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RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 22/03/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: Os principais mercados asiáticos fecharam em alta nesta quarta-feira, com os investidores aguardando a decisão do Federal Reserve dos EUA sobre a taxa de juros.

O Nikkei do Japão avançou 1,93%, fechando em 27.466,61 pontos na volta do feriado.

O índice Hang Seng de Hong Kong ganhou 1,70% e fechou em 19.587,00 pontos, enquanto o índice Hang Seng Tech subiu 1,01%.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,87%, para fechar em 7.015,60 pontos, ganhando terreno pelo segundo dia e fechando na máxima de uma semana. Woodside e Santos subiram 5% e 2,8% e lideraram os ganhos graças ao aumento dos preços do petróleo. As mineradoras BHP, Rio Tinto e Fortescue Metals subiram 0,5%, 0,3% e 1,3%, respectivamente. As produtoras de ouro, Northern Star Resources e Newcrest Mining caíram 3,6% e 1,1%, respectivamente. Os quatro grandes bancos da Austrália também proporcionaram um aumento significativo.

Na Coreia do Sul, o Kospi subiu 1,20% para fechar em 2.416,96 pontos.

Na China continental, o Shanghai Composite ganhou 0,31% para terminar em 3.265,75 pontos e o Shenzhen Component subiu 0,61% e terminar em 11.496,93 pontos.

EUROPA: Os mercados europeus tentam operar em território positivo no pregão matinal de quarta-feira, com os investidores de todo o mundo aguardando a última decisão do Federal Reserve dos EUA sobre as taxas de juros.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,3%, com o setor bancário oscilando entre ganhos e perdas, na sequência de sua recuperação durante a sessão de terça-feira, com a recente volatilidade no sistema bancário diminuíram um pouco.

O alemão DAX 30 sobe 0,4%, o francês CAC 40 avança 0,1% e o FTSE MIB adiciona 0,2%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,4% e o português PSI 20 opera "flat".

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,2%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 0,6%, Antofagasta cai 0,4%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto perdem 1,3% e 1,9%, respectivamente. A petrolífera BP cai 0,9%.

Dados mostraram que a inflação no Reino Unido acelerou inesperadamente. Os preços ao consumidor aumentou de 10,1% em janeiro para 10,4% em fevereiro. Economistas esperavam uma queda para 9,9%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, subiu de 5,8% para 6,2%, enquanto a inflação mensal subiu de 0,7% para 1%, também superando as expectativas. O principal impulsionador da inflação foi habitação e serviços domésticos, principalmente contas de eletricidade e gás, segundo comunicado oficial.

O Banco da Inglaterra finalizará a sua reunião de política monetária na quinta-feira, onde os dados econômicos mais recentes, bem como a recente volatilidade do mercado, estarão em destaque. As apostas no mercado monetário em um aumento de 25 pontos-base ficaram acima de 95% após a impressão da inflação, de acordo com dados da Eikon.

Em um discurso nesta quarta-feira, a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que a inflação "ainda está alta". "Desde julho do ano passado, aumentamos as taxas de juros em 350 pontos base, no entanto, a inflação ainda está alta e a incerteza sobre sua trajetória aumentou. Isso torna essencial uma estratégia robusta daqui para frente”, “mas o público pode ter certeza de uma coisa: conseguir estabilidade de preços e trazer a inflação de volta para 2% no médio prazo não é negociável”, acrescentou. O BCE decidiu na semana passada aumentar as suas taxas de juro em mais 50 pontos base, minimizando a turbulência no setor bancário.

EUA: Os contratos futuros dos índices de ações dos EUA operam entre pequenas altas e baixas na manhã de quarta-feira, com os investidores aguardando o próximo movimento do Federal Reserve em seu plano de aumentar a taxa de juros no combate à inflação.

Nas negociações regulares de terça-feira, os principais índices subiram pelo segundo dia. O Dow Jones Industrial Average subiu 0,98%, em 32.560,60 pontos. O S&P 500 saltou 1,30%, em 4.002,87 pontos e o Nasdaq Composite ganhou 1,58%, em 11.860,11 pontos.

Os movimentos ocorreram quando os temores sobre a atual crise bancária mostraram sinais de arrefecimento, com a crescente probabilidade de que o fim do aperto da política do Fed esteja próximo. O SPDR Regional Banking ETF fechou em alta pelo segundo dia consecutivo na terça-feira.

O Fed concluirá a sua reunião de política monetária de dois dias às 15h00 desta quarta-feira, com a conferência de Jerome Powell às 15h30. A maioria dos investidores espera que o banco central continue comprometido com seu aperto e aumente as taxas em 25 pontos-base.

De acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group, as chances são de 89% um aumento de um quarto de ponto e há uma probabilidade de aproximadamente 11% de não haver aumento. Esse seria o nono aumento consecutivo da taxa de juros e o segundo aumento de um quarto de ponto consecutivo depois que uma série de aumentos maiores foram implementados ao longo de 2022.

A algumas semanas atrás, muitos investidores acreditavam que as autoridades do Fed iriam reacelerar o ritmo dos aumentos de juros e anunciar um aumento de 50 pontos-base. O presidente do Fed, Jerome Powell, havia sugerido que as taxas subiriam mais do que o esperado anteriormente e indicou que os esforços do Fed para esfriar a economia ainda estavam em andamento, no entanto, a recente turbulência no setor bancário após as falências do Silicon Valley Bank e do Signature Bank, bem como a aquisição do Credit Suisse pelo UBS, mudou o sentimento dos investidores. Agora, muitos acreditam que o Fed favorecerá a estabilidade e, portanto, optará por um aumento menor dos juros.

Os rendimentos do Tesouro dos EUA caem nesta quarta-feira. Por volta das 6h00 (horário de Brasília), o rendimento da nota do Tesouro de 10 anos caia um pouco mais de um ponto-base, para 3,5904%, enquanto o título do Tesouro de 2 anos caia cerca de quatro pontos-base e era negociado a 4,136%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto-base é equivalente a 0,01%.

Na agenda econômica, os investidores aguardam uma atualização sobre a leitura mais recente das hipotecas do MBA e dos estoques semanais de petróleo dos EUA.

CRIPTOMOEDAS: As criptomoedas buscam recuperação enquanto os "traders" aguardam a decisão do FOMC sobre as taxas de juros.

O Bitcoin sobe menos que outras moedas digitais mas mantendo-se acima de US $ 28.000. O Ethereum sobe mais de 2%, em US $ 1.789,69.

Com o estouro da crise bancária desencadeada pelo Silicon Valley Bank, o Fed entrou em ação disponibilizando mais recursos para atender seus clientes e anunciou a abertura de uma nova linha de financiamento chamada Programa de Financiamento a Prazo Bancário (BTFP). Isso permitiu que os bancos depositassem dívida do governo como garantia em troca de um empréstimo de 100% de seu valor nominal, mesmo que o valor de mercado da garantia fosse muito menor. Confrontando a tensão do sistema bancário, o mercado de criptomoedas começou a ficar animado. De uma baixa de US $ 19.700 em 10 de março, o Bitcoin subiu 42% para mais de US $ 28.000 nove dias depois. Os mercados de ações e títulos também se recuperaram, mas de maneira insignificante.

Os investidores tem observado de perto o nível de US $ 30.000, visto como crítico porque é onde os preços estavam antes do crash das criptomoedas acelerar no verão passado com uma série de colapsos de empresas de ativos digitais. Um retorno acima de US $ 30.000 sinalizaria aos investidores que o pior do mercado de baixa passou, fazendo com que o Bitcoin mirasse novamente o nível de US $ 69.000, registrado no final de 2021.

Embora muitos analistas tenham citado uma lista de razões para o último rali do Bitcoin, incluindo o recente pânico bancário apoiando a narrativa da descentralização financeira, a explicação mais óbvia está ligada à política monetária do Federal Reserve. O colapso de vários bancos dos EUA nas últimas semanas tem sido associado à perdas nas carteiras de títulos, uma consequência não intencional do aumento das taxas de juros do Fed no ano passado em uma tentativa de controlar a inflação em alta não visto a décadas. Taxas elevadas também atingiram os preços das criptomoedas, uma vez que apostas mais arriscadas como o Bitcoin são mais sensíveis a retornos mais altos da dívida pública sem risco.

Embora os operadores tenham se preparado para que o Fed continue elevando os juros, a pressão sobre os bancos causou uma mudança abrupta nas expectativas, com a maioria dos investidores vendo o banco central aumentando os juros em apenas um quarto de ponto percentual, em linha com o aumento de fevereiro, após vários aumentos de juros muito maiores no ano passado.

Tanto o Bitcoin, como o Dow Jones Industrial Average e o S&P 500, deve se mover na esteira da decisão do Fed. O Crypto Fear and Greed Index marcou o nível mais otimista desde quando os ativos digitais estavam em máximas históricas em novembro de 2021. Os investidores também tem feito apostas otimistas no mercado de derivativos de criptomoedas. O volume de opções de Bitcoin subiu para os níveis mais altos desde outubro de 2021 na semana passada, com a maioria das posições sendo "calls", ou apostas de que os preços aumentarão, de acordo com um analista da Kaiko.

Bitcoin: +0,58% em US $ 28.144,40
Ethereum: +1,83% em US $ 1.790,36

ÍNDICES FUTUROS - 7h55:
Dow: +0,04%
S&P500: +0,06%
NASDAQ: -0,11%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,15%
Brent: -0,37%
WTI: -0,36%
Soja: -0,19%
Ouro: +0,23%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 21/03/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: Os mercados asiáticos subiram na terça-feira na sequência de um alívio em Wall Street, com investidores esperançosos de que a crise bancária possa estar diminuindo após a aquisição do banco suíço Credit Suisse pelo rival UBS, enquanto aguardam a reunião do Federal Reserve que começa hoje nos EUA.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,82% para fechar em 6.955,40 pontos, depois de estabelecer uma nova mínima de 50 dias na sessão de ontem. Os investidores se animaram com a ata da reunião do Reserve Bank of Australia no mês passado, divulgada no final da manhã, cujo conteúdo apontou que seus formuladores de políticas "concordaram em reconsiderar uma pausa no aumento das taxas de juros em sua reunião de abril, reconhecendo que a medida permitiria tempo adicional para reavaliar as perspectivas para a economia". A reunião ocorreu antes que a crise bancária desencadeada há 10 dias reforçasse o argumento para uma pausa nos aumentos agressivos das taxas dos bancos centrais.

Com a esperança de que as intervenções, incluindo a aquisição intermediada pelo governo suíço do Credit Suisse pela rival UBS tenham evitado um colapso financeiro global mais amplo, os quatro grandes bancos australianos também aproveitaram o impulso positivo do dia e fecharam em território positivo. Entre as mineradoras, BHP e Rio Tinto subiram 1,2% e 0,8%, respectivamente, enquanto Fortescue Metals caiu 0,9%. As empresas do setor de petróleo e gás Santos e Woodside Energy fecharam em alta de 0,8% cada.

O Kospi da Coreia do Sul subiu 0,38% para terminar em 2.388,35 pontos. O índice de preços ao produtor de fevereiro da Coreia do Sul subiu 4,8% em relação ao ano anterior, abaixo dos 5,1% de janeiro, deixando o índice em 120,42, acima dos 120,25 de janeiro. O PPI mede os preços médios recebidos pelos produtores domésticos pelos bens e serviços ofertados. Segundo dados do Ministério do Comércio, a Coreia do Sul registrou uma queda anualizada de 17,4% nas exportações e de 5,7% nas importações nos primeiros 20 dias de março. As exportações para os EUA aumentaram 4,6% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto as exportações para a China tiveram a maior queda de 36,2%, seguidas do Vietnã com uma queda de 28,3%. As importações da China e de Taiwan aumentaram 9,1% e 14,1%, respectivamente, enquanto a maior queda das importações foi observada na Austrália, com queda de 24,7%.

Na China continental, o Shanghai Composite ganhou 0,64% para terminar em 3.255,65 pontos, enquanto o Shenzhen Component avançou 1,6% para terminar em 11.427,25 pontos.

O índice Hang Seng de Hong Kong subiu 1,36%, em 19.258,76 pontos, com o índice Hang Seng Tech subindo 2,62%.

O Ministério das Relações Exteriores do Japão confirmou que o primeiro-ministro Fumio Kishida estará visitando a Ucrânia antes da Cúpula do G-7 que acontece em Hiroshima em maio. Kishida deixou a Índia depois de se encontrar com o primeiro-ministro, Narendra Modi. Os dois líderes discutiram laços mais fortes entre seus países, diante da crescente assertividade da China na região do Indo-Pacífico. Kishida visitará a Polônia na quarta-feira e retornará ao Japão na quinta-feira. Os mercados no Japão ficaram fechados por conta de feriado.

EUROPA: Os mercados europeus operam em alta substancial nesta terça-feira, com os investidores esperançosos de que a crise bancária tenha sido contornada após a aquisição do Credit Suisse pela rival UBS.

O acordo de resgate significa que a Suíça, um país fortemente dependente de finanças para sua economia, vê seus dois maiores e mais conhecidos bancos se fundirem em apenas um gigante financeiro, colocando a reputação do país como um centro financeiro em risco.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 1,5% no meio da sessão matinal, com os bancos liderando os ganhos. Na segunda-feira, os mercados europeus flutuaram, com o índice pan-europeu caindo nas primeiras horas de negociação antes de entrar em território positivo, com os bancos revertendo as pesadas perdas iniciais para negociar em alta.

O setor bancário europeu subia 3,6% às 6h50, horário de Brasília, apesar das preocupações com a extinção dos investimentos dos detentores de títulos do Credit Suisse AT1. O Stoxx 600 Banks caíram 13,06% no acumulado do mês, de acordo com dados do Eikon, em meio ao colapso de dois bancos americanos e a compra do Credit Suisse pelo UBS. O Credit Suisse cai 1,75% após a perda de 56% de ontem. O UBS, que passou de perdas para ligeiros ganhos ontem, sobe 3,7% hoje. O Moody's mudou perspectiva do UBS de estável para negativa.

O alemão DAX 30 e o francês CAC 40 avançam 1,7% cada e o FTSE MIB da Itália sobe 2,6%. O índice SMI da Suiça sobe 1,1%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 2,7% e o português PSI 20 sobe 1,8%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 1,5%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 1%, Antofagasta sobe 3,1%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto sobem 0,5 e 0,9%, respectivamnte. A petrolífera BP sobe 3,3%.

EUA: Os contratos futuros dos índices de ações dos EUA avançam na terça-feira, com os "traders" tentando engatar um rali de recuperação visto na sessão anterior impulsionada pela esperança de que a turbulência bancária tenha sido contida, enquanto aguardam o início da próxima reunião do Federal Reserve.

Na sessão regular de segunda-feira, o Dow subiu 1,20%, fechando em 32.244,58 pontos, o S&P 500 avançou 0,89%, em 3.951,57 pontos e o Nasdaq Composite fechou em alta de 0,39%, em 11.675,54 pontos. O movimento ocorreu um dia após uma aquisição do Credit Suisse pelo UBS, que foi arquitetada pelo governo suíço.

Os investidores também receberam com satisfação a notícia de que o JPMorgan Chase, através de seu presidente-executivo, Jamie Dimon, estaria conduzindo discussões com chefes de outros grandes bancos sobre novos esforços para estabilizar o First Republic Bank. Os debates se concentraram em como o setor poderia providenciar um investimento que aumentaria o capital do banco em apuros. Onze grandes bancos se uniram na semana passada para depositar US$ 30 bilhões no First Republic em um esforço para restaurar a confiança no banco.

O First Republic Bank caiu 47% durante a sessão de segunda-feira, estendendo seu declínio acumulado no mês para 90%, já que o colapso do Silicon Valley Bank deixou os investidores preocupados com outros bancos que possuem grandes bases de depósitos não segurados. Nas negociações do pre-market de terça-feira, as ações sobem quase 20%. Outros bancos regionais recuperaram da liquidação da semana passada. O SPDR Regional Banking ETF subiu 1% na segunda-feira, depois de cair 14% na semana passada e volta a subir 3% no pré-mercado de hoje.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA sobem na terça-feira. Por volta das 6h30 (horário de Brasília), o rendimento do título do Tesouro de 10 anos
subia quase cinco pontos-base e era negociado a 3,5261%. A nota do Tesouro de 2 anos aumentava mais de 12 pontos-base, para 4,0508%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto-base é igual a 0,01%.

Os investidores agora esperam um ritmo mais lento de aperto do Federal Reserve na reunião, à luz da crise bancária. O mercado agora precifica uma chance de 83% de um aumento de um quarto de ponto na taxa de juros quando o Fed encerrar sua reunião de política monetária de dois dias na quarta-feira, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. A probabilidade de uma pausa é de 16,6%.

Em uma nota recente, o economista-chefe do Goldman Sachs, David Mericle, disse que o Fed fará uma pausa nos aumentos das taxas de juros por causa do estresse no sistema bancário. "Embora os formuladores de políticas tenham respondido agressivamente para fortalecer o sistema financeiro, os mercados parecem estar menos convencidos de que os esforços para apoiar os bancos de pequeno e médio porte serão suficientes" e portanto "acreditamos que as autoridades do Fed compartilharão nossa visão de que o estresse no sistema bancário continua sendo a preocupação imediata por enquanto".

Os "traders" também esperam novas orientações sobre as perspectivas econômicas e pistas sobre a futura política do banco central. Isso inclui se as autoridades vão aumentar as taxas mais do que o esperado e mantê-las mais altas por mais tempo, o que foi sugerido antes da recente turbulência no setor bancário.

Na agenda econômica, as vendas de casas existentes sairão às 11h00.

CRIPTOMOEDAS: Os criptoativos operam em queda nesta terça-feira, com investidores dando um respiro após recente rali de mais de 60% do Bitcoin no acumulado do ano, enquanto mantém foco nas taxas de juros no Federal Reserve.

O Bitcoin cai menos de 1% nas últimas 24 horas, tentando se sustentar acima de US $ 28.000. O Ethereum cai 0,9% nas últimas 24 horas e tenta sustentar acima de US $ 1.700.

Uma análise do provedor de serviços cripto Matrixport mostrou que os compradores americanos estão liderando a oferta do Bitcoin como refúgio seguro, diante das recentes falências bancárias nos EUA que expôs as limitações do sistema bancário e fortaleceram os investimentos em Bitcoin. A maior criptomoeda do mundo subiu 44% desde a queda em 10 de março, atingindo US $ 28.000, uma alta de nove meses, segundo dados da CoinDesk.

Os depósitos não relacionados a criptomoedas mantidos pelo antigo Signature Bank (agora Signature Bridge Bank) serão assumidos pelo Flagstar Bank, uma subsidiária do New York Community Bancorp, a partir de segunda-feira, de acordo com o FDIC.

Bitcoin: -0,65% em US $ 28.017,10
Ethereum: -0,83% em US $ 1.759,59

ÍNDICES FUTUROS - 7h55:
Dow: +0,70%
SP500: +0,60%
NASDAQ: +0,34%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,22%
Brent: +0,82%
WTI: +0,91%
Soja: +0,04%
Ouro: -0,58%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 20/03/2023



Bem-vindo à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados estão reagindo ao redor do mundo nesta manhã.

ÁSIA: Os mercados asiáticos fecharam em queda nesta segunda-feira, depois que o UBS concordou em comprar seu rival bancário Credit Suisse em uma aquisição de US$ 3,25 bilhões no fim de semana, em um acordo de emergência para evitar uma crise financeira generalizada.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 1,38%, para fechar em 6.898,50 pontos, estabelecendo um novo valor mínimo de 50 dias. A queda se estende aos declínios da bolsa local em relação à semana passada, quando sofreu sua pior perda semanal desde setembro e marcou sua mais longa sequência de perdas desde a crise financeira de 2008. As ações das mineradoras de ouro australianas subiram, com os preços do ouro sendo negociados perto da máxima de um ano, em seu nível mais alto desde abril de 2022, contrariando a tendência mais ampla nos mercados australianos. As mineradoras de ouro St Barbara, Gold Road Resources e Evolution Mining subiram mais de 10% cada. Entre as gigantes, BHP e Rio Tinto caíram 0,8% cada e Fortescue Metals perdeu 2,4%, enquanto as petrolíferas Santos e Woodside Energy recuaram 2,4% cada.

O setor bancário, altamente ponderado também registraram perdas, apesar do vice-governador do Reserve Bank of Australia disse que os bancos domésticos são robustos apesar do pânico global após a falência do Silicon Valley Bank nos Estados Unidos, disse em um discurso na segunda-feira. “A volatilidade nos mercados financeiros australianos aumentou, mas os mercados ainda estão ok e o mais importante, os bancos australianos são inquestionavelmente fortes”. Em um movimento semelhante, as autoridades de Hong Kong e Cingapura também disseram que seus sistemas bancários eram fortes e estáveis.

O índice Hang Seng liderou as perdas regionais, caindo 2,65%, em 19.000,71 pontos, enquanto o seu índice Hang Seng Tech caiu 2,66%. Destaque de queda para o HSBC, que perdeu 6,51%. Reguladores de Hong Kong dizem que as agências do Credit Suisse abriram normalmente e que “os clientes poderiam continuar acessando seus depósitos na agência e nos serviços fornecidos pelo Credit Suisse para os mercados de ações e derivativos de Hong Kong” e acrescentaram que “as exposições do setor bancário local ao Credit Suisse são insignificantes” e que os ativos totais da agência de Hong Kong totalizam cerca de HK$ 100 bilhões (US$ 12,74 bilhões), representando menos de 0,5% de seu setor bancário.

Na China continental, o Shanghai Composite caiu 0,48% para fechar o dia em 3.234,91 pontos, enquanto o Shenzhen Component subiu 0,27% e fechar em 11.247,13 pontos, depois que a China deixou sua taxa básica de empréstimo de um e cinco anos inalterada em 3,65% e 4,3%, respectivamente, após cortar a taxa de reserva obrigatória para quase todos os bancos em 0,25 pontos percentuais na semana passada.

O Nikkei do Japão caiu 1,42%, fechando em 26.945,67 pontos. O relatório da reunião do Banco do Japão de março apontou que a taxa anual do índice de preços ao consumidor provavelmente desacelerará durante o ano fiscal de 2023 devido aos efeitos da redução dos preços da energia resultante das medidas econômicas do governo” e que embora o BOJ tenha notado que a economia do Japão tem sido “resiliente”, também expressou a necessidade de continuar com sua política de flexibilização monetária "ultrafrouxa" até que a meta de estabilidade de preços de 2% esteja à vista e isso inclui o controle da curva de juros”, afirma o relatório. A leitura do CPI do Japão para fevereiro desacelerou de uma alta de 42 anos para 3,3%.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 0,69% e terminou o dia em 2.379,20 pontos.

EUROPA: Os mercados de ações europeus entraram em território positivo na manhã de segunda-feira, com os investidores digerindo as notícias da aquisição do Credit Suisse pelo UBS em um acordo de 3 bilhões de francos suíços (US$ 3,2 bilhões) no domingo. Agora os dois banco terão US$ 5 trilhões em ativos investidos, de acordo com o UBS.

No fim de semana, o Swiss National Bank, a Swiss Financial Market Supervisory Authority e o governo suíço trabalharam em prol da aquisição do Credit Suisse pelo UBS, os dois maiores bancos suíços. Como parte do acordo, o Banco Nacional da Suíça e o governo suíço também anunciaram que tomariam medidas para apoiar o acordo, incluindo um empréstimo de até 100 bilhões de francos suíços (US$ 108 bilhões).

Na semana passada, o maior investidor do Credit Suisse, o Saudi National Bank, disse que não poderia mais apoiar financeiramente o banco suíço. O Credit Suisse também foi afetado pelo recente colapso do Silicon Valley Bank e do Signature Bank nos EUA, que gerou temores sobre a estabilidade do sistema financeiro e levou o Federal Reserve a implementar medidas de apoio.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,4%, mesmo com o setor bancário e financeiro negociando em baixa. Muitos setores passaram de perdas para ganhos, como concessionárias de serviços e mineração. O índice de bancos Euro Stoxx, que não inclui UBS ou Credit Suisse, cai 2,5%.

Entre as preocupações que decorrem do acordo estava o fato de o governo suíço reduzir o valor dos chamados títulos AT1 para zero. Esses títulos, também chamados de títulos conversíveis contingentes ou CoCos, tem sido uma importante fonte de financiamento para os bancos europeus. O ETF de títulos de capital Invesco AT1 caia 14% no início das negociações de segunda-feira. As ações do Credit Suisse caíam até 65%, refletindo o aceite dos 59% do negócio inicialmente avaliado em 3 bilhões de francos. O UBS tem uma queda de 14% em suas ações.

Os rendimentos dos títulos europeus caem na segunda-feira, com os mercados permanecendo nervosos em meio à aquisição do Credit Suisse pelo UBS. O rendimento dos títulos de referência de 10 anos da Alemanha caia pouco menos de 10 pontos-base, para 2,025%. Os rendimentos dos títulos do Reino Unido de 2 e 10 anos caíam cerca de 9 pontos-base, para 3,138% e 3,188%. Os rendimentos dos títulos movem-se inversamente aos preços.

Logo depois que o UBS anunciou o acordo de aquisição do Credit Suisse, o Fed anunciou que havia se juntado a outros bancos centrais em uma operação conjunta de liquidez. O grupo de bancos centrais, incluindo o Banco do Canadá, Banco da Inglaterra, Banco do Japão, Banco Central Europeu e Banco Nacional Suíço, concordou em aumentar a frequência de seus acordos de swap em dólares americanos de semanal para diário.

O alemão DAX 30 sobe 0,6%, o francês CAC 40 avança 0,8% e o FTSE MIB da Itália avança 0,7%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,4% e o português PSI 20 adiciona 0,2%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,4%, com as mineradoras listadas na LSE registrando altas substanciais. Anglo American sobe 3,4%, Antofagasta adiciona 2,6%, enquanto as gigantes BHP e Rio Tinto sobem 1% e 1,4%, respectivamente. A petrolífera BP sobe 0,2%.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA operam sem direção na manhã de segunda-feira depois que o governo suíço forçou o UBS a adquirir o Credit Suisse, marcando o mais recente esforço de governos de todo o mundo para sufocar uma crise que ameaça o setor bancário.

Mesmo assim, os investidores permanecem nervosos no início das negociações da semana, com os bancos regionais ainda sob pressão para fortalecer suas bases de depósitos após o colapso do Silicon Valley Bank no início deste mês. Wall Street espera que mais medidas sejam necessárias para restaurar a confiança no sistema bancário depois que os reguladores dos EUA apoiaram os depósitos não garantidos do SVB e ofereceram novos financiamentos para bancos com problemas na semana. As ações da First Republic caem 15% no pré-mercado na segunda-feira, depois de recuar 72% na semana passada. As quedas ocorrem mesmo depois que um grupo de bancos prometeu na quinta-feira depositar US$ 30 bilhões por pelo menos 120 dias na instituição de São Francisco. SPDR Regional Banking ETF caiu 14% na semana passada.

A instabilidade no setor financeiro nas últimas duas semanas aumentou as apostas de que Federal Reserve reduzirá o aumento da taxa de juros na reunião de 2 dias que começa amanhã. O CME Group aponta cerca de 57% de chance de um aumento de um quarto de ponto, baseado em contratos futuros dos "Fed funds" como guia, antecipando que o banco central tentará encontrar um meio-termo entre perseguir seu objetivo de resfriar a economia e apoiar a estabilidade do sistema financeiro.

Na sexta-feira. O Dow caiu 1,19%, fechando em 31.861,98 pontos, o S&P 500 cai 1,10%, em 3.916,64 pontos e o Nasdaq Composite fechou em baixa de 0,74%, em 11.630,51 pontos. Apesar da ansiedade em torno das ações bancárias, o S&P 500 e Nasdaq Composite fecharam em alta na semana, com os investidores retornando às ações de tecnologia que podem se beneficiar de um ambiente de taxas de juros mais baixas. Enquanto isso, o Dow caiu 0,15% na semana. O sentimento é de que houve uma reação exagerada aos bancos regionais e isso provavelmente representa uma oportunidade.

Os rendimentos do Tesouro dos EUA caem na segunda-feira, com os investidores considerando a estabilidade do setor bancário depois que o banco suíço UBS concordou em comprar o Credit Suisse. Por volta das 6h30 (horário de Brasilia), o rendimento do título do Tesouro de 10 anos caia mais de seis pontos-base para 3,3319%, enquanto o rendimento da nota do Tesouro de 2 anos caia cerca de 13 pontos-base e negociado em torno de 3,7155%. Os rendimentos e os preços movem-se em direções opostas e um ponto-base é igual a 0,01%.

Não está prevista a divulgação de dados econômicos relevantes nos EUA.

CRIPTOMOEDAS: O Bitcoin salta na segunda-feira, com alguns investidores voltando para as moedas digitais em meio à uma crise no setor bancário tradicional.

Os defensores do Bitcoin frequentemente o apelidaram de “ouro digital”, referindo-se a ele como uma reserva de valor, particularmente em momentos de turbulência global, visto que o Bitcoin não está correlacionada com outras classes de ativos. Apesar de que recentemente o Bitcoin tem sido frequentemente negociado de acordo com as ações e em particular, com a Nasdaq, pesada em tecnologia, há sinais de que o movimento do preço do Bitcoin está começando a se destacar das ações.

O Bitcoin subia 5% para US$ 28.378,35 por volta das 6h20 (horário de Brasilia), de acordo com a CoinDesk. No início do dia, o Bitcoin atingiu US$ 28.554,07, seu nível mais alto em nove meses. Nas últimas 24 horas até as 6h00 de segunda-feira, o valor total de Bitcoin em circulação ganhou cerca de US$ 26 bilhões.

Segundo um analista da Luno, o Bitcoin foi criado precisamente para eventos como este, em que o sistema financeiro atual mostra sinais de fraqueza e, portanto, possuir um ativo não correlacionado ajuda”. “Ao longo dos anos, esse argumento de que o Bitcoin é uma classe de ativos não correlacionados foi bastante debatido, mas agora estamos vendo esse ponto de vista sendo justificado”.

Enquanto o ouro subiu cerca de 9% este ano, o Bitcoin subiu mais de 70%.

Curiosamente, outras criptomoedas na segunda-feira não estão tendo o mesmo salto do Bitcoin. Outras criptomoedas não são vistas como “ouro digital” da mesma forma que o Bitcoin. O Ethereum é negociado praticamente estável.

Bitcoin: +3,75% em US $ 28.090,50
0Ethereum: +0,15% em US $ 1.776,11
Cardano: -+0,46%
Solana: +7,51%
Terra Classic: -3,26%

ÍNDICES FUTUROS - 7h55:
Dow: -0,04%
SP500: -0,04%
NASDAQ: -0,11%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -2,48%
Brent: -1,52%
WTI: -1,46%
Soja: -0,44%
Ouro: +0,68%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.