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terça-feira, 24 de maio de 2016

RESENHA DA BOLSA - QUARTA-FEIRA 24/05/2016

ÁSIA: A maioria dos principais mercados asiáticos fecharam em baixa nesta terça-feira, liderado por quedas no Japão e na China, enquanto os investidores continuam a lutar com a incerteza sobre o momento do próximo aumento da taxa de juro nos EUA.

O Nikkey fechou em baixa de 0,94%, a 16,498.76 pontos, em meio à pressão da nova força do iene em relação ao dólar. O par dólar-iene foi negociado em 109,22, em comparação com os níveis um pouco acima de 110 na sessão de segunda-feira na Ásia, quando a Reuters relatou que o ministro das Finanças do Japão disse que se o par movesse em 5 ienes dentro de dois dias seria considerado um "movimento unilateral, mas que o Japão não pretende desvalorizar o iene acentuadamente ou consistentemente.

A valorização do iene veio apesar dos dados na segunda-feira mostrarem que as exportações do país em abril caiu 10,1% em termos homólogos, enquanto as importações caíram 23%. Estrategistas de mercados acreditam que os dados decepcionantes fortalece a premissa de que estímulos monetários ou fiscais serão necessários. Tecnicamente, o Japão não precisa da aprovação de ninguém para intervir na moeda, mas se eles estavam relutantes em entrar no mercado quando par dólar / yen caiu para 106, definitivamente não estão considerando a ideia agora em 109.

Na Austrália, o S & P / ASX 200 fechou em queda de 0,44%, em 5,295.6 pontos, pesada por um declínio de 1,28% no subíndice de energia. A produtora de petróleo e gás Woodside caiu 1,3%. A queda acentuada do minério de ferro no pregão anterior ajudou a definir um dia instável para as mineradoras. O minério de ferro que subiu em meio ao frenesi especulativo da China no mês passado, só tem recuado neste mês, devido aumento dos estoques portuários na China, com analistas interpretando que a oferta global mais uma vez está superando a demanda. O minério com teor de 62% caiu 3,1% no Dalian Commodity Exchange, após atingir o pico de mais de US $ 70 em abril.

Os estoques nos portos chineses subiram acima de 100 milhões de toneladas, mostrando novas evidências de um aumento da oferta da Austrália e Brasil e coincidindo com a previsão da BHP na semana passada de que pode haver novas altas. Os estoques portuários incharam 1,6% na semana passada, para 100,45 milhões de toneladas, o maior nível desde março de 2015, segundo dados da Shanghai Steelhome Information Technology. Eles já subiram 7,9% neste ano. Seguindo a queda do minério de ferro, outras matérias-primas e produtos siderúrgicos também recuaram. Futuros do vergalhão em Xangai cairam 2,3% após recuarem 5,6% na segunda-feira, quando fechou em 1.947 yuan ($ US297) a tonelada, ante 2,787 yuan cerca de um mês atrás. O contrato de carvão coque em Dalian também recuou.

Fortescue caiu 2%, mas a BHP e  Rio Tinto subiram 0,1 e 0,5%, respectivamente e South32 caiu 2,5%. Ontem, BHP e Rio mergulharam em Londres, mas as ADRs das mineradoras subiram em Nova Iorque. As ações provavelmente já embutiram a queda dos preços dos metais.

Mercados da China continental caíram.  As autoridades chinesas definiram o yuan ligeiramente mais fraco em relação ao dólar americano. Analistas disseram que o ceticismo vinha crescendo se a China realmente está permitindo que as forças de mercado conduzam o valor do yuan. Shanghai Composite caiu 0,76% para 2,822.041 pontos, enquanto o Shenzhen Composite recuou 0,9%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 0,11%, contrariando a tendência regional. O apetite dos investidores foi reprimida pela confusão sobre como Pequim pretende lidar com a desaceleração da economia do país e gerir os mercados financeiros, bem como a preocupação de que as vendas de crédito e habitação poderia ser mais fraco em maio.

Apesar de muitos mercados escorregarem, os investidores continuam céticos de quando o Federal Reserve dos EUA  aumentará as taxas de juro no curto prazo, mesmo após comentários "hawkish" de três autoridades do Fed. Existe uma resistência predominante de não fazer grandes apostas antes da reunião de política no próximo mês do Fed e investidores estão propensos a não tomar posições de longo prazo, antes de dois grandes eventos em junho, que é a decisão da taxa de juros do Fed e o referendo pela saída do Reino Unido da União Europeia.

EUROPA: As bolsas europeias avançam com uma reviravolta nas ações do setor financeiro. O Stoxx Europe 600 sobe 1,09% após subir 0,4% na segunda-feira.

Os comentários do presidente do UBS, Axel Weber, injetou "um pouco de confiança" no mercado após dizer que está esperançoso na segunda metade do ano e que acredita que o Reino Unido deve continuar a ser membro na UE após seu referendo em 23 de junho. Weber também falou sobre as condições difíceis para o setor bancário europeu.

Entre os bancos, UBS sobe 0,14%, Commerzbank avança 0,82%, o espanhol Banco Santander sobe 0,59% e o italiano Banca Monte de Paschi di Siena dispara 3,86%. Deutsche Bank ganha 0,55% após passar por um rebaixamento classificações pela Moody na segunda-feira.

A pesquisa sobre o sentimento econômico alemão ZEW ficou em 6,4 em maio, com entrevistados apontando em parte, o próximo referendo no Reino Unido sobre o destino da Grã-Bretanha como membro da União Europeia, como responsável pelo recuo. Analistas consultados pela FactSet esperavam uma leitura de 12. As incertezas quanto à evolução, como um possível Brexit inibem uma perspectiva mais otimista, após um crescimento econômico alemão forte no primeiro trimestre, disse Presidente da ZEW, Achim Wambach em um comunicado. Em abril a leitura foi de 4,8.

No Reino Unido, o FTSE 100 sobe, após abertura em queda. O valor de referência de Londres recuou 0,3% na segunda-feira, com as ações de energia recuando ao lado de queda dos preços do petróleo. Hoje, as ações de commodities conseguem empurrar para cima o benchmark mesmo com os preços do petróleo caindo e com a persistência das preocupações com o aumento das taxas de juro pelo Fed. O mercado trabalha com uma possibilidade de 46% de um aumento da taxa em julho, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. A chance de uma alta em junho é de 30%.

Entre produtores de energia, BP sobe 0,13% e Royal Dutch Shell avança 0,2%. As empresas mineradoras avançam, apesar das preocupações com a perspectiva de um aumento da taxa de juro dos EUA nos próximos meses, o que poderia resultar em custos de empréstimo mais elevados para os mercados emergentes. Anglo American sobe 1,42%  e Antofagasta adiciona 0,63%. Rio Tinto sobe 0,72% após anunciar um novo chefe de tecnologia e inovação.

Os ministros das Finanças da zona do euro estão reunidos hoje em Bruxelas para tentar forçar um acordo se a Grécia deve passar na sua primeira revisão do terceiro programa de resgate acordado no ano passado. A discussão do Eurogrupo provavelmente vai concentrar primeiro em se as reformas de austeridade aprovadas pelos legisladores gregos no fim de semana são suficientes para desbloquear os 11 mil milhões de euros para o resgate e em seguida, sobre o potencial de redução da dívida.  Athex Composite da Grécia cai 1,69%.

Enquanto isso, na Áustria, o professor de economia de esquerda Alexander Van der Bellen foi eleito como presidente do país, marcando uma vitória apertada sobre Norbert Hofer do Partido da Liberdade da Áustria, anti-imigração, de extrema-direita.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
11h00 - New Home Sales de julho (número de casas novas com compromisso de venda);
11h00 - Richmond Manufacturing Index (consiste numa pesquisa com cerca de 100 fabricantes, determinando a saúde econômica do setor manufatureiro no distrito de Richmond. Qualquer leitura acima de 0 indica melhoria das condições do setor, enquanto uma leitura abaixo de 0 indica agravamento das condições);

ÍNDICES MUNDIAIS - 7h30

ÁSIA
Nikkei: -0,94%
Austrália: -0,44%
Xangai Composite: -0,76%
Hong Kong: +0,11%

EUROPA
Frankfurt - Dax: +1,08%
London - FTSE: +0,76%
Paris CAC 40: +1,51%
Madrid IBEX: +1,03%
FTSE MIB: +1,69%

COMMODITIES
BRENT: -0,38%
WTI: -0,28%
OURO: -0,66%
COBRE: +0,78%
SOJA: -0,85%
ALGODÃO: 0,00%
MILHO: -0,43%

ÍNDICES FUTUROS
Dow: +0,33%
SP500: +0,38%
NASDAQ: +0,41%

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.

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