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RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 08/01/2016

ÁSIA: A maioria dos mercados asiáticos fechou em alta neta sexta-feira, depois que o mercado chinês encerrou em alta, após o órgão regulador da China, o China Securities Regulatory Commission (CSRC), suspendeu na quinta-feira o dispositivo de circuit breaker depois que os mercados locais fecharam prematuramente por duas vezes na semana.

O Shanghai Composite fechou em alta de 1,98% depois cair 1,89% e subir 3,32% ao longo do pregão. O Shenzhen Composite terminou 1% maior, enquanto CSI 300 adicionou 2,04%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 1,12%. O enfraquecimento do yuan também pesou sobre o sentimento do investidor. Antes da abertura do mercado, o Banco do Povo da China (PBOC) definiu o ponto médio do yuan em 6,5636 contra o dólar,  indicando que a moeda chinesa trocaria um pouco mais forte, depois de fixar na quinta-feira no ritmo mais rápido desde a desvalorização de agosto. Na quinta-feira, o dólar fechou em 6.5926.

Em outros lugares, os mercados australianos inicialmente abriu em queda, posteriormente rastreou os ganhos na China, mas rapidamente voltou ao território negativo, com o ASX 200 fechando 0,39% menor, voltando para níveis abaixo de 5 mil pontos pela primeira vez desde meados de dezembro. No Japão, o Nikkei encerrou com queda de 0,39%, enquanto na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,7 e na Nova Zelândia, o principal índice fechou 0,89% menor.

O petróleo também ajudou a apoiar alguns dos ganhos na região. Na Austrália, Woodside Petroleum, Oil Search e Santos fecharam em alta entre 3,48 e 4,67, enquanto players chineses como CNOOC, PetroChina e Sinopec fecharam em alta entre 0,93 e 5,56% em Hong Kong, mas no Japão, Inpex e Japan Petroleum fecharam em baixa. Relatórios deram conta de que o ministro da Economia do Japão, Akira Amari, disse que o contínuo declínio dos preços do petróleo, embora não seja um bom sinal para a economia mundial, iria melhorar os termos da balança comercial do Japão e o ministério das Finanças do país anunciou que as reservas estrangeiras no final de dezembro ficou em $ 1.230.000.000.000.

O índice S & P / ASX 200 caiu 5,7% ao longo da semana, com o mercado perdendo cerca de US $ 85 bilhões. Todos os setores do sharemarket australiano ficaram no vermelho, com destaque para as ações de mineradoras e bancos. BHP mergulhou 8,4% e Rio Tinto desmoronou 6,3%, enquanto os bancos também tiveram uma semana de horror: Westpac perdeu 7,6%; National Australia Bank, 8,2%; Commonwealth Bank, 7,1%; e ANZ, 8,5%.

EUROPA: Mercados europeus abriram em ligeira alta, aparando as perdas semanais íngremes, após as ações chinesas se estabilizarem depois que as autoridades cancelaram o dispositivo de Circuit Breaker. O pan europeu Stoxx 600 sobe mais de 0,3%.

Os preços do petróleo se recuperam. Futuros do Brent estavam acima de US $ 34 por barril e este empurrou algumas ações no setor superior, embora alguns dos principais players do setor, incluindo BP, Total e Shell seguem em território negativo devido preocupações de longo prazo com o contínuo excesso de oferta de petróleo.

No fluxo de notícias, o Financial Times informou que Royal Dutch Shell está próximo de ganhar apoio da maioria dos acionistas em relação a sua oferta de £ 36000000000 pela rival BG Group, que avança no pregão de hoje. Fornecedoras europeus da Apple continuam a sentir o calor das preocupações sobre um corte na produção do iPhone. Dialog Semiconductor, STMicro e ARM caem. A varejista francesa Casino é negociado em forte alta após HSBC elevar sua projeção sobre o stock de "hold" para "comprar".

O governo da Arábia Saudita está considerando a possibilidade de vender ações na gigante petrolífera estatal Saudi Aramco para levantar dinheiro neste período de petróleo barato, disse o príncipe Mohammed bin Salman para o The Economist Magazine.

No Reino Unido, o O FTSE 100 sobe, apesar do benchmark fincar no negativo durante a semana em uma queda de 3,7%, o que seria sua maior queda semanal em quatro semanas, a segunda semana consecutiva de baixa. Entre as mineradoras, HP Billiton cai 1.13% e Rio Tinto recua 0,31%, mas Glencore opera em alta de 1,71%.

Entre as notícias econômicas, a produção industrial alemã diminuiu inesperadamente em novembro, enquanto as exportações caíram, indicando que a maior economia da Europa está lutando para recuperar seu ímpeto. No Reino Unido, os dados mostraram que déficit comercial do país com o resto do mundo diminuiu em novembro, impulsionado em parte pela queda no preço do petróleo bruto, que diminuindo o valor das importações de petróleo.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA: 11h30 - Relatório de Emprego, composto por: Unemployment Rate (taxa de desemprego), Nonfarm Payrolls (pesquisa realizada em cerca de 375 mil empresas, que mostra o número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária), Average Workweek (média de horas trabalhadas por semana) e Hourly Earnings (média de remunerações por hora trabalhada);
13h00 - Wholesale Inventories (dados de vendas e estoques no atacado americano);
18h00 - Consumer Credit (mede o total de crédito disponível ao consumidor).


Observação: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 07/01/2016

ÁSIA: As bolsas chinesas foram suspensas novamente nesta quinta-feira, acionando o circuit breaker pela segunda vez na semana, derrubando o resto dos mercados na Ásia, que já estavam enfraquecidos em meio à preocupações com a queda dos preços do petróleo.

No continente, o Shanghai Composite havia caído 7,32% no momento da interrupção, enquanto o Shenzhen Composite recuava 8,34%. O CSI300 mergulhava 7,21%. Se esses índices sobem ou descem 5%, o mercado é suspenso por 15 minutos. Se, posteriormente, cair 7%, as negociações são suspensas para o resto do dia. As bolsas chinesas foram negociadas por apenas 15 minutos, o pregão mais curto de sua história de 25 anos.

Após a antecipação do encerramento do pregão, o regulador de valores mobiliários da China emitiu novas regras para restringir o percentual de ações dos principais acionistas de empresas listadas, que agora só podem vender a cada três meses, em uma tentativa de estabilizar os mercados. Os acionistas não estão autorizados a vender mais do que 1% de sua quota de uma empresa nesse período. As novas regras vieram antes da proibição de redução da participação em grandes acionistas por seis meses que deve expirar na sexta-feira.

O pessimismo se espalhou rapidamente nos mercados após o Banco do Povo da China estabelecer a taxa de paridade para as transações cambiais desta quinta em 6,5646 yuans por dólar, o menor nível desde 2011 e 0,5% abaixo dos 6,5314 yuans de ontem. O ajuste na taxa de referência foi o mais forte desde 13 de agosto.

A queda nas ações foi causado pela expectativa de que o yuan irá se desvalorizar ainda mais, o que poderá causar preocupações sobre as condições econômicas do país e estimular as saídas de investimentos externos na China. O yuan continental já acumula perdas de 1,5% nos primeiros dias do ano e o yuan offshore, que flutua livremente, operou em mínimas históricas, com desvalorização de 2,7% desde o começo de janeiro.

O PBOC tentou acalmar os investidores esclarecendo sua posição ao enfatizar a necessidade de manter o yuan estável e em um nível de equilíbrio e atribuiu os movimentos da moeda chinesa à ação de especuladores.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 estendeu as perdas de quinta-feira fechando 2,20% menor, a 5,010.34  pontos, liderado pelo setor da energia. No Japão, o Nikkei caiu mais de 400 pontos e fechou em baixa de 2,33%, enquanto Kospi da Coreia do Sul recuou 1,10%.

O setor de energia teve perdas íngremes na sequência da queda nos preços do petróleo. As tensões no Oriente Médio e o aumento dos estoques de gasolina dos EUA derrubou os preços do petróleo durante o horário de negociação dos EUA, para uma baixa de mais de 5% e no comércio asiático, o West Texas Intermediate (WTI) caiu 3,5 por cento, para $ 32,77 o barril, nível mais baixo desde 2003. O Brent caiu 3,74%, para $ 32,96 por barril, para uma baixa de 12 anos. Woodside Petroleum recuou 5,11% e Santos despencou 7,41% na Austrália. No Japão, Inpex e Japan Petroleum fecharam em baixa de 5,18 e 3,13%, respectivamente.

Produtores de commodities metálicas da Austrália fecharam em baixa, depois que os preços do minério de ferro caíram cerca de 3% e acabou com uma série de 11 dias de alta. Rio Tinto e BHP Billiton recuaram 4,8 e 4,78%, respectivamente. Por outro lado, produtoras de ouro subiram. Alacer Gold subiu 5,10% e Newcrest adicionou 1%. O ouro é considerado um investimento do tipo porto seguro em tempos de incerteza econômica e atingiu uma alta de sete semanas, a $ 1099 a onça.

No Japão, os principais exportadores como Toyota, Nissan e Sony caíram entre 2,61 e 3,49%. Os exportadores costumam cair quando o iene se fortalece pois a moeda japonesa também é considerado um investimento de segurança e continuou a se valorizar, com o dólar buscando ao redor ¥ 117,93, em comparação com 118,75 antes da interrupção do comércio na China.

EUROPA: As bolsas europeias operam em forte baixa movido por mais turbulência na China, onde os mercados foram interrompidas novamente depois de perdas significativas. Esta é a segunda vez na semana após a implementação do dispositivo de circuit breaker na China.

O índice Stoxx Europe 600 cai 3,25% e segue a caminho do seu menor fechamento desde setembro, pesada também pelo preço do petróleo que atingiu níveis não vistos desde desde abril de 2004. DAX 30 da Alemanha segue a caminho dos 10 mil pontos pela primeira vez desde meados de outubro.

Sem surpresa, stocks de petróleo e gás recuam. Seadrill cai mais de 7%, enquanto as grandes petrolíferas, como total, BP e Shell também operam em forte baixa. O petróleo não foi a única commodity afetada. Os preços dos metais também estão sob pressão devido a turbulência nos mercados chineses. O setor registra o pior desempenho. Anglo American e Glencore operam em baixa de mais de 7%.

Preocupações com a China atinge também o setor de autos. Na Alemanha BMW e Daimler caem acentuadamente, uma vez que vendem muito para a segunda maior economia do mundo. Volkswagen também cai após um relatório do jornal alemão Sueddeutsche Zeitung sugerir que a conturbada montadora pode ter que comprar de volta 115.000 carros nos EUA devido escândalo de emissões. O setor de artigos de luxo também sofrem pressão, pois contam com os consumidores chineses entre seus principais clientes. Richemont e LVMH sofrem forte baixa.

As ações da Apple caíram 2% na quarta-feira e caiu brevemente baixo da marca de $ 100 depois de relatos de que a gigante de tecnologia está reduzindo a produção dos seus iPhone 6s e 6s Plus, criando um efeito cascata sobre os fornecedores europeus da Apple como Dialog Semiconductor e Austria Microsystems que recuam em torno de 6%.

Em Londres, o FTSE 100 segue a caminho para o menor fechamento desde meados de dezembro. Na semana, o referencial segue para uma queda de mais de 5%, o que seria o maior desde agosto. Mineradoras encabeçam o topo da lista de decliners em Londres. BHP Billiton despenca 5,72% e Rio Tinto cai 4,93%. A única mineradora em ascensão é a Randgold Resources que avança 1,41%, se beneficiando de refúgio seguro para os fluxos do ouro. Entre as empresas de energia, BG Group cai 6,00% e BP tomba 5,18%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h30 - Challenger Job Cuts (número de demissões corporativas);
11h30 - Unemployment Claims (número de pedidos de auxílio-desemprego);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20:

ÁSIA
Nikkei: -0,99%
Austrália: -1,18%
Shanghai: +2,27%
Hong Kong: -0,98%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -3,87%
London - FTSE: -3,04%
Paris CAC: -3,29%
IBEX 35: -2,95%
FTSE MIB: -2,53%

COMMODITIES
BRENT: -3,83%
WTI: -3,97%
OURO: +0,40%
COBRE: -3,11%
SOJA: -0,32%
ALGODÃO -0,29%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -2,60%
SP500: -2,70%
NASDAQ: -3,14%

Observação: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 06/01/2016

ÁSIA: As bolsas asiáticas continuaram sob pressão nesta quarta-feira, após um teste nuclear realizada pela Coreia do Norte acirrar os nervos dos investidores já preocupados com a desaceleração na China.

Pouco depois de um tremor de magnitude 5,1 ser registrado nesta quarta-feira na zona de testes nucleares da Coreia do Norte, uma estatal de televisão de Pyongyang confirmou a realização "com sucesso" de um teste nuclear com uma bomba de hidrogênio. O epicentro do tremor foi registrado pelo Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS) no nordeste da Coreia do Norte, a cerca de 50 km de Kilju, próximo à base de testes nucleares de Punggye-ri, onde aconteceram os três testes atômicos anteriores realizados até o momento, em 2006, 2009 e o último deles em fevereiro de 2013.

Os investidores saíram em busca de ativos mais seguros neste ambiente hostil. O iene japonês, considerado um porto seguro em tempos de tumulto, subiu contra o dólar, sendo negociado a 118,59, em comparação com 119.15 antes que a notícia sobre a Coreia do Norte. O won coreano caiu contra o dólar, sendo negociado a 1,196.73, ante 1,192.20 antes da notícia. A Reuters, noticiou que as autoridades cambiais sul coreanos estariam vendendo dólares para conter a queda do won, após a notícia do terremoto. Ouro, outro ativo seguro, subiu 0,33% em US $ 1,080.75 a onça.

Enquanto isso, o rendimento dos títulos de 10 anos do tesouro dos EUA recuou 2,22 pontos base para 1,27%. Um ponto base é 1/100 de um ponto percentual. Os preços dos títulos e os rendimentos se movem em direções opostas.

Os principais mercados terminaram a sessão sem direção. Kospi da Coreia do Sul recuou 0,26%, o Nikkei do Japão caiu 0,99%, enquanto o ASX 200 da Austrália registrou uma perda de 1,18%. Na China, os mercados contrariaram a tendência, com o Shanghai sendo negociado em alta de 2,27%.

Papeis de defesa sul coreanos registraram rápidos ganhos após a notícia do teste nuclear da Coréia do Norte. Firstec subiu 2,89%  após chegar a registrar 20,76% de valorização no intraday. SPECO terminou 16,46% maior e Victek disparou 25,80%. Samsung Electronics caiu  2,73%, antes da divulgação do seu balanço do quarto trimestre no final da semana. Na Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, a gigante da eletrônica divulgou uma série de novos produtos, incluindo laptops, tablets, TVs e uma geladeira inteligentes além de novos designs para sua linha de smartwatch Gear S2.

No Japão, as ações da Toyota caiu 1,98% mesmo após a montadora anunciar que pretende vender 1,15 milhões de veículos na China neste ano, junto com seus parceiros de joint venture, alta de 2,7% a partir de 2015. De acordo com relatos, as vendas da Toyota na China caíram 2,4% em dezembro ante ano anterior, para cerca de 122 mil veículos.

Outros exportadores também caíram, pressionados por um iene mais forte. Sony recuou 2,19% e Panasonic perdeu 1,52%.

Na Austrália, ações do setor bancário foram destaque de baixa. National Australia Bank, um dos big four, caiu 1,39%. Entre as mineradoras, Rio Tinto caiu 2,9% e a produtora de minério de ferro Fortescue despencou 6,07%, mas a produtora de ouro Newcrest fechou em alta de 2,03%, embalado pela alta do preço do ouro.

Na China, os mercados recuperaram parte do recente sell off, quando dados mostraram uma modesta expansão no setor de serviços do continente em dezembro, o mais lento em 17 meses. Na segunda-feira, as bolsas chinesas despencaram após números de manufatura fracos, o que levou os mercados a acionarem o dispositivo de circuit breaker. Relatos de que uma decisão inesperada tomada pelo Banco Popular da China (PBOC) de não renovar uma linha de crédito para o Banco de Desenvolvimento da China, implementou uma inquietação nos mercados chineses.

Pequim respondeu na terça-feira com uma enxurrada de medidas de apoio, incluindo uma injeção de quase US $ 20 bilhões durante o horário de negociação e de notícias do BPC de que haviam interferidos para apoiar o yuan. Antes da abertura do pregão de quarta-feira, o Banco do Povo da China fixou o ponto médio do yuan em 6,5314 por dólar, uma correção para baixo de 0,22% ante o dia anterior, num ritmo mais rápido do que em sessões anteriores, colocando o yuan no seu mais baixo nível desde 2011, pegando alguns analistas de mercados de surpresa.

Em Hong Kong, o maior promotor imobiliário da China, China Vanke, retomou as negociações, com as ações caindo 10,92%. A empresa vem lutando contra uma oferta hostil de um dos seus maiores acionistas. Suas ações foram suspensas desde 18 de dezembro e Shenzhen suas ações ainda permanecem interrompidas.

O petróleo continuou no foco das atenções, depois que os preços caíram no pregão asiático, apesar das tensões em curso entre dois produtores de petróleo proeminentes: Arábia Saudita e Irã. Na Austrália, papéis do setor fecharam sem direção,  enquanto no Japão, a Inpex e Japan Petroleum tiveram perdas de 3,21 e 1,99%, respectivamente

EUROPA: Mercados europeus abriram em baixa, após último teste nuclear da Coreia do Norte e as tensões geopolíticas no Oriente Médio aumentando as incertezas entre os investidores. O pan europeu Stoxx 600 cai mais de 0,9%.

A tensão entre Arábia Saudita e Irã acendeu temores com as negociações de paz no Oriente Médio, mas na terça-feira a Arábia Saudita sinalizou não afetaria as conversações sobre a Síria, cuja rodada deste mês que está programado para Genebra.

Com o aumento das tensões geopolíticas, algumas ações de defesa estão se beneficiando. BAE Systems da Grã Bretanha e a francesa Thales operam em território positivo. As ações de fornecedores europeus da Apple operam em forte baixa nesta quarta-feira após um relatório divulgado na terça-feira sugerindo que a gigante da tecnologia dos EUA pode reduzir significativamente a produção dos iPhone 6S e 6S. Dialog Semiconductor cai 4%, enquanto a Austria Microsystems e ARM também recuam em território negativo. As ações listadas nos EUA da Apple fecharam em baixa de mais de 2% na terça-feira.

Os stocks do setor de petróleo operam em forte baixa, após o petróleo atingir uma nova baixa de 11 anos. Lundin Petroleum despenca mais de 5%, enquanto as gigantes, incluindo a Total e Shell, que caem 0,65 e 1,28%, respectivamente.

No Reino Unido, o FTSE 100 está de volta no território negativo, a caminho do menor patamar de fechamento desde 21 de dezembro. O benchmark caiu 2,4% na segunda-feira depois dos dados de manufatura chineses decepcionantes renovar preocupações sobre o crescimento da segunda maior economia do mundo e desencadear uma onda de vendas mundial.

Empresas de mineração, que são sensíveis à saúde econômica da China, um dos maiores compradores de recursos naturais, lideram as perdas no benchmark. BHP Billiton cai 4,32%, Antofagasta recua 2,42%, Rio Tinto tomba 4,26% e Glencore recua 2,07%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
12h45 - Final Services PMI (Índice PMI de Serviços);
13h00 - ISM Non-Manufacturing PMI (índice baseado em pesquisas com 400 empresas não industriais, em 60 setores em todo o país);
13h00 - Factory Orders (mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis);
13h30 - Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);
17h00 - FOMC Meeting Minutes (Ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve);


ÍNDICES MUNDIAIS - 7h30:

ÁSIA
Nikkei: -0,99%
Austrália: -1,18%
Shanghai: +2,27%
Hong Kong: -0,98%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,76%
London - FTSE: -0,79%
Paris CAC: -0,67%
IBEX 35: -0,41%
FTSE MIB: -0,74%

COMMODITIES
BRENT: -2,19%
WTI: -1,63%
OURO: +0,39%
COBRE: -0,67%
SOJA: -0,32%
ALGODÃO -0,02%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,88%
SP500: -0,97%
NASDAQ: -1,01%

Observação: Este material é um trabalho voluntário e gratuito, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.