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RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 28/11/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: A maioria das principais bolsas asiáticas escorregaram nesta segunda-feira, após protestos no fim de semana em várias cidades contra os rígidos "lockdowns COVID-Zero" da China.

O tumulto na China é a mais ousada demonstração de discórdia pública contra o Partido Comunista em anos. Apesar do aumento de casos, a taxa de infecção da China tem sido menor do que nos Estados Unidos e em outros países, mas as autoridades estão enfrentando um ressentimento crescente sobre os custos econômicos e humanos da abordagem conhecida como "COVID zero", já que as empresas fecham e as famílias ficam isoladas por semanas com acesso limitado a alimentos e remédios.

Os governos locais reforçaram recentemente os controles da Covid à medida que os casos aumentavam, embora no início deste mês Pequim tenha ajustado algumas medidas políticas que sugeriam que a segunda maior economia do mundo estava à caminho da reabertura.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,57%, fechando em 17.297,94 pontos, enquanto na China continental, o Shanghai Composite recuou 0,75%, em 3.078,55 pontos e o Shenzhen Component perdeu 0,69%, em 10.829,08 pontos.

Na sexta-feira, o banco central da China buscou impulsionar a economia flexibilizando sua taxa de compulsório, a proporção de ativos que os bancos devem manter em reserva, em 0,25%, para 7,8%. Segundo analistas, o corte visa apoiar o enfraquecido crescimento econômico arrastado não apenas pelas restrições da COVID, mas também por uma queda mais profunda do mercado imobiliário, mas essa notícia foi ofuscada pelo recente aumento do número de casos de vírus e pelos protestos.

Segundo o Goldman Sachs, a China provavelmente reabrirá por volta de abril do ano que vem, após a realização do Congresso Nacional do Povo, mas há uma chance de que as autoridades reabram mais cedo devido a dificuldades em manter os casos de Covid sob controle.

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,42%, para fechar em 7229,10 pontos, em meio à queda dos preços globais do petróleo e investidores permanecendo cautelosos em meio a protestos e "lockdowns na China". A queda ocorre depois de uma semana sólida para a bolsa na semana passada onde uma nova máxima de 100 dias foi estabelecida.

As produtoras de lítio Allkem e a Pilbara Minerals caíram 9,2% e 7,5%, respectivamente, após preocupações com a demanda na China. As gigantes BHP e Rio Tinto caíram 0,8% e 1,4%, respectivamente. Entre as empresas de energia, Santos caiu 2,3% e Woodside Energy recuou 2,6% após os contratos futuros de petróleo pairem em torno de novas mínimas de 2022 devido preocupações de demanda.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 1,21%, em 2.408,27 pontos.

No Japão, o Nikkei perdeu 0,42%, fechando em 28.162,83 pontos.

O índice MSCI para a região Ásia-Pacífico, exceto Japão fechou em baixa de 1,11%.

EUROPA: Os mercados europeus recuam na segunda-feira, com os investidores monitorando as manifestações na China, à medida que protestos contra medidas estritas da Covid e bloqueios eclodiram no fim de semana.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 0,8% no fim da sessão matinal, com ações de petróleo e gás liderar as perdas.

O alemão DAX 30 e o francês CAC 40 caem 0,9% cada e o FTSE MIB da Itália recua 1%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,8% e o português PSI 20 cai 0,9%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,5%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 0,8%, Antofagasta perde 0,4%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto cedem 1,4% e 0,5%, respectivamente. A petrolífera BP cai 1,6%.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem na segunda-feira com os protestos contra as prolongadas restrições de Covid na China pesando sobre os mercados, derrubando os preços do petróleo,.

O movimento ocorre após Wall Street registrar ganhos durante a semana encurtada pelo feriado de Ação de Graça. Na sexta-feira, Wall Street terminou misto, com o Dow Jones Industrial Average registrando seu maior fechamento desde 21 de abril, em 34.347,03 pontos, após subir 152,97 pontos, ou alta de 0,45%. O S&P 500 terminou em queda de 1,1 pontos, ou baixa 0,03%, a 4.026,12 pontos e o Nasdaq Composite caiu 0,52%, para 11.226,36 pontos.

Os três principais índices dos EUA terminaram em alta na semana passada, encurtada devido feriado de Ação de Graças. O Dow subiu 1,78% e o S&P 500 subiu 1,53% durante a semana. O Nasdaq, pesado em tecnologia, subiu 0,72% no mesmo período.

As ações foram beneficiadas por conta de comentários de autoridades do Federal Reserve sinalizando que o banco central reduziria sua trajetória agressiva de aumento de juros à medida que a inflação esfriasse. A ata da reunião de novembro do Fed confirmou a provável mudança de direção na política econômica. “Uma maioria substancial dos membros julgou que uma desaceleração no ritmo de aumento provavelmente seria apropriada em breve”, afirmou a ata.

Nesta segunda-feira, os rendimentos do Tesouro dos EUA caem na segunda-feira, enquanto os investidores aguardavam uma série de divulgações de dados econômicos, que serão divulgados esta semana e fornecerão pistas sobre como a economia dos EUA está se saindo, já que as taxas de juros e a inflação ainda permanecem altas.

O rendimento do Título do Tesouro de 10 anos estava sendo negociado em queda de quatro pontos-base, em torno de 3,6572% às 6h40 ET. O rendimento da nota do Tesouro de 2 anos caia mais de três pontos-base, em 4,4422%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas. Um ponto base é igual a 0,01%.

Na última semana de novembro, os investidores estarão atentos a uma série de publicações econômicas que fornecerão mais informações sobre o ímpeto do consumidor e o estado da economia dos EUA. Uma série de dados importantes do mercado de trabalho também deve ser divulgada esta semana, incluindo os números da vagas de empresas privadas da ADP e as vagas de emprego JOLTs na quarta-feira, bem como o Payrolls na sexta-feira. Como o mercado de trabalho apertado está historicamente associado à alta inflação, os dados podem fornecer dicas sobre o impacto dos aumentos das taxas de juros do Federal Reserve e seus planos sobre a política monetária. Na quinta-feira, os investidores estarão atentos aos lançamentos dps gastos e rendas pessoais em busca de pistas sobre o impacto da alta inflação e das taxas de juros sobre os consumidores.

Os investidores também estão de olho nas ações de varejo nesta temporada de festas, após uma Black Friday recorde. Embora haja preocupações com uma desaceleração econômica e um enfraquecimento do consumido americano, os analistas estão otimistas com algumas das principais ações de varejo que devem crescer nos próximos meses.

Não está prevista a divulgação de dados econômicos relevantes.

CRIPTOMOEDAS: Os investidores seguem preocupados com os desdobramentos pós-FTX nos mercados de cripto nesta segunda-feira. Analistas acreditam ser provável que os efeitos de contágio do colapso da FTX continue.

A resiliência do Bitcoin está sendo elogiado, embora a capacidade da maior criptomoeda de manter acima de US $ 16.000 por mais alguns dias dificilmente sugerirá que uma recuperação esteja se aproximando. O BTC foi negociado recentemente próximo de US $ 16.500 na quarta-feira, quando os EUA começaram suas celebrações do feriado de Ação de Graças.

Na quinta-feira, a Coinbase, exchange de criptomoedas listada na Nasdaq, publicou os resultados de uma pesquisa com intuito de entender como as instituições dos EUA veem os ativos digitais. A pesquisa foi conduzida de forma independente pelo Institutional Investor Custom Research Lab entre 21 de setembro e 27 de outubro com um total de 140 investidores institucionais nos EUA participando da pesquisa, representando cerca de US $ 2,6 trilhões em ativos sob gestão. A Coinbase não sugeriu a lista dos entrevistados.

Segundo a exchange, os investidores institucionais aumentaram suas alocações durante o inverno cripto. 62% dos investidores que atualmente investem em cripto aumentaram suas alocações nos últimos 12 meses, contra 12% que diminuíram suas alocações. Esta é uma evidência de que os investidores institucionais continuaram a ter uma visão de longo prazo da classe de ativos, mesmo que os preços tenham caído. 58% dos investidores esperam aumentar suas alocações nos próximos três anos, enquanto 59% dos investidores está atualmente mantendo ou planejando uma abordagem de compra. O sentimento geral em relação aos ativos digitais permaneceu positivo, com 72% apoiando a visão de que os ativos digitais vieram para ficar (86% entre os que atualmente investem em cripto e 64% entre aqueles que planejam investir).

Segundo a Coinbase, esses dados é um forte sinal da aceitação da criptomoeda como uma classe de ativos e que apesar do inverno cripto, os investidores institucionais ainda estão otimistas sobre as criptomoedas a longo prazo: A perspectiva de preços a longo prazo permanece positiva, com 71% dos investidores dizendo que esperam que as avaliações de ativos digitais aumentem no longo prazo.

O Bitcoin cai próximo de 2% nas últimas 24 horas, mas sustenta o nível de US $ 16.000, enquanto o Ethereum, a segunda maior criptomoeda cai mais de 3% e perde o nível de US $ 1.200.

Bitcoin: -2,02% em US $ 16.210,50
Ethereum: -3,53%, em US $ 1.170,08
Cardano: -4,09%
Solana: -5,47%
Terra Classic: -1,93%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: -0,60%
SP500: -0,80%
NASDAQ: -0,90%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +2,37%
Brent: -3,290%
WTI: -3,25%
Soja: -0,51%
Ouro: +0,32%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 24/11/2022

 


Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: A maioria dos mercados da Ásia fechou em alta nesta quinta-feira com o Federal Reserve dos EUA dizendo que espera por aumentos menores dos juros “em breve”, de acordo com a ata divulgada na quarta-feira.

Os "lockdowns" estão se expandindo em toda a China. Nas últimas 24 horas, o número de novos casos de Covid aumentou em 31.444, informou a Comissão Nacional de Saúde nesta quinta-feira. Esse é o maior número diário desde que o coronavírus foi detectado pela primeira vez na cidade de Wuhan, no centro da China, no final de 2019. O número diário de casos tem aumentado constantemente. Esta semana, as autoridades relataram as primeiras mortes por COVID-19 na China em seis meses, elevando o total para 5.232.

Embora o número de casos e mortes seja relativamente baixo em comparação com os EUA e outros países, o Partido Comunista da China continua comprometido com a estratégia "COVID-Zero" que visa isolar todos os casos e eliminar o vírus completamente. A maioria dos países acabaram com os controles anti-vírus e agora depende de vacinas e imunidade contra infecções para ajudar a prevenir mortes e doenças graves. A China tem uma taxa geral de vacinação contra o coronavírus de mais de 92%, com a maioria das pessoas tendo recebido pelo menos uma dose, mas a taxa entre os mais idosos é baixa, principalmente aqueles com mais de 80 anos.

O governo está tentando conter a última onda de surtos sem parar as fábricas e o resto de sua economia, como fez no início de 2020. Uma tática é usar o "gerenciamento de circuito fechado", sob o qual os trabalhadores vivem em suas fábricas sem contatos externos.

Na China continental, o Shanghai Composite caiu 0,25%, em 3.089,31 pontos, enquanto o Shenzhen Component recuou 0,15% e fechou em 10.956,68 pontos.

O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,54%. em 17.657,00 pontos.

O Nikkei do Japão subiu 0,95%, em 28.383,09 pontos.

O Kospi subiu 0,96%, em 2.441,33 pontos, após o Banco da Coreia elevar suas taxas de juros em 25 pontos-base para 3,25%.

O S&P/ASX 200 na Austrália subiu 0,14%, estabelecendo uma nova máxima de 100 dias, em 7.241,80 pontos, liderado por ações do setor de materiais. As mineradoras de ouro foram o destaque no índice, com a Evolution Mining subindo 6,6% e a Northern Star Resources avançando 2,6% após um aumento nos futuros de ouro. As ações das empresas de mineração de cobre também subiram: a Chalice Mining subiu 6% e a produtora de cobre e ouro Silver Lake Resources saltou 4,6%. Entre as maiores, BHP subiu 1,7%, Rio Tinto avançou 1,8% e Fortescue Metals adicionou 1,1%. As empresas de carvão passaram o dia no vermelho. A New Hope caiu 8,8%, a Whitehaven Coal caiu 6,7% e a Yancoal caiu 4% no fechamento do pregão, enquanto as produtoras de petróleo também sucumbiram. Santos caiu 1,1% e Woodside Energy cedeu 1,4%.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão fechou em alta de 1.28%.

EUROPA: Os mercados europeus avançam na manhã de quinta-feira, com os investidores avaliando a última ata da reunião do Federal Reserve dos EUA.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,7% no meio da sessão matinal, com ações do setor químico liderando os ganhos.

O alemão DAX 30 sobe 0,9%, o francês CAC 40 sobe 0,7% e o FTSE MIB da Itália avança 0,3%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,6% e o português PSI 20 adiciona 0,5%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,3%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American, Antofagasta, BHP e Rio Tinto sobem 1,6% cada, enquanto a produtora de petróleo British Petroleum sobe 0,3%.

O índice de clima de negócios alemão do Instituto Ifo em novembro subiu para 86,3 pontos, ante 84,5 em outubro. “Embora as empresas estivessem um pouco menos satisfeitas com seus negócios atuais, o pessimismo em relação aos próximos meses diminuiu drasticamente. A recessão pode ser menos severa do que muitos esperavam”. A alta do índice subiu significativamente no setor de manufatura, onde as empresas estavam menos pessimistas quanto ao futuro, mas avaliaram sua situação atual como "pior". “O número de novos pedidos caiu novamente, embora a incerteza sobre o desenvolvimento futuro dos negócios caiu um pouco, mas nas indústrias que tem o uso intensivo de energia, a incerteza aumentou.

O banco central da Suécia elevou a sua taxa básica de juros em 1,75% para 2,50% nesta quinta-feira, enquanto continua a combater a inflação teimosamente alta. A maioria dos economistas esperava um aumento de 75 pontos-base. O Riksbank espera agora que a taxa de juros atinja um pico de 2,8% em 2023, ante previsão anterior de 2,5%, mantendo-se nesse nível ao longo de 2024 e 2025. O banco central havia sinalizado uma taxa de juros para cerca de 2,4% no final de 2024. O risco da atual inflação aquecida se consolidar ainda é substancial e portanto é "muito importante" que a política monetária aja para garantir que a inflação caia e se estabilize em torno da meta de 2% dentro de um prazo razoável.

EUA: Os mercados americanos estarão fechados nesta quinta-feira por conta do feriado de Ação de Graças mas os futuros dos índices de ações dos EUA operam em ligeira alta.

As bolsas dos EUA fecharam em alta na quarta-feira após uma sessão instável, depois que a ata da última reunião do Federal Reserve mostrou que o banco central deve decidir por aumentos menores nas taxas de juros nos próximos meses, à medida que a inflação esfria. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,28%, para 34.194,06 pontos. O S&P 500 ganhou 0,59% para fechar em 4.027,26 pontos e o Nasdaq Composite subiu 0,99% para 11.285,32 pontos.

Na ata da reunião do Fed que aconteceu em 1º e 2 de novembro, as autoridades do Fed expressaram incertezas sobre quanto tempo pode levar para que seus aumentos de juros desacelerem a economia o suficiente para domar a inflação, mas banco central está vendo progresso em sua luta contra a alta inflação e está avaliando a possibilidade desacelerar o ritmo dos aumentos de juros, ou seja, menores até o final deste ano e em 2023. Em uma coletiva de imprensa logo em seguida, o presidente Jerome Powell enfatizou que o Fed não estava nem perto de declarar vitória em sua luta para conter a alta inflação. Na reunião de novembro, o banco central aprovou a quarta alta consecutiva de 0,75 ponto percentual, que elevou as taxas ao nível mais alto desde 2008. A taxa de juros do banco central está atualmente em 3,75% a 4%, bem acima de quase zero em março.

Os operadores de contratos futuros de fundos federais na CME agora veem uma chance de 75% de que o Fed avance com uma alta de 50 pontos-base na próxima reunião de 13 a 14 de dezembro e um aumento de 25 pontos-base nas duas primeiras reuniões em 2023. As autoridades do banco central disseram anteriormente que, embora provavelmente reduzam o ritmo dos aumentos das taxas em breve, isso não significa que a taxa terminal também será menor, no entanto, eles ainda estão em desacordo sobre como as taxas ficarão. Os economistas do Goldman Sachs esperam que as taxas atinjam o pico de 5% em março.

Os dados dos pedidos de auxílio-desemprego ficaram acima do esperado, em 240.000 na semana encerrada em 19 de novembro, quando economistas esperavam uma leitura de 225.000. O resultado sinaliza que o mercado de trabalho pode estar enfraquecendo. Ao mesmo tempo, no entanto, as encomendas de bens duráveis ​​para outubro ficaram mais fortes do que o esperado, chegando a 1%, acima dos 0,5% esperados.

CRIPTOMOEDAS: Os mercados criptos dão uma pausa e dão um respiro nesta quinta-feira, quando os americanos comemoram o feriado de Ação de Graças.

O Bitcoin saltou brevemente cerca de 1% após a divulgação da ata da reunião de novembro do Federal Reserve que mostrou que a maioria das autoridades do banco central prefere um ritmo mais moderado do aumento das taxas daqui para frente. “As defasagens e magnitudes incertas associadas aos efeitos das ações de política monetária sobre a atividade econômica e a inflação estão entre as razões citadas sobre a importância de tal avaliação.”

O Bitcoin subiu de US$ 16.448 para US$ 16.565 depois que o relatório foi divulgado, mas a maior parte desses ganhos foi rapidamente pulverizado. Nesta quinta-feira, o Bitcoin muda de mão em US $ 16.606,90, enquanto o Ethereum, a segunda maior criptomoeda, sobe 3% nas últimas 24 horas, para US $ 1.202,83.

Na sexta-feira ocorre o vencimento de opções. Segundo o Cointelegraph, a correção de 27% do Bitcoin depois de não conseguir romper a resistência de US$ 21.500 em 5 de novembro surpreendeu os touros porque apenas 17% das opções de compra para o vencimento mensal foram colocadas abaixo de US$ 18.000. Assim sendo, os ursos estariam melhor posicionados, embora tenham feito menos apostas. O site cita uma visão usando a proporção "call-to-put" de 1,14 que apontam para apostas mais otimistas porque as posições em aberto de compra (call) é de US$ 610 milhões contra US$ 530 milhões das opções de venda (put). No entanto, como o Bitcoin caiu 20% em novembro, a maioria das apostas otimistas provavelmente será anulada, ou seja, se o preço do Bitcoin permanecer abaixo de US$ 17.000 às 8h00 UTC (5h00 no horário de Brasilia) de 25 de novembro, apenas US $ 53 milhões dessas calls estarão disponíveis. Essa diferença acontece porque não adianta o direito de comprar Bitcoin acima de US$ 17.000 se ele negociar abaixo desse nível no vencimento.

Se o Bitcoin ficar entre US$ 16.000 e US$ 17.000, como a cotação de hoje, haverá apenas 3.200 calls contra 11.900 opções de venda. O resultado líquido favorece os ursos em US$ 145 milhões. Segundo Marcel Pechman autor que assina a matéria, os touros do Bitcoin precisam elevar o preço acima de US$ 18.000 em 25 de novembro para virar a mesa e evitar uma perda potencial de US$ 245 milhões. No entanto, os touros do Bitcoin recentemente tiveram US$ 230 milhões em posições futuras de compras alavancadas liquidadas, então eles estão menos inclinados a aumentar o preço no curto prazo. Com isso dito, o cenário mais provável é a faixa de US$ 15.000 a US$ 17.000, proporcionando uma vitória decente para os ursos.

Bitcoin: +0,26% em US $ 16.606,900
Ethereum: +3,13%, em US $ 1.202,83
Cardano: +,71%
Solana: +8,74%
Terra Classic: -0,45%

ÍNDICES FUTUROS - 7h30:
Dow: +0,23%
SP500: +0,34%
NASDAQ: +0,48%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +1,31%
Brent: -0,44%
WTI: -0,21%
Soja: +0,49%
Ouro: +0,62%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 23/11/2022



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, depois que as ações dos EUA subiram e o banco central da Nova Zelândia decidiu por uma alta de 75 pontos-base, a maior alta de juros na história do RBZ.

O índice NZX 50 da Nova Zelândia fechou em queda de 0,85%, a 11.323,8 pontos, depois que o Reserve Bank da Nova Zelândia elevou sua taxa de juros em 0,75%, para 4,25%, esforçando-se para controlar a inflação local que agora está em 7,2%.

A vizinha S&P/ASX 200 da Austrália fechou em alta de 0,70%, para 7.231,80 pontos, apesar do governador do Reserve Bank of Australia, Philip Lowe, ter sugerido na terça-feira mais aumentos de juros à frente. A bolsa foi impulsionado por pesos-pesados da mineração e ações de energia mantendo o benchmark em território positivo. Whitehaven e Yancoal registraram novamente os melhores desempenhos do dia em meio às esperanças contínuas de preços mais altos do carvão, à medida que a demanda da commodity no Hemisfério Norte aumenta antes do inverno. Whitehaven subiu 5,6%, enquanto Yancoal saltou 3,8%. As gigantes da mineração BHP e Rio Tinto avançaram 0,8% e 0,1%, respectivamente, enquanto a Woodside Energy acrescentou 0,9%, acompanhando as altas das ações de energia dos EUA. Os preços do petróleo subiram durante o horário asiático depois que a Arábia Saudita desmentiu um relatório de que a Opep+ estava considerando aumentar sua produção de petróleo.

O índice Hang Seng de Hong Kong foi negociado em alta de 0,59%, em 17.523,81 pontos.

Na China Continental, o Shanghai Composite subiu 0,26%, enquanto o Shenzhen Component caiu 0,44%.

O Kospi da Coreia do Sul fechou em alta de 0,53%, para 2.418,01 pontos.

Os mercados japoneses ficaram fechados por conta de um feriado.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão fechou em alta de 0,42%.

EUROPA: A maioria dos mercados europeus negociam com ligeiras altas na manhã desta quarta-feira, enquanto os investidores avaliavam os dados econômicos da zona do euro e aguardam a última ata da reunião do Federal Reserve dos EUA.

A atividade empresarial caiu em toda a zona do euro pelo quinto mês consecutivo em novembro, aumentando os temores de uma recessão, segundo os dados flash do índice gerentes de compras. O PMI composto da zona do euro do S&P Global subiu para 47,8 em novembro, ante 47,3 em outubro, melhor do que a previsão de 47,0 dos economistas. Segundo o relatório: "os dados do PMI para o quarto trimestre até agora colocam a economia da zona do euro no caminho certo para sua contração trimestral mais acentuada desde o final de 2012, excluindo os meses de lockdown da pandemia". A indústria continuou a liderar a desaceleração, com a produção industrial caindo pelo sexto mês consecutivo, embora a taxa tenha diminuído, disse o relatório. A produção do setor de serviços caiu pelo quarto mês consecutivo. As pressões sobre os preços estão mostrando sinais de arrefecimento, o que deve conter a inflação, no entanto, os setores de manufatura e serviços ainda estão sob forte pressão, disse o relatório.

O índice pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,2% no meio do pregão matinal, com as ações de mineração subindo, enquanto as montadoras de automóveis caem. O índice europeu de blue chips encerrou a sessão de terça-feira em alta de 0,8% em seu nível mais alto em três meses.

O alemão DAX 30 opera próximo de zero, o francês CAC 40 avança 0,1% e o FTSE MIB da Itália cai 0,2%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha e o português PSI 20 sobem 0,1% cada.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,7%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 1,2%, Antofagasta sobe 0,6%, BHP adiciona 0,8% e Rio Tinto opera estável. A produtora de petróleo British Petroleum sobe 1,6%.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA tentam se sustentar em território positivo na manhã de quarta-feira, com os investidores aguardando a ata da reunião do Federal Reserve em busca de pistas sobre o ritmo de futuras altas nas taxas de juros.

Na terça-feira, o Dow Jones Industrial Average subiu 1,18% e fechou a sessão regular em 34.098,10 pontos. O S&P 500 subiu 1,36%, fechando acima do nível de 4.000 pontos pela primeira vez desde setembro, em 4.003,58 pontos, enquanto isso, o Nasdaq Composite saltou 1,36%, para 11.174,41 pontos.

Os investidores ignoraram os temores de novos bloqueios na China depois que o país relatou suas primeiras mortes por Covid desde maio no fim de semana. Os "traders" preferiram se concentraram em alguns relatórios de ganhos fortes e apostaram na probabilidade de uma flexibilização da política monetária do Fed daqui para frente, acreditando que o Fed provavelmente moderará um pouco a sua linguagem.

O rendimento do Tesouro de 10 anos estava sendo negociado em torno de 3,7650% por volta das 5h40 (horário de Brasilia), depois de subir menos de um ponto-base. O rendimento do Tesouro de 2 anos, mais sensível às políticas do Fed, subia cerca de dois pontos-base para 4,5372%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto base é igual a 0,01%.

Falando em uma conferência organizada pelo Banco Central do Chile na terça-feira, a presidente do Fed de Kansas City, Esther George, disse que as taxas de juros ainda podem ter que subir enquanto o Fed trabalha para reduzir a inflação e restringir a demanda do consumidor. Os comentários de George ecoaram o tom de seus colegas no início da semana, que indicava amplamente que as taxas continuariam a subir, mas potencialmente em um ritmo mais lento.

Na agenda econômica, os investidores acompanharão a última ata da reunião do Fed às 16h00 desta quarta-feira para obter informações sobre a abordagem do banco central sobre a política monetária antes da reunião do Fed de dezembro. No início de novembro, o banco central decidiu pela quarta alta consecutiva de 0,75 ponto percentual, que levou as taxas ao nível mais alto desde 2008. Os economistas estão prevendo um aumento de meio ponto percentual em dezembro e aumentos menores nas taxas no ano que vem.

Antes disso, os investidores analisarão os dados mais recentes sobre reivindicações de seguro-desemprego às 10h30. Economistas estão prevendo 225.000 pedidos do auxílio para a semana encerrada em 19 de novembro, um ligeiro aumento em relação aos 222.000 sinistros iniciais da semana anterior. No mesmo horário sairá os dados mais recentes sobre os pedidos de bens duráveis ​​e vendas de casas novas em outubro. As estimativas sugerem que os bens duráveis ​​em outubro devem ter subido 0,5% em relação ao mês anterior.

As bolsas de valores dos EUA estarão fechadas para o feriado do Dia de Ação de Graças na quinta-feira, 24 de novembro e reabrirão no dia seguinte em uma sessão abreviada na Black Friday, com o pregão terminando às 15h. O mercado de títulos dos EUA segue um cronograma semelhante. Fecha no Dia de Ação de Graças e encerra a sessão da Black Friday às 14h.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas registram um dia de recuperação, com o Bitocin distanciando das mínimas de dois anos registrada no dia anterior, mesmo com os investidores permanecendo cautelosos sobre uma possível disseminação do contágio do colapso da exchange de criptomoedas FTX.

Este ano está sendo difícil para as criptomoedas, com a indústria sendo atormentada por colapsos, problemas de liquidez e falências no setor. Mais de US$ 1,3 trilhão em valor foi eliminado de todo o mercado de criptomoedas este ano.

A recuperação coincide com a notícia de que a Ark Investment Management de CathieWood comprou US $ 1,5 milhão no Grayscale Bitcoin Trust (GBTC). Apesar dos ganhos na terça-feira, alguns analistas dizem que o mercado está "em digestão" e é possível ver o Bitcoin cair ainda mais, possivelmente para o nível de US $ 12.500 antes do final do ano.

Um analista da Oanda acredita que os "traders" de cripto já estão precificando a falência da Genesis, uma corretora americana que vem sendo especulada como a próxima vítima do contágio do caso FTX e acredita que o contágio da FTX afetará muitos, mas parece que necessário um novo catalisador para que os vendedores possam voltar a imperar no mercado.

O Bitcoin sobe mais de 5% nas últimas 24 horas e negocia acima de US $ 16.500, enquanto o Ethereum, a segunda maior criptomoeda, sobe mais de 7%, negociando acima de US $ 1.100.

Bitcoin: +5,27% em US $ 16.537,90
Ethereum: +7,10%, em US $ 1.162,89
Cardano: +4,34%
Solana: +14,15%
Terra Classic: +8,80%

ÍNDICES FUTUROS - 7h30:
Dow: +0,10%
SP500: +0,18%
NASDAQ: +0,08%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -0,41%
Brent: -0,84%
WTI: -0,74%
Soja: +0,17%
Ouro: -0,22%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.