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RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 23/05/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, em meio à preocupações persistentes sobre as negociações do teto da dívida dos EUA.

O índice Hang Seng de Hong Kong liderou as perdas na Ásia caindo 1,82%, fechando em 18.729,50 pontos, o nível mais baixo neste ano.

Os mercados da China continental também caíram, com o Shanghai Composite cedendo 0,11% para terminar em 3.201,26 pontos, seu fechamento mais baixo em mais de quatro meses. O Shenzhen Component fechou em queda de 0,22%, a 10.896,48 pontos, em seu terceiro dia consecutivo de perdas.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 0,50% e terminou em 2.554,69 pontos, sua primeira queda depois de fechar estável na quarta-feira, quando quebrou uma sequência de sete dias de altas. O Banco da Coreia manteve sua taxa básica de juros estável pela terceira vez consecutiva em 3,50%, alinhada com a previsão dos economistas que esperavam que o banco central fizesse uma pausa. No início deste mês, o governador do banco central disse que era “prematuro” discutir um corte nas taxas, citando as taxas de inflação no país que ainda estão acima da meta de 2% do Banco da Coreia. A Coreia do Sul deve divulgar seu índice de preços ao consumidor de maio na sexta-feira.

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 1,07% para terminar em 7.136,90 pontos e registrar seu quarto dia consecutivo de perdas. O índice também atingiu seu nível mais baixo em cerca de dois meses. Mineradoras e bancos puxaram o mercado acionário australiano para baixo. Todos os quatro grandes bancos fecharam em queda. As mineradoras de ouro caíram após uma queda no preço do ouro à vista durante o horário asiático. Evolution Mining, Northern Star e Newcrest fecharam em queda de 4,4%, 3,8% e 1,8%, respectivamente. Os pesos-pesados do minério de ferro BHP, Fortescue e Rio Tinto registraram queda de 1,4%, 2,9% e 1,8%, com o preço do minério de ferro continuando a cair.

No Japão, o Nikkei contrariou a tendência e subiu 0,39% para terminar em 30.801,13 pontos.

O índice MSCI para a região Ásia-Pacífico, exceto Japão, caiu 0,74%.

EUROPA: Os mercados europeus operam mistos na quinta-feira, falhando em afastar o sentimento negativo visto ontem devido às negociações em andamento sobre o teto da dívida dos EUA.

O pan-índice Stoxx 600 sobe 0,3%, com ações de tecnologia subindo, enquanto as ações de varejo caem.

O DAX 30 da Alemanha opera "flat", o francês CAC 40 cai 0,1% e o FTSE MIB da Itália sobe 0,1%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,2% e o português PSI 20 recua 0,3%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,1%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 1,2%, Antofagasta sobe 0,8%, Rio Tinto sobe 0,7%, enquanto BHP cai 0,2%. A petrolífera BP cai 0,8%.

Dados do escritório de estatísticas da Alemanha mostraram uma revisão para baixo do produto interno bruto de zero para -0,3% nos primeiros três meses do ano, colocando a maior economia da Europa em recessão técnica.

EUA: Os contratos futuros dos índices do Dow caem na manhã de quinta-feira depois que a Fitch Ratings colocou a classificação AAA dos Estados Unidos em uma observação negativa, enquanto os futuros do Nasdaq 100 e do S&P 500 sobem.

A Fitch Ratings colocou o rating de classificação AAA dos Estados Unidos em observação negativa, citando a temeridade com o teto da dívida enquanto aproxima da data X, que a secretária do Tesouro, Janet Yellen, disse que poderia ser já em 1º de junho. A agência de classificação disse que as negociações em andamento sobre o teto da dívida aumentaram os riscos de que o governo possa não cumprir os pagamentos de algumas de suas obrigações.

Em um dia de baixa para os principais índices, o Dow Jones Industrial Average postou o quarto dia consecutivo de perdas. O índice de 30 ações caiu 0,77%, fechando em 32.799,92 pontos. O S&P 500 encerrou o dia em queda de 0,73%, em 4.115,24 pontos, enquanto o Nasdaq Composite caiu 0,61%, em 12.484,16 pontos.

Na quarta-feira, o presidente da Câmara, Kevin McCarthy, reiterou que os negociadores devem chegar a uma resolução sobre o teto da dívida, mesmo quando os legisladores lutam para chegar a um acordo sobre os gastos básicos. “Não vamos dar calote”, disse ele durante entrevista coletiva na quarta-feira. “Vamos resolver esse problema”.

Os investidores também digeriram a ata da última reunião do Federal Reserve e indicou que as autoridades estão divididas sobre como progredir a política de taxas de juros. Novos aumentos de juros, portanto, não parecem estar fora de questão antes da próxima reunião de política monetária do banco central. Isso está de acordo com os comentários recentes feitos pelas autoridades do Fed nas últimas semanas, refletiram opiniões divergentes se a inflação diminuiu o suficiente para interromper ou encerrar os aumentos dos juros, ou se mais altas são necessárias. Resumindo, a ata mostrou que o Fed estará observando de perto os dados que serão divulgados para decidir se aumentaria as taxas novamente em junho.

Abordando uma questão de três frentes enfrentada pelos bancos centrais dos EUA, o governador do Federal Reserve, Christopher Waller, disse que é muito cedo para dizer qual escolha é a correta. Os dados das próximas semanas antes da reunião de 13 a 14 de junho determinarão qual é o caminho adequado, disse ele. Waller insistiu que o Fed precisará “manter a flexibilidade” sobre se deve aumentar, pausar ou pular junho com inclinação para aumentar as taxas em julho e expressou dúvidas de que o Fed tenha ido tão longe quanto precisa na luta contra a inflação. “Não espero que os dados que chegam nos próximos meses deixem claro que atingimos a taxa terminal”, disse Waller em um discurso em Santa Bárbara, Califórnia. “Eu não apoio a interrupção dos aumentos de juros, a menos que tenhamos evidências claras de que a inflação está caindo em direção ao nosso objetivo de 2%”.

Os títulos do Tesouro dos EUA sobem na quinta-feira, com os investidores considerando o que poderia vir a seguir para a economia, à medida que as negociações do teto da dívida continuam e a incerteza sobre as perspectivas das taxas de juros se intensifica. Por volta das 5h15, o rendimento do título do Tesouro de 10 anos subia mais de dois pontos-base para 3,7439%. A nota do Tesouro de 2 anos estava sendo negociado acima de quatro pontos-base a 4,3902%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto-base é equivalente a 0,01%.

Na agenda econômica, o PIB sairá às 9h30, juntamente com os pedidos semanais de seguro desemprego. As vendas pendentes de casas será divulgado ás 11h00.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas voltam a perder terreno nesta quinta-feira, continuando a correção ante as máximas registradas no mês passado em meio às incertezas sobre o impasse na elevação do teto da dívida dos EUA.

Assim como o mercado de ações, onde a questão do teto da dívida também vem pesando sobre o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500, o Bitcoin provavelmente continuará reagindo a quaisquer atualizações importantes nas negociações para evitar o calote. Estes devem ser um dos catalisadores de curto prazo mais importantes para as criptomoedas, além de outras forças macroeconômicas ou fatores endógenos do setor dos ativos digitais.

O Bitcoin cai pouco menos de 2% nas últimas 24 horas, mantendo abaixo do limite inferior da faixa de US$ 26.500 a US$ 27.500 que dominou grande parte das últimas duas semanas. O Bitcoin continua mantendo boa parte da alta deste ano mas a maior criptomoeda do mundo vem definhando desde que rompeu os US$ 30.000 em abril pela primeira vez desde junho de 2022 e vem sofrendo correção desde então.

O Ethereum, a segunda maior criptomoeda, também cai e negocia abaixo dos US$ 1.800. Criptos menores ou altcoins seguem misturadas, com Cardano caindo 2%, mas Polygon subindo 1%. As memecoins recuam, com Dogecoin e Shiba Inu caindo entre 1% e 2%.

Bitcoin: -1,89% em US $ 26.240,30
Ethereum: -1,71% em US $ 1.786,06

ÍNDICES FUTUROS - 7h20:
Dow: -0,15%
S&P 500: +0,69%
NASDAQ: +1,78%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,23%
Brent: -1,12%
WTI: -1,26%
Soja: -0,54%
Ouro: -0,07%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 23/05/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: Os mercados da Ásia caíram na quarta-feira., com investidores acompanhando as negociações do teto da dívida dos EUA.

O Shanghai Composite fechou em queda de 1,28%, para 3.204,75, seu nível mais baixo desde 13 de janeiro.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,82%, fechando em 19.077,00 pontos, a segunda perda diária consecutiva, enquanto o índice Hang Seng Tech caiu 2,1%.

No Japão, o Nikkei também registrou uma segunda perda diária consecutiva, fechando em queda de 0,89%, em 30.682,68 pontos, mesmo com o sentimento comercial do país entre os fabricantes tornando positivo pela primeira vez em 2023, de acordo com a pesquisa da Reuters Tankan. A pesquisa Tankan da Reuters é semelhante à pesquisa Tankan trimestral conduzida pelo Banco do Japão, que é usada para formular a política monetária do Japão.

O Kospi da Coreia do Sul quebrou uma sequência de sete dias de altas consecutivas e fechou estável em 2.567,45 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,63% em 7.213,80 pontos, o fechamento mais baixo desde a última quarta-feira, com a maioria dos setores no vermelho. O setor de energia foi um ponto positivo para a bolsa local. O preço do petróleo subiu depois que o ministro saudita da Energia, príncipe Abdulaziz bin Salman, alertou que os especuladores, reforçando temores de que poderia haver desafios futuros no mercado. Ele fez seus comentários antes da próxima reunião da Opep+, onde o cartel de petróleo decidirá sobre seus planos de produção. Woodside e Santos subiram 1% e 1,4%, respectivamente com a notícia. As mineradoras de minério de ferro, incluindo BHP, Fortescue e Rio Tinto caíram 2,2%, 4,1% e 2,1%, respectivamente, com os investidores reagindo mal à contínua fraqueza nos preços do minério de ferro.

O banco central da Nova Zelândia elevou sua taxa básica de juros para 5,5%, em linha com as expectativas de economistas. O país também viu seu volume de vendas no varejo cair 4,1% em relação ao ano anterior no primeiro trimestre, a segunda contração trimestral consecutiva após uma queda de 4% no trimestre encerrado em dezembro.

O índice MSCI para a região Ásia-Pacífico, exceto Japão, caiu 0,77%.

EUROPA: Os mercados europeus caem na manhã de quarta-feira, com o sentimento dos mercados abalado pelas negociações sobre o teto da dívida dos EUA.

O pan-índice Stoxx 600 caí 1,7%, com quase todos os setores caindo.

O alemão DAX 30 cai 1,7%, o francês CAC 40 recua 1,8% e o FTSE MIB da Itália tomba 2,4%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 1,5% e o português PSI 20 opera em baixa de 1,2%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 1,8%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 2,6%, Antofagasta cai 2,4%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto sucumbem 3,1% e 2,4%, respectivamente. A petrolífera British Petroleum opera em baixa de 1%, apesar da alta dos preços do petróleo.

A taxa de inflação no Reino Unido caiu de 10,1% para 8,7%, embora isso tenha ficado acima da estimativa de 8,2%. Na base mensal, os preços subiram 1,2% mês a mês, acima da previsão de 0,8%. A inflação de alimentos e bebidas não alcoólicas diminuiu ligeiramente, mas permaneceu em alta em 19,1%. Segundo um analista, “grande parte da queda de abril deve-se à medidas contábeis”. Os preços de energia subiram 47,5% em abril de 2022. O aumento do núcleo do IPC de 6,2% para 6,8%, foi um “golpe esmagador para o Banco da Inglaterra e indica que as taxas de juros podem não ter atingido o pico", com outro aumento de 25 pontos-base em junho ainda sobre a mesa.

O Fundo Monetário Internacional na terça-feira juntou-se ao Banco da Inglaterra ao dizer que não espera mais uma recessão no Reino Unido este ano.

EUA: Os contratos futuros dos índices de ações dos EUA caem ligeiramente na manhã de quarta-feira, com os investidores continuando de olho nas negociações do teto da dívida.

O presidente da Câmara, Kevin McCarthy, disse que teve uma discussão “produtiva” com o presidente Joe Biden na segunda-feira, no entanto, houve poucos indicadores de progresso nas negociações na terça-feira, já que várias questões importantes ainda eram debatidas. A secretária do Tesouro, Janet Yellen, alertou anteriormente os legisladores de que um possível calote no início de junho é “altamente provável”.

Na sessão regular de terça-feira, o Dow caiu 0,69%, em 33.055,51 pontos, o S&P 500 caiu 1,12%, em 4.145,58 pontos e o Nasdaq Composite caiu 1,26%, fechando em 12.560,25 pontos.

Mesmo que as autoridades de Washington aumentem o teto da dívida, os mercados podem continuar perturbados, de acordo com o chefe do US Bank Wealth Management. Isso porque o Tesouro precisará emitir muita dívida para reabastecer sua conta geral. Os títulos do Tesouro são dívidas emitidas pelo governo dos EUA que vencem de quatro a 52 semanas. A emissão de novos projetos de lei pode chegar a cerca de US$ 1,4 trilhão até o final de 2023, com cerca de US$ 1 trilhão inundando o mercado antes do final de agosto, de acordo com uma estimativa de estrategistas globais do BofA. Eles esperam que o dilúvio até agosto seja cerca de cinco vezes frente à oferta de um período médio de três meses em anos anteriores à pandemia. Segundo um estrategista do BofA, "a boa notícia é que temos um alto grau de confiança em torno de quem vai comprá-lo" e "a má notícia é que não vai estar nos níveis atuais, eles vão baratear".

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA pouco mudam na quarta-feira, com os investidores prestando muita atenção nas negociações do teto da dívida e analisando os dados econômicos que podem fornecer dicas sobre os planos de política monetária do Federal Reserve. Por volta das 6h30, o rendimento do título do Tesouro de 2 anos subia menos de 1 ponto-base, em 4,285%, enquanto o rendimento da nota do Tesouro de 10 anos era negociado estável em 3,69%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto base é igual a 0,01%.

Os investidores também avaliam as perspectivas para a política de taxas de juros do Fed. A ata da última reunião do banco central são esperadas para às 15h00 e podem fornecer novas pistas se o banco central fará uma pausa nos aumentos das taxas e se pode haver cortes nas taxas já neste ano. Recentemente, as autoridades do Fed compartilharam opiniões divergentes sobre o que poderia estar no horizonte para as taxas de juros, com algumas indicando que os dados econômicos serão cruciais para futuras decisões políticas. O indicador de inflação preferido do Fed, o índice de preços de gastos de consumo pessoal, será divulgado na sexta-feira.

Ainda na agenda econômica, os investidores estarão atentos aos estoques semanais de petróleo bruto às 11h30.

A Secretária do Tesouro, Janet Yellen deve falar às 11h05.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas caem na quarta-feira, continuando a perder terreno em relação ao pico do mês passado.

O Bitcoin cai mais de 2% nas últimas 24 horas, perdendo o nível de US $ 27.000, para US$ 26.750, próximo do fundo da faixa entre US $ 26.500 e US $ 27.500 que dominou por duas semanas. Embora o Bitcoin permaneça valorizado em 2023, a maior criptomoeda atingiu o pico no mês passado acima de US$ 30.000 e desde então começou a definhar em meio à volatilidade historicamente baixa.

O cenário macroeconômico tem sido um "vento contrário" para os ativos digitais, com o sentimento de risco dos investidores azedando em meio às negociações do teto da dívida dos EUA e à perspectiva de mais aumentos de juros do Federal Reserve. As negociações para evitar um calote nos EUA continuará sendo um catalisador importante para as criptos nos próximos dias.

O Bitcoin tem tido um desempenho abaixo do mercado de ações, ficando atrás do Dow Jones Industrial Average e do S&P 500 nos últimos dias, apesar do fato de que o teto da dívida tem uma influência mais imediata sobre as ações e isso é um sinal preocupante, segundo um analista. Se e quando a relação entre as duas classes de ativos se romper, geralmente o Bitcoin costuma florescer mais.

O Ethereum, a segunda maior criptomoeda, também cai mais de 2%, permanecendo acima de US$ 1.800. Criptos menores ou altcoins também foram mais fracas, com Cardano e Polygon caindo 1% cada. As memecoins também operam no vermelho, com Dogecoin e Shiba Inu caindo mais de 2%.

Bitcoin: -2,21% em US $ 26.724,10
Ethereum: -2,26% em US $ 1.815,05

ÍNDICES FUTUROS - 7h20:
Dow: -0,35%
S&P 500: -0,33%
NASDAQ: -0,25%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -4,61%
Brent: +1,68%
WTI: +1,88%
Soja: -0,24%
Ouro: +0,14%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 23/05/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa na terça-feira, com as negociações sobre o teto da dívida dos EUA terminando mais uma vez sem um acordo.

No Japão, o Nikkei fechou em queda de 0,42% para 30.957,77 pontos, quebrando uma sequência de sete dias consecutivos de alta. O setor manufatureiro do Japão registrou uma expansão pela primeira vez em sete meses, de acordo com estimativas do au Jibun Bank. O PMI de manufatura chegou a 50,8 em maio, ante uma retração de 49,5 registrados em abril, “sinalizando a primeira melhora nas condições operacionais desde outubro de 2022”, apontou o relatório. Uma leitura do PMI acima de 50 indica expansão, enquanto uma leitura abaixo desse nível indica contração. O banco observou que houve aumentos na produção e nos novos pedidos, com ambas as variáveis ​​subindo na taxa mais forte em 13 meses. As indústrias indicaram que os problemas da cadeia de suprimentos estavam mostrando sinais de melhora. O PMI de serviços do Japão foi de 56,3 em maio, acima dos 55,4 vistos em abril e expandindo pela taxa mais forte desde o início da série. O PMI composto subiu para 54,9, ante 52,9 em abril.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,05%, para terminar em 7.259,90 pontos, apesar das ações de bancos e energia negociarem em alta. A produtora de carvão Whitehaven subiu 0,9% e os pesos-pesados Woodside e Santos ganhou 0,3% cada. As mineradoras BHP e Fortescue Metals caíram 0,9% e 0,3%, enquanto Rio Tinto avançou 0,1%.

O Kospi da Coreia do Sul subiu 0,41%, terminando em 2.567,55 pontos. O sentimento do consumidor da Coreia do Sul subiu em maio para seu nível mais alto em um ano. O Banco da Coreia apontou uma leitura de 98, em comparação com 95,1 há um mês. A inflação deve cair para 3,5%, abaixo dos 3,7% do mês anterior, disse o banco central.

O índice Hang Seng de Hong Kong reverteu os ganhos iniciais e caiu 1,25%, para 19.431,25 pontos, seu nível de fechamento mais baixo desde 21 de março. A inflação de Hong Kong subiu 2,1% em abril em relação ao ano anterior, ligeiramente acima dos 2% esperados por economistas. A inflação de abril também foi superior aos 1,7% registrados em março.

Os mercados da China continental também negociaram em baixa. O Shanghai Composite fechou em queda de 1,52%, a 3.246,24 pontos, liderando as perdas regionais, arrastado por ações do setor financeiro, um dia depois que a China manteve suas taxas preferenciais de empréstimo inalteradas em 3,65%. O Shenzhen Composite fechou em queda de 1,03%, a 11.012,58 pontos.

O índice MSCI para a região Ásia-Pacífico, exceto Japão, caiu 0,53%.

EUROPA: A maioria dos mercados de ações europeus cai na terça-feira, com a continuidade das negociações do teto da dívida dos EUA.

O índice pan-continental Stoxx 600 cai 0,5%, com setores de bens de consumo e varejo caindo, enquanto as telecomunicações e seguros subindo.

O alemão DAX 30 cai 0,1%, o francês CAC 40 perde 0,8% e o FTSE MIB da Itália recua 0,4%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha opera estável e o português PSI 20 sobe 0,2%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,2%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 0,4%, enquanto Antofagasta cai 1%. Entre as gigantes da mineração, BHP e Rio Tinto cedem 0,7% e 0,5%, respectivamente. A petrolífera BP sobe 0,2%.

O PMI da zona do euro para maio mostrou um crescimento sólido que continuou a ser impulsionado pelo setor de serviços e com o setor de manufatura sendo atingida por uma demanda fraca e uma queda nos preços de venda.

Segundo um economista, “é provável que o PIB da zona do euro tenha crescido no segundo trimestre graças ao estado saudável do setor de serviços, no entanto, o setor manufatureiro é um obstáculo poderoso para o ímpeto da economia como um todo”, principalmente as empresas da Alemanha, com novos pedidos caindo significativamente mais do que na França. O índice de produção também está apontando acentuadamente para baixo”.

EUA: Os futuros dos índices das ações dos EUA operam em baixa na manhã de terça-feira, após uma importante reunião sobre o teto da dívida terminar mais uma vez sem um acordo.

Os investidores estão de olho nas negociações de limite de dívida em Washington, esperando por mais certezas à medida que a chamada "data X" de 1º de junho se aproxima.

McCarthy e Biden se encontraram na Casa Branca na noite de segunda-feira, em uma discussão que o presidente da Câmara descreveu como “produtiva” e “profissional”. Essas últimas negociações ocorrem a apenas 10 dias do prazo de 1º de junho e pareciam ter um tom mais positivo após a discussão de uma hora. McCarthy disse: “O presidente e eu sabemos do prazo, então acho que vamos conversar todos os dias (...) até terminarmos isso”, observando que ambas as equipes “voltariam e trabalhariam a noite toda” em um acordo.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, reiterou na segunda-feira que "a menos que um acordo seja fechado, os EUA correm o risco de deixar de pagar sua dívida até 1º de junho".

A reunião segue uma sessão mista em Wall Street, com os investidores acompanhando as últimas atualizações das negociações retomadas do teto da dívida. O Dow perdeu 0,42%, fechando em 33.286,58 pontos, enquanto o S&P 500 terminou praticamente estável, em 4.192,63 pontos. O Nasdaq Composite avançou 0,50%, em 12.720,78 pontos após atingir seu nível intradiário mais alto e o maior fechamento desde agosto.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA seguem mistos na terça-feira, com os investidores refletindo sobre as perspectivas econômicas em meio às preocupações com a negociação do teto da dívida e incertezas sobre o futuro da política monetária do Federal Reserve. Por volta das 5h30, o rendimento do título do Tesouro de 2 anos subia mais de três pontos-base para 4,3544%, enquanto o rendimento dos títulos do Tesouro de prazo mais longo seguiam pouco alterados. O título do Tesouro de 10 anos caia menos de um ponto-base para 3,713%. Os rendimentos e os preços tem uma relação invertida e um ponto-base é equivalente a 0,01%.

As incertezas sobre os próximos movimentos da política de juros do Fed se intensificaram. O presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, disse na segunda-feira que o banco central aumentar ou não as taxas em junho era “uma aposta apertada”. Mesmo que o Fed decida não aumentar os juros, sua campanha de aumento de juros pode não ter terminado, acrescentou.

Nas últimas semanas, as autoridades do Fed compartilharam opiniões divergentes sobre o que poderia vir a seguir para as taxas de juros. Isso ocorre depois que a última decisão e orientação do Fed sobre a taxa gerou esperanças entre os investidores de uma pausa no aumento da taxa ou mesmo de cortes nas taxas ainda este ano.

Na agenda econômica, os dados do PMI nos setores de manufatura e serviços sairá às 10h45, enquanto as vendas de novas residências e o Índice de Manufatura de Richmond sairá às 11h00.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas sobem na terça-feira, mas continuam abaixo dos principais níveis em meio à uma correção do recente pico de abril para os preços dos ativos digitais. Um acordo para aumentar o teto da dívida dos EUA permanece indefinido e criou incerteza para os "traders" de criptomoedas recentemente

Segundo um analista, "os investidores de criptomoedas não tem certeza de como o Bitcoin se comportará ao longo dos próximos dias por conta das negociações do teto da dívida".

O Bitcoin sobe 1,5%% nas últimas 24 horas, ultrapassando o limite de US $ 27.000. O maior ativo digital permanece preso em uma zona entre US$ 26.500 e US$ 27.500, que se manteve por grande parte das últimas duas semanas e representa uma das faixas de negociação mais apertadas para o preço do Bitcoin em anos. Embora o Bitcoin permaneça em alta de cerca de 60% neste ano, a moeda não conseguiu manter o pico de abril acima de US$ 30.000, níveis mais altos desde junho de 2022, com os "traders" de olho em vários catalisadores em um cenário de volatilidade crescente.

Entre os catalisadores em desenvolvimento que os "traders" tem monitorado estão o quadro macroeconômico dos EUA, incluindo a trajetória das taxas de juros e o risco de calote se o teto da dívida dos EUA não for aumentado. Ambos impactam de forma semelhante o mercado de ações e viram o Bitcoin ser negociado em sintonia com o Dow e o S&P 500. Em particular, a perspectiva de um calote da dívida dos EUA se aproxima como um grande freio ao ímpeto de ativos sensíveis ao risco.

O Ethereum, a segunda maior criptomoeda ganha 2%, para US$ 1.850. Criptos menores ou altcoins também subiram, com Cardano subindo menos de 1% e Polygon saltando 2%. As memecoins também subiram, com Dogecoin sobe 0,3%.

O Bitcoin caiu 8,7% em maio e no ritmo de seu pior mês desde novembro, de acordo com a Coin Metrics. O Ethereum caiu quase 5% no mês e caminha para seu pior mês desde dezembro.

“As criptomoedas continuam sendo ativos com melhor desempenho este ano em relação ao ouro, ações e títulos, disse um analista na segunda-feira. “Continuamos a acreditar em nossa tese estrutural sobre o "novo ciclo criptográfico", mas nunca é um caminho direto (...). Acreditamos que esses mercados monótonos oferecem as melhores recompensas de risco a longo prazo.”

Bitcoin: +1,63% em US $ 27.268,10
Ethereum: +2,06% em US $ 1.855,08

ÍNDICES FUTUROS - 7h10:
Dow: -0,18%
S&P 500: -0,11%
NASDAQ: -0,07%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,95%
Brent: +0,09%
WTI: +0,08%
Soja: -0,97%
Ouro: -1,01%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.