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RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 06/01/2017












ÁSIA: Os mercados da Ásia terminaram a sessão de sexta-feira sem direção, com a maioria das montadoras japonesas sob pressão depois que o presidente eleito Donald Trump ameaçou a Toyota com pesados impostos e o iene subir contra o dólar. As ações da Toyota caíram 1,69%, enquanto a Nissan caiu 2,21%, Honda perdeu 1,91%, Mazda Motor recuou 3,17% e Mitsubishi Motors perdeu 2,64%. O índice Nikkei fechou em baixa de 0,34%, apesar de registrar um aumento de 1,7% na semana.

Na quinta-feira, Trump repreendeu a Toyota no Twitter e ameaçou a montadora com pesados impostos, se a montadora japonesa considerar a construção de uma nova fábrica fora os EUA. Em resposta, o ministro do Comércio do Japão, Hiroshige Seko, disse na sexta-feira, que as empresas japonesas tem e continuarão a contribuir com o emprego nos EUA, de acordo com a Reuters. Enquanto isso, o iene fortaleceu a 116,03 em relação ao dólar na sexta-feira, ante níveis acima de 118.00 no início da semana.

Na Austrália, o ASX 200 fechou perto da estabilidade em 5.755,58 pontos, sem conseguir reagir  diante dos dados do governo nesta sexta-feira, que mostraram um excedente comercial surpreendente em novembro de A $ 1,243 bilhões ($ 912 bilhões), o primeiro em quase três anos e que as exportações subiram 8% no mês, superando as expectativas dos analistas, enquanto as importações permaneceram inalteradas. Entre as mineradoras, BHP Billiton caiu 0,8%, Fotescue recuou 0,2% e Rio Tinto fechou em queda de 1%​.

O índice Kospi da Coreia do Sul avançou 0,35%, com a gigante de eletrônicos Samsung previu um aumento de 50% no lucro operacional  para o trimestre outubro-dezembro. As ações da Samsung subiram 1,80%.​

Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,27%, enquanto na China continental o Shanghai Composite fechou em baixa de  0,35%, enquanto o Shenzhen Composite recuou 0,87%.

No mercado de câmbio, o dólar recuou para 101 contra uma cesta de moedas na quinta-feira, a partir de níveis acima de 103,60 atingido no início da semana. Analistas comentam que as tentativas da China de estabilizar a saída de capital provavelmente movimentaram o mercado cambial da noite para o dia. Na quinta-feira, yuan da China subiu no ritmo mais rápido em relação ao dólar em um ano, oferecendo um pouco de calma para a moeda atormentada com preocupações persistentes com saída de capital. O dólar buscou 6.8071 yuan no comércio offshore intraday na quinta-feira, o nível mais baixo para o par desde novembro. Em contraste, o yuan onshore foi negociado em 6.8952 em relação ao dólar, causando um aumento maciço nos custos de financiamento. Hoje o yuan onshore foi negociado a 6,9272 em relação ao dólar, enquanto o yuan no exterior estava em 6,8278.  O yuan onshore equivale à cotação oficial, enquanto o yuan offshore é a cotação no câmbio paralelo.

EUROPA: As principais bolsas europeias estavam recuando no último dia de negociação da primeira semana de 2017. O pan-europeu Stoxx 600 recua 0,27% na abertura, com a maioria dos setores em território negativo. Investidores aguardam dados laborais dos EUA, que poderá fornecer pistas para o caminho futuro das taxas de juros do Federal Reserve.​

Setor automotivo operam estáveis apesar do Goldman Sachs elevar sua projeção para a montadora italiana Fiat, cujas ações subiram mais de 2% nas negociações iniciais. Colabora para o setor o fato dos fabricantes de automóveis japoneses estarem sob pressão durante o pregão na Ásia depois que o presidente eleito Trump mandou uma mensagem no Twitter repreendendo a Toyota com seus planos de construir uma nova fábrica de automóveis no México.​

Setor de recursos básicos registram o pior desempenho, após o yuan saltar em seu ritmo mais rápido em relação ao dólar em um ano no comércio offshare, aliviando parcialmente as preocupações sobre a saída de capitais, enquanto o setor de petróleo e gás recuam após a Energy Information Administration (EIA) disse que os EUA podem se tornar um exportador de energia em 2026 após uma recuperação na produção e estabilidade do consumo doméstico.

No Reino Unido, o FTSE 100 recua após registrar o sexto recorde consecutivo, a maior marca desde 1997. Com a queda de hoje, o benchmark pode estar a caminho da primeira queda em nove sessões, promovida pelo peso das produtoras de ouro no topo da lista de decliners com o metal recuando 0,4%, para cerca de US $ 1.176 a onça. As ações da Fresnillo caem 1,93% e as da Randgold Resources recuam 1,79%, enquanto entre outras mineradoras, Antofagasta cai 0,1%, Rio Tinto recua 0,2%, enquanto BHP Billiton avança ligeiros 0,1%​.


Entre os destaques de alta em Londres, Lloyds Banking Group sobe 1,6% após Barclays elevar o credor de equalweight para overweight. Barclays disse que as perspectivas econômicas do Reino Unido continuam desafiadoras, mas são menos severas do que previamente esperado.​

Entre os dados econômicos, os pedidos de produção alemão caiu 2,5% em novembro, depois de ter  tido uma forte alta em outubro. Economistas entrevistados pelo The Wall Street Journal previram uma queda de 1,5%. As vendas no varejo na Alemanha também caíram em novembro, queda de 1,8% em relação a outubro. Na França, o déficit comercial recuou em novembro, com as exportações aumentando, com a melhora nas vendas de equipamentos de transporte.






AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h30 - Relatório de Emprego, composto por: Unemployment Rate (taxa de desemprego), Nonfarm Payrolls (pesquisa realizada em cerca de 375 mil empresas, que mostra o número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária), Average Workweek (média de horas trabalhadas por semana) e Hourly Earnings (média de remunerações por hora trabalhada);
11h30 - Trade Balance (balança comercial; mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país);
13h00 - Factory Orders (mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis);





ÍNDICES FUTUROS - 7h50:
Dow: -0,09%
SP500: -0,08%
NASDAQ: -0,02%


OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário de disponibilização dos dados.

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