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RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 10/08/2016

ÁSIA: As bolsas asiáticas começaram a perder força no pregão desta quarta-feira, com investidores de olho nos movimentos dos preços do petróleo antes de uma enxurrada de dados chineses que serão divulgados durante esta semana.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em queda de 0,16%, a 5.543,7 pontos, após o resultado do Commonwealth Bank of Australia (CBA) ser mal recebido pelo mercado. O maior banco da Austrália, CBA , disse que seu lucro subiu 3%, para 9,45 bilhões de dólares australianos ($ 7,26 bilhões) e anunciou um dividendo final de A $ 2,22 por ação, no entanto, as advertências de seu presidente-executivo Ian Narev sobre "o efeito combinado da demanda mais fraca, forte concorrência e aumento da regulamentação" pode ter atenuado o sentimento dos investidores e as ações recuaram 1,29%. As grandes mineradoras também recuaram, com BHP e Rio Tinto fechando em baixa de cerca de 0,7%. Fortescue caiu 2,1%, mas produtores de ouro avançaram, com Newcrest subindo 4,3%. Em seu último discurso como presidente do Reserve Bank of Australia (RBA), Glenn Stevens minimizou preocupações de que o banco central poderia tomar medidas drásticas para atingir as metas de inflação enfatizando que a política monetária tem seus limites, especialmente considerando que os altos níveis de endividamento australiano.

No Japão, o Nikkei recuou 0,18%, a 16.735,12 pontos, enquanto o Topix fechou 0,2% menor, com o iene mais forte neutralizar o otimismo em relação aos dados econômicos. As encomendas de máquinas subiram mais que o esperado, um sinal de que as empresas estavam mais dispostos a aumentar suas despesas de capital. Em junho, os pedidos subiram 8,3% no mês em comparação com a previsão média de um aumento de 3,1%, enquanto as encomendas às fábricas subiram 17,7% enquanto os pedidos no setor de serviços subiram 2,1%. A moeda japonesa negociado a 101.33 contra o dólar no comércio asiático, ante níveis de 102,2 no início da semana. Stocks de exportadores japoneses pesaram sobre o benchmark.

Na China continental, os investidores aguardavam dados importantes da China que serão divulgados na sexta-feira, incluindo a produção industrial, investimentos em ativos fixos e  vendas no varejo. O Shanghai Composite caiu 0,21%, em 3,019.288 pontos e o Shenzhen Composite fechou em baixa 0,32%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,18%

Os preços do petróleo recuaram na terça-feira e seguem em baixa nesta quarta, depois de avançar quase 3% na segunda-feira em meio a notícias de uma reunião surpresa entre os membros da OPEP em Setembro. A queda nos preços refletem um acúmulo surpresa nos estoques de petróleo bruto dos EUA na semana passada. Dados preliminares do Instituto Americano de Petróleo mostrou que os estoques de petróleo bruto aumentaram em 2,1 milhões de barris durante a semana de 05 de agosto, enquanto os analistas esperavam um recuo de 1 milhão de barris. Os principais players de petróleo da região recuaram. Na Austrália, Santos caiu 1,68% e Oil Search recuou 1,34%; No Japão, Inpex caiu 0,82%, enquanto China Petrochina fechou estável.

EUROPA: As bolsas europeias operam em baixa na sessão de quarta-feira, com investidores cautelosos em busca de pistas do momento da próxima alta dos juros pelo Federal Reserve dos EUA, bem como as perspectivas para os preços do petróleo. O Stoxx Europe 600 desliza 0,1% para 344,51 pontos, após o índice fechar em alta de 0,9% na terça-feira, o maior fechamento desde 23 de junho, quando o Reino Unido votou para deixar a União Europeia. O recuo desta quarta-feira seria o primeiro depois de cinco dias consecutivos de ganhos do índice pan europeu.

Futuros de petróleo caem depois de um aumento das perspectivas de produção de petróleo bruto nos EUA. Mais tarde, a Administração de Informação de Energia dos EUA vai lançar seu relatório de abastecimento semanal, enquanto as expectativas de que os membros da OPEP devem se reunir em setembro, podendo voltar a discutir um possível congelamento de produção também pesam sobre os mercados. OPEP também libera seu relatório mensal do mercado de petróleo nesta quarta-feira. O setor de petróleo e gás e Entre os produtores de petróleo, Tullow Oil cai 1,36% e Statoil recua 2,34%. A empresa de equipamentos e serviços de petróleo Amec perde 2,88%.

No Reino Unido, o FTSE 100 cai, após subir 0,6% na terça-feira, para 6.851,30 pontos, seu melhor fechamento desde junho de 2015, marcando a quarta alta consecutiva. Entre as gigante do petróleo, Royal Dutch Shell cai 1,10%  e BP recua 0,49%, pesadas por preocupações sobre o excesso de oferta global. Entre as mineradoras, Antofagasta cai 0,2%, BHP Billiton recua 0,1%, Rio Tinto  perde 0,2% e Glencore opera em alta de 0,3%.

A produção industrial francesa caiu inesperadamente 0,8% em junho, em parte porque várias refinarias no país ficaram fechadas por causa de uma greve.

EUA: Futuros de ações dos EUA apontam para uma abertura morna, com investidores em busca de catalisadores para mais um dia de alta. Futuros de petróleo recuam, com  investidores desencorajados pela revisão em alta das perspectivas para a produção do petróleo nos EUA. Um relatório sobre vagas de trabalho em Junho está prevista na agenda de hoje, além da leitura semanal sobre o fornecimento de petróleo dos EUA.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - JOLTS Job Openings (pesquisa mensal em diferentes indústrias em que analisa contratações, abertura de emprego, demissões, recrutamentos, etc);
11h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
14h01 - 10-y Bond Auction (leilão de títulos de 10 anos do governo americano);
15h00 - Federal Budget Balance (orçamento federal dos Estados Unidos);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: -0,18%
Austrália: -0,16%
Xangai Composite: -0,21%
Hong Kong: +0,12%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,49%
London - FTSE: -0,20%
Paris - CAC: -0,34%
Madrid IBEX: -0,10%
FTSE MIB: -0,05%

COMMODITIES
BRENT: -1,31%
WTI: -0,96%
OURO: +0,89%
COBRE: +1,23%
SOJA: +0,47%
ALGODÃO: -1,60%
MILHO: +0,23%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,02%
SP500: +0,06%
NASDAQ: +0,04%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 09/08/2016

ÁSIA: A maioria dos principais mercados asiáticos avançou nesta terça-feira, provavelmente impulsionado pelos números da inflação chinesa que ajudou a estimular esperanças de estímulos por parte de Pequim, enquanto o Banco Central da Índia manteve sua política monetária estável.

Dados do Departamento Nacional de Estatísticas da China mostrou que a inflação ao consumidor do Continente subiu 1,8% no ano, em linha com as expectativas, enquanto PPI, o preço ao produtor caiu 1,7% em termos homólogos. Segundo analistas, como os preços dos alimentos devem continuar a recuar sustentada pela queda dos preços de alimentos frescos, espera-se que a inflação no ano permaneça confortavelmente abaixo da meta do governo de 3%, o que deixa um amplo espaço para nova flexibilização monetária, enquanto o índice de preços ao produtor (PPI) deve continuar a melhorar e tornar-se positivo no segundo semestre de 2016. O resultado do PPI foi melhor do que os economistas esperavam e sugere que a queda do PPI possa estar no fundo do poço, após persistir em território deflacionário por mais de quatro anos, apesar de que a sobrecapacidade provavelmente pesará sobre o PPI no médio prazo.

Mercados da China continental fecharam em alta, com o Shanghai Composite subiu 0,72%, em 3,025.91 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng contrariou a tendência e fechou em queda de 0,21%. É esperado para os próximos dias, uma série de indicadores econômicos importante na segunda maior economia mundial, incluindo a produção industrial, investimentos em ativos fixos e as vendas no varejo.

Enquanto isso, o banco central da Índia (RBI) manteve sua taxa inalterada em 6,50% e sua taxa de depósito inalterada em 4%. Na sua declaração política, a última bimestral sob a liderança do presidente Raghuram Rajan, que vai deixar o cargo em setembro, o RBI disse que a política monetária continua "acomodatícia" e vai "continuar a enfatizar o fornecimento adequado de liquidez. Mercado de ações da Índia não reagiram à decisão RBI, que ficou em linha com as expectativas dos analistas. O Nifty 50 caiu 0,67% e o Sensex recuou 0,71% no período da tarde.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,27%, em 5,552.50 pontos, mas apenas 63 das 200 maiores ações terminaram em território positivo. O setor financeiro altamente ponderado foi o setor mais forte do dia, subindo 1%, seguido por energia, com alta de 0,9%. ANZ relatou que seu lucro nos primeiros nove meses do ano recuou 3% para US $ 5,2 bilhões, devido aumento de encargos de dívidas ruins, mas suas ações terminaram 2,8% maior, enquanto Commonwealth Bank subiu 1,6%, National Australia Bank adicionou 2,2% e Westpac Banking Corporation subiu 1,8%. A empresa de mineração OZ Minerals caiu quase 4% após um forte início de ano, com o preço do cobre, seu principal produto, não conseguir seguir seus pares de commodities. Goldman Sachs prevê que o preço do metal pode cair em até 17% devido excesso de oferta, com perspectivas de retomada durante a segunda metade. UBS cortou as ações de "neutro" para "vender", alegando que o papel está muito caro e que a produção está em declínio em Prominent Hill e Carrapateena, no sul da Austrália. Entre outras empresas de mineração, BHP Billiton e Fortescue Metals subiram 0,6% cada, enquanto Rio Tinto subiu 1,8%, impulsionados ainda por dados do comércio da China divulgados na segunda-feira.

No Japão, o Nikkei avançou 0,69%, para 16,764.97 pontos, com o iene permanecendo mais fraco contra o dólar, sendo negociado a 102,43, em comparação com níveis abaixo de 101,5 da última quarta-feira.

As principais ações de energia avançaram na região, seguindo um avanço de quase 3% dos preços do petróleo na segunda-feira, sob especulações de que os produtores podem controlar a oferta depois de relatos de que o presidente da OPEP, Mohammed bin Saleh al-Sada, confirmar uma reunião em setembro, com alguns membros pressionando por cortes de fornecimento novamente servindo de impulso para os preços. Durante o horário do pregão asiático, porém, os preços recuaram, mas Santos subiu 1,71%, Woodside Petroleum subiu 1,06% e Oil Search subiu 1,35% na Austrália. No Japão, Inpex ganhou 3,25%, Fuji Oil subiu 4,25% e Japan Petroleum avançou 2,37%. Cnooc, o maior produtor de petróleo e gás natural da China, subiu 0,97%  em Hong Kong.

EUROPA: As bolsas europeias revertem as perdas iniciais nesta terça-feira, mas os investidores permanecem cautelosos em meio a um recuo dos preços do petróleo e dos mercados americanos, com ganhos em ações de telecomunicações e petróleo ajudando a manter o índice de referência do regional, oscilando em torno de duas semanas de alta.

Os mercados europeus tem se movido para cima desde o Brexit no final de junho, quando causou turbulência nos mercados financeiros com o afrouxamento de política monetária dos bancos centrais na região ajudando os mercados de ações. Na semana passada, o Banco da Inglaterra cortou as taxas de juros pela primeira vez em mais de sete anos de 0,5% para 0,25%, enquanto um número de empregos nos Estados Unidos mais forte do que o esperado em julho poderia ajudar o Fed a subir suas taxas, o oposto à política monetária mais frouxa na Europa, pesando sobre os stocks americanos na segunda-feira.

Ao mesmo tempo, os mercados foram apoiados por um aumento no preço do petróleo na segunda-feira, impulsionado por comentários de autoridades da OPEP que sugeriram que um congelamento da produção de petróleo poderia ser discutido na conferência informal sobre energia na Argélia no final de setembro.

O Stoxx Europe 600 sobe 0,28% na sequência de uma alta de menos de 0,1% na segunda-feira, suficiente para entalhar seu melhor fechamento desde 27 de julho. No topo do Stoxx 600, Altice dispara 13,10% após a empresa de telecomunicações dizer que seu lucro subiu 2,7% no segundo trimestre e que o crescimento nos EUA e Portugal compensaram a desaceleração na França. A empresa francesa de telecomunicações SFR Group avança 11,49% após dizer que está vendo sinais de melhora no ambiente de mercado móvel na França.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe e segue a caminho para o quarto ganho consecutivo e com a libra seguindo em queda, ajudando ações de exportadores. O indicador de bluechips subiu 0,2% na segunda-feira, cravando seu melhor fechamento desde Junho de 2015. O setor de mineração inicia o pregão devolvendo os ganhos de ontem, após os preços de metais recuarem, enquanto o dólar segue negociado de forma mista contra outras moedas importantes. A libra cai 0,5291% para $ 1,2983 frente ao dólar, após dados mostrarem que o déficit comercial do Reino Unido ampliou em junho, sugerindo que conteve o crescimento no segundo trimestre, antes do referendo do país em permanecer na União Europeia, com as importações atingindo um recorde de alta. Antofagasta recua 0,9%, Glencore cai 0,3% e as gigantes BHP Billiton e Rio Tinto recuam 0,5 e 0,1%, respectivamente. Ações de varejistas sobem após o British Retail Consortium disse que as vendas a varejo no Reino Unido aumentaram 1,1% em julho, sinalizando que os consumidores responderam às promoções na sequência da votação do Brexit em 23 de junho, enquanto  a produção industrial aumentou 0,1% em junho, mas com a produção de petróleo e gás e eletricidade do Mar do Norte compensando a queda no setor industrial.

Na Alemanha, as importações ultrapassaram o crescimento das exportações em junho. Em termos ajustados, as exportações aumentaram 0,3% em junho, enquanto as importações aumentaram 1,0%. O superávit comercial estabeleceu-se em 21,7 bilhões de euros (US $ 24,1 bilhões), depois EUR 22.1 bilhões em maio, mas, em termos trimestrais, os dados mostraram que as exportações cresceram 0,7% no segundo trimestre, enquanto as importações caíram 1,6%. Em termos anuais, as exportações cresceram 1,2% em junho, enquanto as importações cresceram 0,3%. O crescimento mais forte das exportações foi a países da União Europeia e não na zona do euro, que viu um aumento de 6,0%. As importações provenientes desta região aumentaram 3,9%, enquanto as importações provenientes de países não pertencentes à UE diminuiram 5,4%.

EUA: Os futuros avançam com investidores otimistas antes dos números de produtividade e outros dados econômicos a serem divulgados mais tarde, mas a pergunta que fica é se este clima de otimismo visto no apetite por riscos, que tem puxado ações e commodities, como o petróleo, podem continuar a sustentar estes movimentos com o dólar se fortalecendo cada vez mais? Números do relatório laboral dos EUA surpreenderam na sexta-feira com a adição de 255.000 empregos na economia em julho, em comparação com a previsão de 185.000 de economistas, bem como aumento dos salários, abrem espaços para que o Fed eleve suas taxas de juros ainda neste ano.

Não está previsto discursos de autoridades do Fed nesta semana. O próximo grande evento para o banco central será a presença da presidente Janet Yellen na conferência anual de Jackson Hole em 26 de agosto.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Prelim Nonfarm Productivity (mede a produtividade da mão-de-obra da economia norte-americana, excluída a agropecuária);
9h30 - Prelim Unit Labor Costs (mede a variação no custo total do emprego);
11h00 - Wholesale Inventories (dados de vendas e estoques no atacado americano);
11h00 - IBD/TIPP Economic Optimism (mede o nível de confiança do consumidor e o otimismo quanto à atividade econômica);

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 08/08/2016

ÁSIA: As bolsas japonesas lideraram os ganhos na Ásia nesta segunda-feira, apesar dos dados comerciais chineses diminuir o apetite do investidor impulsionado por um relatório de emprego mais forte do que o esperado nos EUA divulgado na sexta-feira.

Nikkei do Japão fechou em alta de 2,44%, a 16,650.57 pontos, enquanto o Topix adicionou 2%, depois de um iene relativamente mais fraco em relação ao dólar, chegando a 102,25 início da manhã, em comparação com os níveis próximos a 100,8 na semana anterior. A fraqueza do iene provavelmente impulsionou grandes exportadores no Japão, enquanto os rendimentos dos títulos do governo japonês (JGB) aumentaram na segunda-feira; o rendimento do JGB de 10 anos estava em -0,048%, em comparação com os níveis de -0,10% na sexta-feira. Os preços dos títulos movem inversamente aos rendimentos. Os investidores japoneses, principalmente bancos, compraram ¥ 5,45 trilhões ($ 53,52 bilhões) de títulos estrangeiros de médio e longo prazo em julho, o maior montante em um mês desde que os dados ficaram disponíveis em 2014. Os números sugerem que os investidores se voltaram para os mercados no exterior, após o regime de taxas de juros negativas do BoJ prejudicar os retornos.

Na Austrália, o ASX 200 fechou em alta de 0,74%, em 5,537.80 pontos com os principais bancos do país subindo mais de 1%. National Australia Bank subiu 1,43%. As mineradoras também se beneficiaram com os futuros de minério de ferro negociado no Dalian Commodity Exchange na China subir para o seu ponto mais alto em dois anos na segunda-feira depois de um rali no preço do aço. Fortescue Metals Group subiu 2,4%, a BHP Billiton adicionou 2,2% e Rio Tinto subiu 1,2%, enquanto BlueScope Steel avançou 4,7%.

Ee Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,57%, enquanto na China continental, o Shanghai Composite fechou em alta de 0,94%, em 3,004.71 pontos e o Shenzhen Composite subiu 1,06%, graças a uma alta nos stocks de carvão após dados mostrarem que a China conseguiu cortar a produção no primeiro semestre. Outro fator que beneficiou o setor foi que o regulador bancário manifestou apoio à conversão da dívida em capital de grandes empresas siderúrgicas e de carvão, principalmente daquelas enfraquecidas pelo colapso nos preços do carvão e do aço. Os mercados ignoraram os dados fracos da China. As exportações e importações do país em dólares caíram mais que o esperado em julho. As exportações caiu 4,4% em termos homólogos, enquanto as importações caíram 12,5% em termos de dólares. Analistas consultados pela Reuters haviam previsto quedas de 3 e 7%, respectivamente. O superávit comercial para o mês foi de US $ 52,31 bilhões.

Os preços do petróleo avançaram durante o horário da Ásia, puxando o setor asiático. Oil Search adicionou 1,93% e Woodside Petroleum subiu 1,93% na Austrália, enquanto Inpex ganhou 3,18% e Japan Petroleum subiu 3,66% no Japão.

Entre outras notícias, o Japão protestou as ações militares de Pequim no Mar da China Oriental no domingo, incluindo a instalação de radar em uma plataforma de gás offshore chinesa e que dois navios da guarda costeira chineses no sábado entraram nas águas territoriais das pequenas ilhas no Mar da China Oriental localizadas em uma zona contígua em águas territoriais, que são ocupadas pelo Japão e são reivindicadas pela China, conhecidas como Senkakus em japonês e Diaoyu em chinês. Pequim discorda da decisão de um tribunal internacional que decidiu em julho que as alegações da China não tem nenhuma base legal. A China tem 16 plataformas de gás em águas internacionais do Mar da China Oriental e foi instalada câmeras de vigilância e radar em uma delas e que foram descobertos em junho, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Japão, que fez um apelo para a retirada imediata dos equipamentos.

EUROPA: O setor bancário ajuda a puxar as bolsas europeias para cima, mas os investidores continuam cautelosos após dados comerciais chineses fracos, além de considerar que os números mais recentes de emprego nos EUA que poderia desencadear um aumento da taxa de juro pelo Federal Reserve ainda neste ano.

Barclays sobe após Exane BNP Paribas elevar acentuadamente sua meta de preço para as ações, juntamente com o HSBC, que também opera em alta. Os bancos da Itália também avançam. Mediobanca sobe após Kepler Cheuvreux elevar sua meta de preço para o papel. Vincent Bollore quer elevar sua participação na Mediobanca para 22-23%, para controlar indiretamente a seguradora Generali, de acordo com o La Stampa. Ações da Generali também avança. Enquanto isso, o presidente-executivo do Banca Monte dei Paschi di Siena, Fabrizio Viola, disse em uma entrevista ao Il Messaggero no domingo que o plano de resgate para o banco é a "solução correta". O plano envolve a venda de seus empréstimos ruins para um pool de bancos privados, bem como para o fundo Atlante apoiada pelo Estado. As ações da BMPS também sobem.

No Reino Unido, o FTSE 100 avança, estendendo seus alta em 2016. O índice subiu 0,8% na sexta-feira e terminou a semana passada com um ganho de 1%. Ações de mineradoras avançaram na sequência dos dados econômicos da China, um consumidor importante de metais preciosos e industriais, que mostraram que as importações de minério de ferro da China subiram 8,3% em julho, o segundo maior número mensal já registrado. Entre as mineradoras, a produtora de platina e cobre Anglo American avança 2,83%, a mineradora de minério de ferro BHP Billiton sobe 3,45% e a empresa de cobre Antofagasta adiciona 2,63%. As exportações de aço no entanto caiu mas as exportações  em julho continuaram a ser altos, que apoiou ações da ArcelorMittal. Em sentido contrário, a produtora de metais preciosos Fresnillo recua ligeiramente após queda ouro.

EUA: Wall Street deve abrir em alta, segundo movimento dos futuros de ações dos EUA, com os investidores inspirados nos sólidos dados de emprego dos EUA divulgados na sexta-feira da semana passada. A economia dos EUA adicionou 255.000 empregos em julho. A leitura ultrapassou as expectativas dos analistas e empurrou as ações para cima, mesmo que esse número possam estimular o Federal Reserve em direção a uma alta nas taxa de juro ainda neste ano.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - Labor Market Conditions Index (relatório sobre as condições de trabalho dos EUA que condensa vários dados de trabalho em uma única leitura, a fim de dar uma melhor visão do mercado);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20

ÁSIA
Nikkei: +2,44%
Austrália: +0,74%
Xangai Composite: +0,94%
Hong Kong: +1,57%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,90%
London - FTSE: +0,10%
Paris - CAC: +0,52%
Madrid IBEX: +0,89%
FTSE MIB: +0,24%

COMMODITIES
BRENT: +1,34%
WTI: +1,20%
OURO: -0,53%
COBRE: +0,93%
SOJA: +1,09%
ALGODÃO: -0,24%
MILHO: +0,62%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,22%
SP500: +0,21%
NASDAQ: +0,28%



OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.