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RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 17/01/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, com os investidores digerindo uma série de dados econômicos chineses.

Na China continental, o Shenzhen Component lutou por direção e fechou em ligeira alta de 0,12%, em 11.800,55 pontos e o Composto de Xangai caiu 0,10%, em 3.224,24 pontos, após os dados mostraram que o PIB do país cresceu 2,9% em 2022, acima do crescimento esperado de 1,8%, marcando um dos crescimentos mais lentos em décadas. Embora o crescimento trimestral tenha sido estável, ainda superou as expectativas de uma contração de 0,8%. As vendas no varejo da China em dezembro superaram as estimativas, caindo apenas 1,8% em uma base anualizada, significativamente melhor do que o declínio de 8,6% projetado em uma pesquisa da Reuters. A produção industrial cresceu 1,3% em dezembro, acima das expectativas de alta de 0,2%. Apesar dos dados melhores do que o esperado, o yuan offshore chinês enfraqueceu acentuadamente passando de 6,7403 para 6,7563 em relação ao dólar americano logo após a divulgação dos dados.

O Goldman Sachs disse que o "movimento de saída" da China durante a reabertura derrubou significativamente sua economia. "O movimento devido à reabertura mais rápida do que o esperado da China afetou fortemente a atividade econômica nos últimos meses, devido ao aumento de infecções, escassez temporária de mão de obra e interrupções na cadeia de suprimentos”, afirmou o relatório. ″É surpreendente que os números reportados para dezembro não tenham sido piores”, disseram os economistas.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,78%, em 21.577,64 pontos, enquanto o índice Hang Seng Tech caiu 0,88%.

No Japão, o Nikkei contrariou a tendência regional ao subir 1,28%, liderando os ganhos na região, enquanto o Banco do Japão iniciou sua reunião de política monetária de dois dias. O rendimento do tesouro de 10 anos do Japão continuou a testar o teto superior da faixa de tolerância do banco central.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 cedeu 0,03%, fechando em 7.386,30 pontos, com as quedas nos preços do minério de ferro e do carvão pesando sobre as mineradoras locais. O preço do minério de ferro caiu em meio às notícias de que a China estaria apertando a supervisão dos preços do minério de ferro, pressionando os pesos-pesados da mineração, como BHP, que caiu 1,3% e Fortescue Metals Group, que perdeu 1,5%. As mineradoras de carvão Yancoal, New Hope Corporation e Whitehaven também caíram, perdendo 3,5%, 2,6% e 2,2%, respectivamente, reflexo da queda do preço do carvão. A empresa de mineração e metais South32 teve o maior declínio, caindo 3,7%. A gigante da mineração australiana Rio Tinto divulgou seus resultados de produção do quarto trimestre, que superaram ligeiramente as estimativas. “O foco da Rio Tinto tem sido o minério de ferro, que tem apoiado todo o setor nos últimos meses, com uma "call" que finalmente se concretizou no final do ano passado e no início deste ano”. As ações da empresa negociaram em queda de 1,1%.

O Credit Suisse acredita que os preços do minério de ferro atingirão um pico de cerca de US$ 130 a US$ 140 este ano, com foco na reabertura da China e a implementação de medidas de estímulo à infraestrutura. "Essas medidas “sustentarão a demanda por minério de ferro ao longo deste ano até o ano que vem”.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 0,73% e fechou em 2.379,39 pontos.

O índice MSCI para Ásia-Pacífico, exceto Japão, fechou em queda de 0,47%.

EUROPA: As bolsas europeias operam em baixa nesta terça-feira, com as preocupações sobre a economia global no topo da agenda do Fórum Econômico Mundial em Davos nesta semana.

Preocupações com o rumo da economia global, inflação persistente, fragmentação e crescimento lento estão no topo da agenda, assim como a guerra na Ucrânia estão na pauta em Davos.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 0,3% no meio da sessão matinal, com ações de viagens e lazer subindo, enquanto as ações de automóveis lideram as perdas.

O alemão DAX 30 cai 0,1%, o francês CAC perde 0,2% e o FTSE MIB da Itália recua 0,5%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,3% e o português PSI 20 tomba 1,2%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,2%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 0,4%, Antofagasta cai 0,9%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto operam em alta de 0,4$ e 0,1%, respectivamente. A petrolífera BP também sobe 0,4%.

O setor imobiliário do Reino Unido permaneceu lento nos últimos meses, com o Banco da Inglaterra continuando a aumentar agressivamente as taxas de juros para conter a inflação de dois dígitos. O CEO do Lloyds Bank disse que os preços das casas no Reino Unido cairão até 10% este ano, à medida que as taxas de hipoteca mais altas e a crise mais ampla do custo de vida restringem a compra de casas.

O relatório do site imobiliário britânico Rightmove na segunda-feira mostrou que os preços das casas subiram ligeiramente em janeiro pela primeira vez em dois meses, enquanto o Escritório independente de Responsabilidade Orçamentária prevê que as famílias do Reino Unido enfrentarão sua queda mais acentuada nos padrões de vida já registrada.

A taxa de desemprego do Reino Unido permaneceu inalterada em 3,7% nos três meses até novembro em comparação com o segundo trimestre, o crescimento dos salários continuou a acelerar, um sinal de que o mercado de trabalho permaneceu apertado, com a redução da demanda por mão de obra. Economistas esperavam que a taxa de desemprego aumentasse para 3,8%. As vagas de emprego continuaram a diminuir nos três meses até dezembro, aumentando as evidências de que a fraca atividade econômica está pesando sobre a demanda por trabalhadores. Ainda assim, as vagas permaneceram bem acima dos níveis pré-pandemia. Os salários aceleraram ainda mais nos três meses até novembro. Os ganhos médios semanais excluindo bônus aumentaram 6,4% no ano, mais do que os 6,1% registrados de agosto a outubro e a taxa de crescimento mais forte observada fora do período de pandemia de coronavírus. Ajustados pela inflação, os salários caíram 2,6%.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA negociam em baixa na manhã de terça-feira no retorno do feriado, enquanto os investidores aguardam mais balanços corporativos.

Todos os três principais índices estão saindo de duas primeiras semanas positivas de negociação em 2023. O Nasdaq Composite está liderando a alta de 5,9%, com os investidores comprando ações de tecnologia em meio á esperanças crescentes de um cenário melhor para ações de crescimento. O S&P 500 e o Dow avançaram 4,2% e 3,5%, respectivamente, desde o início do ano.

Os ganhos estão relacionados à inflação que os investidores viram como uma indicação de uma economia está esfriando, na esperança de que o Federal Reserve desacelere os aumentos das taxas de juros mais uma vez. Na semana passada, o índice de preços ao consumidor de dezembro mostrou que os preços caíram 0,1% em relação ao mês anterior, mas os preços ainda estavam 6,5% acima do mesmo mês do ano anterior.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA operam de forma mista nesta terça-feira, com os investidores aguardando comentários de palestrantes do Federal Reserve ao longo da semana que podem fornecer pistas sobre os planos da política econômica do banco central e aguardavam os principais dados econômicos. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos subia três pontos-base para 3,5476% por volta das 5h30 (horário de Brasília). O rendimento do Tesouro de 2 anos estava praticamente quase estável e estava sendo negociado em torno de 4,2426%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto-base é igual a 0,01%.

O presidente do Fed de Nova York, John Williams está programado para falar em um evento às 17h00 da terça-feira. As incertezas sobre a próxima alta das taxas de juros por parte do banco central, de 25 ou 50 pontos-base em sua próxima reunião que acontecerá entre os dias 31 de janeiro e 1º de fevereiro tem se espalhado entre os "traders" nas últimas semanas. Muitos estão preocupados que o ritmo dos aumentos de juros implementados pelo Fed até agora em sua luta contra a alta inflação possa arrastar a economia dos EUA para uma recessão. Depois de anunciar quatro aumentos consecutivos de 75 pontos-base nas taxas, o Fed diminuiu ligeiramente o ritmo para 50 pontos-base em sua última reunião em dezembro. Muitos analistas esperam que o banco central volte a desacelerar, ou suspenda completamente os aumentos das taxas este ano. A leitura do índice de preços ao consumidor da semana passada mostrou que os preços de bens e serviços caíram mensalmente em dezembro. Os investidores terão novas informações sobre a evolução da inflação na terça-feira, quando os números do índice de preços ao produtor de dezembro serão divulgados.

Na agenda econômica de hoje, o Índice de Manufatura do Empire State sairá às 10h30.

O foco do investidor também se volta para as finanças corporativas com o início da temporada de resultados. Os bancos ocuparam o centro do palco na sexta-feira, enquanto os investidores digeriam os comentários sobre a probabilidade de uma recessão. O Goldman Sachs e o Morgan Stanley devem reportar seus números trimestrais antes do sino na terça-feira, seguidos pela United Airlines após o fechamento do mercado.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas continuaram a subir na terça-feira, empurrando para níveis não vistos desde o colapso da exchange cripto FTX e registrando os preços mais altos em meses.

O Bitcoin sobe mais de 1% nas últimas 24 horas, negociando acima de US $ 21.100. O maior ativo digital vem subindo desde a semana passada, saindo da faixa de negociação de US $ 16.500 a US $ 17.000 que dominou no mês passado e superando o nível chave de US $ 20.000 no fim de semana. O Bitcoin agora está sendo negociado no nível mais alto desde o início de novembro de 2022, antes que a falência da FTX abalasse os mercados, testando a alta de novembro em US $ 21.500 e pode deixar para trás a máxima de novembro se o PPI dos EUA na quarta-feira corresponder com às expectativas do mercado.

O Bitcoin e seus pares provavelmente tem seguido os mercado de ações e devem acompanhar o Dow Jones Industrial Average e o S & P 500. Criptos e ações tornaram-se intimamente ligadas em meio ao cenário macro difícil de inflação aquecida, aumento das taxas de juros e riscos de recessão.

Segundo analistas técnicos, se a resistência de US$ 21.500 for superada, isso marcaria uma mudança significativa, sugerindo a próxima resistência na máxima de agosto em torno de US$ 25.200, mas citam cautela com sinais de "sobrevenda", o que é visto como "uma razão para não perseguir o rali".

O Ethereum, a segunda maior criptomoeda, sobe quase 1% nas últimas 24 horas, negociando acima de US $ 1.550.

Bitcoin: +1,37% em US $ 20.850,30
0Ethereum: +0,97% em US $ 1.562,17
Cardano: +0,45%
Solana: +0,46%
Terra Classic: -0,07%

ÍNDICES FUTUROS - 7h55:
Dow: -0,17%
SP500: -0,22%
NASDAQ: -0,29%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -1,30%
Brent: +0,77%
WTI: +0,04%
Soja: -0,84%
Ouro: -0,68%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 16/01/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: Os mercados asiáticos subiram nesta segunda-feira, com as expectativas de inflação desacelerando nos EUA, elevando o sentimento dos investidores na região.

Na China continental, o Shenzhen Component subiu 1,58%, fechando em 11.785,77 pontos, liderando os ganhos na região, enquanto o Shanghai Composite subiu 1,01%, para 3.227,59 pontos, após os preços das casas no país caírem ainda mais em dezembro. No fim de semana, a China relatou um aumento de quase 60.000 mortes por Covid desde o fim das restrições no mês passado. O anúncio veio depois que a Organização Mundial da Saúde criticou a China, alegando que o país estava subnotificando as mortes.

O índice Hang Seng de Hong Kong fechou praticamente estável em 21.746,72 pontos após apagar os ganhos iniciais.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,82%, para 7.388,2 pontos, atingindo uma máxima de oito meses com todos os setores negociando no verde. As mineradoras Rio Tinto e Fortescue Metals caíram 0,2% e 2,7%, respectivamente, enquanto a rival BHP avançou 0,2%. Entre as petrolíferas, Santos subiu 0,3% e Woodisde Energy avançou 2%.

O Nikkei do Japão caiu 1,14% para 25.822,32 pontos. Os preços ao produtor do Japão, ou preços no atacado, subiram 10,2% em dezembro em comparação com o ano anterior, superior ao aumento de 9,5% esperado por economistas, segundo dados oficiais e marcou o terceiro aumento consecutivo nas leituras mensais. Em termos mensais, os preços ao produtor do país subiram 0,5% mensalmente, também acima das expectativas de alta de 0,3%.

O Kospi da Coreia do Sul avançou 0,58% para 2.399,86 pontos.

O índice MSCI para a região Ásia Pacifico, exceto Japão, subiu 0,20%.

EUROPA: Os mercados europeus seguiram a tendência positiva estabelecida nos mercados da Ásia-Pacífico durante a noite e abriram cautelosamente em alta na segunda-feira, impulsionados pelo arrefecimento dos dados da inflação nos EUA na semana passada, que elevou o sentimento dos investidores.

O índice pan-europeu Stoxx 600 opera entre pequenas altas e baixas, com as ações de saúde liderando os ganhos, enquanto o setor de viagens e lazer estava operando em queda.

O alemão DAX 30 sobe 0,1%, o francês CAC 40 recua 0,1%, enquanto o FTSE MIB da Itália avança 0,1%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 cai 0,3% e o português PSI 20 cede 0,5%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,1%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American e Antofagasta cai 0,3% cada, enquanto entre as gigantes, BHP cai 1,1% e Rio Tinto recua 1,5%. A petrolífera BP avança 0,1%.

O Fórum Econômico Mundial na Suíça é um dos principais focos dos mercados europeus para esta semana. Chefes de estado e líderes empresariais se juntam com acadêmicos e inovadores em Davos. Os principais temas para os delegados debaterem e discutirem são a guerra na Ucrânia, a instabilidade e incerteza econômica e as mudanças climáticas, entre outras coisas. O WEF deste ano ocorre em meio a uma crise de custo de vida para muitos e alguns líderes não comparecerão à reunião anual porque as crises domésticas persistem. O chanceler alemão Olaf Scholz é o único líder do Grupo dos Sete definido para participar do fórum este ano.

A ministra da Defesa alemã, Christine Lambrecht, renunciou em meio a críticas sobre a resposta de Berlim à guerra na Ucrânia. Sua saída ocorre quando a Alemanha pondera se deve aprovar um aumento no apoio militar à Ucrânia, a fim de ajudar as forças armadas de Kiev a prevalecer contra o ataque russo.

As venda no atacado na Alemanha em novembro caíram 1,6% ante novembro, enquanto a taxa anualizada ficou em 12,8% no último mês de 2022, confirmando a tendência de queda. Em outubro a alta foi de 17,4%, enquanto em novembro a alta foi de 14,9% na comparação com os mesmos meses de 2021. A alta dos preços no atacado é atribuída ao aumento do valor das matérias-primas. Na comparação anual, o maior impacto na taxa de dezembro nos preços no atacado foi no grupo dos produtos petrolíferos e individualmente, as maiores variações ocorreram nos combustíveis e animais vivos, informou o Destatis, o órgão federal de estatísticas do país.

EUA: Os mercados de ações e títulos estão fechados nesta segunda-feira, em razão da celebração do feriado do Dia de Martin Luther King Jr.

Na sexta-feira, as ações dos EUA encerraram a volátil semana em alta, com os bancos de Wall Street apresentando resultados financeiros do quarto trimestre mais fortes do que o esperado, mas alertando para uma iminente desaceleração econômica. O S&P 500 subiu 0,40%, fechando em 3.999,09 pontos e registrou um ganho semanal de 2,7%, enquanto o Dow Jones Industrial Average subiu 0,33% e avançou 2% na semana, enquanto o Nasdaq Composite subiu 0,71% na sexta-feira e 4,8% na semana, de acordo com o Dow Jones Market Data. O S&P e o Nasdaq registraram sua segunda semana positiva consecutiva e o melhor desempenho semanal desde novembro.

Na quinta-feira, os dados do índice de preços ao consumidor de dezembro mostraram que a inflação desacelerou novamente, com a inflação anual recuando pelo sexto mês consecutivo, caindo de 7,1% em novembro, para 6,5% em dezembro. O núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como custos de alimentos e energia, subiu 5,7% em dezembro em relação ao ano anterior. Os futuros dos fundos do Fed agora refletem uma probabilidade de 94% de um aumento de 25 pontos-base em fevereiro, acima dos cerca de 77% na quarta-feira, de acordo com a CME FedWatch Tool.

Na sexta-feira, a pesquisa de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan mostrou que a perspectiva de inflação de um ano caiu para 4%, a terceira queda mensal consecutiva e o nível mais baixo desde abril de 2021. O JPMorgan Chase registrou receita que superou as expectativas, mas mesmo assim, o banco alertou que está reservando mais dinheiro para cobrir perdas de crédito para uma “recessão leve”. O banco registrou uma provisão de US$ 2,3 bilhões para perdas de crédito no trimestre, um aumento de 49% em relação ao terceiro trimestre. Os CEOs do Citigroup e do Bank of America também disseram que estão prevendo uma “recessão leve”. O Wells Fargo, cujos lucros no último trimestre foram cortados pela metade, disse que está se preparando para que a economia “fique pior do que nos últimos trimestres”.

Em uma pesquisa trimestral do Wall Street Journal, quase dois em cada três economistas esperam que os EUA entrem em recessão este ano, aproximadamente a mesma porcentagem da pesquisa anterior, embora muitos acreditem que a contração econômica será leve.

CRIPTOMOEDAS: Os mercados de criptomoedas reagem ao movimento positivo do Bitcoin iniciado no sábado, quando ultrapassou a marca de US $ 21.000.

Esta é a primeira vez desde 8 de novembro de 2022 que o Bitcoin ultrapassa a marca de US $ 20.000 e crava uma sequência de 11 dias de ganhos. O Bitcoin subiu 25% este ano, a maior parte dos ganhos ocorrendo desde a última terça-feira, quando a maior criptomoeda ainda pairava perto de US $ 17.400. O aumento ocorre em meio à confiança renovada dos investidores de que o banco central dos EUA está domando a inflação sem levar a economia para recessão, uma tendência que fez com que os investidores buscassem ativos mais arriscados este ano.

O rali forçou os ursos a liquidar centenas de milhões de dólares em posições "short". De acordo com a Coinglass, estes totalizaram cerca de US $ 125 milhões apenas para 14 de janeiro, com o período de 11 de janeiro em diante somando quase US $ 300 milhões em liquidações "short".

O Bitcoin sobe 0,62% nas últimas 24 horas e negocia em torno de US $ 20.800, enquanto o segundo maior token, o Ether sobe 1,16%, tentando romper os US $ 1.550.

Bitcoin: +0,62% em US $ 20.850,30
0Ethereum: +1,16% em US $ 1.550,00
Cardano: +2,09%
Solana: +3,94%
Terra Classic: +1,77%

ÍNDICES FUTUROS - 7h35:
Dow: -0,27%
SP500: -0,40%
NASDAQ: -0,70%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -4,31%
Brent: -0,36%
WTI: -0,56%
Soja: +0,63%
Ouro: -0,08%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 12/01/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, com os investidores aguardando o relatório do índice de preços ao consumidor dos EUA. Economistas esperam que a inflação tenha esfriado em dezembro, o que pode sinalizar ao Federal Reserve que os aumentos anteriores nas taxas de juros surtiram os efeitos pretendidos.

O S&P/ASX 200 da Austrália fechou em alta de 1,18%, em 7.280,40 pontos, com todos os setores terminando no verde em meio à um aumento nos preços das commodities e melhora do otimismo sobre a economia global. A empresa de lítio Pilbara Minerals subiu 4,5% e a produtora de minério de ferro Fortescue Metals Group que avançou 2,8% estavam entre as principais levantadoras. Os pesos pesados BHP e Rio Tinto ganharam 1,1% cada. Entre as produtoras de petróleo, Woodside Energy e Santos fecharam em alta de 2,1% e 0,9%, respectivamente.

A Austrália reportou um superávit comercial de 13,2 bilhões de dólares australianos (cerca de US $ 9,1 milhões) em novembro, superando a previsão da Reuters de AU $ 10,4 bilhões. O número de novembro também marca um aumento do superávit comercial de outubro de AU $ 12,74 bilhões. As importações da Austrália caíram 1,5% em novembro em relação a outubro, enquanto as exportações caíram 0,4%.

O Nikkei do Japão fechou estável em 26.449,82 pontos. Segundo o Yomiuri Shimbun, o Banco do Japão examinará os efeitos colaterais da flexibilização monetária em sua reunião de política monetária na próxima semana. “Isso ocorre porque a taxa de juros do mercado continua distorcida mesmo após a revisão da política no final do ano passado”, escreveu jornal japonês. No mês passado, o banco central ampliou sua tolerância à curva de rendimento para JGBs de 10 anos para 0,5% para ambos os lados ante sua meta de 0%, acima da faixa anterior de 0,25%.

O Kospi da Coreia do Sul subiu 0,24%, para 2.365,10 pontos.

O índice Hang Seng de Hong Kong fechou em alta de 0,28%, em 21.496,00 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composite fechou praticamente estável, fechando em alta de 0,05% em 3.163,45 pontos e o Shenzhen Component subiu 0,23%, para 11.465,73 pontos. O índice de preços ao consumidor da China subiu 1,8% em dezembro em relação ao ano anterior, em linha com as expectativas da Reuters e acima da leitura do mês anterior de 1,6%. A leitura também ficou estável em relação à de novembro, melhorando de uma queda de 0,2%. O índice de preços ao produtor da China caiu 0,7% em dezembro em relação ao ano passado, pior do que as expectativas de uma queda de 0,1%. “Os preços dos legumes frescos e frutas frescas subiram 7,0% e 4,7%, respectivamente”, disse o relatório.

EUROPA: As bolsas europeias operam em alta nesta quinta-feira.

O índice Europe Stoxx 600 atingiu seu nível mais alto desde abril de 2022 na manhã de quinta-feira, enquanto os investidores aguardam dados de inflação dos EUA. O índice pan-europeu estava sendo negociado em torno de 450 às 6h30 (horário de Brasília), com ações de viagens e lazer liderando os ganhos.

O alemão DAX 30 sobe 0,6%, enquanto francês CAC 40 e o FTSE MIB da Itália sobem 0,7% cada.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha e o português PSI 20 avançam 0,7% cada.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,6%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 0,2%, Antofagasta adiciona 0,9% e as gigantes BHP e Rio Tinto sobem 1,5% cada. A petrolífera BP sobe 1,1%.

EUA: Os contratos futuros dos índices de ações dos EUA caem ligeiramente nas negociações de pré-mercado na quinta-feira, com investidores estarão de olho no importante relatório de inflação para avaliar as perspectivas de aumento da taxa de juros do Federal Reserve.

As ações avançaram na quarta-feira, com os investidores apostando que o Fed poderia desacelerar seus aumentos de juros devido preços mais moderados. O Dow subiu mais de 260 pontos, alta de 0,80%, em 33.973,01 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 1,28%, em 3.969,61 pontos, com todos os 11 setores terminando o dia em alta. O Nasdaq Composite, pesado em tecnologia, avançou 1,76%, em 10.931,67 pontos, marcando uma sequência de quatro dias.

O Bureau of Labor Statistics publica o índice de preços ao consumidor de dezembro às 10h30 e espera-se que a inflação tenha desacelerado significativamente em dezembro em relação ao ano anterior, à medida que os preços do gás e dos bens caíram, refletindo os efeitos do aperto monetário do Federal Reserve na economia em geral. Economistas esperam que o índice de preços ao consumidor caia 0,1% em dezembro e suba 6,5% em relação ao ano anterior, em comparação com um ganho mensal de 0,1% em novembro e um ritmo anual de 7,1%. O CPI está bem abaixo do pico de 9,1% em junho. Excluindo os preços de alimentos e energia, os economistas esperam que o IPC de dezembro seja 0,3% maior que o do mês anterior e 5,7% maior que um ano atrás. Esse seria o sexto mês consecutivo de desaceleração no ritmo anual da inflação, que atingiu um pico acima de 9% em junho e traria a taxa de inflação de volta ao seu nível mais baixo em mais de um ano, desde outubro de 2021.

O JPMorgan prevê uma grande probabilidade de que o índice S&P 500 suba após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor dos EUA nesta quinta-feira. A maior probabilidade segundo o chefe de inteligência de mercado do banco é que o CPI apresente avanço entre 6,4% e 6,6% nos 12 meses até dezembro. O banco traçou 3 cenários: as chances da inflação ficar dentro do consenso é de 65% e espera-se que o S&P 500 suba entre 1,5% e 2%. A probabilidade cai para 20% caso inflação fique abaixo de 6,4% e neste cenário, a bolsa americana pode subir entre 3% e 3,5%. As chances da inflação ficar acima de 6,6% cai para 15% e o S&P 500 pode cair entre 2,5% e 3%.

Essa é a última leitura do CPI antes da próxima reunião do Fed em 31 de janeiro e 1º de fevereiro, que deve anunciar a decisão do banco central sobre a taxa de juros. Autoridades do Fed vem sugerindo que a política futura deve ser influenciadas por novos números de inflação.

Depois de implementar quatro aumentos consecutivos de 75 pontos-base nas taxas, o banco central desacelerou ligeiramente o ritmo de aumentos das taxas para 50 pontos-base em sua última reunião. Muitos esperam que o Fed continue a desacelerar, ou pausar completamente, os aumentos das taxas, à medida que se espalham as preocupações sobre seu ritmo arrastando a economia dos EUA para uma recessão.

Os rendimentos do Tesouro dos EUA caem nesta quinta-feira. O rendimento dos títulos do governo de 10 anos caia quase três pontos-base para 3,528% às 6h30 (horário de Brasília). O rendimento da nota do Tesouro de 2 anos era negociado em torno de 4,2262%, depois de cair menos de um ponto-base. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto-base é igual a 0,01%.

Na agenda econômica de hoje, os dados dos pedidos iniciais de auxílio-desemprego também sairá às 10h30 e o extrato mensal do orçamento para dezembro será divulgado às 16h00.

Os investidores também estarão observando três presidentes regionais do Fed ao longo da manhã. As autoridades do Fed tem dito repetidamente que esperam que o Fed continue subindo as taxas até que a inflação seja reduzida à meta de 2%, mesmo que isso signifique empurrar a taxa dos fundos federais para além de 5%. Nesta semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, reiterou que restaurar a estabilidade de preços estava no topo das questões do Fed em sua primeira aparição pública do ano. "Restaurar a estabilidade de preços quando a inflação está alta pode exigir medidas que não sejam populares no curto prazo, à medida que aumentamos as taxas de juros para desacelerar a economia", disse ele em um evento organizado pelo Riskbank, o banco central sueco.

O presidente do Fed da Filadélfia, Patrick Harker, o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard e o presidente do Fed de Richmond, Thomas Barkin, devem falar hoje às 9h30, 13h30 e 14h40, respectivamente. Os mercados estarão atentos a qualquer indicação sobre quantos mais aumentos de juros o banco prevê e por quanto esperam aumentar as taxas. Ainda há algum debate entre as autoridades do Fed sobre se devem subir meio ponto percentual, como aconteceu da última vez, ou um quarto de ponto percentual na reunião do FOMC, em 1º de fevereiro. No início deste mês, Barkin disse que fazia sentido "orientar mais deliberadamente" enquanto o banco central trabalha para reduzir a inflação. Se a inflação vier mais fraca do que o esperado, é possível que mais autoridades do Fed possam adotar um tom mais suave sobre o aumento das taxas.

B3: Os criptoativos reagem positivamente nesta quinta-feira, com os investidores apostando em um arrefecimento da inflação nos EUA e digerindo notícias de que os advogados da problemática exchange cripto FTX encontraram bilhões de dólares em ativos, aumentando as esperanças de seus usuários.

O Bitcoin sobe acima de US$ 18.000 pela primeira vez desde 14 de dezembro, com alta de 4% nas últimas 24 horas. O Bitcoin caiu cerca de 74% em relação ao recorde histórico de novembro de 2021, de US$ 68.990. No ano passado, quase US$ 1,4 trilhão foi eliminado do mercado de criptomoedas, com os investidores desfazendo ativos de risco como ações de crescimento e tecnologia, sugerindo uma correlação crescente com os principais benchmarks de ações, como o Nasdaq Composite.

O Ethereum, a segunda maior moeda digital, sobe quase 5%, tentando romper os US $ 1.400.

Os detentores de ativos de risco, como criptomoedas, esperam um abrandamento da leitura do CPI, mas muitos investidores institucionais permanecem cautelosos, apesar do rali desta semana. Um analista disse que se o apetite por risco permanecer intacto após o relatório de inflação, o Bitcoin pode registrar outro rali em busca de níveis acima de US $ 18.500 mas se a inflação continuar alta, o bitcoin poderá cair de volta para as mínimas de dezembro.

Changpeng Zhao, CEO da Binance, disse na quarta-feira que a sua empresa planeja aumentar as contratações de 15% a 30% em 2023, em contraste com outras que cortaram empregos. A Binance diz que tem ativos mais do que suficientes para cobrir passivos.

Bitcoin: +4,24% em US $ 18.186,30
0Ethereum: +4,96% em US $ 1.401,16
Cardano: +2,27%
Solana: -0,25%
Terra Classic: -0,46%

ÍNDICES FUTUROS - 7h35:
Dow: -0,06%
SP500: -0,10%
NASDAQ: -0,18%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +1,36%
Brent: +1,27%
WTI: +1,20%
Soja: +0,73%
Ouro: +0,41%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.