa de 14% em agosto. O Ethereum cede 14% em setembro, mês marcado pela atualização conhecida como "The Merge", após ter recuado 7,5% em agosto.

Bitcoin: +2,52%, em US $ 19.479,00
Ethereum: +2,93%, em US $ 1.339,77
Cardano: +1,13%
Solana: +3,44%
Dogecoin: +1,03%
Terra Classic: -1,95%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: -0,69%
SP500: -0,93%
NASDAQ: -1,23%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +0,77%
Brent: +0,38%
WTI: +0,43%
Soja: +0,06%
Ouro: -0,78%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 28/09/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira depois de um dia errático em Wall Street que terminou com o S&P 500 estabelecendo uma nova baixa em 2022, à medida que os mercados aumentam a possibilidade de uma possível recessão.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 3,60%, em 17.217,50 pontos, liderando as perdas regionais, com seu índice Hang Seng Tech caindo 3,88%.

Na China continental, o Shanghai Composite caiu 1,58%, a 3.045,07 pontos e o Shenzhen Component caiu 2,47%, a 10.899,70 pontos.

O Kospi na Coreia do Sul caiu 2,45%, para 2.169,29 pontos.

O Nikkei do Japão fechou em baixa de 1,50%, a 26.173,98 pontos. Segundo ata da reunião de julho do Banco do Japão, a inflação ao consumidor, excluindo alimentos frescos, deve aumentar este ano. Alguns membros disseram que é improvável que a inflação, excluindo alimentos frescos e energia, atinja 2% dentro do período de projeção. A leitura do IPC em agosto foi de 1,6%. Um membro do conselho do BOJ disse que a pressão de queda sobre o iene pode ser aliviada se uma desaceleração na economia global levar a um declínio na inflação e nas taxas de juros em todo o mundo mas outro membro disse que o iene pode até se valorizar se a economia global enfrentar mais choques na economia.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,53%, para 6.462, seu menor fechamento desde 20 de junho. Entre as mineradoras, BHP subiu 0,6%, mas Fortescue Metals e Rio Tinto fecharam em baixa de 2,1% e 0,4%, respectivamente. Ações de produtoras de carvão estavam entre os mais fortes do mercado após uma atualização na perspectiva de preços para o carvão térmico. Coronado Global Resources subiu 5,9% e Whitehaven Coal subiu 3,9% depois que analistas pediram aos acionistas que votassem a favor de seu maciço esquema de recompra de ações. A produtora de ouro Ramelius Resources subiu 5,7% e a produtora de petróleo Santos caiu 2%.

As vendas no varejo australiano subiram pelo oitavo mês consecutivo em agosto, em um sinal de que as famílias ainda estão gastando mais, apesar do rápido aumento das taxas de juros. As vendas avançaram 0,6% em relação a julho, mais do que os 0,4% esperados pelos economistas, mostraram dados do Bureau of Statistics australiano nesta quarta-feira.

O índice MSCI Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 2,32%, atingindo o nível mais baixo desde março de 2020.

As moedas asiáticas também seguiram rumo-sul. O índice do dólar americano valorizou 0,33%, sendo negociado a 114,47 durante a sessão asiática. O yuan chinês offshore e onshore foi negociado a 7,2 em relação ao dólar, pairando nos níveis mais fracos desde o início de 2008 e a rupia indiana também marcou um recorde de baixa.

EUROPA: As bolsas europeias abriram em forte queda mas recupera das perdas ainda no fim da sessão matinal nesta quarta-feira, após os mercados globais serem liquidados por conta de preocupações em torno da inflação e das perspectivas de crescimento.

O pan-europeu Stoxx 600 abriu em queda de 1,9%, mas diminui as perdas no final da manhã para uma baixa de 0,50%, com bancos e ações de seguros liderando as perdas.

O alemão DAX 30 cai 0,6%, o francês CAC 40 perde 0,5% e o FTSE MIB da Itália tomba 0,7%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,6% e o português PSI 20 recua 0,9%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,4%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 0,3%, Antofagasta recua 0,9%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto caem 0,4% cada. A petrolífera British Petroleum recua 0,6%.

Os rendimentos dos "gilts" de 20 e 30 anos no Reino Unido ultrapassaram a marca de 5% na quarta-feira, com a continuidade da extraordinária liquidação no mercado de renda fixa do Reino Unido. Os rendimentos dos títulos se movem inversamente aos preços. O chamado “mini-orçamento” do novo governo provocou na sexta-feira uma onda de vendas nos mercados de renda fixa britânicos, com os rendimentos do ouro agora definidos para sua maior alta mensal desde pelo menos 1957, de acordo com uma análise da Refinitiv.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, novas medidas econômicas estabelecidas pelo governo do Reino Unido “provavelmente aumentarão a desigualdade”, enquanto o pacote fiscal, que incluiu cortes de impostos para os mais ricos do Reino Unido, visa ajudar famílias e empresas a lidar com o choque energético. O FMI “não recomenda pacotes fiscais grandes e não direcionados neste momento”, disse um porta-voz em comunicado na terça-feira.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA continuam uma sessão errática nesta quarta-feira. Abriram em alta no início das negociações às 19h00 de ontem, mas inverteram a curva, passando a cair durante a madrugada, mas buscam pisar em território positivo nas negociações da manhã, depois que um rali de alívio falhou durante o horário normal de negociação de terça-feira e o S&P 500 atingiu uma nova baixa intradiária para o ano, à medida que as preocupações com o aumento dos rendimentos dos títulos continuam a suprimir o apetite de risco dos investidores.

Durante a sessão de terça-feira, as bolsas devolveram um forte ganho inicial e o S&P 500 caiu abaixo de sua baixa intradiária de junho, que era o fundo anterior. O Dow e o S&P 500 fecharam em baixa pelo sexto dia consecutivo, enquanto o Nasdaq Composite fechou em alta de 0,25%. Todas os três principais índices estão agora em território de mercado em baixa. O S&P 500 caiu 0,21%, para 3.647,29 pontos, o Dow caiu 0,43%, para 29.134,99 pontos, enquanto o Nasdaq Composite fechou em alta de 0,25%, fechando em 10.829,50 pontos.

O S&P 500 caiu cerca de 8% em setembro e está em mercado de urso desde junho, quando havia caído mais de 20% abaixo de sua máxima de todos os tempos em 4 de janeiro. A queda do Dow na segunda-feira colocou-o na mesma situação do índice de referência e do Nasdaq.

Os bancos centrais em todo o mundo tem aumentado as taxas de juros em um esforço para tornar os empréstimos mais caros e esfriar a inflação mais quente em décadas. O Federal Reserve tem sido particularmente agressivo e tem elevado sua taxa de juros, que afeta muitos empréstimos de consumidores e empresas, novamente. Agora está em uma faixa de 3% a 3,25%. Estava praticamente em zero no início do ano. O Fed também divulgou uma previsão sugerindo que sua taxa de referência poderia ser de 4,4% até o final do ano, um ponto percentual completo maior do que o previsto em junho.

Várias métricas técnicas mostram que o mercado de ações pode estar sobrevendido, mas alguns analistas em Wall Street estão preocupados que os investidores não tenham precificado uma desaceleração dos lucros e o impacto dos aumentos das taxas do Federal Reserve. O S&P 500 quebrando sua baixa anterior é um indicador importante para alguns de que as ações podem cair ainda mais.

O rendimento dos Títulos do Tesouro de 10 anos, que influencia as taxas de hipotecas, superou brevemente 4% nesta quarta-feira, atingindo níveis não vistos desde 2008, com os mercados recebendo comentários de autoridades do Federal Reserve com tom amplamente "hawkish" sugerindo a muitos analistas e investidores que mais aumentos nas taxas de juros serão implementados. Esse sentimento foi ecoado durante a noite pela presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, que disse que o banco central estava “resoluto” em relação à redução da inflação. O presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, adotou um tom ligeiramente diferente na terça-feira, dizendo que estava preocupado com a possibilidade de as taxas serem elevados rapidamente e que ainda estava “cautelosamente otimista” sobre ser capaz de evitar uma recessão.

Por volta das 5h00, o rendimento da nota do Tesouro de 10 anos subia 3 pontos-base para 3,9945%. Durante a madrugada subiu para 4,019%. O rendimento do Título do Tesouro de 2 anos, sensível à política, caia 4 pontos-base para 4,2582%. Os rendimentos e os preços se movem em direções opostas. Um ponto base é igual a 0,01%.

Na quarta-feira, os investidores aguardam o relatório de comércio de mercadorias de agosto, às 9h30, enquanto terão uma visão atualizada do mercado imobiliário com vendas pendentes de casas de agosto às 11h00 e os estoques semanais de petróleo dos EUA sairá às 11h30.

Uma enxurrada de palestrantes do Fed devem entrar em ação nesta quarta-feira. James Bullard fala às 11h10 e o presidente do Federal Reserve Jerome Powell deve discursar às 11h15 em eventos independentes. Ainda endossa a lista, o presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, a governadora Michelle Bowman, o presidente do Fed de Richmond, Tom Barkin e o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans.

Os investidores estarão de olho na próxima rodada de ganhos corporativos para ter uma melhor noção de como as empresas estão lidando com a inflação. As empresas começarão a reportar seus últimos resultados trimestrais no início de outubro.

CRIPTOMOEDAS: Desde que o Federal Reserve elevou as taxas de juros dos EUA em 75 pontos-base na semana passada, o índice do dólar subiu 4%, enquanto o S&P 500 caiu 6,4% e a libra britânica caiu para uma baixa de todos os tempos contra o greenback. O Bitcoin, no entanto, permaneceu numa faixa entre US $ 18.000 e US $ 20.000.

Bitcoin e outras criptomoedas caem na manhã desta quarta-feira em meio a uma fuga mais ampla do mercado que exerceu mais pressão sobre ativos sensíveis ao risco. As criptomoedas recentemente mostraram relativa resiliência, mas essa narrativa desmoronava à medida que os tokens eram liquidadas mais rápido que as ações.

O Bitcoin cai 6% nas últimas 24 horas mas tenta se sustentar acima de US $ 18.750, aproximando precipitadamente perto de sua baixa anual de US $ 18.500. O maior ativo digital estava sendo negociado perto de US $ 20.500 na terça-feira em meio ao otimismo entre os "traders" de criptomoedas que o Bitcoin tinha atingido seu fundo neste mercado de urso.

As criptomoedas tem se mostrado correlacionadas com outros ativos sensíveis ao risco, caindo em conjunto com o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500 este ano, em meio a uma perspectiva macro sombria que amorteceu o apetite dos investidores por risco, mas recentemente, a força do Bitcoin veio mesmo diante da fraqueza das ações, com analistas de olho em indicadores fundamentais no mercado cripto sugerindo que os ativos digitais poderiam subir mais. Isso pode ser verdade, mas o maior risco para o Bitcoin continua sendo sua vulnerabilidade ao sentimento mais amplo do mercado e os tokens estavam mergulhando quarta-feira junto com índices de ações em todo o mundo.

O Ethereum, a segunda maior criptomoeda cai perto de 7%, para US$ 1.290, após avançar na sessão anterior.

Bitcoin: -6,31%, em US $ 18.949,60
Ethereum: -6,56%, em US $ 1.296,12
Cardano: -5,76%
Solana: -5,81%
Dogecoin: -4,45%
Terra Classic: +3,90%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,06%
SP500: -0,05%
NASDAQ: -0,40%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -0,49%
Brent: +0,78%
WTI: +0,79%
Soja: -0,26%
Ouro: +0,08%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.