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RESENHA DA BOLSA - TERÇA-FEIRA 06/09/2022



Bem-vindos à sua leitura matinal de cinco minutos para avaliar como os mercados reagem ao redor do mundo.

ÁSIA: As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, enquanto o banco central da Austrália aumentou as taxas de juros novamente.

O Reserve Bank of Australia elevou as taxas em meio ponto, para 2,35%, conforme esperado por analistas consultados pela Reuters. Segundo analista da KPMG, o Reserve Bank of Australia provavelmente diminuirá o ritmo de seus aumentos nas taxas de juros nos próximos meses, embora outro aumento de meio ponto não esteja fora dos planos, prevendo que as taxas de juros chegarão a 3% ou 3,1% até o final deste ano ou início do próximo, mas provavelmente não atingirão a 4%.

O S&P/ASX 200 da Austrália reduziu os ganhos para fechar em queda de 0,38%, em 6.826,50 pontos, com sete dos 11 setores fechando mais fracos. O setor bancário, altamente ponderado, fechou em queda, com os quatro grandes bancos em baixa. As ações de mineração caíram, apesar da alta no início da sessão. BHP recuou 1,7%, Rio Tino perdeu 1,1% e Fortescue Metals conseguiu fechar em alta de 0,2%, depois de negociar ex-dividendo na sessão anterior. As produtoras de petróleo Santos e Woodside fecharam em alta de 2,7% e 0,2%, respectivamente.

O índice Hang Seng em Hong Kong caiu 0,12%, em 19202.73 pontos.

Na China Continental, o Shanghai Composite subiu 1,36%, para 3.243,56 pontos e o Shenzhen Component aumentou 1,04%, a 11.799,81 pontos, depois que as autoridades sinalizaram mais apoio econômico. Na segunda-feira, o Banco Popular da China anunciou que reduziria a taxa de reserva compulsória cambial, ou a quantidade de reservas cambiais que as instituições financeiras devem manter depositado, para melhorar a capacidade das instituições financeiras de usar fundos cambiais. A partir de 15 de setembro, o RRR será de 6%, abaixo dos 8%, que deve ajudar a aumentar a liquidez cambial e assim, diminuir a pressão de depreciação do Yuan. Embora o impacto real na liquidez cambial seja pequeno, esse corte serve como um forte sinal de que o PBOC está desconfortável com a rápida depreciação da moeda, segundo analistas do Goldman Sachs Economics Research em nota na segunda-feira. Nesta terça-feira, o PBoC estabeleceu o ponto médio do yuan em relação ao dólar em 6,9096, o nível mais fraco desde 25 de agosto de 2020, de acordo com a Wind Information.

O Nikkei do Japão avançou 0,02%, em 27.626,51 pontos. O iene japonês enfraqueceu acentuadamente e atingiu uma alta de 24 anos, negociando em 141,55 por dólar. O crescimento do salário real do Japão em julho em comparação com o ano anterior caiu para 1,8%, ante 2% em junho, mostraram novos dados divulgados na terça-feira. Acredita-se que isso deva ser principalmente por conta de uma desaceleração nos bônus. Os ganhos devem continuar moderados em meio às condições apertadas do mercado de trabalho e um aumento planejado de 3,3% para o salário mínimo nos próximos meses, mas com a inflação devendo ultrapassar 3% até o final do ano, isso significa que o crescimento real dos salários provavelmente permanecerá negativo nos próximos meses.

O Kospi na Coreia do Sul subiu 0,26%, a 2.410,02 pontos.

O índice MSCI para Ásia-Pacífico exceto Japão fechou praticamente estável.

EUROPA: Os mercados europeus sobem nesta terça-feira, com os investidores continuando a avaliar os riscos de recessão na região.

O pan-europeu Stoxx 600 sobe 0,7% no final da manhã, com as ações de varejo liderando os ganhos, enquanto ações de petróleo e gás recuam, com os preços do petróleo Brent recuando após um corte modesto na oferta da OPEP+ e os preços do gás em alta anteriormente, recuam.

Os mercados europeus fecharam em baixa na segunda-feira, com os investidores ponderando uma série de desafios econômicos que a região enfrenta, com a interrupção do fornecimento de gás da Rússia dominando o sentimento do mercado. Os movimentos de quedas acentuadas ocorreram depois que a gigante estatal de energia da Rússia, Gazprom, anunciou que os fluxos de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1 seriam interrompidos indefinidamente, citando um vazamento de óleo na única turbina operacional na estação compressora de Portovaya, na costa russa. O euro caiu acentuadamente enquanto os preços do gás na Europa dispararam. O vice-presidente da Gazprom, Vitaly Markelov, disse à Reuters na terça-feira, que os fluxos de gás via Nord Stream 1 não serão retomados até que a Siemens Energy conserte o equipamento defeituoso. "Vocês devem perguntar à Siemens. Eles têm que reparar os equipamentos primeiro", quando perguntado quando o fluxo seria retomado.

A Gazprom disse em um comunicado no Telegram no sábado: "A Siemens está participando de um trabalho de reparo de acordo com o contrato atual, está detectando defeitos (...) e está pronto para corrigir os vazamentos de óleo. Só que não há lugar para fazer o reparo. Mas a Siemens Energy refutou as alegações da Gazprom, dizendo que não foi solicitado a realizar o trabalho, que esses vazamentos não afetam o funcionamento da turbina, que poderia ser reparado no local e que outras turbinas poderiam ser usadas para continuar o fluxo. A Siemens Energy acrescentou: "Informamos o cliente sobre este fato. "Atualmente, a Siemens Energy não está contratada para trabalhos de manutenção, mas está de prontidão". Os preços do gás natural caem mais de 10% na terça-feira.

O alemão DAX 30 sobe 1,2%, o francês CAC 40 sobe 0,6% e o FTSE MIB da Itália avança 0,1%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha sobe 0,2% e o português PSI 20 cai 0,2%.

Em Londres, o FTSE 100 sobe 0,3%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 0,3%, mas Antofagasta, BHP e Rio Tinto caem 1%, 1,6% e 0,3%, respectivamente. A petrolífera British Petroleum cai 2%.

EUA: Os futuros dos índices de ações sobem na manhã desta terça-feira, com os investidores voltando do feriado do dia do Trabalho nos EUA, com as atenções voltando à luta do Federal Reserve contra a inflação e a probabilidade de condições financeiras mais apertadas.

Na sexta-feira, os principais índices cravaram a terceira semana negativa consecutiva. O Nasdaq Composite registrou sua primeira sequência de seis dias de perdas desde 2019, encerrando a sessão em baixa de 1,31%, enquanto o Dow apagou um ganho de 370 pontos na sessão para fechar em queda de 1,07%, assim como o S&P que também caiu 1,07%, para seu menor fechamento desde julho.

O rendimento da nota do Tesouro de 10 anos subia mais de 7 pontos base para 3,269% no início da manhã desta terça-feira e o rendimento do título do Tesouro de 2 anos saltava quase 7 pontos base para negociação em 3,4679%, mantendo a curva de juros invertida. O título de curto prazo subiu para 3,55% na semana passada, atingindo seu nível mais alto desde 2007. O rendimento do título de 30 anos ganhou 6 pontos base para 3,4083%. O rendimento da nota do Tesouro Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e um ponto base é igual a 0,01%.

Na agenda econômica de hoje, está prevista a divulgação do PMI de serviços de agosto às 10h45 e a versão do Institute for Supply Management sairá às 11h00. Os dados surgem em meio à preocupações persistentes com uma desaceleração econômica, com os investidores monitorando se o Federal Reserve continuará elevando as taxas de juros em um ritmo agressivo em uma tentativa de domar a inflação.

Na semana encurtada pelo feriado, os investidores estarão de olho na divulgação do relatório do Livro Bege do FED sobre as condições econômicas na quarta-feira, com o presidente do FED Jerome Powell fazerá um discurso na quinta-feira, enquanto a decisão de aumento da taxa do Banco Central Europeu que deve ser divulgada ainda esta semana.

CRIPTOMOEDAS: Os criptoativos operam em alta nesta terça-feira, seguindo o otimismo visto nos mercados tradicionais.

O Bitcoin opera em alta, mas segue abaixo de US $ 20.000. O Ethereum, a segunda maior cripto, avança mais de 6% nas últimas 24 horas, sendo negociado acima de US $ 1.6000, à medida que se aproxima de sua mais importante atualização, chamada de "A Fusão", mas especialistas do setor dizem que o rali do Ethereum pode não ter relação exatamente com o sucesso da atualização, alegando que a alta da criptomoeda seria nada mais do que uma estratégia de investidores que desejam receber de graça, via airdrop, criptos novas que poderão surgir no momento do upgrade e para isso, compram ETH no mercado à vista e vendem no mercado futuro.

Destaque da semana também se deve a alta robusta vista na Terra Classic (LUNC), cripto que ruiu em maio e volta a ganhar força nos últimos dias. Mesmo tendo sido abandonada, a moeda digital está atraindo o interesse dos investidores de criptomoedas. O token já acumula valorização de quase 200% em uma semana. Ao que tudo indica, o motivo da disparada é uma atualização implementada na Terra Classic que permitirá a função de "staking", ou seja, os detentores dos tokens LUNC poderão ganhar rendimentos deixando seus tokens nos pools da rede, mas alguns especialistas acreditam que a falta de um valor definido do token está alimentando a volatilidade. Eles observam que os investidores que procuram o LUNC esperam que ela se transforme em uma memecoin. Isso porque, como a criptomoeda foi “abandonada” e ao se tornar uma memecoin ela atrai investidores.

Bitcoin: +1,15%, em US $ 19.923,50
Ethereum: +6,61%, em US $ 1.665,96
Cardano: +3,65%
Solana: +5,84%
Dogecoin: +2,95%
Terra Classic: +45,10%

ÍNDICES FUTUROS - 8h00:
Dow: +0,64%
SP500: +0,70%
NASDAQ: +0,81%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +1,77%
Brent: -3,24%
WTI: -0,71%
Soja: -1,10%
Ouro: +0,07%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - SEGUNDA-FEIRA 05/09/2022



Bem-vindos à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados reagem ao redor do mundo.

ÁSIA: As bolsas asiáticas negociaram sem direção nesta segunda-feira, depois que Wall Street terminou a semana passada em baixa e a China apertou os controles sobre o coronavirus.

O dólar americano fortalecendo fortemente no comércio asiático.

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,16%, fechando em 19.225,70 pontos, liderando as perdas regionais com veículos elétricos e ações de tecnologia pesando sobre o índice.

Na China Continental, o Shenzhen Component caiu 0,21%, para 11.678,69 pontos, mas o Shanghai Composite subiu 0,42%, para 3.199,91 pontos. O governo chinês apertou os controles sobre a movimentação no centro comercial sul de Shenzhen após novo surto do vírus.

O PMI de serviços da China patrocinada pela Caixin ficou em 55,0, em comparação com a leitura de julho de 55,5. O PMI composto da China da Caixin recuou de 54,0 em julho para 53,0 em agosto. A leitura do PMI oficial de serviços para agosto, divulgado anteriormente, foi de 52,6. As leituras do PMI são sequenciais e representam expansão ou contração mês a mês, onde a marca de 50 pontos significa que não há mudança em relação ao mês anterior.

Na Coreia do Sul, o Kospi caiu 0,24%, para 2.403,68 pontos. No Japão, o Nikkei caiu 0,11%, fechando em 27.619,61 pontos.

O S&P/ASX 200 na Austrália ganhou 0,34%, para 6.852,20 pontos, com ações de energia, mineração, concessionárias de serviços e consumo subindo, enquanto os sete setores restantes caíram. Yancoal ganhou 7,26% e Whitehaven Coal saltou 6,52%, após a Rússia fechar o gasoduto Nord Stream 1, um dos principais suprimentos de gás da Europa, no final de semana. Outras ações de energia subiram. Woodside Energy subiu 4,4% e Santos avançou 2,1%. As gigantes da mineração BHP e Rio Tinto subiram 1,8% cada e a Fortescue Metals caiu 4,1%, depois de negociar ex-dividendo.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão foi 0,55% menor.

EUROPA: Os mercados europeus caem acentuadamente na segunda-feira, com os investidores ponderando os riscos econômicos na região, devido preocupações com o fornecimento de energia da Rússia depois que a gigante estatal de energia, Gazprom, anunciou que os fluxos de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1 seriam interrompidos indefinidamente, citando questões técnicas.

Os preços do gás na Europa disparam cerca de 30% e Euro cai abaixo de US$ 0,99 pela primeira vez em 20 anos na manhã de segunda-feira, depois que a Rússia anunciou que seu principal gasoduto de fornecimento de gás para a Europa seria fechado indefinidamente. O índice do dólar americano, que mede a força do dólar em relação a seis outras moedas importantes, atingiu uma nova alta de duas décadas, enquanto a libra britânica caiu para uma baixa de 2,5 anos.

O pan-europeu Stoxx 600 negocia em baixa de mais de 2% no meio da manhã, com o setor automotivo liderando as perdas, enquanto as ações de petróleo e gás avançam. As bolsas europeias avançaram na sexta-feira, com os investidores reagindo a um importante relatório de empregos nos EUA, que mostrou que a economia americana adicionou 315.000 empregos em agosto.

Nesta segunda-feira, o alemão DAX 30 cai 2,5%, o francês CAC 40 recua 1,76% e o FTSE MIB da Itália tomba 2,39%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 1,60% e o português PSI 20 cai 0,86%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 0,71%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American sobe 1,2%, Antofagasta adiciona 2,1%, enquanto BHP e Rio Tinto negociam em alta de 1,1% e 1%, respectivamente. A gigante petrolífera BP sobe 1,2%.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e seus aliados (OPEP+) reunirão na manhã desta segunda-feira e as apostas são de que a ela discutirá novos cortes de produção em um cenário de queda da demanda e de preços.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA negociam entre altas e baixas na manhã desta segunda-feira.

Os investidores dos EUA fazem uma pausa devido feriado do Dia do Trabalho. Tanto a Bolsa de Nova York quanto a Nasdaq permanecerão fechados na segunda-feira, 5 de setembro, em observância ao feriado federal, devendo reabrir na terça-feira. Os mercados de títulos dos EUA também estarão fechados.

O S&P 500, o Dow Jones Industrial Average e o Nasdaq Composite caíram na sexta-feira para coroar seu terceiro declínio semanal consecutivo, depois que o relatório de empregos de agosto não conseguiu aliviar os temores de que o Federal Reserve continuaria subindo agressivamente as taxas de juros para combater a inflação. Os mercados reagiram positivamente na manhã de sexta-feira, com os investidores aplaudindo o relatório de empregos altamente esperado, mostrando que a economia adicionou 315.000 empregos no mês, pouco abaixo da estimativa do Dow Jones de 318.000.

A taxa de desemprego subiu para 3,7%, dois décimos de ponto percentual acima das expectativas. O relatório de agosto é particularmente importante porque é um dos últimos grandes relatórios econômicos que o Federal Reserve receberá antes de aumentar as taxas em sua reunião de setembro. O último grande relatório econômico digno de nota esperado, agora é o CPI de agosto que sairá em 13 de setembro e que deve provavelmente determinar quão agressivo o FED precisará ser no curto prazo.

Depois de subir durante a manhã, o Dow Jones Industrial Average apagou um ganho de 370 pontos e terminou a sessão em baixa de 337,98 pontos, ou queda de 1,07%, em 31.318,44 pontos. O S&P 500 também caiu 1,07%, para 3.924,26 pontos, seu menor fechamento desde julho. O Nasdaq Composite caiu 1,31%, para 11.630,86 pontos, registrando sua primeira sequência de seis dias de baixas desde 2019.

Todos os três índices fecharam no vermelho. O Dow e o S&P caíram de 3% e 3,3%, respectivamente, enquanto o Nasdaq caiu 4,2%. O S&P 500 caiu 18% até agora este ano, enquanto o Dow caiu 14%. O Nasdaq, que é composto por ações de tecnologia se saiu pior, com uma queda de 26%.

CRIPTOMOEDAS: O Ethereum, a segunda maior criptomoeda do mundo, se aproxima de uma grande atualização, que os entusiastas chamam de "The Merge" ou "A Fusão".

Se o Bitcoin é a resposta da criptomoeda ao ouro, o Ethereum é a coisa mais próxima que tem de sua própria internet.

A grande mudança, está prevista para acontecer por volta de 15 de setembro, é considerado um grande risco tecnológico e pode ser um momento transformador para a criptomoeda. Empresas como a Coinbase Global deve sentir o impacto quase imediatamente.

O "The Merge" pode ser a resposta da cripto para os críticos que dizem que a indústria é um desperdício colossal de energia. O Ethereum, com um valor de mercado de quase US$ 200 bilhões, usa atualmente o mesmo método de validação de transações que o Bitcoin. Nesse processo, conhecido como prova de trabalho, os computadores competem para resolver quebra-cabeças criptográficos. A rede chega a um consenso sobre o vencedor, provando que um bloco de transações é válido e deve ser adicionado à cadeia. O vencedor então recebe um pouco de Bitcoin, uma prática conhecida como mineração. É um processo altamente intensivo em energia, exigindo uma enorme quantidade de trabalho de computação e eletricidade. O Ethereum foi construído no mesmo sistema.

Agora, os desenvolvedores estão abandonando esse modelo e se movendo para um sistema muito mais verde para processar transações, chamado prova de participação. Em vez de minerar, os donos do Ether usam seus tokens como garantia para validar transações, "apostando" na rede em troca de um rendimento, pago no token Ether. Para participar, um "staker" deve depositar 32 tokens Ether, no valor de cerca de US $ 50.000 e executar através de algum software. O sistema seleciona aleatoriamente validadores, como uma loteria.

A mudança deve eliminar a mineração do Ether e reduzirá o uso de energia do Ethereum em mais de 99%, de acordo com a Ethereum Foundation, reduzindo drasticamente a pegada de carbono da rede. Isso é apenas o começo de uma reforma maior. A Fusão deve reduzir a quantidade da moeda recém-cunhada que é produzido a cada ano. Os desenvolvedores estão planejando mais atualizações nos próximos anos que visam aumentar o rendimento do Ethereum e reduzir suas taxas de uso. Idealmente, eles visam transformar o Ethereum na internet da cripto, uma camada base para aplicativos, serviços financeiros e muitos outros ativos digitais, como NFTs.

No entanto, a Fusão também pode ter baixas. Isso pode causar falhas, paralisações ou perdas de tokens à medida que a atual blockchain Ethereum se funde com o novo, chamado Beacon. As apostas são altas porque grande parte da indústria cripto tem uma participação em seu desempenho, desde exchanges como a Coinbase até operações de mineração, plataformas NFT e emissores de stablecoins.

O efeito mais imediato pode estar no preço do Ether. Desde meados de junho, o token subiu mais de 50%, enquanto o Bitcoin se manteve estável. Ambos os tokens caíram cerca de 60% este ano, sob pressão do aumento das taxas de juros e da demanda mais fraca por tecnologia especulativa.

Uma fusão bem sucedida pode fazer o Ether pronto para outra corrida, dizem alguns analistas. Isso ocorre em parte porque a mudança para a prova de participação deve reduzir a emissão de tokens para cerca de 0,5% ao ano, abaixo dos 4,5% atualmente. Traduzindo: reduzir a emissão pode elevar o preço. "No mercado atual, a oferta e a demanda estão relativamente em equilíbrio", alerta alguns analistas. "Após a fusão, haverá um déficit de fornecimento de material".

Bitcoin: -0,33%, em US $ 19.691,50
Ethereum: -0,06%, em US $ 1.561,86
Cardano: -4,02%
Solana: -1,91%
Dogecoin: -2,77%
Terra Classic: +18,55%

ÍNDICES FUTUROS - 8h15:
Dow: +0,17%
SP500: +0,04%
NASDAQ: -0,14%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: +3,98%
Brent: +3,41%
WTI: +3,14%
Soja: +1,79%
Ouro: +0,17%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.

RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 01/09/2022



Bem-vindos à sua leitura matinal de cinco minutos de como os mercados reagem ao redor do mundo.

ÁSIA: As bolsas asiáticas registraram perdas significativas nesta quinta-feira, acompanhando o amplo deslizamento em Wall Street, enquanto os investidores digeriam uma pesquisa privada sobre a atividade fabril da China.

O PMI de manufatura do Caixin/Markit da China para agosto mostrou que o setor contraiu neste mês. A leitura ficou em 49,5 em agosto, comparado a 50,4 em julho. As leituras do PMI são sequenciais e representam expansão ou contração mês a mês. Isso ocorre depois que o PMI oficial de fabricação divulgados na quarta-feira mostrou que a atividade fabril encolheu em meio a um recente aumento nas infecções por Covid e o país enfrenta as piores ondas de calor em décadas. O PMI de manufatura oficial da China para agosto superou ligeiramente as expectativas em 49,4.

Na China continental, o Shanghai Composite fechou em queda de 0,54%, em 3.184,98 pontos, enquanto o Shenzhen Composite caiu 0,88%, em 11.712,39 pontos. As escolas em Xangai reabrem as escolas depois de bloqueios por conta do Covid, mas as autoridades chinesas bloquearam Chengdu, uma cidade de 21 milhões de pessoas no sudoeste, na província de Sichuan e um centro governamental e econômico, após um pico de casos de COVID-19. Medidas semelhantes foram vistas na cidade de Dalian, no nordeste, bem como em Shijiazhuang, a capital da província de Hebei que faz fronteira com a capital Pequim. Chengdu relatou cerca de 1.000 casos no último surto, mas nenhuma morte, mas as medidas extremas refletem a rígida medida da China à sua política de "COVID-Zero".

O índice Hang Seng de Hong Kong caiu 1,89%, fechando em 19.577,00 pontos e o índice Hang Seng Tech caiu 1,64%.

O Nikkei do Japão caiu 1,53%, para 27.661,47 pontos, apesar dos sinais de melhora na economia japonesa. Estudo do Ministério da Fazenda sobre demonstrações financeiras corporativas de abril a junho mostrou uma melhora de 17,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O iene japonês enfraqueceu acentuadamente em relação ao dólar americano, atingindo a alta de 139,58, enquanto se aproximava do nível 140. A moeda testou esses níveis pela última vez em meados de 1998, segundo dados do Eikon. Um super tufão se aproxima no sul da ilha de Kioshu, com ventos de 257 km/h.

O Kospi na Coreia do Sul caiu 2,28% e fechou em 2.415,61 pontos. O país registrou déficit comercial recorde de US$ 9,5 bilhões em agosto. As exportações do país tiveram uma expansão de 6,6% em relação a agosto do ano passado, para US$ 56,7 bilhões, enquanto as importações saltaram 28,2%, para US$ 66,2 bilhões no mesmo período, segundo dados oficiais. A taxa de crescimento das exportações de chips encolheu pela primeira vez em mais de dois anos, citando poder de compra enfraquecido e oferta excessiva.

Na Austrália, o S&P/ASX 200 caiu 2,02%, fechando em 6.845,60 pontos, para uma baixa de cinco semanas, ponderada por uma queda nas ações da BHP que negociaram ex-dividendo. A BHP despencou 7,3%, as ações do Fortescue Metals Group caíram 4%, enquanto as ações da Rio Tinto caíram 2,1% com a notícia de que a gigante da mineração concordar em adquirir as ações restantes da mineradora de cobre Turquoise Hill Resources, que controla a mina Oyu Tolgoi na Mongólia, um dos maiores depósitos de cobre e ouro conhecidos do mundo.

As mineradoras de ouro também caíram, com a Evolution Mining perdendo 7,74% e a Newcrest Mining recuando 3,78%. Os preços do ouro caem à medida que as taxas de juros em alta diminuem a demanda pelo metal precioso.

O índice MSCI para a Ásia-Pacífico exceto Japão caiu 1,76%.

EUROPA: Os mercados europeus iniciam o mês de setembro em queda, após encerrar agosto no vermelho, com os investidores lidando temores das taxas de juros mais altas e uma desaceleração econômica iminente.

O pan-europeu Stoxx 600 cai 1,67% no meio da manhã, com ações de recursos básicos liderando as perdas.

O alemão DAX 30 cai 1,26%, o francês CAC 40 recua 1,52% e o FTSE MIB da Itália perde 0,96%.

Na Península Ibérica, o IBEX 35 da Espanha cai 0,76% e o português PSI 20 perde 0,95%.

Em Londres, o FTSE 100 cai 1,42%. Entre as mineradoras listadas na LSE, Anglo American e Antofagasta cai 3,5% cada, Rio Tinto cai 3,3%, enquanto BHP tomba 8,2% ao negociar ex-dividendo. A petrolífera British Petroleum cai 0,1%.

A atividade fabril do Reino Unido surpreendentemente subiu em agosto, com o PMI de manufatura da S&P Global/CIPS chegando a 47,3 contra uma previsão de consenso de 46,0. Apesar de superar as expectativas, a leitura ainda representa o pior mês para as fábricas britânicas desde maio de 2020, enquanto o país enfrenta uma crise histórica de custo de vida.

A atividade manufatureira da zona do euro contraiu pelo segundo mês consecutivo em agosto. O PMI da S&P Global caiu para 49,6 em agosto, ante 49,8 em julho e ficou abaixo de uma leitura preliminar de 49,7, com muitas economias da zona do euro enfrentando uma crise de custo de vida alimentada pelo aumento das contas de alimentos e energia, que estão forçando cada vez mais os consumidores a reduzir os gastos. A marca de 50 separa crescimento de contração.

EUA: Os futuros dos índices de ações dos EUA caem na manhã de quinta-feira depois que os principais índices terminaram o mês de agosto em baixa.

Esses movimentos nos futuros seguem os quatro dias seguidos de perdas nos principais índices em Wall Street. No último dia de agosto, o Dow Jones Industrial Average caiu 0,88%, em 31.510,43 pontos. O S&P 500 perdeu cerca de 0,78%, em 3.955,00 pontos e o Nasdaq Composite caiu cerca de 0,56%, em 11.816,20 pontos.

O Dow fechou o mês de agosto em queda de cerca de 4,1%, enquanto o S&P e o Nasdaq registraram perdas de 4,2% e 4,6%, respectivamente.

Ontem, o relatório de empregos da ADP mostrou que as folhas de pagamento do setor privado dos EUA cresceram 132.000 em agosto, uma desaceleração ante 268.000 em julho.

Os investidores agora debatem se as ações irão buscar as mínimas vistas em junho no mês de setembro, um mês historicamente ruim para os mercados, depois de avaliar comentários recentes de autoridades do FED que não mostram sinais de afrouxar os aumentos das taxas de juros.

Na quarta-feira, a presidente do Federal Reserve de Cleveland, Loretta Mester, disse que espera que as taxas de juros subam acima de 4% antes que o banco central possa começar a recuar. A atual taxa de fundos federais estão entre 2,25% e 2,50.

Depois que o presidente do Federal Reserve dos EUA, Jerome Powell, reiterou o compromisso do banco central de aumentar as taxas de juros agressivamente para conter a inflação, alguns analistas temem que o impacto potencial dos esforços de aperto quantitativo do FED esteja sendo ignorado pelos mercados. O aperto quantitativo é uma estratégia de política monetária usada pelos bancos centrais para reduzir a liquidez e contrair seus balanços patrimoniais, geralmente vendendo títulos do governo ou permitindo que eles vençam e retirando-os dos saldos do caixa do banco. A preocupação com o aperto quantitativo foi ecoada pelos analistas da CrossBorder Capital, com sede em Londres e pelo analista-chefe da Mazars que pediu aos investidores que "esqueçam o que ouviram de Powell em Jackson Hole e se concentrem nos ativos do FED como um único indicador principal".

Os rendimentos do Tesouro sobem nesta quinta-feira depois que os dados mostraram uma desaceleração significativa no crescimento da folha de pagamento no setor privado e as ações dos EUA continuaram em liquidação. O rendimento do Tesouro de 10 anos subiu 6 pontos-base para 3,1984%, enquanto rendimento da Nota do Tesouro de 2 anos subiu 4 pontos-base, negociando em 3,4953%, nível não visto desde 2007. O rendimento do Título do Tesouro de 30 anos subiu 5 pontos-base no dia para 3,3107%. Os rendimentos movem-se inversamente aos preços e um ponto base é igual a 0,01%.

Na agenda econômica de hoje, está prevista a divulgação dos pedidos iniciais de seguro-desemprego, a produtividade do trabalho e os dados de custos unitários do trabalho, às 9h30. O PMI final de manufatura sairá às 10h45 e a versão do ISM sairá às 11h00, juntamente com os gastos com construção.

Estes números antecedem o relatório de folhas de pagamento não agrícolas do Bureau of Labor Statistics, conhecida como "Payrolls", na sexta-feira.

CRIPTOMOEDAS: As principais criptomoedas caem no primeiro dia de setembro, com a aversão ao risco voltando a tomar conta do sentimento dos investidores.

A maior criptomoeda em valor de mercado é negociada abaixo de US $ 20.000, à medida que os investidores tentam esquecer o mês de agosto, ruim para os mercados cripto. O BTC caiu mais de 13% em agosto. O Ethereum negocia próximo de US $ 1.550. A segunda maior criptomoeda por capitalização de mercado caiu 7% em agosto.

Bitcoin: -1,90%, em US $ 19.966,60
Ethereum: -2,70%, em US $ 1.554,20
Cardano: -2,74%
Solana: -4,26%
Dogecoin: -3,65%
Terra Classic: +77,77%

ÍNDICES FUTUROS - 7h15:
Dow: -0,54
SP500: -0,70%
NASDAQ: -1,08%

COMMODITIES:
MinFe Dailan: -1,17%
Brent: -2,21%
WTI: -2,16%
Soja: -0,92%
Ouro: -0,74%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, independente, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado, enquanto a europeia e a americana estão no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados. O texto não é indicação de compra, manutenção ou venda de ativos.