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RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 03/06/2016

ÁSIA: Os principais mercados asiáticos fecharam em alta nesta sexta-feira, mesmo com os investidores aguardando os dados de emprego nos EUA, que poderá indicar se o Federal Reserve vai puxar o gatilho em junho.

Destaque para as bolsas chinesas que acabaram com seis semanas seguidas de quedas. Inicialmente, as ações chinesas caíram após a divulgação do PMI de serviços pela Markit Caixin que recuou de 51,8 em abril para 51,2 em maio. Leituras acima de 50 indicam uma expansão numa base mensal. O Shanghai Composite Index fechou com alta de 0,44% e registrou uma alta de 5% na semana, impulsionado pelas expectativas de que MSCI possa incluir ações do continente chinês em um de seus índices. O Shenzhen Composite fechou em alta de 0,53% e em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,42%.

O iene também estava no radar dos investidores após a moeda japonesa cair abaixo de 109 na quinta-feira. Apesar da valorização do iene, o Nikkei fechou em alta de 0,48%, em 16,642.23 pontos em Tóquio, quebrando uma sequência de dois dias de queda. O par dólar-iene foi negociado a 108,75.

O Japão também mostrou sinais de aumento salarial. O crescimento dos salários é fundamental para os esforços do governo do Japão de impulsionar o consumo privado e aumentar a inflação. Uma pesquisa da Markit no setor de serviços do Japão mostrou que a atividade se expandiu em maio, chegando a 50,3, em comparação com 49,3 em abril em uma base ajustada sazonalmente, informou a Reuters.

Na Austrália, o ASX 200 terminou a sua sessão com alta de  0,76% em 5,318.9 pontos, com destaque para os subíndice financeiro e de materiais. BHP Billiton subiu 1,3%, mas fechou com perda semanal de 4,3%, enquanto Rio Tinto recuou 2,9% na semana.

Na semana, Stocks australianos recuaram 1,7%, interrompendo uma sequência de sete semanas seguidas de ganhos. O Nikkei também fechou em baixo, caindo em torno de 0,9% nesta semana, depois de três semanas no azul. A maioria de suas perdas vieram na quinta-feira, com o iene ampliando ganhos contra o dólar americano, enquanto isso, o índice Hang Seng marcou a terceira semana de ganhos, com a ajuda do aumento dos preços do petróleo.

EUROPA: As bolsas europeias sobem, puxada por ações do setor de petróleo e gás, após o petróleo pairar próximo dos 50 dólares por barril e com os investidores aguardando o relatório de empregos dos EUA, que pode ser um indicador chave para uma alta das taxas de juro pelo Federal Reserve neste mês. O Stoxx Europe 600 sobe 0,60%, liderado pelo grupo de petróleo e gás, mas o índice ainda estava em curso para uma perda semanal de 1,1%, o que quebrará uma sequência de três ganhos semanais consecutivos. Na quinta-feira, o Stoxx 600 subiu 0,1%.

Os preços do petróleo terminaram a sessão anterior em alta após declínio semanal na oferta de petróleo dos EUA contrabalancear a pressão pela falta de acordo entre os membros da OPEP em definir um teto para a produção de petróleo. A francesa Total sobe 1,43%, a espanhola Repsol avança 0,87% e Tullow Oil sobe 3,42% em Londres e a empresa de serviços petrolífero  SBM Offshore avança 1,47%.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe após terminar 0,1% menor na quinta-feira, quando cravou a terceira queda consecutiva. Na semana, o índice segue para uma possível perda de 0,4%. Royal Dutch Shell sobe 1,70% e BP avança 2,56%. Na quinta-feira, a BP conseguiu um acordo de $ 175.000.000 para liquidar uma ação decorrente do desastre mortal na Deepwater Horizon em 2010. Entre as mineradoras, a produtora de cobre Fresnillo sobe 2,49% e a produtora de minério de ferro BHP Billiton sobe 2,07%. Glencore avança 2,41% após boato de que empresa está conversando com o governo iraniano sobre a criação de uma indústria de cobre no país, de acordo com um relatório jornal The Times.

Entre os dados econômicos, o índice PMI de serviços do Reino Unido ficou em 53,5 em maio, na comparação com 52,3 em abril, quando atingiu a mínima de 38 meses.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Relatório de Emprego, composto por: Unemployment Rate (taxa de desemprego), Nonfarm Payrolls (pesquisa realizada em cerca de 375 mil empresas, que mostra o número de empregos gerados na economia, excetuando-se agricultura e pecuária), Average Workweek (média de horas trabalhadas por semana) e Hourly Earnings (média de remunerações por hora trabalhada);
9h30 - Trade Balance (balança comercial; mede a diferença entre os valores das importações e exportações realizadas pelo país);
10h45 - Final Services PMI (Índice PMI de Serviços);
11h00 - ISM Non-Manufacturing PMI (índice baseado em pesquisas com 400 empresas não industriais, em 60 setores em todo o país);
11h00 - Factory Orders (mede o volume de pedidos feitos à indústria como um todo, de bens duráveis e bens não duráveis);
13h30 - Discurso do membro do FOMC Lael Brainard;

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUINTA-FEIRA 01/06/2016

ÁSIA: A notícia de que o governo japonês postergou o aumento de impostos sobre vendas por mais de dois anos pouco refletiu no sentimento do investidor japonês, contrariando a tendência dos mercados regionais que em sua maioria fechou em alta.

O Nikkei do Japão fechou em baixa de 2,32%, em 16,562.55 pontos, estendendo as perdas de 1,62% de quarta-feira. O iene se fortaleceu contra o dólar, chegando a ser negociado a 109,1, ante níveis acima de 111 ienes na terça-feira após o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe anunciar que retardaria a alta de impostos consumo até 2019 por conta da crescente abrandamento de sua economia. Um iene mais forte é geralmente negativo para as ações japonesas. Para analistas, esta não é a primeira vez que o aumento do imposto consumo é adiado e isso pode ter aumentado as preocupações dos investidores sobre as incertezas econômicas e ceticismo sobre Abenomics", o programa de reformas econômicas do primeiro-ministro Abe e mais, o adiamento levanta dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida pública do Japão que é superior a 200% do seu produto interno bruto (PIB) e se eles não podem aumentar o imposto, eles podem não ser capazes de reduzir o peso de suas dívidas. Além disso, preocupações globais em torno da China também renovaram a procura do iene como um ativo porto seguro, fazendo com que a moeda japonesa se fortaleça.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 fechou em baixa de 0,83%, em 5,278.9 pontos, liderado por perdas em seus subíndices financeiros e materiais. Com três dias de queda, o sharemarket australiano recuou para níveis vistos pela última vez no início de maio, pesada pela queda dos preços das commodities e eventos como a decisão da taxa de juros dos EUA e "Brexit", referendo que acontecerá no dia 23 de junho, que decidirá o destino do Reino Unido na UE, pesando na confiança dos investidores.

As vendas no varejo da Austrália subiram 0,2% em abril, ante mês anterior, em comparação com as expectativas dos economistas de um aumento de 0,3%, liderado por varejistas do setor de vestuário e calçados, serviços de alimentação e bebidas e bens de consumo.

Entre as grandes mineradoras, BHP Billiton caiu 1,3% para US $ 18,24 e Rio Tinto recuou 2%, para US $ 42,90, depois que os preços das commodities caíram durante a noite. Os quatro grandes bancos recuaram entre 1,2 e 1,7%.
Os bancos regionais ficaram sob pressão após um rebaixamento do Goldman. Bank of Queensland perdeu 3% e Bendigo and Adelaide Bank despencaram 5,6%.

Em sentido contrário, mercados chineses fecharam em alta. O principal índice de referência de ações em Xangai subiu 0,40%, na esperança de que o MSCI em breve adicionará ações listadas no continente em seu índice. No curto prazo, o MSCI irá fornecer algum sustento às ações chinesas, tanto nos mercados de Hong Kong, quanto de Xangai. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 0,47%.

Ações de energia da região recuaram na esteira da queda nos preços de petróleo no pregão asiático; Na quarta-feira, o crude dos EUA havia caído abaixo de US $ 48 depois que os dados API mostrou um estoque surpresa de 2,4 milhões de barris, enquanto a gasolina teve um recuo de 1,5 milhões de barris. A Administração de Informação de Energia dos EUA deve lançar seus estoques hoje. Além disso, relatos de que a OPEP iria discutir um limite de produção em sua próxima reunião em Viena ajudam a apoiar os preços.

EUROPA: As bolsas europeias abriram em baixa, mas recuperam e o Stoxx 600 opera em alta de 0,22%, com investidores esperando a política monetária do Banco Central Europeu e a política de produção de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. O índice pan-europeu caiu 1% na quarta-feira, arrastado pelas ações de mineração.

Na sua reunião desta quinta-feira, o BCE não deverá fazer nenhuma alteração na sua política monetária, que dispõe de um programa de compra de ativos de 80 bilhões de euros por mês e uma taxa permanente de depósito de -0,40%. Analistas esperam por novas projeções e estes poderiam ter uma relação com a melhora modesta na previsão de crescimento para este ano. A melhora nos preços do petróleo também significa que eles poderiam aumentar as suas previsões para a inflação e isso provavelmente seria positivo para o euro.

Entre os bancos, que são sensíveis às taxas de juros, as ações do Grupo UBS recuam 0,26%, o Banco Popular Español avança 5,73% e Commerzbank opera em alta de 1,74%. Ainda na Alemanha, Deutsche Bank sobe 1,19% apesar de ter seu rating cortado de outperform para perform pelo RBC.

Enquanto isso, ações de petróleo e gás ganham terreno após os preços do petróleo começarem a subir. Entre os produtores de petróleo, a espanhola Repsol sobe 2,23% e a britânica Tullow Oil avança 3,81%. A prestadora de serviços de petróleo dinamarquesa Subsea7 sobe 1,30%.

O foco está em Viena, onde a OPEP deverá discutir os níveis futuros de produção, embora boatos da quarta-feira sugerem que os produtores de petróleo estão considerando colocar um teto sobre a produção, mas analistas permanecem céticos sobre essa perspectiva. O Irã já rejeitou a ideia de que uma limitação na produção poderia ser acordado nesta quinta-feira. As atenções estão concentradas com a eleição de um novo secretário-geral, em vez de quaisquer assuntos relacionados com excesso de oferta da commodity e consequentemente queda dos preço.

No Reino Unido, o FTSE 100 registra um avanço modesto, após cair 0,6% na quarta-feira. Destaque para a petrolífera Royal Dutch Shell que sobe 1,53% e a rival BP avança 1,41%, na sequência em que os preços do petróleo ganham terreno, mas analistas acreditam que se os membros da OPEP não conseguirão selar um acordo satisfatório hoje, o barril a $ 50 continuará a ser uma barreira sólida, pois o Irã está trabalhando para um aumento significativo na produção de petróleo, com objetivo de atingir uma produção de 4,8 milhões de barris por dia dentro de cinco anos, de acordo com a Dow Jones Newswires.

Destaque de alta também para ações de bancos. Barclays sobe 2,22% e Standard Chartered avança 2,66% e entre as mineradoras, que foram duramente surradas ontem, Anglo American sobe 0,76%, Antofagasta avança 0,31% e Glencore opera em alta de 0,81%. Entre as gigantes, BHP Billiton sobe 0,24% e Rio Tinto sobe 0,62%.

Os preços de produtos que saem das fábricas da zona do euro caiu ao ritmo anual mais rápido desde o final de abril de 2009, sublinhando as dificuldades que o Banco Central Europeu enfrenta para aumentar sua inflação. A agência de estatísticas da União Europeia, disse que os preços ao produtor caiu 0,3% em relação a março e caíram 4,4% ante abril de 2015. Essa foi a maior queda anual desde novembro de 2009, quando as economias da zona euro e do mundo estavam lutando com as consequências da crise financeira. A queda sugere que os preços ao consumidor não deva subir muito nos próximos meses. Eurostat disse na terça-feira que os preços ao consumidor foram 0,1% menores em maio do que um ano antes, o segundo mês consecutivo de deflação.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
8h30 - Challenger Job Cuts (número de demissões corporativas);
9h15 - ADP Non-Farm Employment Change (número de postos de trabalho no setor privado dos EUA);
9h30 - Unemployment Claims (número de pedidos de auxílio-desemprego);
9h35 - Discurso do membro do FOMC Jerome H. Powell;
12h00 -  Crude Oil Inventories (Relatório de Estoques de Petróleo dos Estados Unidos);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h40

ÁSIA
Nikkei: -2,32%
Austrália: -0,83%
Xangai Composite: +0,40%
Hong Kong: +0,47%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +0,14%
London - FTSE: +0,40%
Paris CAC 40: +0,09%
Madrid IBEX: +1,24%
FTSE MIB: +0,87%

COMMODITIES
BRENT: +0,12%
WTI: +0,02%
OURO: +0,35%
COBRE: -0,22%
SOJA: +0,57%
ALGODÃO: +0,08%
MILHO: -0,08%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,04%
SP500: -0,06%
NASDAQ: -0,02%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.
RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 01/06/2016

ÁSIA: A maioria dos principais mercados asiáticos fecharam em queda nesta quarta-feira, o primeiro pregão de junho, após sinais mistos dos índices PMI da China e melhora no crescimento da economia australiana.

O PIB da Austrália subiu 3,1% no primeiro trimestre, bem melhor do que a previsão da Reuters de um crescimento de 2,8%, fazendo com que o dólar australiano chegasse a $ 0,7299, comparado com US $ 0,7230 de antes da divulgação dos dados. O S & P / ASX 200 fechou em baixa de 1,03%, a 5.323,20 pontos. O subíndice financeiro caiu 1,09%, enquanto o setor de energia caiu 1,77%.  Os dados de crescimento inicialmente estimulou expectativas de que o Banco da Reserva da Austrália pudesse segurar os cortes de juros, mas alguns analistas disseram que com a inflação permanecendo baixa e pelo fato de grande parte do crescimento foi impulsionado pelas exportações, um corte nas taxas ainda pode ser uma opção viável para o banco central, enquanto outros analistas acreditam que o resultado do PIB mostrou um aumento da desconexão entre a atividade econômica (que está melhorando) e da inflação (que permanece abaixo do nível de conforto do RBA) e neste contexto econômico sólido, a flexibilização monetária será muito mais gradual e que os cortes nas taxas poderiam vir no longo prazo.

Entre as blue-chip, BHP Billiton despencou 3,1%, enquanto Rio Tinto recuou 2%, após o preço à vista do minério de ferro cair 1,4%, para US $ 49,60. Os quatro grandes bancos caíram entre 1,1 e 1,4%. A atmosfera relativamente desconfortável forneceu impulso para produtoras de ouro. Newcrest subiu 2% e Evolution Mining avançou 1,5%.

O Nikkei do Japão fechou em baixa de 1,62%, em 16,955.73 pontos, pesada por uma alta do iene, na expectativa de que o primeiro-ministro Shinzo Abe deve anunciar que postergará a elevação do imposto sobre vendas prevista para o próximo ano até 2019. Embora a notícia seja amplamente esperada, pode reacender preocupações sobre a capacidade do Japão em lidar com a sua carga das dívidas do governo, que chega a 20% do PIB.  O primeiro-ministro japonês deve dizer aos legisladores nesta quarta-feira que iria atrasar o aumento dos impostos sobre vendas previstos para o próximo ano, destacando a fraqueza na economia depois de mais de três anos de seu programa de crescimento "Abenomics". O movimento sublinha as dificuldades que Abe tem enfrentado na tentativa de alcançar um crescimento sustentável, robusto, que prometera quando assumiu o cargo 3 anos e meio atrás. Embora a economia do Japão tenha expandido durante o primeiro trimestre deste ano, após dois dos três trimestres anteriores de contração,  economistas dizem que a tendência continua fraca.

A fraqueza das finanças públicas também poderia estimular downgrades da dívida do país por parte das agências de classificação. Segundo a Fitch, se o governo do Japão decidir atrasar o aumento de imposto sobre o consumo prevista para abril 2017, poderá prejudicar a credibilidade da consolidação do compromisso político fiscal e que iria aguardar mais detalhes sobre os novos planos fiscais do governo antes de dizer como isso afetaria o ratings do país.

O dólar foi buscar 109.85 ienes, abaixo dos 111 da terça-feira e a maioria dos exportadores fechou em baixa, na sequência de um iene mais forte, que pesa sobre lucros no exterior quando são convertidos para moeda local.

O Shanghai Composite fechou em baixa de 0,08%, a 2.914,21 pontos após oscilar entre os territórios positivo e negativo. Na terça-feira, o índice saltou 3,32%, na sequência de um relatório da Goldman Sachs que elevou a probabilidade de inclusão das A-Shares nos índices MSCI de 50% para 70%. O MSCI vai anunciar a sua revisão anual em 15 de junho. O Shenzhen Composite avançou 0,76%, após subir 4,09% na terça-feira. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,26%.

Alguns analistas colocaram dúvidas de que um "sim" do MSCI irá estimular um aumento dos fundos nos mercados da China, alegando que pode não haver uma enxurrada de compradores especulativos, observando que o crescimento econômico no continente não deve voltar à sua taxas "estelares" anteriores e que as preocupações com créditos continuam a ser uma nuvem negra.

Foi divulgado diversos índices PMI na China. O PMI oficial que incide sobre as grandes empresas ficou em 50,1 em maio, estável em relação à abril e ligeiramente acima da previsão da Reuters de 50,0. Níveis acima de 50 indicam expansão. O PMI que mede serviços, caiu para 53.1 em Maio, ante 53,5 de abril. O setor de serviços já responde por mais da metade do PIB da China, enquanto o PMI Caixin de manufatura da China, que incide sobre as pequenas e médias empresas, caiu para 49,2, ante 49,4 em abril e abaixo das expectativas de 49,3 de uma pesquisa da Reuters.

De uma maneira geral, as leituras dos PMIs para maio ficaram abaixo do esperado, sugerindo que a atividade teve uma melhoria apenas razoável no mês passado.

Ações de energia ao redor da região perderam terreno depois que os preços do petróleo não conseguiram se segurar acima dos níveis de US $ 50 por  barril. Investidores estarão prestando atenção na reunião da OPEP, que se realizará nesta quinta-feira em Viena, mas muitos não esperam nenhum acordo para reduzir a produção.  Na Austrália, a Woodside caiu 1,79%, enquanto no Japão Inpex recuou 1,56%.

EUROPA: As bolsas europeias abriram em baixa, com os investidores digerindo as últimas leituras dos índices PMI da China e aguardam eventos políticos importantes nesta semana. O pan-europeu STOXX 600 cai 0,75%.

As atenções se voltam para os mercados petrolíferos depois que o ministro do petróleo dos Emirados Árabes Unidos colocou pressão sobre os preços, dizendo que o óleo já estava corrigindo para cima, amortecendo as esperanças de uma ação em Viena, onde os membros da Opep estarão reunidos na quinta-feira. Existiam expectativas de que houvesse um corte na produção de petróleo para ajudar a estabilizar o mercado, mas os analistas estão cada vez mais céticos de que a Opep não conseguirá fechar um acordo neste sentido.  Reservas de petróleo e gás seguem negociados em território negativo.

Outro foco importante para os investidores é quando a Reserva Federal vai aumentar as taxas de juros. Autoridades políticas, incluindo a presidente do Fed, Janet Yellen, não descartam um aumento em junho, mais cedo do que o mercado esperava. A incerteza em torno do tempo também pesou sobre o sentimento dos investidores. As perspectivas de uma alta das taxas tem fortalecido o dólar, que coloca pressão sobre os preços dos metais. O setor de recursos registra um dos piores desempenhos no pan-índice.

A reunião do Banco Central Europeu na quinta-feira também será acompanhada de perto. Os investidores querem saber se BCE alterará sua previsão de inflação e encontrarão alguma pista sobre novas medidas de política monetária.

Na frente de dados na Europa, o crescimento no setor manufatureiro da Espanha desacelerou. O índice PMI da Markit ficou em 51,8 em maio, abaixo dos 53,5 de abril, mas ainda acima do nível de 50 pontos, que separa crescimento de contração e para a zona euro como um todo, o PMI de fabricação atingiu 51,5 em maio, ante 51,7 em abril.

No Reino Unido, o FTSE 100 opera em queda após o índice terminar 0,6% menor na terça-feira, com o sentimento pesado por uma pesquisa mostrando mais apoio para uma saída do Reino Unido da União Europeia. O índice terminou o mês de maio com uma queda de 0,2%, a primeira perda mensal em quatro meses.

Nesta quarta-feira, a maioria das ações de empresas mineradoras lutam depois dos dados de fabricação chinesa. O índice oficial do setor manteve-se inalterado em maio, enquanto o índice Caixin caiu. Um analista disse que não importa qual dado que você deva olhar, pois todas elas apontam para um cenário imensamente frágil para a economia chinesa.  A produtora da platina e cobre Anglo American cai 2,95%, a mineradora de cobre Antofagasta recua 3,43%, enquanto os pesos pesados ​​de minério de ferro BHP Billiton e Rio Tinto caem 2,86 e 3,29%, respectivamente.

Os preços da habitação desacelerou 4,7% em maio, ante 4,9% em abril e construtoras britânicas operam sob pressão.

Em outras notícias, os sindicatos franceses começaram uma greve por tempo indeterminado na operadora ferroviária nacional e do metro de Paris, antecipando uma paralisação dos funcionários da aviação que deve ocorrer neste fim de semana, respondendo contra as reformas trabalhistas do governo no país.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
10h45 - Final Manufacturing PMI (número final da pesquisa referente ao nível de atividade industrial nos Estados Unidos);
11h00 - ISM Manufacturing PMI (mede o nível de atividade industrial no país);
11h00 - ISM Manufacturing Prices (expectativa dos negócios em relação à inflação futura, onde um número maior indica uma maior expectativa de inflação);
11h00 - Construction Spending (mede os gastos decorrentes da construção de imóveis);
15h00 - Beige Book (Livro Bege do Federal Reserve - relatório sobre o desempenho atual da economia do país);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h20

ÁSIA
Nikkei: -1,62%
Austrália: -1,03%
Xangai Composite: -0,08%
Hong Kong: -0,26%

EUROPA
Frankfurt - Dax: -0,69%
London - FTSE: -0,70%
Paris CAC 40: -0,85%
Madrid IBEX: -1,29%
FTSE MIB: -1,31%

COMMODITIES
BRENT: -1,59%
WTI: -1,74%
OURO: +0,10%
COBRE: -1,48%
SOJA: -0,70%
ALGODÃO: -0,78%
MILHO: -0,68%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: -0,32%
SP500: -0,32%
NASDAQ: -0,25%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.