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sexta-feira, 13 de maio de 2016

RESENHA DA BOLSA - SEXTA-FEIRA 13/05/2016

ÁSIA: Mercados na Ásia recuaram ainda mais nesta sexta-feira, com as ações japonesas sofrendo pressão da força do iene em relação ao dólar. O benchmark Nikkei oscilou entre ganhos e perdas antes de fechar em baixa de 1,41%, em 16,412.21 pontos, mas semana, o índice ainda registrou um ganho de 1,89%.

O iene japonês foi negociado a 108,60 em relação ao dólar, após fechar a sessão anterior em 109.01, derrubando papeis de grandes exportadores. Um iene mais forte é geralmente negativo para os exportadores, pois reduz seus lucros no exterior quando convertidos em moeda local. Com uma economia japonesa relativamente fraco, o iene forte é prejudicial e assim predomina a expectativa para o Banco do Japão (BOJ) adicionar mais medidas de estímulo.  Muitos economistas esperavam alguma ação por parte do BOJ no mês passado e a inércia derrubou os mercados. De acordo com a minuta da reunião de 27 e 28 de abril do BOJ, lançado na quinta-feira, o banco central disse que a economia do Japão provavelmente vai estar em uma tendência de expansão moderada devido a melhorias no emprego e renda, mas que a taxa de crescimento será um pouco menor do que as projeções anteriores devido à lentidão na produção e exportação, como resultado de uma desaceleração nas economias emergentes.

Mercados da China continental também fecharam em queda.  Shanghai Composite fechou 0,3% menor, no 2,827.37 pontos, enquanto o Shenzhen Composite caiu 0,31%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,99%.

O índice de referência da Austrália ASX 200 fechou em baixa de 0,57%, em 5329 pontos, com o setor de recursos sob pressão. Grandes mineradoras no país viram suas ações cair mais de 1% cada. Rio Tinto caiu 2,72%, Fortescue recuou 1,71% e BHP Billiton perdeu 2,1%.

Na Malásia, o índice de Kuala Lumpur caiu 1,36% após PIB do primeiro trimestre de 2016 crescer 4,2% em termos homólogos, com aumento de consumo público e privado compensando a demanda externa lenta, porém, o ritmo foi mais lento em comparação com o crescimento de 4,5% registrado no quarto trimestre de 2015.

O Banco da Coreia manteve sua política monetária inalterada, em um movimento que era amplamente esperada. O won coreano se fortaleceu contra o dólar após a decisão, com o par dólar / won sendo negociado abaixo de 1164 antes de avançar para 1.171,24 após o comunicado. O Kospi fechou em baixa de 0,53%.

Os preços do petróleo avançaram durante o pregão nos EUA, mas recuou novamente durante o horário asiático. Na Austrália, Santos recuou 2,8%, Oil Search caiu 1,6% e  no Japão, Inpex fechou em baixa de 4,23%o. Na China continental, China Petroleum subiu 0,43%, mas PetroChina recuou 0,14%.

EUROPA: As bolsas europeias recuam nesta manhã seguindo os declínios nos EUA e mercados asiáticos, bem como uma queda nos preços do petróleo. O pan europeu STOXX 600 caiu 0,39%, com destaque negativo para o setor automotivo, apesar das vendas de automóveis europeus aumentarem 9% em abril.

BMW divulgou que as vendas globais do grupo em Abril subiram 1,9%, ajudado por um forte crescimento com a sua marca MINI, mas as ações recuam de mais de 4% por também estarem sendo negociadas ex-dividendo nesta sexta-feira. As vendas da Daimler em abril subiram 21,2%, mas as ações recuam. Volkswagen também registra forte baixa, apesar de também relatar um aumento nos registros de automóveis em abril. Renault sobe e é destaque de alta no setor, após concordar com a Nissan em assumir uma participação de 34% na Mitsubishi Motors.

O PIB italiano cresceu 0,3% no primeiro trimestre em relação ao período anterior, mas ficou abaixo do crescimento de 0,6% visto na zona do euro como um todo no primeiro trimestre. UBI Banca cai após o Citigroup elevar sua meta de preço para as ações mas reavaliou seu valor para baixo. Banco Popolare também segue em forte baixa em meio à preocupação contínua sobre a saúde do setor bancário italiano. No início desta semana, o credor apresentou um prejuízo líquido surpresa no primeiro trimestre. Intesa Sanpaolo também cai em meio à preocupações contínuas sobre a saúde dos bancos do país.

Em outros papeis do setor, UBS opera no vermelho após Societe Generale cortar sua perspectiva de "compra" para "manter".

No Reino Unido, o FTSE 100 cai em torno do nível mais baixo em dois meses em uma semana de declínios numa semana que foi marcada por preocupações crescentes em relação a resultados corporativos. O benchmark caiu 1% na quinta-feira, colocando o valor de referência de Londres no caminho para uma perda semanal de 0,8%, estendendo para quatro semanas de quedas.

Entre os destaques em Londres, Coca-Cola despenca 5,30% após a segunda maior engarrafadora da Coca-Cola no mundo postar uma queda de 2,7% na receita trimestral, devido fraqueza das moedas nos mercados emergentes. Royal Dutch Shell cai 1,35%, após a empresa comunicar que cerca de 2.100 barris de petróleo vazaram de uma instalação no Golfo do México. Enquanto isso, as ações da rival BP recuam 0,51%. Entre as mineradoras, BHP Billiton sobe 0,79% e Rio Tinto avança 0,41%.

AGENDA DO INVESTIDOR:
EUA:
9h30 - Retail Sales (mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços) e o Core Retail Sales (exclui as vendas de automóveis e gás);
9h30 - Producer Price Index - PPI (mede o preço cobrado pelos produtores) e também o Core PPI (exceção aos preços de alimentação);
11h00 - Business Inventories (relatório sobre as vendas e os estoques do setor atacadista);
11h00 - Prelim UoM Consumer Sentiment (mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana);
11h00: Prelim UoM Inflation Expectations (mede a porcentagem que os consumidores esperam do preço dos bens e serviços nos próximos 12 meses);

OBSERVAÇÃO: Este material é um trabalho voluntário, resultado da compilação de dados divulgados em diversos sites da internet que são aqui resumidos de maneira didática para facilitar e agilizar a compreensão do leitor. O texto da sessão asiática está no tempo passado e a europeia no presente devido ao horário em que este relatório é redigido. Atentem-se para o horário da disponibilização dos dados.

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