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RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 06/06/2022



ÁSIA: Os principais mercados acionários asiáticos fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira após dado de maio apontar que as viagens e os gastos chineses começaram lentamente a melhorar à medida que o país levanta alguns de seus mais rigorosos bloqueios contra o coronavírus.

O PMI de Serviços da Caixin da China, divulgado nesta segunda-feira, chegou a 41,4, melhor do que a leitura de 36,2 em abril, mas ainda em território de contração. A divulgação vem depois da leitura do PMI oficial de serviços da semana passada de 47,8 para maio, uma melhora em relação à leitura de abril de 41,9, mas ainda abaixo da marca de 50 que separa expansão de contração. As leituras do PMI são sequenciais e representam expansão ou contração mês a mês.

Na China continental, o Shanghai Composite fechou em alta de 1,28%, a 3.236,37 pontos, enquanto o Shenzhen Component subiu 2,66%, a 11.938,12 pontos. O Partido Comunista está permitindo que lojas, fábricas e outras empresas em Xangai reabram após paralisação e restrições de dois meses para combater surtos de vírus em Xangai e na capital, Pequim, à medida que a onda de Covid diminui.

As ações de empresas de tecnologia chinesas em Hong Kong dispararam após uma reportagem do Wall Street Journal dizer que reguladores na China estão concluindo investigações sobre a empresa de carona Didi e duas outras empresas de tecnologia listadas nos EUA. Os reguladores planejam suspender a proibição e permitir que as empresas voltem a adicionar novos usuários em suas plataformas e voltem a ser baixadas nas lojas de aplicativos em solo doméstico, de acordo com o relatório. O índice Hang Seng de Hong Kong fechou em alta de 2,71%, em 21.653,90 pontos, enquanto o índice Hang Seng Tech ganhou 4,64%, para 4.601,95 pontos. As ações do Alibaba em Hong Kong subiram 5,04%, enquanto Meituan saltou 9,93% e Baidu subiu 5,18%.

No Japão, o Nikkei subiu 0,56% no dia, para 27.915,89 pontos.

O S&P/ASX 200 da Austrália caiu 0,45%, encerrando o pregão em 7.206,30 pontos, refletindo a queda em Wall Street na sexta-feira. O setor de energia subiu, recebendo um forte impulso dos preços do petróleo no fim de semana. O petróleo se recuperou depois que a Arábia Saudita elevou o preço do petróleo bruto para a Ásia e Europa, enquanto o setor de tecnologia, comunicações e materiais caíram. A petrolífera Santos subiu 1,8%, enquanto as mineradoras BHP, Fortescue Metals e Rio Tinto fecharam em baixa de 1%, 0,7% e 0,4%, respectivamente.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão subiu cerca de 0,8%.

Os mercados na Coreia do Sul estavam fechados na segunda-feira por um feriado.

EUROPA: As bolsas europeias avançam nesta segunda-feira, com os investidores internacionais aguardando lançamentos de dados chaves sobre a economia dos EUA nesta semana, incluindo a leitura mais recente da inflação.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe mais de 1% no final da manhã, com as ações de tecnologia e recursos naturais liderando os ganhos.

O alemão DAX 30 sobe 1,02%, o francês CAC 40 avança 1,18% e o FTSE MIB da Itália sobe 1,32%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,87% e o português PSI 20 adiciona 0,58%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 1,13% na volta do fim de semana prolongado de quatro dias, em comemoração ao Jubileu de Platina da Rainha Elizabeth II. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 2,8%, Antofagasta adiciona 1,7%, BHP salta 4,7% e Rio Tinto avança 2,7%. A produtora de petróleo BP sobe 2,5%.

Nesta segunda-feira, a atenção no Reino Unido se voltará para a política doméstica, com o primeiro-ministro Boris Johnson enfrentando um voto de confiança de membros de seu partido conservador em meio à crescente insatisfação sobre sua liderança.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA sobem nas negociações matinais de segunda-feira, enquanto Wall Street parece pronta para se recuperar de mais uma semana de perdas.

As ações caíram na sexta-feira e terminaram a semana novamente em baixa depois que os EUA adicionaram mais empregos do que o esperado em maio, sugerindo que o Federal Reserve pode ter que permanecer agressivo com seus planos de aumento das taxas de juros. Os EUA adicionaram 390.000 empregos em maio, acima das expectativas de 328.000, apesar dos temores de uma desaceleração econômica e em meio ao ritmo acelerado da inflação. A taxa de desemprego permaneceu em 3,6%.

Na sessão regular de sexta-feira, o Dow caiu 1,05%, em 32.899,70 pontos, o S&P 500 caiu 1,63%, para 4.108,54 pontos, enquanto o Nasdaq Composite recuou 2,47%, fechando em 12.012,73 pontos.

Na semana, o Dow caiu 0,9%, sua nona semana negativa nas últimas dez semanas, enquanto o S&P 500 e o Nasdaq Composite perderam 1,2% e 1%, respectivamente, na semana passada, cravando a oitava semana de perdas em nove.

Os investidores tem enfrentado temores de que o banco central possa ter que aumentar as taxas de juros de forma mais rápida, causando recessão. Declarações recentes dos membros do FED indicam que aumentos de 50 pontos base, ou meio ponto percentual, são prováveis ​​nas reuniões de junho e julho.

Os mercados de ações tem registrado um ano volátil com os principais índices recuando dois dígitos de seus recordes. O S&P 500 caiu 14,7% em relação à máxima histórica alcançada em janeiro depois de mergulhar brevemente no território de baixa no mês passado, enquanto o Nasdaq continua em território baixista.

Os investidores estarão focados nesta semana na leitura do índice de preços ao consumidor para maio, que está programado para ser divulgado na manhã de sexta-feira. Espera-se que o principal indicador de inflação fique ligeiramente abaixo da leitura de abril, o que pode ser interpretado por alguns como uma confirmação de que a inflação atingiu seu pico.

Não está programado a divulgação de dados econômicos relevantes nesta segunda-feira.

Os mercados também presta atenção aos sinais de que a Casa Branca está afrouxando sua posição sobre as tarifas sobre produtos chineses. A secretária de Comércio dos EUA, Gina Raimondo, disse que o governo Biden está “analisando” a possibilidade de suspender tarifas sobre alguns produtos como utensílios domésticos e bicicletas vindos China para combater a inflação.

Maior empresa dos EUA por capitalização de mercado, a Apple estará sob os holofotes, pois está realizando uma conferência de desenvolvedores na qual espera-se que revele a próxima geração de seu sistema operacional, um novo Apple Watch e possivelmente, um fone de ouvido para realidade virtual. As ações sobem 1,4% no pré-mercado, depois de cair 18,1% este ano.

CRIPTOMOEDAS: O Bitcoin, a maior criptomoeda por capitalização de mercado negocia pouco acima de US $ 31.000 nesta segunda-feira, uma alta acima de 6% nas últimas 24 horas, depois passar o fim de semana oscilando em torno dos US$ 30 mil, tentando se livrar do pessimismo visto em maio, à medida que os investidores aguardam sinais claros sobre a direção da inflação e da economia global.

Bitcoin: +6,24%, em US $ 31.488,00
Ethereum: +7,27%, em US $ 1.910,39
Cardano: +14,55%
Solana: 11,86%
Dogecoin: +3,81%
Shiba Inu: +4,64%
Terra Classic: +5,95%
XRP: +3,71%
Litecoin: +5,09%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,81%
SP500: +1,07%
NASDAQ100: +1,49%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +0,65%
Brent: +0,56%
WTI: +0,64%
Soja: +0,98%
Ouro: +0,26%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 02/06/2022



ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam novamente sem direção definida na sessão desta quinta-feira, ecoando o recuo em Wall Street, à medida que os investidores se preocupavam com taxas de juros mais altas e crescentes casos de coronavírus em partes da região. enquanto os preços do petróleo caíram com um relatório dizendo que a Arábia Saudita poderia intervir se a produção russa de petróleo cair devido sanções da UE.

Na China continental, o Shanghai Composite fechou em alta de 0,42%, a 3.195,46 pontos, enquanto o Shenzhen Component ganhou 0,667%, a 11.628,31 pontos, com a cidade chinesa de Xangai reabrindo na quarta-feira após várias semanas de rigorosos bloqueios relacionados ao Covid. O governo ordenou que os bancos estatais oferecessem uma linha de crédito de $US 120 bilhões para projetos de infraestrutura para ajudar a impulsionar sua economia.

As restrições rigorosas contra COVID-19 estão de volta à Hong Kong à medida que as infecções aumentam. A China adota a estratégia "COVID-Zero" baseada em bloqueios, testes em massa e isolamento para os infectados ou que esteve em contato com alguém testado positivo.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1%, em 21.082,13 pontos.

O Nikkei do Japão caiu 0,16%, fechando em 27.413,88 pontos.

O Kospi da Coreia do Sul caiu 1%, encerrando seu dia de negociação em 2.658,99 pontos.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 0,80% no dia, para 7.175,90 pontos, com todos setores no vermelho, exceto energia e concessionárias. O preço do petróleo caiu após Financial Times informar que a Arábia Saudita está pronta para bombear mais petróleo caso a produção russa diminua substancialmente à medida que as sanções por conta de sua invasão da Ucrânia aumentam, mas isso não incomodou o setor de energia local, que liderou os ganhos na quinta-feira. A empresa de petróleo Santos subiu em alta de 1,7%. Entre as mineradoras, BHP subiu 0,2%, enquanto Fortescue Metals caiu 0,4% e Rio Tinto tombou 1,8%.

O superávit comercial da Austrália aumentou para 10,495 bilhões de dólares australianos (US$ 7,525 bilhões) em abril, segundo dados do Bureau of Statistics na quinta-feira, maior do que o superávit de 9,3 bilhões de dólares australianos previsto em uma pesquisa da Reuters.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão foi negociado 0,88% menor.

EUROPA: Os mercados europeus sobem na quinta-feira, com os preços do petróleo afundando após um relatório do Financial Times informar que a Arábia Saudita estava pronta para aumentar a produção de petróleo se a produção russa diminuir por causa das pesadas sanções da União Europeia contra a sua invasão não-estimulada à Ucrânia.

Produtores de petróleo da Opep e OPEP+, que inclue a Rússia, se reunirão nesta quinta-feira para sua reunião política regular e devem aprovar um aumento planejado de 432.000 barris por dia.

Investidores europeus ainda estão digerindo os números de inflação da zona do euro, que atingiram 8,1% em maio, superando as expectativas e marcando o sétimo recorde consecutivo. Os investidores aguardam declarações do Banco Central Europeu em busca de pistas sobre o ritmo e a escalada dos aumentos das taxas de juros necessários para conter os preços ao consumidor.

O alemão DAX 30 sobe 0,79%, o francês CAC 40 avança 1,05% e o FTSE MIB da Itália avança 0,43%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,28% e o português PSI 20 recua 0,30%.

Mercados britânicos fazem uma pausa nesta quinta-feira, quando inicia-se as comemorações do Jubileu de Platina dos 70 anos do reinado da rainha Elizabeth II. O jubileu será comemorado com um fim de semana de feriado de quatro dias. A celebração do reinado de Elizabeth repete uma tradição que começou com a coroação da rainha em 1953.

A rainha de 96 anos é a monarca mais antiga da Grã-Bretanha e a primeira a alcançar o marco de sete décadas no trono. Em uma mensagem escrita, a rainha agradeceu às pessoas na Grã-Bretanha e em toda a Comunidade envolvidas na organização das celebrações. Para muitos, a ocasião é a primeira oportunidade para uma grande festa desde o início da pandemia coronavírus há mais de dois anos. "Eu sei que muitas memórias felizes serão criadas nessas ocasiões festivas e continuo me inspirando na boa vontade e espero que os próximos dias forneçam uma oportunidade para refletir sobre tudo o que foi alcançado nos últimos 70 anos, à medida que olhamos para o futuro com confiança e entusiasmo", disse ela.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA negociam em alta na manhã de quinta-feira, com os mercados parecendo se recuperar de dois dias de perdas, com investidores reagindo aos dados mostrando que a atividade manufatureira ficou mais forte do que o esperado, sugerindo que a economia está aquecida e que uma ação mais agressiva do FED dos EUA pode ser necessária para domar a inflação.

As ações em Wall Street começaram deslizando imediatamente após a divulgação de vários relatórios sobre a economia dos EUA, incluindo o relatório do ISM que mostrou que crescimento do setor de manufatura foi mais forte no mês passado do que o esperado, reforçando as expectativas dos investidores de que o Federal Reserve continuasse elevando as taxas de juros agressivamente para desacelerar a economia na esperança de controlar a inflação. O PMI de manufatura do Institute for Supply Management chegou a 56,1 em maio, acima dos 55,4 do mês anterior, contrariando as expectativas dos economistas. "Contra uma narrativa mais ampla de desaceleração da atividade econômica, ainda não vimos uma desaceleração material na atividade manufatureira dos EUA nos dados", disse a Nomura em relatório na quinta-feira.

Um outro relatório disse que o número de vagas de emprego em toda a economia diminuiu em abril, mas sugere que o mercado de trabalho continua apertado.

Os investidores seguem preocupados com a proximidade da reunião do Fed e como a inflação teimosamente elevada. O FED provavelmente continuará com o ciclo de aperto das taxas, ressaltada pelos preços mais altos do petróleo e pelas preocupações dos consumidores com o relatório econômico do "Livro Bege" do FED. O relatório do banco central mostrou que os EUA tem visto um crescimento econômico “leve ou modesto” nos últimos dois meses.

A quarta-feira também marcou o início do programa do FED para desfazer de alguns dos trilhões de dólares de tesouros e outros títulos que acumulou durante da pandemia. Tal movimento deve pressionar para cima as taxas de longo prazo.

Nas negociações regulares de quarta-feira, as ações começaram o mês de junho com quedas. O Dow perdeu 176,89 pontos, ou 0,54%, em 32.813,23 pontos. O S&P 500 caiu quase 0,75%, em 4.101,23 pontos e o Nasdaq Composite recuou 0,72%, em 11.994,46 pontos.

O sentimento também pesou depois que o CEO do JPMorgan, Jamie Dimon, alertou que um “furacão” econômico causado pelo Federal Reserve e a guerra na Ucrânia está se formando e que sua empresa “será muito conservadora com balanço da empresa”.

O rendimento da Nota do Tesouro dos EUA de 10 anos caiu 1 ponto-base para 2,9149% na madrugada desta quinta-feira, com os investidores focados no aumento da inflação e nos aumentos das taxas de juros. O rendimento do título do Tesouro de 30 anos caiu 1 ponto-base para 3,0582%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e 1 ponto base é igual a 0,01%.

Os investidores também estão monitorando os dados de emprego para obter informações sobre como empregadores e trabalhadores estão gerenciando a inflação. A ADP publicará dados de seu relatório nacional de emprego às 9h15 de quinta-feira, juntamente com dados de produtividade e custos unitários de mão-de-obra, pouco antes do Departamento do Trabalho divulgar os números de reivindicações semanais de seguro-desemprego às 9h30. Os pedidos às fábrica serão divulgados às 11h00 e os estoques semanais de petróleo dos EUA está programado para às 12h00.

CRIPTOMOEDAS: Os mercados de criptomoedas iniciaram a semana em alta, mas sofre uma reviravolta, seguindo sua estreita correlação com os mercados tradicionais, como ações, ouro e rendimentos dos títulos do tesouro dos EUA.

O Bitcoin não conseguiu superar a marca dos US$ 32 mil e tenta segurar na casa dos US $ 30.000 nesta quinta-feira,

Segundo CoinDesk, os mineradores de Bitcoin estão sentindo os efeitos do "inverno cripto" e começam a vender seus tokens, visto que minerar a criptomoeda se tornou menos rentável diante da queda dos preços e com o atual mercado baixista.

A Solana despenca mais de 11% nas últimas 24 horas depois de ficar fora do ar na quarta-feira com a produção de novos blocos na blockchain totalmente interrompida. A equipe explicou via Twitter que a produção de blocos foi suspensa por causa de um bug que fez com que “nodes” gerassem resultados diferentes para o mesmo bloco.

Bitcoin: -5,36%, em US $ 29.984,70
Ethereum: -6,10%, em US $ 1.824,19
Cardano: -6,41%
Solana: -11,23%
Dogecoin: -6,93%
Shiba Inu: -7,42%
Terra Classic: -10,61%
XRP: -5,55%
Litecoin: -7,31%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,50%
SP500: +0,57%
NASDAQ100: +0,78%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +3,77%
Brent: -2,56%
WTI: -2,64%
Soja: +0,68%
Ouro: +0,62%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 01/06/2022



ÁSIA: As bolsas fecharam de forma mista na Ásia nesta quarta-feira, depois que Wall Street fechou negativo em um mês abalado por preocupações com uma possível recessão, inflação e aumento das taxas de juros.

O PMI de manufatura da China para maio patrocinado pela Caixin/Markit divulgado nesta quarta-feira chegou a 48,1, uma melhora em relação à leitura de 46 de abril, mas ainda permanecendo abaixo da marca de 50, nível que separa expansão da contração. O PMI de manufatura oficial da China para maio, divulgado na terça-feira chegou a 49,6, uma melhora em relação à leitura de 47,4 em abril. A leitura de maio ficou acima do nível de 48,6 esperado de uma pesquisa da Reuters. As leituras do PMI são sequenciais e representam expansão ou contração mês a mês.

Após subir acentuadamente na terça-feira, à medida que Xangai aliviou seus rigorosos bloqueios contra o coronavírus, as bolsas chinesas fecharam de forma mistas. O Shanghai Composite caiu 0,13%, para 3.182,16 pontos, enquanto o Shenzhen Component ganhou 0,21%, para 11.551,27 pontos. O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 0,51%, em 21.306,00 pontos.

O Nikkei do Japão ganhou 0,65%, fechando em 27.457,89 pontos. O parlamento do Japão promulgou na terça-feira um orçamento extra de US$ 21 bilhões para combater o aumento dos preços dos combustíveis e alimentos após a invasão da Ucrânia pela Rússia. O orçamento extra, para o atual ano fiscal que começou em 1º de abril, financiará parte de um pacote econômico emergencial de US$ 48 bilhões que o governo aprovou em abril. Inclui subsídios aos atacadistas de petróleo para minimizar o impacto aos consumidores.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 subiu 0,32%, encerrando o pregão em 7.234 pontos. O PIB da Austrália cresceu 0,8% na comparação trimestral em termos de volume da cadeia com ajuste sazonal durante o primeiro trimestre, mostraram dados do Bureau of Statistics do país na quarta-feira, acima das expectativas em uma pesquisa da Reuters para um ganho de 0,5%. Em termos anualizados, o crescimento foi de 3,2% no primeiro trimestre do ano, mais lento do que o crescimento de 3,6% no último trimestre de 2021.

As ações de mineração ligadas à descarbonização da Austrália registraram quedas depois que o Goldman Sachs disse que o preço dos metais que compõem baterias de veículos elétricos como cobalto, lítio e níquel cairá nos próximos dois anos, incluindo uma "correção acentuada no lítio". Em um relatório, "vemos que o mercado de alta de metais de bateria acabou por enquanto". A Pilbara Minerals caiu 22% e outras quatro empresas relacionadas à bateria no ASX 200 fecharam com perdas de dois dígitos. Entre as gigantes da mineração, BHP subiu 1,5%, Fortescue Metals avançou 3% e Rio Tinto adicionou 0,3%. A produtora de petróleo Santos fechou em baixa de 0,7%.

O índice mais amplo da MSCI de ações da Ásia-Pacífico fora do Japão caiu 0,45%.

Os mercados na Coreia do Sul estavam fechados na quarta-feira por conta de um feriado.

EUROPA: As bolsas europeias começam junho de forma mista, após fechar o mês de maio em território negativo, com "traders" continuando a avaliar novos dados sobre inflação e atividade econômica.

O índice pan-europeu Stoxx 600 flutua 0,2% para baixo e para cima no meio da manhã, com ações de automóveis subindo enquanto recursos básicos caem. O índice europeu encerrou o mês de maio com queda de 0,85%, com as preocupações com a inflação ressurgindo em toda a zona do euro. A inflação na zona do euro atingiu 8,1% em maio, superando as expectativas e marcando o sétimo recorde consecutivo. Os investidores acompanham de perto o Banco Central Europeu em busca de dicas sobre o ritmo e a escala dos aumentos das taxas de juros necessários para conter os preços ao consumidor.

O alemão DAX 30 sobe 0,27%, o francês CAC 40 avança 0,06% e o FTSE MIB da Itália avança 0,13%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,32% e o português PSI 20 sobe 0,21%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,20%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American cai 1,4%, Antofagasta cai 0,2%, Rio Tinto perde 1,2%, enquanto BHP sobe 0,9%. A produtora de petróleo BP sobe 0,1%.

Entre os dados divulgados nesta quarta-feira, a leitura do PMI (índice de gerentes de compras) de manufatura da zona do euro caiu para 54,6 em maio, ante 55,5 em abril, sua menor leitura de crescimento de atividade desde novembro de 2020. A atividade manufatureira britânica cresceu em sua taxa mais lenta desde janeiro de 2021, caindo para 54,6, ante 55,8 em abril, quando a crise do custo de vida do país começou a afetar os produtores de bens de consumo.

A taxa de desemprego na zona do euro manteve-se estável em 6,8% no mês de abril. A leitura ficou acima da previsão de 6,7% dos economistas. O número de pessoas classificadas como desempregadas na zona do euro caiu para 11,18 milhões e a taxa de desemprego entre as pessoas com menos de 25 anos caiu para 13,9% em abril, ante 14,0% em março, disse a Eurostat.

EUA: Os futuros dos índices das ações dos EUA operam entre altas e baixas na manhã de quarta-feira, após um dia de baixas para as ações, enquanto Wall Street encerrou maio de forma errática.

Durante o pregão regular agitado de terça-feira, o Dow caiu 222,8 pontos, ou 0,67%, fechando em 32.990,12 pontos. O S&P 500 e o Nasdaq Composite caíram 0,63% e 0,41%, respectivamente.

Para o mês de maio, o Dow e o S&P 500 terminaram com pouca oscilação, depois que o forte rali da semana passada interrompeu as longas sequências de perdas semanais para os índices. O S&P 500 encerrou maio com ganho inferior a 0,1%, após queda de 8,8% em abril. Agora está 13,9% abaixo do recorde estabelecido no início deste ano. Em meados de maio, o S&P 500 caiu sete semanas seguidas, a sua maior sequência de perdas desde que a bolha "ponto-com" foi deflagrada há duas décadas. O Nasdaq Composite perdeu mais de 2% no mês.

Com a temporada de resultados do primeiro trimestre quase concluída e o Federal Reserve sinalizando fortemente suas intenções de aumento de juros para suas próximas duas reuniões, as ações devem lutar para decidir qual direção seguirá.

O primeiro dia de junho marca o início do plano do FED de reduzir seu balanço patrimonial de quase US$ 9 trilhões que acumulou durante a pandemia de Covid. Nos primeiros três meses, o FED começará a reduzir suas participações em títulos do Tesouro e títulos lastreados em hipotecas em US $ 47,5 bilhões mensais e depois o valor sobe para US$ 95 bilhões por mês, com os formuladores de políticas preparados para ajustar sua abordagem à medida que a economia e os mercados financeiros evoluem. Analistas do Wells Fargo Investment Institute e da Capital Economics concordam que é provável que produza mais ventos contrários para as ações.

Tal movimento também deve pressionar para cima os rendimentos do Tesouro de longo prazo.

O rendimento da nota do Tesouro de 10 anos subia 2 pontos base para 2,8658% durante a madrugada desta quarta-feira e o rendimento dos títulos do Tesouro de 30 anos subiu 1 ponto-base para 3,0664%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e 1 ponto base é igual a 0,01%.

A secretária do Tesouro, Janet Yellen, admitiu na terça-feira que estava "errada" no ano passado ao acreditar que a inflação dos EUA não representaria um problema de longo prazo. No ano passado, antes de a Rússia invadir a Ucrânia e novas variantes do COVID-19 varrerem o mundo, Yellen disse que a inflação representava um "pequeno risco" e que ela não esperava que seria "um problema". Segundo ela, "houve grandes choques imprevistos na economia que impulsionaram os preços de energia e alimentos e gargalos de oferta afetaram nossa economia que na época eu não entendia completamente". Yellen presidiu o FED de 2014 a 2018 e disse que o governo Biden está focado em tomar medidas para reduzir a inflação e parte disso está a cargo do FED.

Na terça-feira, o presidente Joe Biden reuniu com o presidente do Fed, Jerome Powell, o primeiro desde que renomeou Powell para liderar o banco central e semanas depois que o Senado confirmou um segundo mandato, em uma demonstração de apoio e disse à repórteres que pretende dar ao FED "o espaço necessário para fazer seu trabalho". "Meu plano para lidar com a inflação começa com uma proposta simples: respeitar a independência do Fed".

A desaceleração dos dados sobre a economia dos EUA aumentou as preocupações de que a alta inflação forçará o Federal Reserve a elevar as taxas de juros tão agressivamente que causará uma recessão.

As ações conseguiram evitar um mercado de ursos, pelo menos até agora. Recentemente, cresceu a especulação de que o FED poderia considerar uma pausa no aumento das taxas na reunião de setembro. O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, disse em entrevista que a sua sugestão feita na semana passada para que o banco central faça uma "pausa" em setembro em seu esforço para elevar as taxas de juros não deve ser interpretada de forma alguma como um "FED Put", ou a crença de que o banco central viria para o resgate dos mercados. Bostic não é um membro votante do comitê de taxas de juros do FED este ano.

Na semana passada, o Bostic sugeriu que uma pausa em setembro poderia fazer sentido, precipitando uma alta nos mercados. Na ocasião, ele disse que uma pausa pode ser uma boa ideia porque a resposta do mercado à mudança do FED de aumentar as taxas "foi muito mais forte do que o que vimos historicamente" e que em setembro, parte das incertezas sobre a economia poderia ser resolvida e os desequilíbrios do mercado de trabalho poderiam estar aliviados, levando a uma "redução bastante significativa da inflação", disse ele. O presidente do Fed de Atlanta disse que quer ver o banco central mover sua taxa de referência para um intervalo de 2% a 2,5% até o final do ano.

Na segunda-feira, o governador do Fed, Christopher Waller, afastou a ideia de uma pausa em setembro, dizendo que era a favor do aumento da taxa de meio ponto nas próximas "várias reuniões". O presidente do Fed, James Bullard, disse que quer que o FED aumente a taxa de juros para 3,5% até o final do ano.

Por sua vez, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse que quer aumentar as taxas até que haja "evidências claras e convincentes de que as pressões de inflação estão diminuindo e a inflação está caindo".

O comitê de política do FED está programado para se reunir de 14 a 15 de junho.

Na quarta-feira, os investidores aguardarão o PMI oficial final de manufatura às 10h45, enquanto a versão do ISM sairá às 11h00, mesmo horário quando será divulgada uma visão atualizada dos dados de gastos de fabricação e construção, bem como o JOLTS ou Job Openings and Labor Turnover Survey, uma pesquisa de abertura de empregos e rotatividade de mão de obra de abril.

O Livro Bege será divulgado às 15h00.

CRIPTOMOEDAS: Os mercados de criptomoedas operam sem direção nesta quarta-feira, depois que o Bitcoin ultrapassou brevemente os US $ 32.000 na terça-feira.

A maior criptomoeda do mundo subiu mais de 9% nos últimos quatro dias, mas analistas permanecem cautelosos em meio à pressões inflacionárias e perspectiva de recessão.

Bitcoin: +0,12%, em US $ 31.590,40
Ethereum: -1,13%, em US $ 1.944,64
Cardano: -6,24%
Solana: -2,28%
Dogecoin: +2,81%
Shiba Inu: +0,17%
Terra Classic: -7,56%
XRP: -0,55%
Litecoin: +0,17%

ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: +0,27%
SP500: +0,05%
NASDAQ100: -0,10%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +1,12%
Brent: +1,38%
WTI: +1,32%
Soja: +0,24%
Ouro: -0,82%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.