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RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 16/08/2017

ÁSIA: Os mercados de ações asiáticos não conseguiram construir uma direção nesta quarta-feira após recuperação no início da semana, rastreando uma performance sem entusiasmo em Wall Street.

O Nikkei do Japão caiu 0,12%, mesmo com o dólar dos Estados Unidos recuperando ainda mais frente ao iene, quando as tensões geopolíticas sobre a península coreana aumentaram. A recuperação do dólar veio depois que os dados do Departamento de Comércio dos EUA mostraram que as vendas no varejo aumentaram 0,6% em relação ao mês anterior, o maior salto desde dezembro, puxada em grande parte pelas vendas através da internet.

O Kospi da Coreia do Sul subiu 0,60% no retorno de um feriado público. O peso pesado Samsung Electronics avançou 2,67%, enquanto ações de varejo e viagens também apresentaram desempenho superior. Na terça-feira, o presidente sul coreano, Moon Jae-in, solicitou novo diálogo com o Norte, pois os EUA precisariam do consentimento de Seul para qualquer ação militar na península coreana, o que ajudou a aliviar as tensões.

O S & P / ASX 200 da Austrália subiu 0,48% para fechar em 5.785,10 pontos, impulsionado por ganhos no subíndice de energia, que subiu 2,68%, enquanto o subíndice financeiro avançou 0,46%. As ações da Woodside Petroleum subiram 2,61%, mesmo após o lucro do primeiro semestre não proporcionar surpresas positivas, mas o forte fluxo de caixa operacional da empresa superou as expectativas de analistas. A Origin Energy disparou 5,40% depois de informar que os resultados para o ano que termina em 30 de junho aumentaram para US $ 550 milhões (US $ 430,38 milhões) em comparação com $ 365 milhões vistos há um ano atrás. A empresa optou por não pagar um dividendo no segundo semestre do ano, pois continua a se concentrar em "reduzir sua dívida".

O benchmark australiano também  rastreou o desempenho dos metais durante o comércio asiático, com o cobre em grande parte mantendo-se inalterado, enquanto o minério de ferro foi ligeiramente superior. BHP Billiton subiu 0,3%, Fortescue avançou 0,5% e Rio Tinto caiu 0,1%.

O Índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,86%, com a melhora do apetite por ações bancárias chinesas e cassino. Entre os maiores credores do país, o China Construction Bank subiu 2,15%.

Os mercados continentais tiveram um desempenho misto, mesmo após o FMI revisar para cima sua previsão de crescimento para a China na segunda-feira. O FMI disse que o crescimento seria de 6,4% no período entre 2017 e 2021, porém, a perspectiva de alta veio com o risco adicional de uma maior dívida, fazendo o FMI sugerir para que a China intensifique seus esforços para desalavancagem. O Shanghai Composite recuou 0,14%, enquanto o Shenzhen Composite subiu 0,58%.

O petróleo bruto subiu durante o horário asiático após o American Petroleum Institute, um grupo privado, disse no final da terça-feira que seus dados mostraram uma queda de 9,2 milhões de barris em suprimentos brutos na semana.

EUROPA: As bolsas europeus avançam na manhã desta quarta-feira, com o recuo das tensões geopolíticas na Península Coreana e com investidores rastreando seus pares asiáticos.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,73%, com apenas o grupo de telecomunicações apresentando recuo na abertura da sessão. O benchmark fechou com uma modesta alta de 0,1% na terça-feira. Destaque de alta para a Fiat Chrysler que sobe 3,30%, acumulando um avanço de 8,2% desde segunda-feira após um relatório dizendo que vários fabricantes de automóveis chineses estão considerando fazer uma oferta para a fabricante de veículos ítalo-americana. As ações da Fiat não foram negociados na terça-feira por conta de um feriado na Itália. A Fiat também disse que está se juntando a um consórcio liderado pela BMW para desenvolver tecnologia de autocondução de carros. As ações da BMW sobem 0,5% em Frankfurt.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe e segue para a terceira sessão consecutiva de alta, somando-se a alta de 0,4% da terça-feira, auxiliado por um recuo da libra depois de uma leitura mais fraca do que o esperado da inflação britânica. A leitura inalterada da inflação em julho reduz a necessidade do Banco da Inglaterra de aumentar as taxas de juros para enfrentar o aumento dos preços.

Além disso, as ações da BHP Billiton sobem 1,64% depois que o grupo Elliott Management disse que aumentou sua participação no pesopesado da mineração para 5% nas ações da BHP listadas em Londres. Elliott também sinalizou que voltará a solicitar mudanças radicais manifestada anteriormente. Entre outros pares, Anglo American sobe 2%, Antofagasta e Rio Tinto avançam 2,1% cada.

A taxa de desemprego no Reino Unido caiu para 4,4% em junho, o seu nível mais baixo em mais de 40 anos, ante 4,5% no período anterior. Os números mostram que a força do mercado de trabalho ainda não está se alimentando de um crescimento salarial robusto. Os salários no Reino Unido subiram a uma taxa anual de 2,1% nos três meses até junho. O Banco da Inglaterra, disse que acredita que as taxas de juros no Reino Unido precisarão subir mais rapidamente do que os investidores esperam para manter a inflação sob controle. A inflação anual na Grã-Bretanha foi de 2,6% em julho, bem maior do que a meta de 2% da BOE. Os economistas estão prevendo que o BOE provavelmente aumentará sua taxa de juros no início do ano que vem.

O número de pessoas trabalhando no Reino Unido em junho aumentou para 32,1 milhões, o maior nível já registrado, tanto por cidadãos britânicos, quanto por estrangeiros. O número de cidadãos da União Europeia que trabalham na Grã-Bretanha atingiu um recorde de 2,4 milhões em julho.

EUA: Wall Street aponta para uma abertura positiva nesta quarta-feira, porém com abordagem mais cautelosa antes da última minuta do Federal Reserve, que pode indicar se haverá mais aumentos na taxa de juros neste ano.

O ânimo também se deve ao recuo das tensões geopolíticas e com a surpresa positiva nos dados americanos ontem, quando as vendas no varejo superaram as previsões do mercado.

O evento principal desta quarta-feira, é a liberação da minuta da reunião de julho do Comitê Federal de Mercado Aberto, às 15h00, que pode fornecer pistas sobre o início do encolhimento da carteira de ativos de US $ 4,5 trilhões e se o banco central aumentará as taxas de juros novamente ainda neste ano. As apostas para uma alta na taxa neste ano subiu para mais de 50%, contra 37,4% na sexta-feira, de acordo com os dados do Grupo CME. A mudança do sentimento veio após dados melhores do que o esperado e comentários do presidente do Fed de Nova York, Dudley, na segunda-feira, sugerindo que ele não descarta uma alta de preços para este ano.

Ainda nesta quarta-feira, o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, vai sentar com repórteres, para falar sobre economia e política monetária às 14h00.

Em outras notícias econômicas, o início das licenças de habitação e as licenças  para construção em julho são divulgadas às 9h30.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Housing Starts (índice mensal de construção de novas casas nos Estados Unidos) e Building Permits (índice mensal de permissão para novas construções nos Estados Unidos);
11h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
15h00 - FOMC Meeting Minutes (Ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve);

ÍNDICES FUTUROS - 7h40:
Dow: +0,23%
SP500: +0,22%
NASDAQ: +0,29%

OBSERVAÇÃO:
Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 15/08/2017

ÁSIA: O bom humor predominou nas bolsas asiáticas nesta terça-feira, se beneficiando da altas consistentes em Wall Street e do recuo da aversão ao risco. O Índice de Volatilidade CBOE (VIX), considerado o melhor indicador de medo do mercado, foi negociado próximo a 12,3, diminuindo cerca de 20%.

As tensões abrandaram após o líder norte coreano Kim Jong Un dizer na mídia estatal nesta terça-feira que observaria as ações tomadas pelos EUA antes de tomar novas decisões. A Coreia do Norte disse na semana passada que estava considerando planos para atacar a base americana em Guam.

O Nikkei do Japão subiu 1,11% para fechar em 19.753,31 pontos, depois que o índice recuou cerca de 1% na sessão anterior. As preocupações com a Coreia do Norte limitaram a força do iene e dólar voltou acima do nível psicologicamente importante de ¥ 110.

Abaixo, o S & P / ASX 200 da Austrália fechou em alta de 0,47%, em 5.757,50 pontos, impulsionado por ganhos nos serviços de tecnologia da informação, serviços de telecomunicações e no subíndice imobiliário australiano. O setor financeiro altamente ponderado ganhou 0,45%. O subíndice de energia da S & P / ASX caiu 0,9%, enquanto as mineradoras, BHP Billiton e Rio Tinto recuaram 0,2 e 1,3%, respectivamente.

Os mercados da China também apresentaram tendências positivas. Os mercados continentais seguraram os ganhos obtidos na sessão anterior. O Shanghai Composite subiu 0,44%, enquanto o Shenzhen Composto subiu mais 0.40%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng contrariou a tendência regional e recuou 0,28%.

Os preços do petróleo foram negociados próximos à estabilidade depois de cair mais de 2,5% durante o horário ocidental. O petróleo caiu na segunda-feira, à medida que o dólar recuperou e os dados da demanda da China diminuíram as preocupações dos investidores sobre o excesso de oferta nos mercados de petróleo.

Os mercados da Índia e da Coreia do Sul ficaram fechados por conta de feriados.

EUROPA: As bolsas europeias continuam a alta nesta terça-feira, com investidores encorajados pela decisão da Coreia do Norte de não seguir adiante com a ameaça de atacar o território dos EUA, na ilha de Guam, após uma guerra de palavras entre os dois países, no entanto, o líder advertiu que poderia mudar de ideia "se os Yankees persistirem em suas ações imprudentes extremamente perigosas".

O índice Stoxx Europe 600 sobe 0,27%, somando ao salto de 1,1% da segunda-feira. Os setores de recursos básicos e o petróleo e o gás estavam entre os poucos retardatários, enquanto automóveis e alimentos e bebidas registram ganhos nos negócios matutinos. O setor de auto sobe 0,35%, liderado pela Fiat Chrysler, que manteve os ganhos vistos na segunda-feira após os relatórios de que recebeu pelo menos uma oferta de uma montadora chinesa.

O crescimento econômico na Alemanha desacelerou inesperadamente no segundo trimestre. O produto interno bruto cresceu 0,6%, em comparação com 0,7% no início do ano. Os analistas previram uma leitura de 0,7%. No ano, no entanto, a economia cresceu 2,1%, ante 2% revisado no primeiro trimestre. Segundo analistas, a história de sucesso econômico da Alemanha continua e há poucas razões para temer um final súbito para o desempenho atual, mesmo que algum tipo de desaceleração das taxas de crescimento atual pareça quase inevitável. Os "drivers" que apoiam a economia doméstica, como a alta do emprego, salário mais elevado e o consumo do governo, podem perder parte do impulso ao longo do caminho, porém não ficará negativo. O DAX 30 da Alemanha opera em alta.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe pela segunda sessão consecutiva, somando-se ao avanço de 0,6% da segunda-feira. O apetite melhorado ao risco pressionou o ouro para baixo. O metal, que é considerado um refúgio em tempos de incerteza, encerrou uma série de três sessões de ganhos na segunda-feira e os preços à vista de Londres caíram 0,5%. Entre as mineradoras, Anglo American e Antofagasta recuam 0,7% cada, enquanto BHP Billiton e Rio Tinto operam em baixa de 1,4 e 1,1%, respectivamente.

A inflação ao consumidor britânico manteve-se inalterada e o crescimento nos custos dos produtores diminuíram bruscamente em julho, apontando sinais de que uma pressão sobre as famílias britânicas, evidente desde a votação do Brexit no ano passado, pode estar começando diminuir. O crescimento anual dos preços em julho manteve-se inalterado em 2,6%, desafiando as previsões dos analistas, que esperavam um aumento de 2,7%. Impulsionada pela forte depreciação da libra na sequência do Brexit no ano passado, a inflação atingiu 2,9% em maio, a mais alta desde meados de 2013. Como foi o caso no mês anterior, a inflação em julho foi controlada pela queda dos preços dos combustíveis, que compensou o aumento dos custos de alimentos, roupas e utensílios domésticos. A taxa de inflação subjacente, que exclui os produtos mais voláteis, como alimentos, álcool e gasolina, também manteve-se inalterada em 2,4%, mas abaixo dos 2,6% de maio, no entanto, o crescimento anual nos insumos dos produtores desacelerou para 6,5% em julho, ante 10,0% no mês anterior, a maior queda mensal em mais de cinco anos, sugerindo que o impacto da depreciação pós-Brexit da esterlina está começando a se dissipar. A inflação anual dos preços dos insumos atingiu um pico de 19,9% em janeiro e tem diminuído todos os meses desde então. O desenvolvimento da inflação é acompanhado de perto porque será um fator chave na decisão do Banco de Inglaterra de aumentar ou não as taxas antes de 2018.

O governo britânico publicará um livro branco na terça-feira, que descreve planos para um acordo aduaneiro provisório com a UE após o Brexit para permitir o movimento mais livre de mercadorias. Também deve prever o tratamento do direito dos negócios comerciais durante esta fase de transição, algo que não é permitido durante o período de negociação.

Os mercados na Áustria, Itália, Grécia e Polônia estão todos fechados em comemoração ao Dia da Assunção.

EUA: Wall Street se prepara para outro positivo na abertura desta terça-feira, já que as tensões entre os EUA e a Coreia do Norte continuaram a diminuir após Kim Jong Un ameaçar atacar Guam. Os ganhos ocorrem após fechamento otimista na segunda-feira, quando o índice S & P 500 ganhou 1% pela primeira vez em três meses, o DJIA terminou 0,6% maior, enquanto o Nasdaq Composite Index performou um rali de 1,3%.

Historicamente, as ações inicialmente são afetadas negativamente pelas incertezas das guerras ou ameaça de guerras, com um potencial impacto econômico, mas tendem a avançar antes do conflito acabar. Com a flexibilização do risco geopolítico, os investidores devem voltar seu foco para a política monetária. No resto da semana teremos o lançamento da minuta do Fed antes da reunião de Jackson Hole na próxima semana.

Nesta terça-feira, os holofotes serão direcionados para a agenda doméstica de Trump, que está se preparando para assinar uma ordem executiva sobre projetos de infraestrutura, o que poderia dar um novo impulso às ações dos EUA, visto que prometeu gastar até US $ 1 trilhão para reforçar a infraestrutura dos EUA.

Entre os dados econômicos que serão lançados na manhã desta terça-feira, as vendas no varejo para julho serão divulgado às 9h30 da manhã e os economistas esperam um aumento de 0,4%, em comparação com uma queda de 0,2% no mês anterior. O índice de preços de importados para julho também estará disponível no mesmo horário, juntamente com a pesquisa das fábricas do Empire State para agosto. Às 11 da manhã, um indicador de sentimento para agosto da National Association of Home Builders deve ser divulgado, assim como os números dos EUA sobre vendas e estoques em junho.

Não há autoridades do Federal Reserve programados para falar hoje.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Retail Sales (mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços) e o Core Retail Sales (exclui as vendas de automóveis e gás);
9h30 - NY Empire State Manufacturing Index (mede a atividade manufatureira no estado de Nova York);
9h30 - Import Prices (preços de bens importados, excluindo petróleo);
11h00 - Business Inventories (relatório sobre as vendas e os estoques do setor atacadista);
11h00 - NAHB Housing Market Index (venda de imóveis e a expectativa para novas construções no mercado imobiliário americano);
17h00 - TIC Long-Term Purchases (mede o nível de investimento estrangeiro e nacional nos EUA);

ÍNDICES FUTUROS - 8h00:
Dow: +0,26%
SP500: +0,22%
NASDAQ: +0,26%

OBSERVAÇÃO:
Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 14/08/2017

ÁSIA: A maioria dos principais mercados de ações Na Ásia fechou em alta nesta segunda-feira após o recuo da semana passada, enquanto altos funcionários dos EUA tentaram minimizar os riscos de um conflito militar com a Coreia do Norte. No final do domingo, o secretário de Defesa dos EUA, Jim Mattis e o secretário de Estado, Rex Tillerson, em um comentário publicado no The Wall Street Journal, disseram que a administração Trump continuava buscando soluções diplomáticas para a "desnuclearização irreversível" da Coreia do Norte e que os EUA não tem interesse em mudar o regime ou reunificar as Coreias e acrescentaram que os EUA também não desejam estacionar tropas ao norte da Zona Desmilitarizada. Essas palavras seguiram comentários de domingo do general Joe Dunford, presidente do Estado-Maior Conjunto, de que o exército dos EUA apoiaria o esforço de Tillerson para usar a pressão diplomática e econômica sobre a Coreia do Norte para evitar uma guerra.

Na Coréia do Sul, o Kospi recuperou e fechou em alta de 0,63%, depois de corrigir 3,2% na semana passada, o maior declínio percentual em uma semana desde junho do ano passado.

Após permanecer fechado na sexta-feira para um feriado, o índice Nikkei Stock Average do Japão fechou em queda de 0,98%. Os investidores pareciam ignorar as manchetes de que a economia japonesa cresceu a uma taxa anualizada de 4% no segundo trimestre do ano findo em junho em relação ao ano anterior, superando facilmente a previsão de uma alta de 2,5% em uma pesquisa da Reuters. O aumento das despesas das famílias levou ao sexto trimestre de crescimento consecutivo, no entanto, manter a tendência de crescimento no ritmo atual provavelmente será difícil. "A economia provavelmente permanecerá sólida, mas desacelerará no terceiro trimestre, uma vez que a força da demanda doméstica não deve durar nesse nível", disse o economista de JPMorgan, Hiroshi Ugai.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 subiu 0,65%, para finalizar em 5.730,40 pontos, impulsionado pelos ganhos nos subíndices financeiros, tecnologia da informação, energia e mineração. Entre as mineradoras australianas, BHP Billiton subiu 0,4%, Fortescue avançou 1,4% e Rio Tinto recuou 0,3%.

Os mercados da China fecharam em alta, mesmo que uma grande quantidade de dados divulgados na segunda-feira não atendesse às expectativas do mercado. A produção industrial da China aumentou 6,4% em julho em relação ao ano anterior, abaixo dos 7,2% previstos em uma pesquisa da Reuters. Enquanto isso, o investimento em imobilizado aumentou 8,3% nos primeiros sete meses deste ano, abaixo da previsão de 8,6%. As vendas no varejo cresceram 10,4% em relação ao ano anterior, ficando aquém da previsão de aumento de 10,8%. Anteriormente à publicação dos dados, os investidores estavam preocupados com um possível aperto da política monetária se os dados viessem fortes. Agora, segundo analistas, há menos motivos para se preocupar, visto os dados fracos de hoje. O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 1,36%, enquanto no continente, o Shanghai Composite avançou 0,88% e o Shenzhen Composto saltou 2,01%. 

Os mercados da Tailândia ficaram fechados para um feriado público.

EUROPA: O dia é de recuperação para os mercados europeus, com o abrandamento das tensões geopolíticas depois das declarações de altos funcionários dos EUA tentando minimizar os riscos de um conflito militar com a Coreia do Norte. O humor azedo da semana passada foi estimulado por uma guerra de palavras entre o presidente dos EUA, Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un, que alimentou medos de ação militar de ambos os lados. 

As tensões geopolíticas que levaram investidores a buscar ativos de refúgio nos últimos dias parecem estar dissipando nesta manhã. O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,81%, com todos os setores e principais bolsas em território positivo. O índice bancário europeu lidera os ganhos na segunda-feira, com alta de mais de 1,6%. Os dois maiores bancos da Alemanha, Deutsche Bank e Commerzbank lideram o topo do benchmark, com ambos sendo negociados com alta de mais de 3%. Standard Life Aberdeen sobe 1,7% após a conclusão da incorporação entre a Standard Life e Aberdeen Asset Management. 

No Reino Unido, o FTSE 100 opera em alta, recuperando do seu menor fechamento desde 8 de maio alcançado na sexta-feira. O benchmark deslizou 2,7% na semana passada, sofrendo o maior declínio semanal desde 21 de abril, quando a primeira-ministra Theresa convocou uma eleição antecipada. As ações das mineradoras, que são sensíveis a questões geopolíticas, registram um dos maiores avanços em Londres nesta segunda-feira. Ações da Glencore sobe 1,5%, Anglo american avança 0,8%, Antofagasta adiciona 1,2%, enquanto BHP Billiton e Rio Tinto operam em alta de 1,2 e 0,4%, respectivamente. As empresas de energia, por outro lado, recuam à medida que os preços do petróleo caem devido preocupações com o aumento da produção da OPEP. Ações da Royal Dutch Shell recuam 0,30%.

A atividade das fábricas, minas e utilidades da zona do euro em junho caiu para seu ritmo mais acentuado em 2017, uma indicação de que a economia pode estar abrandando após uma aceleração no crescimento durante os primeiros seis meses do ano. A agência de estatísticas da União Europeia disse na segunda-feira que a produção industrial foi 0,6% menor em junho do que em maio, enquanto que foi 2,6% maior do que no mesmo mês do ano passado. Foi o maior declínio desde dezembro de 2016 e mais do que os 0,4% previstos pelos economistas.

Como parte do resultado desse levantamento, a economia da zona do euro cresceu a uma taxa de 0,6% no trimestre nos três meses até junho, uma recuperação frente à expansão de 0,5% registrada nos três primeiros meses do ano. Essa aceleração surpreendeu a maioria dos economistas, que esperavam que o crescimento da zona euro diminuísse neste ano em resposta aos preços mais altos do petróleo e níveis elevados de incerteza política, já que os eleitores na Holanda, França e Alemanha escolheram novos governos. Das quatro grandes economias da zona do euro, apenas a Itália registrou um aumento de 1,1% na produção, enquanto a Alemanha e a França registraram declínios de magnitude similar e a Espanha ficou estável. Em toda a zona do euro, a queda de junho teria sido maior se não fosse um salto de 1,8% na produção de energia, uma vez que a produção de bens de capital caiu 1,9% e de bens de consumo duráveis ​​recuou 1,2%.

EUA: Os futuros de ações dos Estados Unidos avançam no início desta segunda-feira, após a queda de 234 pontos na semana passada, impulsionada em parte pelos temor de uma guerra entre os EUA e a Coreia do Norte. As tensões geopolíticas diminuíram durante o fim de semana, enquanto o presidente Trump tratava de assuntos mais urgentes frente ao terrorismo doméstico.

Na semana passada, o Dow recuou 1,1%, com analistas culpando grande parte das vendas a um aumento da guerra de palavras entre Trump e autoridades da Coreia do Norte.

Não há dados econômicos dos EUA de primeira linha esperado nesta segunda-feira e nenhuma autoridade do Federal Reserve deve falar. Na terça-feira deve ser lançado os dados de venda a varejo dos EUA de julho e a minuta da última reunião da política do Fed está na agenda de quarta-feira.

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,45%
SP500: +0,57%
NASDAQ: +0,58%

OBSERVAÇÃO:
Este  material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.