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RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 22/08/2022



ÁSIA: As principais bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, depois que a China cortou suas taxas de empréstimos, enquanto os investidores seguem atentos à conferência do Federal Reserve desta semana.

O Banco Popular da China cortou sua taxa de empréstimo de um ano em 5 pontos base e sua taxa de cinco anos em 15 pontos base para 3,65% e 4,3%, respectivamente, com objetivo de sustentar as fracas vendas de moradias e reabilitar a sua economia. Analistas esperavam um corte de 10 pontos-base no LPR de um ano e que a taxa de cinco anos fosse reduzida em 15 pontos-base.

O Shanghai Composite subiu 0,61%, para 3.277,79 pontos e o Shenzhen Component avançou 1,19%, para 12.505,68 pontos.

A China ampliou o racionamento de energia para fábricas no sudeste do país pelo menos até quinta-feira devido à baixa no nível das águas nas hidrelétricas, em meio à um verão mais quente e seco em décadas, de acordo com agências de notícias chinesas. Fábricas em Sichuan que fazem chips de processador, painéis solares, componentes automáticos e outros bens industriais foram obrigadas a desligar ou reduzir a atividade na semana passada para conservar energia para as casas à medida que a demanda de ar-condicionado aumentava em temperaturas de até 45 graus Celsius. Ar-condicionado, elevadores e luzes foram desligados em escritórios e shoppingcenters. A interrupção aumenta os desafios para o Partido Comunista governante, que está tentando aliviar a queda do crescimento econômico antes da reunião do partido em outubro ou novembro, quando o presidente Xi Jinping deve tentar o terceiro mandato de cinco anos como líder.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,59%, fechando em 19.656,98 pontos.

O Nikkei do Japão caiu 0,47%, para 28.794,5 pontos.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 1,21%, para 2.462,5 pontos.

O S&P/ASX 200 na Austrália caiu 0,95%, encerrando a sessão em 7.046,90 pontos, com todos os setores no vermelho, mas fortemente pesada pelas ações de consumo, tecnologia e imobiliária. Os preços do petróleo pesaram sobre as empresas de energia. Santos caiu 1,7% e Woodside Energy perdeu 1,3%, enquanto entre as mineradoras, BHP caiu 0,5% e Rio Tinto perdeu 0,4%.

O índice MSCI para Ásia-Pacífico exceto Japão fechou 0,95% menor.

EUROPA: Os mercados europeus recuam nesta segunda-feira, com o retorno dos temores de aumentos mais agressivos nas taxas de juros por parte do Federal Reserve e do Banco Central Europeu.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 1,2% no meio da manhã, com todos os setor em queda.

O alemão DAX 30 cai 1,60%, o francês CAC 40 desliza 1,19% e o FTSE MIB da Itália perde 1,30%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,85% e o português PSI 20 recua 0,43%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,28%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 0,6%, Antofagasta cai 0,9%, Rio Tinto perde 0,3% e BHP sobe 0,4%. A petrolífera British Petroleum sobe 0,5%.

O sentimento de risco foi abafado por sinais agressivos dos formuladores de políticas do BCE, com o presidente do Bundesbank, Joachim Nagel, dizendo a um jornal alemão que o BCE deve continuar elevando as taxas de juros, mesmo com os riscos de recessão na Alemanha crescendo.

A ata da reunião de política monetária mais recente do BCE será publicada na quinta-feira, enquanto os investidores estarão atentos aos PMIs flash da zona do euro que deve ser divulgado na terça-feira.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem na manhã de segunda-feira após uma interrupção no rali visto na semana passada, com o retorno dos temores de aumentos agressivos das taxas de juros em Wall Street.

Na sexta-feira, o Índice Dow Jones Industrial Average caiu 0,86%, para 33.707,74 pontos, o S&P 500 caiu 1,29% caiu 1,29%, para 4228,48 pontos e o Nasdaq Composite caiu 2,01%, para 12.705,21 pontos.

Os índices americanos tem recuperado acentuadamente de suas recentes baixas, em parte na esperança de que as recentes leitura da inflação pudessem permitir ao FED diminuir o ritmo da elevação das taxas de juros e até mesmo ser um pivô de uma trajetória "dovish" no próximo ano. O Nasdaq Composite subiu 19,3% em relação à baixa de meados de junho, mas permanece em baixa de 18,8% no ano até agora.

Nesta semana, os mercados devem experimentar um aumento da volatilidade, à medida que os investidores aguardam os comentários do presidente do FED, Jerome Powell, sobre a inflação no simpósio econômico anual do banco central em Jackson Hole.

O presidente do Federal Reserve Bank of St. Louis, James Bullard, disse na quinta-feira que pode apoiar outro grande aumento da taxa de juros na reunião de política do Banco Central de 20 a 21 de setembro, no entanto, a presidente do FED de Kansas City, Esther George, foi mais cautelosa, dizendo que continua preocupada com as perspectivas de inflação.

Os rendimentos dos Títulos do Tesouro dos EUA caem na segunda-feira. O rendimento da nota de 10 anos caia cerca de 4 pontos base, para 2,9482%, o rendimento do Título de 2 anos era negociado marginalmente abaixo em 3,2467%, enquanto o rendimento do título do Tesouro de 30 anos caia 3 pontos base, para 3,1937%. A curva de rendimentos de 2 e 10 anos permanecem invertidas, um sinal visto por muitos como de uma recessão iminente. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e um ponto base é igual a 0,01%.

Os rendimentos caem depois subirem no final da semana passada, com os mercados refletindo sobre as atas da reunião de julho divulgadas pelo FED, que indicou a continuidade dos aumentos das taxas de juros até que a inflação desacelere significativamente, embora o banco central possa em breve diminuir seu ritmo de aperto.

De acordo com o BNP Paribas, em nota a seus clientes, uma posição "short" institucional de mais de US$ 125 bilhões vem se acumulando contra o mercado de ações dos EUA, impulsionado por fundos de hedge. Segundo analista do BNP, o posicionamento "permaneceu defensivo" nesta semana, apesar dos sinais de que a inflação dos EUA esfriou diante das altas de 40 anos e que provavelmente seria necessário "uma melhora maior e mais persistente na perspectiva macro, para impulsionar uma realocação em escala maior do dinheiro institucional de volta às ações. A forte alta do S&P 500 atingiu resistência esta semana à medida que o benchmark se aproximava da média móvel de 200 dias e que qualquer fuga de alta provavelmente seria de curta duração.

Seguindo a temporada de resultados trimestrais, espera-se que a Palo Alto Networks e a Zoom Video relatem os resultados na segunda-feira após o sino de fechamento.

Não está prevista a divulgação de dados econômicos nesta segunda-feira.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas seguem sua tendência de queda, em meio ao clima de cautela frente os mais recentes dados de inflação e incertezas macroeconômicas globais.

O Bitcoin que chegou a ser negociado recentemente acima de US $ 25.000, viu seu preço cair mais de 9% na sexta-feira, após relatório de inflação inesperadamente decepcionante da Alemanha e preocupações renovadas sobre o ritmo dos aumentos das taxas de juros nos EUA. A maior criptomoeda em valor de mercado opera próximo de US $ 21.000 nesta segunda-feira.

O Ethereum, a segunda maior criptomoeda, opera logo acima de US$ 1.500, depois de atingir a marca de US$ 2 mil registrada há uma semana, por conta do entusiasmo dos investidores com a atualização "Merge", programada para o próximo mês e que fará a mudança no protocolo de proof-of-work para proof-of-stake, um processo mais rápido e mais eficiente.

Bitcoin: -0,38%, em US $ 21.300,90
Ethereum: -2,79%, em US $ 1.574,55
Cardano: -1,94%
Solana: -3,06%
Dogecoin: -2,77%
Terra Classic: +0,85%

ÍNDICES FUTUROS - 7h45:
Dow: -0,86%
SP500: -1,08%
NASDAQ: -1,40%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +1,47%
Brent: +0,31%
WTI: +0,43%
Soja: +0,58%
Ouro: -0,88%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 18/08/2022



ÁSIA: Os mercados asiáticos seguiram as baixas de Wall Street nesta quinta-feira, depois que o Federal Reserve disse que a inflação dos EUA está muito alta, sugerindo apoio á aumentos mais agressivos das taxas de juros.

Os mercados da China continental recuaram. O Shanghai Composite caiu 0,46% para 3.277,54 pontos e o Shenzhen Component caiu 0,62% para 12.517,32 pontos.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,80%, em 19.763,91 pontos. As ações da Tencent subiram 3,1%. Depois que o mercado fechou na quarta-feira, a Tencent divulgou sua primeira queda trimestral de vendas. A empresa disse que seus lucros foram prejudicados pela regulamentação da limitação de tempos de jogos e uma economia fraca que prejudicou as vendas de anúncios.
O Nikkei do Japão caiu 0,96%, para 28.942,14 pontos e na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,33% e fechou em 2.508,05 pontos.

O S&P/ASX 200 na Austrália caiu 0,21%, fechando em 7.112,80 pontos, quebrando a sua série de vitórias e caiu pela primeira vez nesta semana, pesada pelo setor de tecnologia. Entre as mineradoras, BHP subiu 0,7%, Rio Tinto avançou 0,2% e Fortescue Metals caiu 1,2%. Entre as petrolíferas, Santos subiu 1,6% e Woodside avançou 0,9%.

Depois de aumentar as taxas em 50 pontos-base na quarta-feira, o presidente do Banco da Reserva da Nova Zelândia, Adrian Orr, disse na quinta-feira estar confiante de que a inflação está caindo.

O banco central filipino também aderiu ao movimento e elevou as taxas de juros em 50 pontos base.

EUROPA: Os mercados europeus estavam agitados na quinta-feira, lutando para aproveitar os ganhos em meio à contínua cautela do mercado sobre as perspectivas inflacionárias.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,38% no final da manhã, revertendo as perdas iniciais.

O alemão DAX 30 sobe 0,73%, o francês CAC 40 avança 0,44% e o FTSE MIB da Itália sobe 0,64%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,02%$ e o português PSI 20 cai 0,17%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,06%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 2,6%, mas Antofagasta, BHP e Rio Tinto sobem 2%, 1,8% e 0,9%, respectivamente. A petrolífera British Petroleum opera em alta de 1,4%.

O crescimento econômico na zona do euro para o segundo trimestre foi revisado para baixo na quarta-feira de 0,7% para 0,6% em relação ao trimestre anterior e de 4% para 3,9% ao ano. O Eurostat também revelou que o emprego em todo o bloco de moeda única de 19 membros aumentou 0,3% trimestralmente, para um aumento anual de 2,4%.

EUA: Os futuros dos índices das ações dos EUA apontam para um início lento nesta quinta-feira, à medida que as preocupações dos investidores sobre a elevação das taxas dos bancos centrais ressurgiram.

Durante as negociações regulares de quarta-feira, o Dow caiu 0,50%, para 33.980,32 pontos. O S&P 500 caiu 0,72%, em 4.274,04 pontos, em sua primeira sessão negativa em quatro. O Nasdaq Composite teve o pior desempenho, caindo 1,25%, em 12.938,12 pontos e sobe 21,5% em relação à baixa de meados de junho, mas permanece em baixa de 17,3% no ano até agora. O índice pesada em ações de tecnologia e o S&P 500 estão a caminho de quebrar uma sequência de quatro semanas de altos.

As preocupações com o aperto de política monetária do Banco Central parecem estar sendo usados como desculpa para a realização de lucros.

atas da última reunião do Federal Reserve pressionou os mercados de ações na quarta-feira. O banco central continua comprometido em combater a inflação e disse que pode ajustar seu ritmo de aperto com base nas condições do mercado. A ata passou a ideia de que uma alta de 75 pontos base é provável em setembro e que seguirão por mais altas até final do ano.

O último lote de relatório de balanços não ajudou o sentimento dos investidores durante a sessão. O trimestre da Target ficou aquém das estimativas, enquanto os resultados de Lowe´s chegaram misturados.

Mais balanços de varejistas serão divulgados nesta quinta-feira, com Kohl’s, Tapestry, Estee Lauder e Ross Stores prontos para reportar seus números. A Applied Materials também publicará sua atualização trimestral.

Na agenda econômica desta quinta-feira, estão previstos a divulgação dos pedidos iniciais de desemprego às 9h30 e as vendas de casas existentes será divulgado às 11h00.

O Citi cortou as previsões econômicas globais. Embora os mercados financeiros tenham se tornado positivos nos últimos tempos, "continuamos preocupados com os fundamentos subjacentes da economia global. Nosso sentido é que o desempenho econômico provavelmente será atormentado pela alta inflação, desaceleração do crescimento real do PIB e um aperto rápido da política monetária por algum tempo".

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas estavam sob pressão quinta-feira.

O Bitcoin cai 1,5% nas últimas 24 horas, para US $ 23.467, de acordo com o CoinDesk. O Bitcoin cruzou brevemente US $ 25.000 no domingo, a primeira vez desde meados de junho, impulsionada por uma possível desaceleração da inflação dos EUA, com investidores aumentando o sentimento de que o Federal Reserve continuará aumentado as taxas de juros para domar os preços crescentes, mas a minuta da última reunião do FED, divulgada na quarta-feira, indicaram que as autoridades continuam a ver a necessidade de continuar elevando as taxas de juros para esfriar a inflação.

Os mercados de ações caíram, pois os investidores temem que o FED continue sendo agressivo ao elevar as taxas, podendo levar a uma desaceleração do crescimento econômico nos EUA. O Bitcoin e seus pares deveriam, em teoria, negociar independentemente de ativos tradicionais, mas eles tem provado estar bastante correlacionados com outros ativos sensíveis ao risco, como ações.

O Ether, o segundo maior token, caiu 1,9%, para US$ 1.849 nas últimas 24 horas. O token que sustenta a rede blockchain Ethereum também perdeu o impulso que ganhou na semana passada depois que passou em seu último teste antes de uma grande atualização.

Bitcoin: -1,48%, em US $ 23.480,90
Ethereum: -2,20%, em US $ 1.849,52
Cardano: -2,27%
Solana: -4,70%
Dogecoin: -4,00%
Terra Classic: -2,91%

ÍNDICES FUTUROS - 7h45:
Dow: +0,06%
SP500: +0,08%
NASDAQ: +0,03%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -3,96%
Brent: +1,31%
WTI: +1,03%
Soja: -0,68%
Ouro: +0,35%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 17/08/2022



ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, à medida que os investidores regionais estavam de olho nos fortes sinais econômicos fora dos EUA e China como impulsionadores do crescimento, mas analistas alertaram que os principais riscos permanecem, como o ressurgimento de casos de COVID-19 em alguns países da Ásia, preocupações com a inflação global e as políticas da China para conter infecções.

A Nova Zelândia elevou sua taxa de juros em mais 50 pontos-base para 3%, o mais recente de uma série de aumentos nas taxas de juros em um esforço para conter a inflação, enquanto no Japão, os números de exportação ficaram melhores do que o esperado e os salários dos australianos subiram.

Na China continental, o Shanghai Composite fechou em alta de 0,45%, em 3.292,53 pontos e o Shenzhen Component terminou positivo em 1,01%, em 12.595,46 pontos.

O índice Hang Seng de Hong Kong fechou 0,46% maior, em 19.922,45 pontos. As ações da gigante chinesa de entrega de alimentos Meituan subiram 3,34%, sustentando uma recuperação frente à queda de 9% na terça-feira, na sequência de um relatório de que a Tencent planeja vender a maior parte de sua participação de US$ 24 bilhões na empresa.

O Nikkei do Japão subiu 1,23%, para 28.868,91 pontos, depois que o país registrou crescimento das exportações de 19% em julho, em comparação com um ano atrás. O crescimento superou os 18,2% esperados por analistas, impulsionado por uma forte recuperação nas exportações de automóveis.

O S&P/ASX 200 na Austrália subiu 0,31%, fechando em 7.105,40 pontos, terceiro dia consecutivo de alta, registrando uma nova alta de 10 semanas. Destaque de alta para ações de bancos, altamente ponderado. A queda dos preços globais do petróleo continuou a arrastar para baixo produtores de energia como Santos, que caiu 2,40%, apesar de registrar um enorme aumento no lucro semestral, enquanto Woodside caiu 0,2%. Após forte alta no dia de ontem, após anunciar lucros robustos e dividendos recordes, a BHP fechou em alta de apenas 0,2%. A Rio Tinto subiu 1,1% e Fortescue Metals caiu 1,1%.

O Índice de Liderança do Instituto Westpac-Melbourne da Austrália, que mede a direção da economia, subiu para 0,63% em julho, ante 0,48% em junho. A taxa de crescimento anualizada de seis meses manteve-se praticamente estável nos últimos três meses, apoiada por um mercado de trabalho forte e balanços sólidos das famílias. O Westpac disse que espera que o crescimento dos gastos agora diminua “sob o peso do aumento das taxas de juros e da alta inflação, que já estão minando a confiança”. O economista-chefe do Westpac, Bill Evans, disse que é importante o Reserve Bank of Australia “continuar a aumentar a taxa de juros em todas as reuniões pelo restante de 2022” até fevereiro de 2023. A próxima decisão de política monetária do banco central está prevista para 6 de setembro. O crescimento anual dos salários da Austrália subiu pelo terceiro trimestre consecutivo de 2,4% para 2,6%, de acordo com os dados mais recentes do Australian Bureau of Statistics. Esse número foi o mais forte desde 2014 e superou as taxas da era pré-pandemia, segundo a Capital Economics.

Após um início positivo, o Kospi da Coreia do Sul caiu 0,67%, fechando em 2.516,47 pontos, provavelmente devido a alguma realização de lucros entre as principais ações. Destaque para a queda de 3,8% da Hyundai Motor, enquanto Kia caiu 4,02% e Seah Steel Holdings fechou em queda de 2,75%.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão foi 0,43% maior.

EUROPA: Os mercados europeus recuaram nesta quarta-feira após rali visto em Wall Street.

O Stoxx 600 cai 0,43% no final da manhã, após o índice pan-europeu encerrar o dia em alta de 0,2% na terça-feira.

O alemão DAX 30 cai 0,95%, o francês CAC 40 cai 0,45% e o FTSE MIB da Itália recua 0,11%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,56% e o português PSI 20 avança 0,04%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,39%. Entre as mineradoras, Anglo American cai 2,9%, Antofagasta cai 3,1%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto perdem 1,4% e 1,8%, respectivamente. A produtora de petróleo British Petroleum avança 0,7%.

A inflação do Reino Unido subiu para outra alta de 40 anos em julho, com a espiral dos preços de alimentos e energia continuando a intensificar o aperto histórico sobre as famílias. O índice de preços ao consumidor subiu 10,1% ao ano, acima de uma previsão de 9,8% e acima de 9,4% em junho. O núcleo de inflação, que exclui energia, alimentos, álcool e tabaco, ficou em 6,2% no ano, ultrapassando os 5,8% de junho e acima das projeções de 5,9%. O aumento dos preços dos alimentos acelerou as taxas de inflação anuais entre junho e julho, disse o ONS em seu relatório.

EUA: Os futuros dos índices de ações negociam em queda nesta manhã de quarta-feira, recuando das altas recentes, enquanto os rendimentos dos Títulos do Tesouro dos EUA subiam com a demanda mais fraca por ativos de renda fixa, enquanto os investidores aguardam a divulgação da ata da reunião de julho do Federal Reserve.

O rendimento do título do Tesouro de 10 anos subia pouco mais de 4 pontos base para 2,865%, enquanto o rendimento da nota do Tesouro de 2 anos, de curto prazo, também subia cerca de 4 pontos base para 3,297%, mantendo a curva de 2 e 10 anos invertida, um sinal visto por muitos como uma recessão iminente. O rendimento do título do Tesouro de 30 anos subia 2 pontos base para 3,135%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e um ponto base é igual a 0,01%.

O aumento nos rendimentos é uma mudança em relação à queda observada no início da semana em meio à uma pesquisa de manufatura da Costa Leste dos EUA enfraquecida e relatórios de desaceleração do crescimento na China. Os mercados agora parecem antecipar que o FED afrouxará seu ciclo de aperto com notícias de inflação um pouco melhores nos EUA, já que o aumento nos preços ao consumidor desacelerou no mês passado, mas ainda não está claro se o FED manterá o mesmo sentimento.

Nas negociações regulares de terça-feira, o Dow encerrou o dia em alta de 0,7%, em 34.152,01 pontos e o S&P subiu 0,19%, em 4.305,20 pontos. O Nasdaq Composite caiu 0,19%, fechando em 13.102,55 pontos.

Os varejistas foram destaque de alta nos mercados americanos, em grande parte devido aos fortes resultados trimestrais do Walmart e Home Depot, que lideraram os ganhos no Dow ontem e puxaram outros pares como Target, Best Buy e Bath & Body Works com eles.

O Dow registrou seu quinto dia consecutivo de ganhos. Enquanto isso, o S&P 500 está em sua quinta semana consecutiva, à medida que os investidores continuam avaliando quanto de força esse rali ainda tem. O índice já subiu 18% em relação às mínimas de junho.

Os dados divulgados na terça-feira mostraram um declínio de 9,6% no início de construção de casas a partir de junho, bem acima da queda esperada de 2,5%, conforme previsto pelos economistas consultados pela Dow Jones. As licenças de construção caíram 1,3%, mas superaram as estimativas. As construtoras relataram um enfraquecimento da demanda desde junho, com os temores de uma recessão imobiliária nos EUA aumentando. Segundo especialista do setor, a "política monetária mais rígida do Federal Reserve e os custos de construção persistentemente elevados estão provocando uma recessão imobiliária”.

Os investidores estão atentos à ata da reunião do FED que aconteceu de 26 e 27 de julho, quando o FOMC decidiu aumentar a meta para a taxa dos fundos federais de 1,5 a 1,75% para 2,25 a 2,5%, que será divulgado às 15h00.

Ainda na agenda econômica de quarta-feira, está prevista a divulgação de dados sobre vendas no varejo dos EUA às 9h30, estoques de empresas às 11h00 e estoques de petróleo dos EUA às 11h30.

A Lowe´s reportou lucros ajustados fiscais no segundo trimestre que superaram as previsões dos analistas nesta quarta-feira, mas as vendas totais surpreendentemente diminuíram. As ações sobem 2,8% no "pre-market". As ações caíram 17,2% este ano. O relatório de Lowe´s segue os ganhos da Home Depot, a maior varejista de bens domésticos, que ontem reportou ganhos e receitas que superaram a previsão e reafirmaram seu "guidance" para 2022. As ações da Home Depot subiram mais de 4% na terça-feira.

CRIPTOMOEDAS: O Bitcoin e outras criptomoedas operam em queda nesta quarta-feira, após a maior moeda não conseguir ultrapassar a marca dos US $ 25.000 no fim de semana.

A maior moeda digital é negociada abaixo de US $ 24.000, enquanto o Ethereum que chegou a subir acima de US $ 2.000 no início da semana por conta da especulação sobre a atualização prevista para meados de setembro, opera abaixo de US$ 1.900 nesta quarta-feira.

Bitcoin: -0,92%, em US $ 23.788,80
Ethereum: -0,57%, em US $ 1.878,20
Cardano: -2,25%
Solana: -1,99%
Dogecoin: -1,84%
Terra Classic: -0,54%

ÍNDICES FUTUROS - 7h45:
Dow: -0,56%
SP500: -0,70%
NASDAQ: -0,77%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -4,34%
Brent: -0,31%
WTI: -0,03%
Soja: +0,41%
Ouro: -0,21%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.