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RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 11/10/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira.

O índice Taiex de Taiwan caiu 4,35%, para 13.106,03 pontos, na volta do feriado, com a fabricante peso-pesado de chips Taiwan Semiconductor Manufacturing Company caindo 7,1%. Suas ações estavam reagindo às notícias de controles de exportação dos EUA em tecnologia de ponta que visam limitar a capacidade da China de comprar e fabricar semicondutores avançados usados ​​em equipamentos militares.

Os mercados do Japão e da Coreia do Sul também retomaram as negociações após feriado na segunda-feira. Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 1,83%, para 2.192,07 pontos.

O Nikkei do Japão caiu 2,64% para 26.401,25 pontos. Segundo dados do Ministério das Finanças, o superávit em conta corrente do Japão em agosto encolheu para 58,9 bilhões de ienes (US$ 404 milhões), uma queda de 96,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Economistas esperavam um superávit de 121,8 bilhões de ienes em agosto. O superávit em conta corrente ficou em 229 bilhões de ienes em julho. As importações cresceram à um ritmo mais rápido do que as exportações, com o iene mais fraco fazendo com que os preços de importação subissem.

Índice Hang Seng de Hong Kong caiu 2,23%, fechando em 16.832,36 pontos e o índice Hang Seng Tech caiu 3,16%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 devolveu os ganhos iniciais e fechou em baixa de 0,34%, em 6.645,00 pontos, terminando no vermelho pelo terceiro dia consecutivo. As ações de energia foram o maior empecilho no mercado, à medida que os investidores buscavam lucrar com os ganhos recentes em todo o setor. Santos caiu 1,1% e Woodside Energy caiu 2,4%. Entre as mineradoras, BHP caiu 0,6%, Rio Tinto perdeu 1% e Fortescue Metals recuou 2,8%. O Índice de Consumo ANZ-Roy Morgan caiu 1,1% na semana passada, para seu nível mais baixo desde meados de agosto, apesar da taxa de 0,25 ponto percentual do Banco Central. O recuo foi impulsionada principalmente por uma queda de 3,2% na confiança entre aqueles que pagam hipoteca.

Na China continental, as bolsas contrariaram a tendência regional, com o Shanghai Composite ganhando 0,19% e o Shenzhen Component subindo 0,529%.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão caiu cerca de 2%.

EUROPA: Os mercados europeus recuam na terça-feira, com preocupações persistentes sobre as perspectivas de crescimento global e a possibilidade de mais aperto da política monetária por parte dos bancos centrais ao redor do mundo.

O índice pan-europeu Stoxx 600 cai 0,9% no final da manhã, com as ações de produtos químicos liderando as perdas, enquanto as ações de varejo operam em alta. Os mercados da região fecharam em baixa na segunda-feira, com a volatilidade continuando a abalar o sentimento dos investidores. Juntamente com as preocupações com aumentos das taxas de juros dos bancos centrais e seu impacto no crescimento econômico, os mercados da Europa também estavam observando os desenvolvimentos na Ucrânia depois que várias explosões atingiram o centro da capital da Ucrânia, Kiev.

O alemão DAX 30 cai 0,9%, o francês CAC 40 recua 0,7% e o FTSE MIB da Itália perde 1,4%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,9% e o português PSI 20 cede 1,1%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 1%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 3%, Antofagasta recua 3,9%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto caem 3,6% e 2,9%, respectivamente. A petrolífera British Petroleum cai 2,5%.

O Banco da Inglaterra anunciou nesta terça-feira uma expansão de sua operação emergencial de compra de títulos, enquanto busca restaurar a ordem no caótico mercado de títulos britânico. O banco central disse que ampliará as compras de títulos do governo do Reino Unido, conhecidos como "Gilts".

A taxa de emprego do Reino Unido caiu 0,3 pontos percentuais no período de junho a agosto, mas permaneceu robusta em 75,5%. A taxa de desemprego também caiu 0,3 ponto percentual, atingindo 3,5%, o nível mais baixo desde 1974 e o número de desempregados por vaga de emprego caiu para um mínimo recorde de 0,9. Enquanto isso, o número de pessoas que estavam economicamente inativas devido a doenças de longo prazo estava em alta.

Os números publicados na terça-feira pelo British Retail Consortium mostraram que as vendas no varejo aumentaram 2% em relação ao ano anterior. No entanto, o BRC disse que isso provavelmente se deve à inflação, já que os volumes de vendas total caíram e observou o enfraquecimento da confiança do consumidor.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem nesta terça-feira, apontando para o quinto dia de quedas, depois que o Nasdaq Composite fechou ontem em seu menor nível desde julho de 2020, com queda de 1,04%, a 10.542,10 pontos, por conta de quedas nas ações de semicondutores.

O S&P 500 caiu 0,75%, para 3.612,39 pontos, enquanto o Dow Jones Industrial Average caiu 0,32%, para fechar em 29.202,88 pontos.

Na segunda-feira, todos os 11 setores do S&P 500 fecharam com mais de 10% de desconto em relação às suas altas recentes. Os serviços de comunicação estão mais de 41% abaixo da máxima de 52 semanas. Tecnologia da informação, bens de consumo discricionários e imóveis estão com mais de 33% de desconto ante suas altas recentes. Setor financeiro e commodities caíram mais de 23% e o setor industrial, mais de 20%.

O apetite ao risco dos investidores continuou a ser esmagado por preocupações com o desejo do Federal Reserve de combater a inflação desenfreada com custos de empréstimos ainda mais altos que pode prejudicar a atividade econômica e reduzir os ganhos corporativos.

Os investidores avaliaram os comentários do CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, que alertou que os EUA provavelmente entrariam em recessão nos próximos “seis a nove meses” e disse que o S&P 500 pode cair mais 20% dependendo se o Federal Reserve projetar uma queda suave ou um pouso forçado para a economia. O benchmark já caiu 24,2% até agora em 2022. O Nasdaq Composite caiu 32,6% no mesmo período e está no menor nível desde julho de 2020.

Essas observações vieram antes do início da temporada de lucros do terceiro trimestre e antes de importantes dados de inflação, como o relatório de preços ao produtor que sairá na quarta-feira, do índice de preços ao consumidor para setembro na quinta-feira e as vendas do varejo na sexta-feira. Os investidores focam apenas em como o Federal Reserve reagirá à economia enquanto trabalha para esfriar a inflação.

Os rendimentos do Tesouro dos EUA foram negociam em alta nesta terça-feira. O rendimento da nota do Tesouro de 10 anos subia 6 pontos-base, sendo negociado a 3,9531% por volta das 6h30. O rendimento do Tesouro de 2 anos, mais sensível à política do Fed, subia 2 pontos-base para 4,3329%. O rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos subia 7 pontos-base para 3,9173%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e um ponto base é igual a 0,01%.

O recuo no mercado dos títulos dos EUA parece estar acelerando à medida que o Fed aumenta o ritmo em que planeja vender títulos do Tesouro de seu balanço patrimonial. Os títulos do Reino Unido também apresenta um recuo dramático, já que o movimento de emergência do Banco da Inglaterra para comprar mais "gilts" não consegue acalmar os mercados.

O dólar DXY é impulsionado fortemente para cima por conta do ciclo relativamente agressivo de aumento de taxas do Fed e a força do dólar é vista como mais um vento contrário para os ganhos das multinacionais dos EUA.

O JPMorgan Chase, juntamente com o Citigroup e Morgan Stanley darão o pontapé inicial da temporada de lucros corporativos do terceiro trimestre na sexta-feira. Analistas esperam que os ganhos agregados ao S&P 500 cresçam 4,5% no período, embora grande parte disso seja impulsionado por um ganho esperado de 6,3% para as ações de energia, de acordo com a Refinitiv. A previsão é que os ganhos do setor financeiro caia 1,6%.

O Índice de Otimismo para Pequenas Empresas da NFIB (Federação Nacional de Empresas Independentes) divulgado nesta terça-feira ficou em 92,1, como esperado mas acima da leitura anterior de 91,8. Enquanto isso, o Fed de Nova York divulgará sua Pesquisa de Expectativas do Consumidor, que fornece uma visão sobre as expectativas do consumidor para a inflação geral e preços de alimentos, habitação e energia, bem como perspectivas sobre salários e empregos.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas recuam nesta terça-feira, pois o mesmo sentimento que está freando a demanda por ações continua a segurar os ativos digitais, porém, mais volatilidade é esperada para este mês devido a espera da divulgação de vários dados de inflação dos EUA.

A divulgação na quinta-feira do índice de preços ao consumidor dos EUA, uma medida de inflação observada de perto, está nos níveis mais altos em 40 anos. O Federal Reserve apertou agressivamente as condições financeiras este ano em uma tentativa de controlar os preços crescentes, aumentando as taxas de juros a tal ponto de elevar a perspectiva de recessão e diminuir a demanda por ativos sensíveis ao risco.

Diante desse cenário macro sombrio, as criptomoedas estão cada vez mais correlacionadas com as ações, caindo em conjunto com os índices Dow Jones Industrial Average e S&P 500. Embora parte dessa correlação tenha desaparecido em setembro, além da relativa volatilidade do Bitcoin, os ativos digitais permanecem no mesmo caminho turbulento que o mercado de ações, com indicadores econômicos como a inflação e o relatório de empregos sendo grandes catalisadores.

Há um grupo de analistas que enxerga a recente falta de volatilidade nas criptomoedas como um sinal de que um grande evento de volatilidade está à frente. Essa narrativa foi reforçada por sinais de que os "traders" se posicionam em derivativos cripto, onde em mercado mais líquido como o Bitcoin existe os futuros perpétuos do Bitcoin. Os derivativos cripto são normalmente negociados com alavancagem, ou dinheiro emprestado, o que pode exacerbar oscilações de preços em qualquer direção quando o mercado se move.

Segundo os mesmos observadores, tanto o Bitcoin quanto o Ethereum abriram posições, sugerindo que um capital fresco está entrando nos mercados de criptomoedas, apesar da incerteza contínua. Estas posições referem-se ao número total de contratos de derivativos em aberto.

O Bitcoin cai 1% nas últimas 24 horas, buscando se sustentar acima de US $ 19.100. A maior criptomoeda está agora firmemente na extremidade inferior da faixa entre US $ 19.000 a US $ 24.000 que vem desde a venda maciça em meados de junho e um movimento abaixo de US $ 19.000 pode levar o Bitcoin perto das mínimas anuais abaixo de US $ 18.500.

O Ether, a segunda maior criptomoeda, cai 2%, sendo negociado a US $ 1.280.

Bitcoin: -1,26%, em US $ 19.083,80
Ethereum: -2,03%, em US $ 1.283,23
Cardano: -5,07%
Solana: -3,54%
Dogecoin: -2,06%
Terra Classic: -7,33%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: -0,46%
SP500: -0,57%
NASDAQ: -0,58%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,50%
Brent: -2,03%
WTI: -2,30%
Soja: 0,26%
Ouro: -0,01%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 10/10/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam em queda nesta segunda-feira, com as ações de fabricantes de chips em todo o mundo caindo depois que o presidente Joe Biden revelou novas restrições às exportações de semicondutores para a China.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 2,95%, fechando em 17.216,66 pontos e liderando as perdas regionais. A maior fabricante de chips da China,
a Semiconductor Manufacturing International Corporation caiu até 5,23%, enquanto a Hua Hong Semiconductor despencou mais de 10% e Shanghai Fudan Microelectronics Company afundou 24,6%. O índice Hang Seng Tech caiu 3,98%. O peso pesado Meituan caiu 6,71%.

Na China continental, o Shanghai Composite perdeu 1,66% para 2.974,15 pontos em seu primeiro dia de negociação após o feriado da Golden Week, enquanto o Shenzhen Component caiu 2,38% para 10.522,12 pontos. O índice CSI 300, que acompanha as 300 maiores ações listadas no continente, caiu 2,21%, para 3.720,94 pontos. O PMI de serviços da Caixin chegou a 49,3 em setembro, de acordo com um relatório publicado no sábado, uma queda acentuada em relação a 55 em agosto. A marca de 50 pontos separa crescimento de contração. As restrições de Covid pelo país fizeram com que a atividade de serviços na China contraísse em setembro pela primeira vez desde maio, disse o relatório. "As empresas relataram uma diminuição da atividade devido medidas governamentais para conter o vírus e pesaram sobre a demanda em setembro".

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 1,62%, a segunda queda diária consecutiva, fechando em 6.667,80 pontos. Todos os setores fecharam no vermelho. As ações de mineração, ainda que amplamente em baixa, tiveram um impulso com o aumento dos futuros de minério de ferro à medida que a China retornava de sua pausa de uma semana da Semana Dourada. Os investidores estarão procurando ver se a China pode estimular sua economia e impulsionar o setor de recursos à medida que o Partido Comunista governante inicia seu 20º Congresso Nacional no domingo. BHP subiu 0,2%, Rio Tinto subiu 1,3%, enquanto Fortescue Metals avançou 2,4%. As petrolíferas Santos e Woodside Energy caíram 1,1% e 0,7%, respectivamente.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão foi negociado 1,88% menor.

Os mercados do Japão, Coreia do Sul, Taiwan e Malásia fecharam devido feriados na segunda-feira.

Nesta semana, o Banco da Coreia anunciará sua decisão sobre a taxa de juros, Cingapura deve anunciar sua estimativa de PIB para o terceiro trimestre e a China divulgará dados da inflação.

EUROPA: Os mercados europeus seguem erráticos na segunda-feira, com a volatilidade persistindo em meio à preocupações com o crescimento econômico e o aperto da política monetária por parte dos bancos centrais ao redor do mundo.

Juntamente com preocupações com os aumentos das taxas de juros dos bancos centrais e seu impacto no crescimento econômico, os mercados na Europa também estão observando os desenvolvimentos na Ucrânia, onde a guerra está mostrando sinais de escalada. Múltiplas explosões atingiram o centro de Kiev, capital da Ucrânia, na segunda-feira. Putin diz que os ataques foram uma retaliação por conta do ataque à ponte Kerch, que liga a Rússia à Crimeia.

O pan-europeu Stoxx 600 atingiu brevemente a mínima de uma semana na manhã de segunda-feira, caindo mais de 0,8% antes de recuperar parte de suas perdas e opera em baixa de 0,2% no final da sessão matinal, com ações do setor de alimentos e bebidas recuando, enquanto ações de varejo aumentam.

O alemão DAX 30 sobe 0,6%, enquanto o francês CAC 40 e o FTSE MIB da Itália recuam 0,3% e 0,2%, respectivamente.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,3% e o português PSI 20 perde 0,7%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,3%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 0,9%, Antofagasta recua 0,1%, BHP perde 0,5%, mas Rio Tinto avança 0,6%. A petrolífera British Petroleum cai 0,9%.

O ministro das Finanças do Reino Unido, Kwasi Kwarteng, antecipará a apresentação de seu plano fiscal de médio prazo, para 31 de outubro, três semanas antes do programado anteriormente. O anúncio do controverso “mini-orçamento” de 23 de setembro assustaram os mercados levando a libra para mínimas históricas e forçando o Banco da Inglaterra a intervir no mercado de títulos em 28 de setembro em um programa de compra emergencial de duas semanas para títulos do governo do Reino Unido de longo prazo, com objetivo de proteger os fundos de investimento orientado por passivo (LDI) de um colapso iminente. O Banco da Inglaterra deve introduzir mais medidas de liquidez, pois busca garantir a estabilidade financeira no Reino Unido, incluindo o aumento do tamanho de seus leilões diários para permitir mais espaço para compras antes do prazo de sexta-feira.

O indicador Sentix, que mede o sentimento do investidor na Zona do Euro, atingiu -38,3 pontos em outubro, o menor desde maio de 2020. A Alemanha caiu pela quarta vez consecutiva e marcou nova baixa histórica. O sentimento tem piorado com piora das incertezas da crise energética no continente por conta da aproximação do inverno, especialmente após as noticias de possível sabotagem nos gasodutos Nord Steam, além da crescente probabilidade de uma escalada do conflito na Ucrânia.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA operam em queda na manhã de segunda-feira, com os mercados saindo de uma semana tumultuada enquanto os investidores focam nos principais relatórios que chegarão nesta semana que podem trazer "insights" sobre a saúde da economia dos EUA.

A primeira metade da semana trouxe um alívio, levando o S&P 500 a subir mais de 5% em seu maior ganho de dois dias desde 2020, mas os dados de empregos que os economistas dizem que manterão o Federal Reserve no caminho de continuar aumentando as taxas de juros e a decisão da OPEP+ de reduzir a oferta de petróleo abalaram os investidores, derrubando o mercado no final da semana.

Quando as negociações terminaram na sexta-feira, o S&P subia 1,5% em comparação com o início da semana. O Dow e o Nasdaq subiram 1,5% e 0,7%, respectivamente na semana. Ainda assim, Dow, S&P 500 e Nasdaq tiveram a primeira semana positiva nas últimas quatro. Todos permanecem com substancial queda até agora em 2022, enquanto o Nasdaq está a menos de 1% de sua baixa de 52 semanas.

Na sexta-feira, o rendimento da nota do Tesouro de 10 anos encerrou a sessão em 3,888%, subindo menos de um ponto-base após alguns dias voláteis na semana passada. O rendimento do Tesouro de 2 anos, mais sensível à política do Fed, ficou em 4,312%, também ganhando menos de um ponto-base.

Analistas apontam que a direção dos mercados de ações provavelmente apontará para mais baixas "porque ou a economia e os lucros corporativos vão desacelerar significativamente ou o Fed terá que aumentar ainda mais as taxas e mantê-las altas por mais tempo” e que é prudente começar a preparar para uma recessão”. “A conversa de uma recessão superficial que agora é a narrativa atual está estranhamente semelhante à narrativa de ‘a inflação é transitória’ do ano passado".

A semana passada trouxe maiores preocupações com os lucros corporativos mostrando o lado negativo de um dólar em alta, depois que a Levi Strauss recentemente cortou o seu "guidance" devido a queda nas vendas internacionais.

A inflação também será o centro das atenções com a chegada de novos dados mensais do Índice de Preços ao Consumidor na manhã de quinta-feira,

Os observadores do mercado geralmente consideram a próxima semana como o início da temporada de resultados, com quatro dos maiores bancos do mundo, o JPMorgan, Wells Fargo, Morgan Stanley e Citi divulgando seus relatórios na sexta-feira. PepsiCo, Delta e Domino´s também reportarão na próxima semana.

O mercado de títulos está fechado na segunda-feira em observância ao Columbus Day.

Não são esperados lançamentos de dados econômicos nesta segunda-feira, mas vários palestrantes do Fed devem fazer discursos que podem fornecer mais informações sobre políticas futuras e impactar o mercado de ações e de títulos quando reabrir na terça-feira.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas recuam nesta segunda-feira, à medida que o sentimento por ativos sensíveis ao risco continua a deteriorar na esteira do relatório de empregos dos EUA na sexta-feira. Analistas recomendam aos detentores de criptomoedas que se preparem para mais volatilidade nos próximos dias por conta dos dados de inflação na lista de dados econômicos a serem divulgados.

O Bitcoin negociou acima de US $ 20.000 na semana passada antes de cair após a divulgação do relatório de empregos na sexta-feira. A maior moeda do mundo continuou a desmoronar no fim de semana e corre o risco de testar os US $ 18.500 se perder os US $ 19.000. O Bitcoin negocia abaixo de US $ 19.400 nesta segunda-feira.

O Bitcoin provou estar correlacionado com outros ativos sensíveis ao risco, como ações, em meio à perspectiva macro sombria de 2022, caindo ao longo dos últimos 10 meses em conjunto com o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500. O Federal Reserve apertou agressivamente as condições financeiras este ano diante da alta de inflação de várias décadas, elevando as taxas de juros, o que diminui a demanda por apostas de risco como o Bitcoin.

Analistas cripto viram algum enfraquecimento na correlação do Bitcoin com as ações nas últimas semanas, mas o "selloff" de sexta-feira em paralelo com as ações mostrou que se manteve firme, pelo menos para os dados econômicos mais importantes.

Analistas também alertaram sobre a falta de volatilidade nas criptomoedas em relação às ações. Enquanto as ações despencaram nas últimas semanas, as criptomoedas não oscilaram tão violentamente quanto antes e isso pode trazer mais volatilidade. Poderemos avaliar isso na quinta-feira.

O Ether, a segunda maior criptomoeda negocia acima de US$ 1.300.

Bitcoin: -0,62%, em US $ 19.366,50
Ethereum: -0,50%, em US $ 1.316,33
Cardano: -1,04%
Solana: -0,22%
Dogecoin: -1,34%
Terra Classic: +2,34%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: -0,01%
SP500: -0,04%
NASDAQ: -0,12%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +2,22%
Brent: -0,88%
WTI: -0,96%
Soja: +1,96%
Ouro: -1,31%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 06/10/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam de forma mista nesta quinta-feira, depois da interrupção do rali de dois dias de Wall Street, depois que a OPEP+ concordou em cortar 2 milhões de barris por dia para sustentar os preços.

O Nikkei do Japão ganhou 0,70%, para 27.311,30 pontos.

O Kospi na Coreia do Sul subiu 1,02% para 2.237,86 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou praticamente estável, acrescentando 0,03%, em 6.817,50 pontos. O setor de energia continuou seu rali, mas seu salto foi compensado por perdas em outros setores, com consumo discricionários e imobiliário. Woodside Energy e Santos negociaram em alta de 2,7% e 1,7%, respectivamente, à medida que os preços globais do petróleo saltavam depois que a OPEP+ desafiou os governos ocidentais ao decidir cortar drasticamente a produção para apoiar as recentes quedas nos preços do petróleo. Entre as mineradoras, BHP avançou 0,9%, Fortescue Metals adicionou 0,3% e Rio Tinto avançou 0,2%. Whitehaven Coal subiu 7,17% renovando uma nova alta, enquanto a Pilbara Minerals fechou em alta de 5,6%, após bater recorde de US$ 5,60;

Após subir 5,79% na quarta-feira quando liderou as altas regionais, o índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,42%, fechando em 18.012,15 pontos nesta quinta-feira.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão ganhou 0,37%.

Os mercados da China continental permanecem fechados por conta de feriados nesta semana.

EUROPA: As bolsas europeias operam com bastante volatilidade nesta quinta-feira.

O pan-europeu Stoxx 600 subia 0,4% no início da manhã, tendo reduzido pela metade seus ganhos da abertura. No fim do pregão matinal, o pan-índice cai 0,4%, com ações de viagens e lazer subindo, enquanto ações de petróleo e gás caem.

O alemão DAX 30 cai 0,5%, o francês CAC 40 perde 0,6% e o FTSE MIB da Itália recua 0,9%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,5% e o português PSI 20 cede 0,4%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,5%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 2,9%, Antofagasta recua 0,8%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto recuam 0,7% cada. A produtora de petróleo British Petroleum cai 1,8%.

Ba primeira reunião presencial da OPEP e da OPEP+ em Viena desde 2020, marcou o maior corte desde o início da pandemia. A Opep+ decidiu reduzir a produção de petróleo em mais de 2 milhões de barris por dia e é vista como interferência política e um “golpe” contra o presidente dos EUA, Joe Biden, segundo Dan Yergin, vice-presidente da S&P Global. Na quarta-feira, o cartel dos produtores de petróleo mais poderosos do mundo concordou em impor cortes profundos na produção para sustentar os preços do petróleo, apesar dos pedidos dos EUA para bombear mais petróleo para ajudar a economia global. Há algumas semanas, o Departamento de Energia dos EUA anunciou que venderia até 10 milhões de barris de petróleo de sua reserva estratégica, enquanto a UE chegou a um acordo para limitar os preços do petróleo russo como parte de um novo pacote de sanções.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA operam em baixa ​​na manhã de quinta-feira, depois que as ações caíram no pregão regular e interromperam um rali de dois dias.

Na quarta-feira, o Dow fechou caiu 0,14%, fechando em 30.273,87 pontos. O S&P 500 caiu 0,20%, em 3.783,28 pontos, mas registra alta de 5,5% em outubro, mas permanece em queda de 20,6% no acumulado do ano até o momento. O Nasdaq Composite perdeu 0,25%, para 11.148,64 pontos. Enquanto isso, os rendimentos crescentes adicionaram pressão às ações na quarta-feira. A taxa do Tesouro dos EUA de 10 anos atingiu 3,7%, ante 3,6% em relação ao dia anterior.

Os investidores continuam monitorando os dados econômicos para ver se a inflação está esfriando ou se os aumentos das taxas do Federal Reserve estão empurrando os EUA para mais perto de uma recessão. Depois que a inflação subiu persistentemente por meses sem nenhum sinal de desaceleração, os dados econômicos divulgados esta semana deram alguns sinais insipientes de que os preços começaram a cair. Uma queda inesperada nas vagas de emprego anunciada na terça-feira, levou os investidores a acreditar que a força do mercado laboral nos EUA pode estar começando a arrefecer A diferença crescente foi um dos principais impulsionadores do aumento da inflação, uma vez que elevou os salários.

Dados da ADP mostraram que o mercado de trabalho continua forte entre as empresas privadas em setembro ao criar 208 mil empregos, superando a estimativa de 200.000 empregos. Os olhares se voltam para o relatório de empregos de setembro do Bureau of Labor Statistics que será divulgado na sexta-feira, que fornecerá subsídios ao banco central para definir sua taxa de juros na reunião de novembro.

Nesta quinta-feira, os rendimentos do Tesouro sobem. O rendimento da nota do Tesouro de 10 anos subia 1 ponto-base, em 3,7732% por volta das 5h30, enquanto o Título do Tesouro de 2 anos, sensível à política do Federal Reserve, subiu menos de um ponto-base para 4,1562%. Os rendimentos e os preços se movem em direções opostas e um ponto base é igual a 0,01%.

Na agenda econômica, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego semanais sairá às 9h30 de hoje.

Os investidores continuam procurando pistas sobre a política do Federal Reserve, especificamente se o banco central continuará a aumentar as taxas de juros. Os temores sobre os aumentos das taxas de juros arrastando a economia dos EUA para uma recessão vem crescendo. Isso ocorre quando os oradores do Fed vem adotando um tom "hawkish" nas últimas semanas, sustentando que eles não se esquivarão de mais aumentos nas taxas de juros para controlar a inflação.

Os investidores, portanto, seguem em busca de qualquer mudança no tom nas observações feitas por uma série de palestrantes do Fed nesta quinta-feira. Lisa Cook, membro do Board of Governors do Federal Reserve falará às 14h00, Christopher Waller, também do FOMC discursará às 18h00, enquanto a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester se apresentará às 19h30.

O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic, falou duramente sobre a inflação em um discurso na quarta-feira, dizendo que o banco central ainda tem muito trabalho a fazer antes de declarar vitória. “Devemos permanecer vigilantes porque essa batalha inflacionária provavelmente ainda está nos primeiros dias se as projeções de meus colegas [Federal Open Market Committee] estiverem corretas”, disse Bostic em discurso no Instituto de Pesquisa Política da Universidade Northwestern e acrescentou que provavelmente “levará algum tempo” para que a inflação volte à meta de 2% do Fed. Bostic não é membro votante do FOMC neste ano e no próximo, embora possa expressar sua posição política durante as reuniões. Em relação às taxas de Juros, Bostic disse que prevê a taxa de referência do Fed subindo entre 4% a 4,5% antes que os formuladores de políticas do Fed possam avaliar um afrouxamento. No entanto, ele acrescentou que responderia a quem espera que o Fed corte as taxas no próximo ano: “Não tão rápido”. A taxa de fundos federais atualmente está na faixa de 3% a 3,25%. As projeções divulgadas pelo FOMC em setembro previam que as taxas subam para 4,6% em 2023.

CRIPTOMOEDAS: Os mercados de criptomoedas seguem praticamente inalterados na quinta-feira à medida que o quadro macro torna-se cada vez mais importante para o Bitcoin este ano, com o relatório de empregos dos EUA previsto para ser divulgado na sexta-feira, provavelmente será um importante catalisador.

O preço do Bitcoin sobe menos de 1% nas últimas 24 horas, sendo negociado acima de US $ 20.100. A maior criptomoeda avançou acima do nível de US $ 20.000 no início desta semana em meio a um aumento nas ações, com o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500 marcando seu melhor período de dois dias desde o início de 2020. Enquanto o ímpeto nas ações desapareciam na quarta-feira, as criptos estavam sustentando seus ganhos.

Segundo a Arcane Reserach, dados do mercado de derivativos apontam que uma explosão de volatilidade pode estar à frente para o Bitcoin. O volume de Bitcoin em posições alavancadas perpétuas no mercado futuro alcançaram uma nova máxima histórica, de 450.000 Bitcoin, o equivalente a mais de US$ 9 bilhões. Os swaps perpétuos de Bitcoin, uma inovação no mercados de criptomoedas que oferece alavancagem aos "traders" especulativos, semelhantes aos contratos futuros nos mercados tradicionais, mas sem datas de validade. Essas posições em aberto provavelmente exacerba qualquer movimento direcional”. Segundo a casa de análises, o volume de Bitcoin nesses contratos perpétuos alavancados disparou o equivalente a mais de 60.000 Bitcoin apenas nesses primeiros dias de outubro.

O Ether, a segunda maior criptomoeda, sobe 1%, para US$ 1.350.

Bitcoin: +0,23%, em US $ 20.128,90
Ethereum: +1,06%, em US $ 1.357,58
Cardano: +0,44%
Solana: +0,97%
Dogecoin: +1,68%
Terra Classic: -3,62%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: -0,71%
SP500: -0,84%
NASDAQ: -0,92%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: --- p%
Brent: -0,28%
WTI: -0,26%
Soja: -0,76%
Ouro: +0,11%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.