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RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 18/10/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas negociaram majoritariamente em alta nesta terça-feira, após o rali em Wall Street.

O Nikkei do Japão subiu 1,42%, para 27.156,14 pontos. O iene do Japão tocou 149,08 em relação ao dólar e fechou próximo de 149.

O Kospi da Coreia do Sul avançou 1,36%, em 2.249,95 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 1,72%, para 6.779,20 pontos, após cair 1,4% na segunda-feira. Entre as mineradoras, BHP subiu 1,8%, enquanto Fortescue Metals avançou 1,1%. As empresas petrolíferas Santos e Woodside Energy caíram 1,2% e 0,6%, respectivamente.

O Reserve Bank of Australia divulgou a ata da reunião de outubro. O RBA disse que sua decisão de elevar as taxas em 25 pontos-base, metade do valor previsto pelos economistas, foi "muito equilibrada", com o impacto total dos aumentos ainda a ser sentido. "O conselho continuará monitorando de perto a economia global, os gastos das famílias e o comportamento de definição de preços", diz a ata. "O tamanho e o tempo de aumentos futuros das taxas de juros continuarão a ser determinados pelos dados compilados e pela avaliação do conselho sobre as perspectivas para a inflação e mercado de trabalho".

A confiança do consumidor australiano caiu 2,8%, para seu nível mais baixo desde o início de agosto, de acordo com um relatório de pesquisa da ANZ e da Roy Morgan Australia, à medida que as expectativas de inflação saltaram para o maior nível desde o final de julho, quando os preços da gasolina atingiram o pico pela última vez", disse o chefe de economia australiana da ANZ. "O dólar australiano mais fraco, juntamente com um aumento nos preços da gasolina nas últimas semanas, provavelmente levou ao aumento das expectativas de inflação das famílias para 6%".

O índice Hang Seng de Hong Kong avançou 1,82%, para 16.914,58 pontos, com o índice Hang Seng Tech subindo 3,3%.

Na China continental, o Shanghai Composite contrariou a tendência regional e fechou em queda de 0,13%, a 3.080,96 pontos, enquanto o Shenzhen Component subiu 0,23%, a 11.187,70 pontos. A China deveria divulgar os dados do produto interno bruto mas adiou, juntamente com uma série de dados econômicos para o terceiro trimestre, de acordo com um calendário atualizado publicado no site do Departamento Nacional de Estatísticas. O movimento incomum ocorre quando o Partido Comunista da China realiza seu 20º Congresso Nacional.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão subiu 1,36%.

EUROPA: Os mercados europeus operam em alta nesta terça-feira.

A libra britânica subiu e os rendimentos dos títulos do Reino Unido caíram depois que o novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, descartou a maioria das medidas de políticas fiscais da primeira-ministra Liz Truss em um anúncio na segunda-feira. A libra esterlina caia 0,7%, para US$ 1,1353 nesta manhã. Truss se desculpou pelos “erros” que cometeu em suas primeiras seis semanas no cargo.

Também colabora para a alta na Europa, a proposta da Comissão Europeia de medidas extras de emergência de energia para combater os altos preços, mas um teto imediato para os preços do gás não serão incluídos, informou a Reuters. A Comissão deve propor que, como ”último recurso”, possa definir um “preço dinâmico máximo” temporário.

O índice Stoxx 600 sobe 1% no fim da sessão matinal. A maioria dos setores avançam, com o setor de automóveis liderando ganhos, seguidos por tecnologia e serviços financeiros.

O alemão DAX 30 sobe 1,2%, o francês CAC 40 adiciona 0,7% e o FTSE MIB da Itália avança 1,5%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 1% e o português PSI 20 recua 0,2%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,9%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 0,8%, Antofagasta sobe 1,9%, BHP sobe 0,3%, enquanto Rio Tinto recua 0,7%. A petrolífera British Petroleum sobe 1,5%.

O Financial Times informou que o Banco da Inglaterra estaria pronto para atrasar ainda mais seu plano de vender títulos do governo, embora o relatório tenha dito que o banco central pode manter um plano para não reinvestir títulos com vencimento. o BoE, no entanto, chamou esse relatório de "impreciso", sem dizer de que forma o relatório não era preciso. O BoE tinha adiado pela primeira vez o programa de venda quando interveio para bloquear uma crise dos fundos de pensão.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha em outubro, ficou em -59,7 pontos, melhor que os -61,2 de setembro, segundo instituto alemão ZEW. Esperava-se uma leitura de -60.7. Segundo o CEO da ZEW, a atual situação aponta uma probabilidade maior de que o produto interno bruto real diminua ao longo dos próximos seis meses. “No geral, as perspectivas econômicas se deterioraram novamente”, comentou.

EUA: Os futuros dos índices de ações sobem na manhã de terça-feira, depois que o Nasdaq Composite registrou seu melhor desempenho diário desde julho.

Os mercados de ações dos EUA vem subindo, com os bancos dos EUA divulgando lucros sólidos e as ações de tecnologia subindo, levando os futuros dos EUA em alta. O Bank of America subiu 6,06% depois de entregar resultados melhores do que o esperado e o Bank of New York Mellon subiu 5,08% após seu balanço ser bem recebido.

Durante o rali de segunda-feira, todos os três principais índices subiram e o Nasdaq registrou seu melhor dia desde julho. O Dow Jones Industrial Average subiu 1,86%, em 30.185,82 pontos. O S&P 500 também subiu 2,65%, fechando em 3.677,95 pontos. O Nasdaq subiu 3,43%, em 10.675,80 pontos, liderado por gigantes como Amazon, Meta Platforms e Microsoft. Foi o melhor dia para o índice de tecnologia desde 27 de julho.

Além disso, outro pivô que reforçou os mercados, veio do outro lado do Atlântico. Jeremy Hunt, o novo ministro das Finanças do Reino Unido, anunciou na segunda-feira que reverteria quase todos os cortes de impostos anunciados pelo seu antecessor.

Os investidores estão atentos a qualquer sinal de que o mercado de ações atingiu o fundo e a nova alta pode ser o início de um novo ciclo altista. Os analistas não tem tanta certeza se as ações atingiu o fundo, no entanto, muitos ainda veem mais queda à frente.

Nesta terça-feira, o rendimento do Tesouro de 10 anos caia cerca de 0,01%, em 4,0025% por volta das 5h30. Nas últimas semanas, ultrapassou o nível de 4%, que foi cruzado pela última vez em 2008. Enquanto isso, o rendimento do Tesouro de 2 anos caia menos de 0,01%, para 4,4477%, mantendo a curva de curto e longo prazo invertida, um sinal de recessão iminente. Rendimentos e preços tem uma relação inversa.

Os investidores estão atentos aos lucros das empresas para avaliar o impacto da inflação persistentemente aquecida e dos aumentos das taxas de juros do Federal Reserve nos negócios. As preocupações de que os aumentos contínuos das taxas de juros arrastam a economia dos EUA em direção de uma recessão vem crescendo à medida que se aproxima a próxima reunião do Fed no início de novembro, quando o banco central deve implementar mais uma alta de 75 pontos base.

Na segunda-feira, os economistas da Bloomberg ajustaram suas perspectivas econômicas ao prever uma chance de 100% de recessão nos próximos 12 meses.

Continuando a temporada de resultados, na manhã de terça-feira, o Goldman Sachs divulgará seus resultados trimestrais. Johnson & Johnson, Netflix e United Airlines também anunciarão os resultados. Mais para o final da semana, Tesla, IBM e American Airlines relatam seus números.

Os "traders" estarão atentos aos palestrantes do Fed, incluindo o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, que deve fazer comentários nesta terça-feira, para obter indicações sobre os planos do banco central.

Na agenda econômica, os mercados aguardam os números da produção industrial e a capacidade utilizada de setembro para avaliar o crescimento econômico dos EUA, às 10h15, enquanto às 11h00 sairá o NAHB Housing Market Index para avaliar o termômetro do mercado imobiliário.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas estavam subindo junto com o mercado de ações na terça-feira à medida que o apetite por risco aumenta. Analistas têm estado de olho em um nível-chave para o Bitcoin que, se cruzado, poderia estimular um movimento significativo mais alto.

O Bitcoin sobe mais de 1% nas últimas 24 horas e tenta se sustentar acima de US $ 19.500. A maior criptomoeda segue presa em uma faixa de negociação entre US $ 19.000 a US $ 20.000 desde o início de setembro. A volatilidade característica do Bitcoin diminuiu, embora uma correlação com o mercado de ações tenha permanecido, com uma perspectiva macro difícil, empurrando os criptoativos para baixo, junto com o Dow Jones Industrial Average e S&P 500.

As criptomoedas tem se mostrado, assim como as ações, sensíveis a indicadores que revelam pressões inflacionárias contínuas ou uma economia resiliente, porque a força econômica significa que o Fed tem poucos incentivos para aliviar o aumento das taxas de juros. Pela mesma razão, a temporada de lucros corporativos e as perspectivas econômicas das grandes empresas provavelmente serão um catalisador chave para as criptomoedas nos próximos dias.

Embora o Bitcoin tenha se mostrado pouco volátil nos últimos tempos, os analistas veem o token se aproximando de um nível de preço chave que poderia acelerar os ganhos. Em particular, o Bitcoin está retestando sua média móvel de 50 dias perto de US $ 19.700.

O Ether, o segundo maior token, também sobe menos de 1% e tenta se sustentar acima de US $ 1.300.

Bitcoin: +1,15%, em US $ 19.563,20
Ethereum: +0,57%, em US $ 1.327,38
Cardano: -0,31%
Solana: +0,76%
Dogecoin: +0,12%
Terra Classic: -0,64%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +1,28%
SP500: +1,48%
NASDAQ: +1,70%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -0,36%
Brent: +0,05%
WTI: -0,06%
Soja: -0,16%
Ouro: -0,38%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 17/10/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam sem direção definida nesta segunda-feira, com os temores da recessão pesando sobre as expectativas de políticas monetárias mais apertadas em todo o mundo.

O Nikkei do Japão caiu 1,16%, para 26.775,79 pontos. O dólar dos EUA continuou a pairar em máximas de 32 anos em relação ao iene do Japão, que fechou a 148,65 por dólar. O Goldman Sachs espera que a relação iene/dólar chegue a 150 em três meses, escreveram analistas em nota no sábado.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou 1,4% menor, em 6.664,40 pontos. Todos os setores fecharam em queda, com as ações de energia e mineração atingidas por conta da queda nos preços das commodities. Após cinco semanas de declínio, os futuros do minério de ferro caíram depois que o presidente chinês Xi Jinping não indicou nenhuma mudança na política de "COVID-Zero" do país, que derrubou a demanda por aço. Os pesos-pesados da mineração BHP, Fortescue Metals e Rio Tino deslizaram 2,3%, 1,2% e 2,6% respectivamente. Entre as petrolíferas, Santos caiu 2,7% e Woodside Energy recuou 2,4%.

Os investidores australianos aguardam os números da força de trabalho de setembro na quinta-feira, que deve indicar se a abordagem "mais dovish" do Banco Central para a inflação está funcionando. O RBA subiu a taxa de juros em 0,25%, ante expectativa de 0,50%. O Morgan Stanley espera que o crescimento do emprego tenha desacelerado no mês, mas permaneça em território positivo. "Esperamos que a taxa de participação se mantenha forte em 66,6%, o que poderia fazer com que a taxa de desemprego volte a cair para sua baixa recente de 3,4%", disse um analista do banco.

O Índice Hang Seng de Hong Kong avançou 0,15%, em 16.612,90 pontos após a reversão das perdas iniciais, enquanto o índice Hang Seng Tech fechou em baixa de 0,67%.

Na China continenal, o Composto de Xangai também reduziu as perdas da abertura e avançou 0,42%, para 3.084,94 pontos, enquanto o Shenzhen Component subiu 0,37% para 11.162,26 pontos. No fim de semana, o presidente chinês Xi Jinping fez um discurso na cerimônia de abertura do 20º Congresso Nacional do Partido Comunista da China, onde alertou contra a “interferência de forças externas” em Taiwan, uma ilha autoproclamada que Pequim vê como uma província rebelde e disse que a China “nunca prometerá renunciar ao uso da força” para a reunificação.

O presidente chinês Xi Jinping também disse durante o Congresso Nacional mostra que o setor imobiliário da China será altamente regulamentado e que as incorporadoras privadas que enfrentam problemas podem ser “assumidas” para que a acessibilidade à moradia na China melhore sem inadimplência.

O Banco Popular da China manteve os juros de seus empréstimos de médio prazo (MLF) inalterada em 2,75%. De acordo com um comunicado em seu site, o banco central disse que manteria a taxa de um ano inalterada pelo segundo mês e que injetou 500 bilhões de yuans (US$ 70 bilhões) através do MLF. Analistas não esperavam nenhuma mudança na taxa MLF.

O Kospi da Coreia do Sul também recuperou e fechou em alta de 0,32%, para 2.219,71 pontos.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão fechou em queda de 0,57%.

No final da semana, vários países da região devem divulgar dados de inflação, enquanto a China anunciará sua decisão sobre a taxa básica de empréstimos.

EUROPA: Os mercados europeus operam em alta nesta segunda-feira, com o índice Stoxx 600 subindo 0,6% no fim da sessão matinal, enquanto todos os setores e as principais bolsas avançam.

A primeira-ministra Liz Truss cancelou o plano de corte de impostos, demitiu seu ministro de Finanças, Kwasi Kwarteng e nomeou Jeremy Hunt como sucessor. No fim de semana, Hunt disse que mostraria aos mercados que o Reino Unido “pode contabilizar adequadamente cada centavo de nossos planos de impostos e gastos”.

A abertura positiva na Europa ocorre quando o Reino Unido aguarda uma declaração de seu novo ministro das Finanças, Jeremy Hunt, que prometera revelar seus planos de política de impostos e gastos de médio prazo nesta segunda-feira, duas semanas antes do previsto, em uma tentativa de acalmar os mercados. Depois que o antecessor Kwasi Kwarteng, anunciou o chamado “mini-orçamento” no mês passado, a libra esterlina despencou e os rendimentos do tesouro do Reino Unido dispararam, levando o Banco da Inglaterra a intervir com um programa de compra emergencial de títulos. A libra sobe cerca de 0,8% em relação ao dólar nesta manhã, sendo negociada em torno de US$ 1,1262. O rendimento do tesouro de 10 anos do Reino Unido estava em 4,037%, uma queda de cerca de 25 pontos-base. O índice FTSE 100 opera em alta de 0,7% em Londres. As mineradoras listadas na LSE, Anglo American, Antofagasta, BHP e Rio Tinto operam em alta de 1,4%, 0,5%, 0,3% e 0,4%, respectivamente. A petrolífera British Petroleum sobe 0,8%.

No continente europeu, o alemão DAX 30 e o francês CAC 40 avançam 0,8% cada, enquanto o FTSE MIB da Itália sobe 0,9%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 1,5% e o português PSI 20 sobe 0,9%.

EUA: Os futuros dos índices de ações negociam em alta na segunda-feira, com os investidores aguardando a chegada de relatórios de lucros de grandes empresas americanas.

O S&P 500 registrou sua quarta semana negativa em cinco com uma perda de 1,6% na semana passada. Uma leitura de inflação mais alta do que o esperado alimentou oscilações nos mercados, à medida que os investidores reajustaram suas expectativas para os próximos aumentos de taxas do Federal Reserve. Segundo CIO da UBS Global, “à medida que a inflação permanece elevada por mais tempo e o Fed aumenta ainda mais suas taxas de juros, aumenta o risco de que o efeito cumulativo do aperto nas políticas empurre a economia dos EUA para a recessão, minando as perspectivas de ganhos corporativos”.

Na sexta-feira, o Índice Dow Jones Industrial Average caiu 1,34%, para 29.634,83 pontos, o S&P 500 caiu 2,37%, para 3.583,07 pontos e o Nasdaq Composite caiu 3,08%, para 10.321,39 pontos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA caem na segunda-feira, com os investidores analisando os relatórios de lucros para avaliar o impacto da inflação sobre as empresas e prestando muita atenção à turbulência econômica do Reino Unido que vem pesando nos mercados globais de títulos. O rendimento do Tesouro de 10 anos estava em 3,9651%, tendo caído quatro pontos-base após ultrapassar a marca de 4% várias vezes na semana passada. Enquanto isso, o rendimento da nota do Tesouro de 2 anos, sensível à política do Fed, caia cerca de seis pontos-base para 4,4496%. Na quinta-feira, o índice atingiu o recorde de 15 anos. Os rendimentos e os preços se movem em direções opostas e um ponto-base equivale a 0,01%.

Depois que a leitura da inflação de setembro ficou mais quente do que o esperado, os analistas estão esperando outro aumento de 75 pontos-base da taxa do Federal Reserve em novembro. Alguns temem que os aumentos estejam sendo implementados muito rapidamente e possam causar uma recessão. Enquanto isso, o Departamento do Tesouro dos EUA está considerando fazer recompras de títulos para melhorar a liquidez do mercado, informou a Reuters.

A temporada de resultados do terceiro trimestre começou. JP Morgan e Wells Fargo reportaram resultados sólidos na semana passada, enquanto a receita de negociação de ações do Morgan Stanley decepcionou. Bank of America deve relatar seus números na segunda-feira antes do sino, enquanto o Goldman Sachs divulgará os números na terça-feira de manhã.

Muitos nomes importantes do setor ​​​​de tecnologia também estão relatando esta semana, incluindo Netflix, Tesla e IBM. Johnson & Johnson, United Airlines, AT&T, Verizon e Procter & Gamble são outras grandes empresas no radar dos investidores.

Na agenda econômica de hoje, às 9h30 será divulgado o ìndice Empire State de Manufatura.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas buscam recuperação nesta segunda-feira, com ativos sensíveis ao risco desfrutando de um impulso à medida que os investidores direcionam os olhares para a temporada de balanços corporativos que poder mudar o sentimento do mercado.

Excluindo quaisquer catalisadores macro dentro do próprio espaço cripto, o início da temporada de ganhos corporativos desta semana e como ela impacta os mercados de ações, provavelmente também será o catalisador chave para o próximo movimento dos ativos digitais. Em meio ao forte cenário macro de 2022 de alta inflação e taxas de juros crescentes, o Bitcoin tem se correlacionado cada vez mais com as ações, oscilando em sintonia com o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500.

Embora os ativos digitais ainda estejam fortemente correlacionados com as ações, sua relação tem diminuído um pouco nas últimas semanas e os analistas estão de olho no que pode ser o fundo do mercado de ursos cripto. As quedas do Bitcoin abaixo de US $ 19.000 em breves "selloffs" foram consistentemente bem recebidos com compradores vendo como um valor atraente a longo prazo.

O Bitcoin sobe menos de 1% nas últimas 24 horas, negociando acima de US $ 19.300, dentro da faixa entre US $ 19.000 a US $ 20.000 visto deste o início de setembro e está longe de suas máximas de todos os tempos perto de US $ 69.000 alcançado em novembro de 2021, mas a estabilidade recente e a falta de volatilidade em relação a outros ativos tem sido bem-vinda.

O Ether, a segunda maior cripto, ganha mais de 2%, acima de US$ 1.300.

Bitcoin: +0,82%, em US $ 19.321,30
Ethereum: +2,31%, em US $ 1.315,64
Cardano: -0,13%
Solana: +1,76%
Dogecoin: +0,22%
Terra Classic: -0,54%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +1,06%
SP500: +1,21%
NASDAQ: +1,33%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,00%
Brent: +0,55%
WTI: +0,56%
Soja: -0,06%
Ouro: +0,73%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 13/10/2022

 


Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: Os mercados asiáticos caíram na quinta-feira, enquanto os investidores aguardavam dados de inflação dos EUA que pode reforçar os planos do Federal Reserve para mais um aumento agressivo das taxas de juros.

O Nikkei do Japão caiu 0,60%, para 26.237,42 pontos. O índice de preços ao produtor do Japão para setembro subiu 9,7% em relação ao mesmo período do ano passado, o maior em 5 meses. O iene fortaleceu depois de atingir 145,85 na quarta-feira, uma baixa de 24 anos. As expectativas foram motivadas por conta do banco central do Japão que disse que poderiam intervir novamente para sustentar a taxa de câmbio do iene após uma intervenção anterior em setembro. Autoridades japonesas disseram que estão prontas para agir e que estão observando a velocidade do enfraquecimento do iene. Segundo analistas, Japão tem reservas estrangeiras suficientes que poderia ser usado para defender sua moeda, mas ainda não esta agindo.

O Kospi da Coreia do Sul perdeu 1,80%, para 2.162,87 pontos.

O índice Hang Seng em Hong Kong foi negociado 1,87% menor, em 16.389,11 pontos, com o índice Hang Seng Tech caindo 3%.

Na China continental, o Shanghai Composite caiu 0,3%, em 3.016,36 pontos e o Shenzhen Component caiu 0,19%, para 10.817,67 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou em queda de 0,07%, a 6.642,60 pontos. Entre as mineradoras, BHP caiu 0,9%, enquanto Fortescue Metals e Rio Tinto avançaram 1,2% e 0,3%, respectivamente. Entre as empresas de energia, Santos e Woodside Energy cairam 0,8% e 1,4%, respectivamente.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 1,03%.

Os mercados da Tailândia fecharam por conta de um feriado nesta quinta-feira.

EUROPA: Os mercados europeus tentam recuperação na manhã de quinta-feira, com investidores de todo o mundo preparando para a inflação dos EUA.

O pan-europeu Stoxx 600 opera estável no final da manhã, tendo recuperado as perdas iniciais, com ações de viagens e lazer subindo, enquanto ações de tecnologia caem.

O CAC 40 da França sobe 0,2% e o FTSE MIB da Itália avança 0,7%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,3% e o português PSI 20 sobe 0,7%.

O DAX 30 da Alemanha sobe 0,70%. O índice de preços ao consumidor alemão em setembro subiu 10% em relação ao ano passado e 1,9% mês a mês, confirmando uma leitura preliminar. A inflação do IPC harmonizada com a UE foi de 10,9% ao ano e 2,2% no mês, também em linha com as previsões.

Em Londres, o FTSE 100 segue estável. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 0,7%, Antofagasta adiciona 2,4%, enquanto BHP e Rio Tinto perdem 0,6% e 0,2%, respectivamente.

Pierre Wunsch, governador do Banco Nacional da Bélgica, diz que a sua aposta é que as taxas ultrapassem 2% e que "não ficaria surpreso" se o BCE aumentar as taxas acima de 3%.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA operam em alta nesta quinta-feira, com os investidores de olho nos dados de inflação e balanços corporativos, que podem fornecer informações sobre o futuro da saúde da economia.

O movimento segue um dia de pequenas altas e baixas em Wall Street, com os investidores digerindo a minuta da reunião de setembro do Federal Reserve. A ata mostrou que o banco central deve continuar subindo as taxas de juros até ver a inflação recuando, mas alguns comentários fizeram alguns pensarem que o Fed poderia, em vez disso, desacelerar os aumentos das taxas no futuro, se não revertê-los, se o tumulto dos mercados financeiros continuasse. “Vários membros" observaram que seria “importante calibrar” os futuros aumentos dos juros para mitigar o risco de efeitos adversos na economia e também concordaram que seria apropriada uma desaceleração do ritmo de aperto em algum momento, na medida em que as taxas ficam acima do nível de equilíbrio, aquele que não estimula nem contrai a economia.

O S&P 500 caiu 0,33%, fechando em 3.577,03 pontos, o Nasdaq Composite caiu 0,09%, para 10.417,10 pontos, enquanto o Dow Jones caiu 0,10%, para fechar em 29.210,85 pontos, enquanto também digeriam o relatório do índice de preços ao produtor mais quente do que o previsto. .

Na manhã da quarta-feira, o índice de preços ao produtor de setembro, um indicador de inflação que analisa a demanda no atacado, superou as expectativas ao subir 0,4% em setembro, mais do que a estimativa de 0,2%.

Os rendimentos dos Títulos do Tesouro de 2 anos, sensível à política do Fed, subia 3 pontos-base para 4,3184% por volta das 5h30 desta quinta-feira, aproximando-se da máxima de 15 anos alcançado no mês passado. Os títulos de 10 anos subia para 3,9230% depois de ganhar 2 pontos-base. Os rendimentos e os preços se movem em direções opostas. Um ponto base equivale a 0,01%.

Na agenda econômica, espera-se às 9h30, o tão aguardado CPI. Economistas esperam que os preços ao consumidor nos EUA em setembro tenham subido 0,3% em relação a agosto e 8,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Em agosto, o IPC subiu 0,1% em relação a julho e 8,3% em relação ao ano anterior.

Estatisticamente, dois dos nove maiores dias de baixa do S&P 500 este ano vieram em dias em que os dados do CPI foram divulgados. Sem esses nove dias de baixa, o S&P 500 teria subia 8,6% no ano até o final da semana passada. Por exemplo, o S&P 500 registrou sua maior queda percentual diária desde junho de 2020 no dia da divulgação do IPC, quando o índice perdeu 177,7 pontos, ou 4,3%. Em 13 de junho, o S&P deslizou 3,9% e entrou em mercado de urso depois que o relatório de inflação de maio ficou mais quente do que o esperado, com o IPC atingindo uma alta de 40 anos. Três dias depois, o índice caiu 3,3% após o que foi então a maior alta de taxa do Federal Reserve desde 1994.

A Bloomberg informou que os analistas do JPMorgan liderados por Andrew Tyler esperam que o mercado de ações caia 5% na quinta-feira se o indicador de inflação vier acima dos 8,3% de agosto. Se o resultado estiver em linha com o consenso, o índice S&P 500 cairá cerca de 2%. Por outro lado, a equipe prevê que a inflação abaixo de 7,9% provocará um rali de ações onde o índice pode saltar pelo menos 2%.

No mesmo horário sairá o dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego serão divulgados às 9h30 de quinta-feira. Às 11h30 será, divulgado os estoques semanais de petróleo.

Os investidores também acompanharão os ganhos corporativos de empresas como Delta Air Lines, Walgreens e Domino’s Pizza, que divulgarão seus resultados antes do pregão de quinta-feira, como parte de uma semana considerada o início de uma nova temporada de resultados corporativos. Observadores do mercado dizem que os balanços estão se tornando mais importantes para entender como a inflação e o dólar em alta afetarão seus lucros, já que lucros decepcionantes podem levar investidores a reduzir a exposição nos mercados.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas recuam na quinta-feira e seguem em compasso de espera como nos mercados de ações, aguardando a inflação devido na manhã de hoje.

Funcionários do Banco Central deixaram claro que continuam comprometidos em combater a inflação, mesmo em meio ao risco crescente de desaceleração econômica. Os dados da CPI, que no passado atuaram como a faísca para grandes ralis e liquidações, tem potencial para acelerar esses processos.

Famoso por sua volatilidade, o Bitcoin tem permanecido notavelmente sólido nos últimos tempos, pairando entre US $ 19.000 e US $ 20.000 em setembro, enquanto os principais índices de ações foram empurrados para seu pior mês desde a liquidação de março de 2020.

Alguns analistas veem a falta de volatilidade como um sinal de que as criptomoedas estabeleceram seu fundo após o brutal mercado de urso deste ano, com o Bitcoin negociando em menos de um terço de sua alta de todos os tempos registrado em novembro de 2021. Outros veem isso como uma calma antes da tempestade, com a alavancagem se acumulando no mercado de derivativos cripto como um indicador de que os mercados de ativos digitais estão meramente preparados para um movimento violento em breve.

O Bitcoin cai 1% nas últimas 24 horas e perde os US $ 19.000, enquanto o Ether, o segundo maior token, perde 2%, para US$ 1.275.

Bitcoin: -1,02%, em US $ 18.974,90
Ethereum: -2,02%, em US $ 1.273,39
Cardano: -8,49%
Solana: -6,22%
Dogecoin: -5,03%
Terra Classic: -8,30%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,46%
SP500: +0,47%
NASDAQ: +0,28%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,45%
Brent: +0,10%
WTI: +0,06%
Soja: -0,36%
Ouro: +0,23%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.